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Versa

  • Tratamento da trombose (oclusão por trombo) de veias
    profundas já estabelecida com ou sem embolia pulmonar (oclusão de
    algum vaso no pulmão por trombo que migrou de outra veia).
  • Prevenção de tromboses venosas associadas à cirurgia ortopédica
    ou à cirurgia geral.
  • Prevenção de tromboses venosas em pacientes acamados, devido a
    doenças agudas, incluindo insuficiência cardíaca, insuficiência
    respiratória, infecções graves e doenças reumáticas.
  • Prevenção da coagulação do circuito de circulação extracorpórea
    durante a hemodiálise.
  • Tratamento da angina instável (dor no peito causada pela
    diminuição do suprimento de oxigênio no coração) e do infarto agudo
    do miocárdio sem onda Q (tipo de infarto), quando administrado
    concomitantemente ao ácido acetilsalicílico.

Como o Versa funciona?


Este medicamento diminui o risco de desenvolvimento de tromboses
de veias profundas e sua consequência mais grave, a embolia
pulmonar.

Versa® previne e trata estas duas condições, evitando
sua progressão ou recorrência, além de tratar angina instável e
infarto agudo do miocárdio sem onda Q.

A duração de uso de Versa® pode variar de um
indivíduo para o outro. A ação de Versa® inicia-se após
3 (três) a 5 (cinco) horas da injeção.

Versa® também evita a coagulação do sangue no
circuito de hemodiálise.

Contraindicação do Versa

Versa® não deve ser utilizado por
pacientes que apresentam:

  • Alergia à enoxaparina sódica, à heparina e seus derivados,
    inclusive outras heparinas de baixo peso molecular;
  • Sangramentos ativos de grande porte e condições com alto risco
    de desenvolvimento de sangramento incontrolável, incluindo acidente
    vascular cerebral (“derrame”) hemorrágico recente.

Não administrar Versa

®

por via intramuscular.

Este medicamento é contraindicado em
crianças.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Como usar o Versa

Para administração do Versa® pela via
subcutânea, deve-se seguir as instruções de uso mencionadas abaixo
como técnica de injeção subcutânea.

Técnica de injeção subcutânea

  1. Antes de administrar Versa®, confira a embalagem com
    a prescrição do médico.
  2. Retire a capa protetora da agulha.

  1. A seringa já está pronta para uso. Observe que existe uma
    pequena bolha de gás dentro da seringa. Este gás é inerte e esta
    bolha de gás não deve ser retirada de dentro da seringa. Uma gota
    pode aparecer na ponta da agulha. Caso isto ocorra, remova-a antes
    de injetar o medicamento. Para isso, aponte a agulha para baixo e
    dê batidas suaves no corpo da seringa.

  1. Versa® deverá ser administrado, de preferência, com
    o paciente deitado.

  1. O local ideal para a injeção subcutânea é no tecido subcutâneo
    do abdômen (cintura), alternando-se, a cada aplicação, o lado
    direito com o esquerdo.

  1. Deve-se proceder a limpeza do local da aplicação com algodão ou
    gaze embebidos em antiséptico (álcool 70%, por exemplo). A injeção
    subcutânea consiste na introdução da agulha verticalmente em todo o
    seu comprimento, na espessura de uma prega cutânea feita entre os
    dedos polegar e indicador no tecido subcutâneo do
    abdomen.

  1. Injete lentamente o conteúdo da seringa.

  1. Mantenha esta prega cutânea até o final da injeção.

  1. Para acionar o mecanismo de segurança, após completar a
    injeção, deve-se retirar a seringa do local da aplicação e
    continuar empurrando o êmbolo até que o mecanismo de segurança
    automático seja ativado. O escudo de segurança irá cobrir
    automaticamente a agulha. O mecanismo de segurança será ativado
    quando a seringa estiver completamente vazia, e o êmbolo estiver
    pressionado até o limite. A seringa poderá ser descartada no
    local apropriado.

  1. Ao final, faça discreta compressão local sem massagear.

Depois de abertas, as seringas de Versa® devem ser
utilizadas imediatamente. Se houver solução remanescente após o
uso, descartá-la.

Posologia do Versa


Prevenção de trombose de veias profundas e de embolia
pulmonar

A posologia de Versa® é determinada pela
predisposição individual de ocorrer trombose venosa em situações
desencadeantes como cirurgia, imobilização prolongada e trauma,
entre outras.

Dessa maneira, são considerados com risco moderado
os indivíduos que apresentem os seguintes fatores
predisponentes:

  • Idade superior a 40 (quarenta) anos.
  • Obesidade.
  • Varizes dos membros inferiores.
  • Tumores.
  • Doença pulmonar ou cardíaca crônica.
  • Uso de estrógeno.
  • Fase após o parto.
  • Infecções sistêmicas.
  • Entre outros.

São considerados com alto risco os indivíduos com história de
embolia e trombose venosa prévia, tumores abdominais ou pélvicos,
cirurgia ortopédica de grande porte dos membros inferiores, entre
outros.

Pacientes cirúrgicos

Em pacientes que apresentam risco moderado de trombose venosa
(por exemplo, cirurgia abdominal), a prevenção é obtida com a dose
recomendada de Versa® de 20mg 1 (uma) vez ao dia por via
subcutânea. Na cirurgia geral, a primeira injeção deve ser
administrada 2 (duas) horas antes da
intervenção cirúrgica.

Em pacientes com alto risco de trombose venosa (por exemplo:
cirurgia ortopédica), a prevenção é obtida com injeção única diária
subcutânea de Versa® de 40mg. A primeira injeção deve
ser aplicada 12 (doze) horas antes da intervenção. 

A duração do tratamento depende da persistência do risco de
trombose, em geral, até a deambulação do paciente (em média, 7
(sete) a 10 (dez) dias após a intervenção). Tratamento mais
prolongado pode ser apropriado em alguns pacientes e deve ser
mantido enquanto houver risco de trombose venosa e até a
deambulação do paciente. A administração única diária de 40mg de
Versa® por 3 (três) semanas adicionais, além da
profilaxia inicial (em geral, após a alta hospitalar), comprovou
ser benéfica em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica.

Pacientes clínicos

A dose recomendada para pacientes clínicos é de 40mg de
enoxaparina sódica, 1 (uma) vez ao dia, administrada por via
subcutânea. A duração do tratamento deve ser de, no mínimo, 6
(seis) dias, devendo ser mantido até a deambulação total do
paciente, por um período máximo de 14 (quatorze) dias.

Tratamento da trombose de veias profundas

A posologia recomendada de Versa® recomendada para o
tratamento de tromboses de veias profunda é de 1,5mg/kg, 1 vez ao
dia ou 1mg/kg, 2 (duas) vezes ao dia, administrada por via
subcutânea. A enoxaparina sódica é geralmente prescrita por um
período médio de 10 (dez) dias.

A terapia anticoagulante oral deve ser iniciada quando
apropriado, e o tratamento com Versa® deve ser mantido
até o início do efeito terapêutico do anticoagulante oral.

Tratamento de angina instável e infarto agudo do
miocárdio sem onda Q

A posologia recomendada de Versa® é de 1mg/kg a cada
12 (doze) horas, por via subcutânea, administrada concomitantemente
com ácido acetilsalicílico (100 a 325mg, 1 (uma) vez ao dia).
Nestes pacientes, o tratamento com Versa® deve ser
prescrito por no mínimo 2 (dois) dias, e mantido até estabilização
clínica.

A duração normal do tratamento é de 2 (dois) a 8 (oito)
dias.

Prevenção da coagulação do circuito extracorpóreo
durante a hemodiálise

Administração por via intravenosa

A dose recomendada é de 1mg/kg de Versa® injetada na
linha arterial do circuito, no início da sessão de hemodiálise. O
efeito desta dose geralmente é suficiente para uma sessão com
duração de 4 horas.

No caso de aparecimento de anéis de fibrina ou de uma sessão
mais longa que o normal deve-se administrar dose complementar de
0,5 a 1,0mg/Kg de Versa®. Em pacientes sob alto risco
hemorrágico, a dose deve ser reduzida para 0,5mg/Kg quando o acesso
vascular for duplo ou 0,75mg/kg quando o acesso vascular for
simples.

Risco de uso por via de administração não
recomendada

Não há estudos dos efeitos de Versa® administrado por
vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia
deste medicamento, a administração deve ser somente pela via
subcutânea e intravenosa, conforme recomendado pelo médico.

Idosos

Não é necessário realizar ajuste posológico em idosos, a menos
que a função renal (dos rins) esteja prejudicada.

Insuficiência renal

Insuficiência renal grave

É necessário realizar ajuste posológico em pacientes com
insuficiência renal grave (clearance de creatinina lt;
30mL/min), de acordo com as tabelas a seguir, visto que a exposição
à enoxaparina sódica é significativamente aumentada nesta
população.

Para uso terapêutico, os seguintes ajustes posológicos
são recomendados:

Dose padrão

Insuficiência grave dos rins

1mg/kg, por via subcutânea, duas vezes
ao dia

1mg/kg, por via
subcutânea, uma vez ao dia

1,5mg/kg, por via subcutânea, uma vez
ao dia

1mg/kg, por via subcutânea, uma vez ao
dia

Para uso profilático, os seguintes ajustes posológicos
são recomendados:

Dose padrão

Insuficiência grave dos rins

40mg, por via subcutânea, uma vez ao
dia

20mg, por via subcutânea, uma vez ao dia

20mg, por via subcutânea, uma vez ao
dia

20mg, por via subcutânea, uma vez ao
dia

Estes ajustes posológicos não se aplicam à indicação de
hemodiálise.

Insuficiência renal leve e moderada

Embora não seja recomendado realizar ajuste posológico em
pacientes com insuficiência renal moderada (clearance de
creatinina 30-50mL/min) e leve (clearance de creatinina
50-80mL/min), é aconselhável que se faça monitorização clínica
cuidadosa.

Insuficiência hepática (do fígado)

Devido à ausência de estudos clínicos, recomenda-se cautela em
pacientes com insuficiência hepática.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu
médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Versa?


Use o medicamento assim que se lembrar de que esqueceu uma dose.
Se o horário estiver próximo ao que seria a dose seguinte, pule a
dose perdida e siga o horário das outras doses normalmente. Não
dobre a dose para compensar a dose omitida.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Versa

Hemorragia (sangramento)

Assim como outros anticoagulantes, pode ocorrer sangramento em
qualquer local. Se ocorrer sangramento, a origem da hemorragia deve
ser investigada e tratamento apropriado deve ser instituído.

Monitorização da contagem de plaquetas (célula sanguínea
necessária para a coagulação)

O risco de redução no número de plaquetas induzida por heparina
também existe com heparinas de baixo peso molecular e pode ocorrer
entre o 5º e 21º dia após o início do tratamento com
enoxaparina sódica. Por essa razão, deve-se realizar a contagem do
número de plaquetas antes do início e regularmente durante o
tratamento com enoxaparina sódica.

Na prática, em caso de confirmação de diminuição do número de
plaquetas (30 a 50% do valor inicial), o tratamento com enoxaparina
sódica deve ser imediatamente interrompido e substituído por outra
terapia.

As heparinas de baixo peso molecular (HBPM)

As heparinas de baixo peso molecular (HBPM) devem ser utilizadas
individualmente, pois existem diferenças básicas entre elas quanto
ao processo de produção, peso molecular, unidade e dosagem.
Isto ocasiona diferenças em suas atividades farmacológicas;
portanto, é necessário obedecer às instruções de uso de cada
medicamento.

Anestesia espinhal/peridural (“raqui” e “peri”, tipos de
anestesias locais, aplicadas nas costas)

Assim como com outros anticoagulantes, foram relatados casos de
hematoma intraespinhal (dentro da medula espinhal) com o uso
concomitante de enoxaparina sódica e anestesia espinhal/peridural,
que podem resultar em paralisia prolongada ou permanente. Estes
eventos são raros com a administração de doses ≤ 40mg/dia de
enoxaparina sódica.

O risco destes eventos pode ser aumentado pela administração de
doses maiores de enoxaparina sódica, uso de cateter epidural
(catéter de anestesia aplicado dentro do espaço peridural)
pós-operatório ou em caso de administração concomitante de outros
medicamentos, como alguns anti-inflamatórios. O risco parece também
ser aumentado por traumatismo ou punções espinhais repetidas.

Para reduzir o risco potencial de sangramento associado ao uso
concomitante de enoxaparina sódica e anestesia/analgesia peridural
ou espinhal, a introdução e remoção do cateter devem ser realizadas
quando o efeito anticoagulante da enoxaparina sódica estiver
baixo.

A introdução ou remoção do cateter deve ser postergada para 10
(dez) – 12 (doze) horas após a administração de enoxaparina sódica,
na profilaxia das tromboses de veias profundas, enquanto que, em
pacientes recebendo doses maiores de enoxaparina sódica, a
introdução ou remoção do cateter deverá ocorrer 24 (vinte e quatro)
horas após a administração. A dose subsequente de enoxaparina
sódica deve ser administrada no mínimo 2 (duas) horas após a
remoção do cateter.

O médico deve decidir sobre a administração de anticoagulantes,
durante o uso de anestesia peridural/espinhal. Os pacientes devem
informar imediatamente seu médico caso apresentem qualquer sintoma,
tais como dor na região lombar, entorpecimento ou fraqueza dos
membros inferiores, alterações intestinais e/ou urinárias.

Em caso de suspeita de sinais ou sintomas de hematoma
intraespinhal, devem ser efetuados o diagnóstico e tratamento com
urgência.

Procedimentos de revascularização coronária percutânea
(procedimento para o tratamento do infarto)

Para minimizar o risco de sangramento após procedimentos de
revascularização, deve-se ter atenção especial ao local do
procedimento, para detecção de sinais de sangramento ou formação de
hematoma.

A utilização de Versa® (enoxaparina sódica)
não afeta a habilidade de dirigir ou operar máquinas

Verifique sempre o prazo de validade que se encontra na
embalagem do produto e confira o nome para não haver enganos. Não
utilize Versa® (enoxaparina sódica) caso haja sinais de
violação ou danificações da embalagem.

Gravidez

Estudos em animais não demonstraram qualquer evidência de
toxicidade ao feto ou malformação fetal. Em ratas prenhes, a
passagem de enoxaparina sódica por meio da placenta é mínima. Em
humanos, não existe evidência da passagem da enoxaparina sódica por
meio da placenta durante o segundo trimestre da gravidez. Ainda não
existem informações disponíveis a este respeito, durante o primeiro
e terceiro trimestres da gravidez. Como não foram realizados
estudos adequados e bem controlados em gestantes e como os estudos
realizados em animais nem sempre são bons indicativos da resposta
no ser humano, deve-se utilizar enoxaparina sódica durante a
gravidez, somente se o médico considerar como estritamente
necessário.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Amamentação

Em ratas lactantes, a concentração de enoxaparina sódica ou de
seus metabólitos marcados no leite é muito baixa. Não se sabe
se a enoxaparina sódica inalterada é excretada no leite humano. A
absorção oral da enoxaparina sódica é improvável; porém, como
precaução, não se deve amamentar durante o tratamento com
Versa® (enoxaparina sódica).

Pacientes idosos

Não foi observado aumento na tendência de sangramento em idosos
com doses usadas para prevenção de tromboses; porém, pacientes
idosos (especialmente ≥ 80 anos de idade) podem ter um aumento no
risco de complicações hemorrágicas, com doses terapêuticas.
Portanto, aconselha-se monitorização clínica cuidadosa.

Pacientes idosos podem apresentar eliminação reduzida da
enoxaparina.

Crianças

A segurança e eficácia da enoxaparina sódica em crianças ainda
não foram estabelecidas.

Restrições a grupos de risco

A enoxaparina sódica, assim como qualquer outro
anticoagulante, deve ser utilizada com cautela, em pacientes com
alto risco de sangramento, como nos seguintes casos:

  • Alterações na coagulação;
  • História de úlcera ou sangramento gastrointestinal
    recente;
  • Acidente vascular cerebral (derrame) isquêmico recente;
  • Hipertensão arterial grave não controlada por
    medicamentos;
  • Retinopatia por diabetes ou por hipertensão arterial (pressão
    alta);
  • Doença grave do fígado;
  • Neurocirurgia ou cirurgia nos olhos recente;
  • Uso concomitante de medicamentos que afetem a coagulação.

Próteses mecânicas valvulares cardíacas

O uso de Versa® (enoxaparina sódica) não foi
adequadamente estudado para casos de prevenção de tromboses em
pacientes com próteses valvulares cardíacas. Foram relatados casos
isolados de trombose em pacientes com próteses mecânicas valvulares
que receberam enoxaparina para prevenção de trombose. A avaliação
destes casos é limitada devido aos fatores causais serem confusos.
Alguns destes casos foram em gestantes nas quais a trombose
resultou em óbitos materno e fetal. Gestantes com próteses
mecânicas valvulares cardíacas podem apresentar maior risco para
tromboses e embolias.

Insuficiência dos rins

Em pacientes com insuficiência renal, existe aumento no risco de
hemorragias. Como a exposição à enoxaparina sódica aumenta
significantemente em pacientes com insuficiência renal grave
(clearance de creatinina lt; 30mL/min), o ajuste de doses
é recomendado para uso terapêutico e preventivo. Embora não seja
recomendado ajuste de doses em pacientes com clearance de
creatinina entre 30-80 mL/min, é aconselhável realizar
monitorização clínica cuidadosa.

Peso baixo

Um aumento na exposição à enoxaparina sódica em doses
preventivas não ajustadas ao peso tem sido observado em mulheres de
peso baixo (lt; 45 kg) e homens de baixo peso (lt; 57 kg), que pode
resultar em maior risco de hemorragia. Portanto, é aconselhável
realizar monitorização clínica cuidadosa nestes pacientes.

Diminuição no número de plaquetas induzida pela
heparina

Versa® (enoxaparina sódica) deve ser utilizada com
extrema cautela em pacientes, com história de redução no número de
plaquetas induzida pela heparina, com ou sem trombose, pois o risco
pode persistir por vários anos. A decisão do uso de enoxaparina
sódica em tais casos deve ser tomada somente por um médico
especialista;

Gestantes com próteses mecânicas valvulares
cardíacas

Não foram realizados estudos adequados para avaliar a utilização
de Versa® (enoxaparina sódica) na prevenção de tromboses
em gestantes, com próteses mecânicas valvulares cardíacas.

Reações Adversas do Versa

Assim como com todos os anticoagulantes, hemorragias são o
principal evento adverso de Versa®, que podem ocorrer em
qualquer local, principalmente na presença de fatores de risco
associados como lesões suscetíveis a sangramento, procedimentos
cirúrgicos ou uso de certas associações medicamentosas que afetam a
coagulação.

Comuns, gt; 1% e lt; 10%

Sistema nervoso central

  • Febre.
  • Confusão.
  • Dor.

Dermatológico

Vermelhidão, escoriações.

Gastrointestinal

Náuseas, diarreia.

Hematológico

Sangramentos (inclui casos de intracraniana e intraocular),
anemia e redução no número de plaquetas.

Já foram relatados casos de redução no número de plaquetas de
intensidade leve, transitória e assintomática durante os primeiros
dias de tratamento.

Hepática

Aumento das enzimas do fígado ALT e AST.

Local

  • Hematoma.
  • Dor.
  • Vermelhidão no local da injeção.

Renal

Saída de glóbulos vermelhos na urina.

Incomuns, gt; 0,1% e lt;1%

  • Reações alérgicas.
  • Reação alérgica de intensidade grave (anafilaxia).
  • Inflamação dos vasos da pele.
  • Inflamação da pele.
  • Hematoma na espinha.
  • Aumento das concentrações de potássio no sangue.
  • Aumento do colesterol.
  • Aumento de triglicérides.
  • Lesão vermelha na pele com coceira.
  • Manchas roxas na pele.
  • Hemorragia na região posterior do abdômen.
  • Necrose da pele (geralmente precedida por manchas roxas ou
    placas avermelhadas, infiltradas e dolorosas, devendo-se
    interromper o tratamento com enoxaparina sódica).
  • Aumento do número de plaquetas.
  • Lesões avermelhadas.
  • Bolhosas.

Foram relatados raros casos de redução no número de plaquetas de
origem alérgica com trombose. Em alguns casos, a trombose foi
complicada por menor irrigação sanguínea das extremidades.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento.

Informe a empresa sobre o aparecimento de reações
indesejáveis e problemas com este medicamento, entrando em contato
através do Sistema de Atendimento ao Consumidor (SAC).

Composição do Versa

Cada seringa preenchida de 20mg contém:

Enoxaparina sódica

20,0 mg

Água para injetáveis

0,2 mL

Cada seringa preenchida de 40mg contém:

Enoxaparina sódica

40,0 mg

Água para injetáveis

0,4 mL

Cada seringa preenchida de 60mg contém:

Enoxaparina sódica

60,0 mg

Água para injetáveis

0,6 mL

Cada seringa preenchida de 80mg contém:

Enoxaparina sódica

80,0 mg

Água para injetáveis

0,8 mL

Apresentação do Versa


Versa® (enoxaparina sódica) solução
injetável

20 mg/0,2 mL, 40 mg/0,4 mL

Embalagens com 2 e 6 seringas pré-enchidas com dispositivo de
segurança.

60 mg/0,6 mL e 80 mg/0,8 mL

Embalagens com 2 seringas pré-enchidas com dispositivo de
segurança.

Uso adulto.

Uso subcutâneo ou intravenoso.

Superdosagem do Versa

Sintomas e gravidade

A superdosagem acidental após administração intravenosa,
extracorporal ou subcutânea de Versa® pode causar
complicações hemorrágicas.

A absorção de enoxaparina sódica após a administração oral,
mesmo em altas doses, é pouco provável.

Tratamento

Os efeitos anticoagulantes podem ser, em grande parte,
neutralizados pela administração intravenosa lenta de protamina. A
dose de protamina deve ser idêntica à dose de enoxaparina sódica
administrada, ou seja, 1mg de protamina neutraliza o efeito
anticoagulante de 1mg de enoxaparina sódica, se a enoxaparina
sódica foi administrada nas primeiras 8 (oito) horas.

Uma infusão de 0,5mg de protamina para 1mg de enoxaparina sódica
pode ser administrada se a enoxaparina sódica foi administrada em
um período maior que 8 (oito) horas anteriores à administração da
protamina, ou se tiver sido determinado que uma segunda dose de
protamina seja necessária.

Após 12 (doze) horas da injeção de enoxaparina sódica, a
administração da protamina pode não ser necessária. Entretanto,
mesmo com doses elevadas de protamina, a atividade anti-Xa nunca é
completamente neutralizada (máximo de aproximadamente 60%).

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações sobre como proceder.

Interação Medicamentosa do Versa

Recomenda-se a interrupção do uso de medicamentos que afetam a
coagulação antes do início do tratamento, com enoxaparina sódica, a
menos que seu uso seja estritamente indicado.

Tais medicamentos incluem:

  • Salicilatos sistêmicos, ácido acetilsalicílico e outros
    anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs), incluindo o cetorolaco
    de trometamina.
  • Dextran 40, ticlopidina e clopidogrel.
  • Glicocorticoides sistêmicos.
  • Agentes trombolíticos e anticoagulantes.
  • Outros agentes antiplaquetários, incluindo os antagonistas da
    glicoproteína IIb/IIIa.

Em caso de indicação do uso de qualquer uma destas associações,
deve-se utilizar Versa® (enoxaparina sódica) sob
monitorização clínica e laboratorial apropriadas.

Interferência em exames laboratoriais

Nas doses utilizadas na prevenção de trombose venosa, a
enoxaparina sódica não influencia significantemente o tempo de
sangramento e os testes de coagulação globais, nem afeta a
agregação plaquetária ou a ligação do fibrinogênio às
plaquetas.

Pode ocorrer aumento do tempo de tromboplastina parcial ativada
(TTPa) e do tempo de coagulação ativada (TCA) (exames que checam
como está a coagulação do sangue) com a administração de altas
doses. Aumentos no TTPa e TCA não estão linearmente correlacionados
ao aumento da atividade antitrombótica da enoxaparina sódica,
sendo, portanto, inadequados e inseguros para a monitorização da
atividade da enoxaparina sódica.

Informe a seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento de seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Ação da Substância Versa

Resultados de Eficácia


Cirurgia abdominal

Em um estudo duplo-cego em pacientes submetidos à cirurgia
eletiva de tumores gastrointestinais, urológicos, ou do trato
ginecológico, um total de 1116 pacientes foram incluídos e 1115
receberam profilaxia de TEV.

Enoxaparina sódica (substância ativa) 40 mg SC, uma vez ao dia,
começando 2h antes da cirurgia e continuado por um período de no
máximo 12 dias após a cirurgia, teve sua eficácia comparada a da
heparina não fracionada (HNF) 5000 U SC a cada 8h na redução do
risco de trombose venosa profunda (TVP). Os dados de eficácia são
apresentados abaixo [ver tabela 1] (Bergqvist et al,
1997).

Tabela 1 – Eficácia de Enoxaparina sódica na
profilaxia de TVP após cirurgia abdominal

Indicação

Regime

Enoxaparina sódica (substância ativa) 40 mg SC cada 24h
n (%)

Heparina 5000 U SC cada 8h n (%)

Todos os pacientes
submetidos à cirurgia abdominal que receberam profilaxia
555 (100)560 (100)
TEV total1
(%)
56 (10,1) (95% IC2: 8 a
13)
63 (11,3) (95% IC: 9 a
14)
Somente TVP (%)54 (9,7) (95% IC: 7 a
12)
61 (10,9) (95% IC: 8 a
13)

1 TEV: tromboembolismo venoso incluíram TVP, EP
e óbitos considerados de causa tromboembólica.
2 IC: Intervalo de Confiança.

Em outro estudo duplo-cego, Enoxaparina sódica (substância
ativa) 40 mg SC uma vez ao dia foi comparado com HNF 5000 U SC a
cada 8h, em pacientes submetidos à cirurgia colorretal (um terço
deles com câncer).

Um total de 1347 pacientes foi incluído no estudo e todos
receberam tratamento. A profilaxia foi iniciada aproximadamente 2h
antes da cirurgia e continuada por aproximadamente 7 a 10 dias
após a cirurgia. Os dados de eficácia são apresentados abaixo [ver
tabela 2] (MacLeod RS et al, 2001).

Tabela 2 – Eficácia de Enoxaparina sódica na
profilaxia de TVP após cirurgia de câncer colorretal

Indicação

Regime

Enoxaparina sódica (substância ativa) 40 mg SC cada 24h
n (%)

Heparina 5000 U SC cada 8h n (%)

Todos os pacientes
submetidos à cirurgia abdominal que receberam profilaxia
555 (100)674 (100)
TEV total1
(%)
48 (7,1) (95% IC2: 5 a
9)
45 (6,7) (95% IC: 5 a
9)
Somente TVP (%)47 (7,0) (95% IC: 5 a
9)
44 (6,5) (95% IC: 5 a
8)

1 TEV: tromboembolismo venoso incluíram TVP, EP e
óbitos considerados de causa tromboembólica.
2 IC: Intervalo de Confiança.

Artroplastia de quadril

Em um estudo duplo-cego, randomizado, Enoxaparina sódica
(substância ativa) 40 mg SC uma vez ao dia foi comparado com HNF
5000 U SC a cada 8h, após artroplastia total de quadril. A
profilaxia foi iniciada 12h antes da cirurgia, no caso da
enoxaparina, e 2h antes da cirurgia, no caso da heparina. Um total
de 237 pacientes foram randomizados no estudo e receberam
profilaxia. Os resultados de eficácia são mostrados na tabela
abaixo [ver tabela 3] (Planes et al 1988).

Tabela 3 – Eficácia de Enoxaparina sódica na
profilaxia de TVP após artroplastia total de
quadril 

Indicação

Regime

Enoxaparina sódica (substância ativa) 40 mg SC cada
24h

Heparina 5000 U SC cada 8h

TVP total12,5%125%
TVP proximal (%)7,5%218,5%

1 Valor de p versus heparina: 0,03; redução
de risco relativo de 50%.
2 Valor de p versus heparina: 0,014; redução de
risco relativo de 59%.

Um estudo duplo-cego, multicêntrico, comparou três regimes de
dose de Enoxaparina sódica (substância ativa) em pacientes
submetidos à artroplastia de quadril. Um total de 572 pacientes
foram randomizados e 568 receberam a profilaxia proposta.

Profilaxia com Enoxaparina sódica (substância ativa) foi
iniciada 2 dias após a cirurgia e continuou por 7 a 11 dias após a
cirurgia. Os dados de eficácia são fornecidos abaixo [ver tabela 4]
(Spiro et al, 1994).

Tabela 4 – Eficácia de Enoxaparina sódica na
profilaxia de TVP após cirurgia de artroplastia de
quadril

1 Valor de p versus Enoxaparina sódica
(substância ativa) 10 mg cada 24h: 0,0008.
2 Valor de p versus Enoxaparina sódica
(substância ativa) 10 mg cada 24h: 0,0168.

Não houve diferença significativa entre os regimes de 30 mg cada
12h e 40 mg cada 24h.

Em um estudo de profilaxia estendida para pacientes submetidos à
artroplastia de quadril, os pacientes receberam durante a
internação, Enoxaparina sódica (substância ativa) 40 mg SC iniciado
12h antes da cirurgia para prevenir TVP pósoperatória.

Ao final do período perioperatório, todos os pacientes foram
submetidos à venografia bilateral.

Seguindo um desenho duplo-cego, todos os pacientes sem evidência
de doença tromboembólica foram randomizados para um regime pós-alta
de Enoxaparina sódica (substância ativa) 40 mg (n = 90) por via SC,
uma vez ao dia ou de placebo (n = 89) por 3 semanas. Nessa
população de pacientes, a incidência de TVP durante a fase de
profilaxia estendida foi significativamente mais baixa no
grupo que recebeu Enoxaparina sódica (substância ativa) comparado
ao placebo. Os dados de eficácia são apresentados na tabela abaixo
[ver tabela 5] (Planes et al 1996).

Tabela 5 – Eficácia de Enoxaparina sódica na
profilaxia estendida de TVP após artroplastia de
quadril

Indicação (Pós-alta)

Regime pós-alta

Enoxaparina sódica (substância ativa) 40 mg SC cada 24h
n (%)

Placebo SC cada 24h n (%)

Todos os pacientes com
profilaxia estendida
90 (100)89 (100)
TVP total (%)6
(7)(95% IC2: 3 a 14)
18 (20) (95% IC: 12 a
30)
TVP proximal (%)5
(6)3 (95% IC: 2 a 13)
7 (8) (95% IC: 3 a
16)

1 Valor de p versus placebo: 0,008.
2 IC: Intervalo de confiança.
3 Valor de p versus placebo: 0,537.

Em um segundo estudo, pacientes submetidos à artroplastia de
quadril receberam durante a hospitalização Enoxaparina sódica
(substância ativa) 40 mg SC, iniciado 12h antes da cirurgia. Todos
os pacientes foram examinados em busca de sinais e sintomas de
doença tromboembólica. Pacientes sem qualquer sinal de TEV foram
randomizados para um regime pós-alta com Enoxaparina sódica
(substância ativa) 40 mg SC uma vez ao dia (n = 131) ou placebo (n
= 131) por 3 semanas. Um total de 262 pacientes foram randomizados
nessa fase duplo-cega. De modo semelhante ao primeiro estudo,
a incidência de TVP durante a profilaxia estendida foi
significativamente menor com Enoxaparina sódica (substância ativa)
quando comparado ao placebo, com diferença estatisticamente
significativa tanto na incidência TVP total (Enoxaparina sódica
(substância ativa) [16%] versus placebo 45 [34%]; p =
0,001) quanto na de TVP proximal (Enoxaparina sódica (substância
ativa) 8 [6%] versus placebo 28 [21%]; p = lt;0,001)
(Bergqvist et al, 1996).

Artroplastia de joelho

Um total de 132 pacientes foram randomizados no estudo e 131
receberam profilaxia. Após hemostasia, profilaxia foi iniciada 12 a
24h após a cirurgia e continuada por até 15 dias. A incidência de
TVP total e proximal após cirurgia foi significativamente mais
baixa no grupo que recebeu Enoxaparina sódica (substância ativa)
comparado ao placebo. Os dados de eficácia são mostrados
abaixo [ver tabela 6] (Leclerc et al, 1992).

Tabela 6 – Eficácia de Enoxaparina sódica na
profilaxia de trombose venosa profunda após artroplastia total
de joelho

 

Indicação

Regime

Enoxaparina sódica (substância ativa) 30 mg cada 12h
SC  n (%)

Placebo  q12h SC  n (%)

Todos os pacientes
submetidos a artroplastia de joelho
47 (100)52 (100)
TVP Total (%)5
(11)(95% IC2: 1 a 21)
32 (62) (95% IC: 47 a
76)
TVP proximal (%)0
(0)(95% LC superior4: 5)
7 (13) (95% IC: 3 a
24)

1 Valor de p versus
placebo: 0,0001.
2 IC: Intervalo de Confiança.
3 Valor de p versus placebo: 0,013.
4 LC: Limite de Confiança.

Ainda em artroplastia eletiva de joelho, outro estudo clínico
aberto, de grupos paralelos, randomizado, comparou Enoxaparina
sódica (substância ativa) 30 mg SC a cada 12h com heparina 5000 U
SC a cada 8h. Um total de 453 pacientes foram randomizados e todos
receberam profilaxia conforme o grupo designado. A profilaxia
iniciou-se após a cirurgia e continuou até 14 dias. A incidência de
trombose venosa profunda foi significativamente menor com
Enoxaparina sódica (substância ativa), comparada com heparina
(Cowell et al, 1995).

Profilaxia de tromboembolismo em pacientes clínicos com
mobilidade reduzida durante doença aguda

Em um estudo multicêntrico, duplo-cego, de grupos paralelos,
Enoxaparina sódica (substância ativa) 20 mg ou 40 mg SC uma vez ao
dia foi comparado com placebo na profilaxia de TVP em pacientes
clínicos com mobilidade restrita durante uma doença aguda (definida
como distância percorrida lt;10 metros em tempo ≤ 3 dias).

Esse estudo incluiu pacientes com insuficiência cardíaca (NYHA
Classe funcional III ou IV); insuficiência respiratória aguda ou
insuficiência respiratória crônica complicada (sem necessidade de
suporte ventilatório): infecção aguda (exceto choque séptico)
ou doença reumatológica aguda. Um total de 1102 pacientes foi
incluído no estudo, e 1073 pacientes receberam profilaxia. A
terapia foi continuada por até 14 dias (media de duração de 7
dias). Quando administrado numa dose de 40 mg SC 1x/dia,
Enoxaparina sódica (substância ativa) reduziu significativamente a
incidência de TVP comparado ao placebo. Dados de eficácia são
mostrados abaixo [ver tabela 7] (Samama et al, 1999).

Tabela 7 – Eficácia do Enoxaparina sódica em
pacientes clínicos com mobilidade reduzida durante doença
aguda

1 Falha terapêutica durante os dias 1 e 14.
2 TEV: Eventos tromboembólicos, os quais incluem TVP, EP
e óbito considerado de origem embólica.
3 IC: Intervalo de Confiança

O tratamento profilático com Enoxaparina sódica (substância
ativa) 40 mg SC ao dia reduziu em 63% o risco de TEV. Em
aproximadamente 3 meses após a inclusão, a incidência de
tromboembolismo permaneceu significativamente mais baixa no grupo
que recebeu Enoxaparina sódica (substância ativa) 40 mg
versus o grupo placebo.

Tratamento de trombose venosa profunda (TVP) com ou sem
embolia pulmonar (EP)

Em um estudo multicêntrico, de grupos paralelos, 900 pacientes
com TVP aguda de membro inferior associada ou não à embolia
pulmonar foram randomizados para tratamento hospitalar com
Enoxaparina sódica (substância ativa) 1,5 mg/kg SC 1x/dia,
Enoxaparina sódica (substância ativa) 1 mg/kg SC cada 12h ou
heparina em bolus (5000 UI) seguido de infusão contínua
(administrada até atingir um TTPa de 55 a 85 segundos). Todos os
pacientes receberam tratamento. Todos os pacientes também receberam
varfarina sódica (dose ajustada de acordo com o TP para atingir um
RNI (relação normatizada internacional) entre 2 e 3), a partir
de 72h do início da terapia com Enoxaparina sódica (substância
ativa) ou HNF. Enoxaparina sódica (substância ativa) ou HNF foram
administrados por no mínimo 5 dias e até que o RNI desejado fosse
atingido.

Ambos os regimes de Enoxaparina sódica (substância ativa) foram
equivalentes à terapia com HNF em reduzir o risco de TEV
recorrente. Os dados de eficácia são mostrados abaixo [ver tabela
8] (Merli et al, 2001).

Tabela 8 – Eficácia de Enoxaparina sódica no
tratamento da trombose venosa profunda com ou sem embolia
pulmonar

Indicação

Regime1

Enoxaparina sódica (substância ativa) 1,5 mg/kg SC
1x/dia n (%)

Enoxaparina sódica (substância ativa) 1 mg/kg SC
cada 12h n (%)

Heparina Terapia IV ajustada por TTPa n (%)

Todos os pacientes com TVP tratados
(com ou sem EP)

298 (100)312 (100)

290 (100)

TEV Total2 (%)

13
(4,4)3
9 (2,9)3

12 (4,1)

Somente TVP (%)

11 (3,7)7 (2,2)

8 (2,8)

TVP Proximal (%)

9 (3,0)6 (1,9)

7 (2,4)

EP (%)

2 (0,7)2 (0,6)

4 (1,4)

1 Todos os pacientes também foram tratados com
varfarina sódica a partir de 72h do início do tratamento com
Enoxaparina sódica (substância ativa) ou heparina padrão.
2 TEV: evento tromboembólico (trombose venosa
profunda [TVP] e/ou embolia pulmonar [EP]).

Os intervalos de confiança de 95% para a diferença de tratamento
no TEV total foram: Enoxaparina sódica (substância ativa) 1x/dia
versus heparina (-3,0 a 3,5).

Enoxaparina sódica (substância ativa) cada 12h versus
heparina (-4,2 a 1,7).

Hemodiálise

Em um estudo, pacientes com insuficiência renal terminal (n=36)
fazendo hemodiálise 3 vezes por semana, receberam Enoxaparina
sódica (substância ativa) ou HNF e depois foram trocados para o
outro tratamento, a cada 12 semanas.

Enoxaparina 1 mg/kg foi administrada na forma de bolus
dentro da linha arterial antes da diálise. Doses subsequentes de
enoxaparina eram reduzidas para 0,2 mg/kg caso ocorresse
sangramento. HNF 50 UI/kg foi administrada na forma de
bolus dentro da linha arterial, seguida por uma dose de
manutenção de 1000 UI/hora.

As linhas e filtros de diálise ficaram significativamente mais
limpas (sem coágulos) com Enoxaparina sódica (substância ativa) em
comparação com HNF (plt;0,001) (Saltissi et al, 1999).

Tratamento de angina instável e infarto do miocárdio
(IM) sem elevação do segmento ST (Cohen et
al
, 1997)

Em um grande estudo multicêntrico, 3171 pacientes incluídos na
fase aguda de angina instável ou IM sem elevação do segmento ST
foram randomizados para receber, em associação com ácido
acetilsalicílico (100 a 325 mg, uma vez ao dia), 1 mg/kg de
Enoxaparina sódica (substância ativa) em injeção subcutânea a cada
12 horas, ou HNF por administração IV, ajustada com base no tempo
de tromboplastina parcial ativada (TTPa). Os pacientes
foram tratados em ambiente hospitalar por um período mínimo de
2 e máximo de 8 dias, até estabilização clínica, procedimentos de
revascularização ou alta hospitalar. Os pacientes foram
acompanhados por 30 dias. A Enoxaparina sódica (substância
ativa), em comparação à HNF, diminuiu significativamente a
incidência de angina recorrente, IM e óbito, com redução do risco
relativo de 16,2% no 14º dia, sustentado durante o período de 30
dias. Além disto, um número menor de pacientes do grupo
tratado com Enoxaparina sódica (substância ativa) foi submetido à
revascularização por angioplastia coronariana transluminal
percutânea (ACTP) ou por enxerto de ponte arterial coronariana
(15,8% de redução do risco relativo no 30º dia).

Tratamento do IM com elevação do segmento ST (Antman
et al, 2006)

Em um grande estudo multicêntrico, 20479 pacientes
diagnosticados com IM com elevação do segmento ST, elegíveis
para receber terapia fibrinolítica, foram randomizados para
receber:

Enoxaparina sódica (substância ativa) em bolus IV único
de 30 mg acompanhado de 1 mg/kg por via SC, seguido de doses SC de
1 mg/kg a cada 12 horas; HNF por administração IV, ajustada com
base no tempo de TTPa por 48 horas. Todos os pacientes também foram
tratados com ácido acetilsalicílico por um período mínimo de 30
dias.

A estratégia posológica de enoxaparina foi ajustada para
pacientes acometidos por insuficiência renal severa e para
pacientes idosos com idade maior ou igual a 75 anos. As
injeções SC de enoxaparina foram administradas por um período
máximo de 8 dias ou até que o paciente recebesse alta do hospital
(considerando o que ocorresse primeiro).

Em um subgrupo deste mesmo estudo, 4716 pacientes foram
submetidos à intervenção coronariana percutânea (ICP) recebendo
suporte antitrombótico com fármaco do estudo de modo cego.
Portanto, para pacientes que utilizaram a enoxaparina, a ICP
foi realizada com enoxaparina (sem troca) utilizando-se o regime
estabelecido em estudos prévios, ou seja, caso a última dose
SC tenha sido administrada há menos de 8 horas antes de o balão ser
inflado, não se administra dose adicional e caso a última dose
subcutânea tenha sido administrada há mais de 8 horas antes de o
balão ser inflado, administra-se uma dose adicional de 0,3 mg/kg
através de bolus intravenoso.

A Enoxaparina sódica (substância ativa) quando comparada com a
HNF reduziu significativamente a incidência do
desfecho primário, uma combinação de morte por qualquer causa
ou reinfarto do miocárdio nos primeiros 30 dias após
a randomização [9,9% no grupo tratado com enoxaparina,
comparado a 12,0% no grupo tratado com heparina nãofracionada] com
uma redução relativa do risco igual a 17% (Plt;0,001).

Os benefícios do tratamento com enoxaparina, evidenciados por
uma série de resultados de eficácia, surgiram em 48 horas, tempo no
qual houve uma redução de 35% do risco relativo de reinfarto do
miocárdio, quando comparado com o tratamento com HNF
(Plt;0,001).

O efeito benéfico da enoxaparina no desfecho primário foi
consistente entre os subgrupos principais do estudo, incluindo
idade, sexo, local do infarto, histórico de diabetes, histórico de
infarto do miocárdio anterior, tipo do fibrinolítico
administrado e tempo para tratamento com o fármaco em estudo.

Houve um benefício significativo do tratamento com enoxaparina,
quando comparado com o tratamento com HNF, em pacientes submetidos
à ICP dentro de 30 dias após a randomização (23% de redução do
risco relativo) ou em pacientes tratados com terapia medicamentosa
(15% de redução do risco relativo, P = 0,27
para interação).

A incidência do desfecho composto de morte, reinfarto do
miocárdio ou hemorragia intracraniana (uma medida do benefício
clínico líquido), considerando-se os 30 primeiros dias, foi
significativamente menor (plt;0,0001) no grupo tratado com
enoxaparina (10,1%) quando comparado com o grupo tratado com HNF
(12,2%), representando uma redução de 17% do risco relativo em
favor do tratamento com Enoxaparina sódica (substância ativa).

O efeito benéfico da enoxaparina no desfecho primário, observado
durante os primeiros 30 dias, foi mantido por um período de
acompanhamento de 12 meses.

Características Farmacológicas


Propriedades farmacodinâmicas

O princípio ativo de Enoxaparina sódica (substância ativa) é a
Enoxaparina sódica (substância ativa). Trata-se de uma heparina de
baixo peso molecular com peso médio de 4.500 dáltons. A
Enoxaparina sódica (substância ativa) é um sal de sódio.

A distribuição do peso molecular é:

lt; 2000 dáltons≤ 20%
2000 a 8000 dáltons≥ 68%
gt; 8000 dáltons≤ 18%

A Enoxaparina sódica (substância ativa) é obtida pela
despolimerização alcalina do éster benzil heparina derivado da
mucosa intestinal suína. Sua estrutura é caracterizada por um grupo
ácido 2-O-sulfo-4 enepiranosurônico no final não redutor da cadeia
e um 2-N, 6-O-dissulfo-D-glicosamina no final redutor da cadeia.
Aproximadamente 20% (variando entre 15% e 25%) da estrutura da
enoxaparina contêm um derivado 1,6 anidro no final redutor
da cadeia polissacarídica.

Em um sistema purificado in vitro, a Enoxaparina sódica
(substância ativa) apresenta alta atividade anti-Xa
(aproximadamente 100 UI/mg) e baixa atividade anti-IIa ou
antitrombina (aproximadamente 28 UI/mg).

Estas atividades anticoagulantes são mediadas por antitrombina
III (ATIII) resultando em atividade antitrombótica em humanos.

Além da sua atividade anti-Xa/IIa, as propriedades
antitrombótica e anti-inflamatória da enoxaparina foram
identificadas em indivíduos saudáveis e em pacientes, bem como em
modelos não clínicos.

Estes incluem inibição ATIII-dependente de outros fatores de
coagulação, como fator VIIa, indução da liberação do inibidor da
Via do Fator Tecidual endógeno, assim como uma liberação reduzida
de fator de von Willebrand do endotélio vascular para a
circulação sanguínea. Estes fatores são conhecidos por contribuir
para o efeito antitrombótico global da enoxaparina.

Propriedades farmacocinéticas

Características gerais

Os parâmetros farmacocinéticos da Enoxaparina sódica (substância
ativa) foram estudados principalmente com relação ao tempo da
atividade plasmática anti-Xa e também com relação à atividade
anti-IIa, nos intervalos de dose recomendados após administrações
subcutâneas únicas e repetidas e após administração intravenosa
única.

A determinação quantitativa das atividades farmacocinéticas
anti-Xa e anti-IIa foi realizada por métodos amidolíticos
validados com substratos específicos e com a enoxaparina padrão
calibrada contra o padrão internacional para heparinas de baixo
peso molecular (NIBSC).

Biodisponibilidade e absorção

A biodisponibilidade absoluta da Enoxaparina sódica (substância
ativa) após administração subcutânea, baseada na atividade anti-Xa,
é próxima de 100%. Os volumes de injeção e concentração de doses no
intervalo de 100–200 mg/mL não afetam os parâmetros
farmacocinéticos em voluntários saudáveis.

A máxima atividade anti-Xa plasmática média é observada 3 a 5
horas após administração subcutânea alcançando, aproximadamente,
0,2; 0,4; 1,0 e 1,3 UI anti-Xa/mL após administração subcutânea de
doses únicas de 20 mg, 40 mg, 1 mg e 1,5 mg/kg,
respectivamente.

Um bolus intravenoso de 30 mg seguido imediatamente por
uma dose subcutânea de 1 mg/kg a cada 12 horas forneceu um pico
inicial de níveis de fator anti-Xa igual a 1,16 UI/mL (n = 16) e
uma exposição média correspondente a 88% dos níveis do estado de
equilíbrio. O estado de equilíbrio é alcançado no segundo dia de
tratamento.

A farmacocinética da enoxaparina parece ser linear nos
intervalos de dose recomendados. A variabilidade intra
e interpacientes é baixa. Após repetidas administrações
subcutâneas de 40 mg, uma vez ao dia, e de 1,5 mg/kg uma vez ao
dia, em voluntários saudáveis, o estado de equilíbrio é alcançado
no 2° dia, com uma taxa de exposição média aproximadamente 15%
maior do que após a administração de dose única.

O nível de atividade da enoxaparina no estado de equilíbrio é
bem previsível pela farmacocinética de dose única.
Após administrações subcutâneas repetidas de 1 mg/kg, num
regime de 2 vezes ao dia, o estado de equilíbrio é alcançado
entre o 3° e o 4° dia, com uma exposição média aproximadamente 65%
maior do que após administração de dose única, e as concentrações
máxima e mínima médias de aproximadamente 1,2 e 0,52 UI/mL,
respectivamente. Baseada na farmacocinética da Enoxaparina sódica
(substância ativa), esta diferença no estado de equilíbrio é
esperada e está dentro do intervalo terapêutico.

A atividade plasmática anti-IIa após a administração subcutânea
é aproximadamente 10 vezes menor do que a atividade anti-Xa. A
máxima atividade anti-IIa média é observada aproximadamente 3-4
horas após administração subcutânea e alcança 0,13 UI/mL e
0,19 UI/mL após administração repetida de 1 mg/kg, duas vezes ao
dia e de 1,5 mg/kg, uma vez ao dia, respectivamente.

Distribuição

O volume de distribuição da atividade anti-Xa da Enoxaparina
sódica (substância ativa) é de aproximadamente 5 L e é próximo
do volume sanguíneo.

Metabolismo

A enoxaparina é metabolizada principalmente no fígado por
dessulfatação e/ou despolimerização formando moléculas de peso
menor, que apresentam potência biológica muito reduzida.

Eliminação

A Enoxaparina sódica (substância ativa) é um fármaco de baixa
depuração, com média de clearance plasmático anti-Xa de 0,74 L/h
após infusão intravenosa de 1,5 mg/kg em 6 horas.

A eliminação parece ser monofásica, com meia-vida de
aproximadamente 4 horas após uma dose subcutânea única, e até
aproximadamente 7 horas após doses repetidas.

O clearance renal dos fragmentos ativos representa
aproximadamente 10% da dose administrada e a excreção renal total
dos fragmentos ativos e não-ativos é de 40% da dose.

Características em Populações Especiais

Idosos

Com base nos resultados da análise farmacocinética populacional,
o perfil cinético da Enoxaparina sódica (substância ativa) não
é diferente em voluntários idosos comparados a voluntários jovens
quando a função renal é normal.

Entretanto, como é conhecido que a função renal diminui com o
aumento da idade, pacientes idosos podem apresentar retardo na
eliminação da Enoxaparina sódica (substância ativa).

Insuficiência renal

Observou-se uma relação linear entre o clearance plasmático de
anti-Xa e o clearance de creatinina no estado de equilíbrio, o que
indica um decréscimo do clearance da Enoxaparina sódica (substância
ativa) em pacientes com função renal reduzida. A exposição
anti-Xa representada pela AUC (área sob a curva), no estado de
equilíbrio, é levemente aumentada na insuficiência renal leve
(clearance decreatinina 50 – 80 mL/min) e moderada (clearance de
creatinina 30 – 50 mL/min) após repetidas doses subcutâneas de 40
mg, uma vez ao dia.

Em pacientes com insuficiência renal severa (clearance de
creatinina lt; 30 mL/min), a AUC no estado de equilíbrio é
significativamente aumentada em média em 65% após repetidas doses
únicas diárias subcutâneas de 40 mg.

Peso

Após repetidas doses subcutâneas de 1,5 mg/kg, uma vez ao dia, a
AUC média de atividade anti-Xa é levemente maior no estado de
equilíbrio em voluntários saudáveis obesos (IMC 30 – 48
kg/m2) em comparação aos voluntários controle
não-obesos, embora a atividade máxima observada não tenha
aumentado. Há menor clearance ajustado ao peso em voluntários
obesos tratados com doses subcutâneas.

Quando se administram doses não ajustadas ao peso, a exposição
da atividade anti-Xa é 52% maior em mulheres de peso baixo (lt; 45
kg) e 27% maior em homens de peso baixo (lt; 57 kg), após uma dose
subcutânea única de 40 mg, quando comparada aos voluntários
controle com peso normal.

Hemodiálise

Em um único estudo, a taxa de eliminação apresentou-se
semelhante, porém a AUC foi duas vezes maior que na população
controle, após uma dose intravenosa única de 0,25 ou 0,50
mg/kg.

Interações farmacocinéticas

Não foram observadas interações farmacocinéticas entre a
enoxaparina e trombolíticos quando
administrados concomitantemente.

Dados de Segurança Pré-Clínicos

Não foram realizados estudos de longa duração em animais para
avaliar o potencial carcinogênico da enoxaparina.

A enoxaparina não se mostrou mutagênica em testes in
vitro
, incluindo o teste Ames, o teste de mutação de células
de linfoma em camundongos, o teste de aberração cromossômica
linfocítica em humanos e os testes in vivo de aberração
cromossômica na medula óssea de ratos.

Demonstrou-se que a enoxaparina não tem nenhum efeito na
fertilidade ou no desempenho reprodutivo de ratos machos e fêmeas
em doses subcutâneas de até 20 mg/kg/dia. Estudos teratológicos
foram conduzidos em ratas e coelhas prenhes em doses subcutâneas de
enoxaparina de até 30 mg/kg/dia. Não houve nenhuma evidência
de efeitos teratogênicos ou fetotoxicidade devido à
enoxaparina.

Além dos efeitos anticoagulantes da enoxaparina, não houve
evidência de efeitos adversos em doses de 15 mg/kg/dia em 13
semanas de estudos de toxicidade subcutânea, ambos em ratos e cães
e em doses de 10 mg/kg/dia em 26 semanas de estudos de toxicidade
subcutânea e intravenosa ambos em ratos e macacos.

Cuidados de Armazenamento do Versa

Versa® deve ser conservado dentro da embalagem
original, em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC) e protegido
da luz.

Não congelar as seringas preenchidas.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade
vencido.

Para sua segurança, mantenha o medicamento na embalagem
original.

Características físicas e organolépticas

Solução límpida, isenta de partículas estranhas. Incolor a
levemente amarelada.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Versa

Registro M.S.: 1.0043.1016

Farm. Resp.:

Dra. Maria Benedita Pereira
CRF-SP 30.378

Fabricado por:

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CNPJ: 61.190.096/0001-92
Indústria Brasileira

Venda sob prescrição médica.

Versa, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.