Ciloxan Solucao Oftalmica Bula

Ciloxan Solução Oftálmica

  • Infecções oculares causadas por microrganismos
    susceptíveis;
  • Úlceras de córnea por Pseudomonas aeruginosa, Serratia
    arcescens, Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis,
    Streptococcus pneumoniae, Streptococcus (Grupo Viridans).
    Conjuntivites por Staphylococcus aureus, Staphylococcus
    epidermidis
    e Streptococcus pneumoniae.

Como o Ciloxan Solução Oftálmica funciona?


Ciloxan apresenta ação bactericida nas infecções
oculares.

Contraindicação do Ciloxan Solução
Oftálmica

Ciloxan está contraindicado em pacientes com
hipersensibilidade (alergia) ao princípio ativo, a outras
quinolonas ou a qualquer um dos excipientes da fórmula.

Como usar o Ciloxan Solução Oftálmica

Você deve usar este medicamento exclusivamente nos olhos.

Antes de usar o medicamento, confira o nome no rótulo para não
haver enganos. Não utilize Ciloxan Solução
Oftálmica caso haja sinais de violação e/ou danificações
do frasco.

A solução já vem pronta para uso. Não encoste a ponta do frasco
nos olhos, nos dedos e nem em outra superfície qualquer para
evitar a contaminação do frasco e do colírio.

Você deve aplicar o número de gotas da dose recomendada pelo seu
médico em um ou ambos os olhos. A duração do tratamento deve
ser estabelecida pelo seu médico.

Posologia do Ciloxan Ciloxan Solução
Oftálmica


Dose usual para tratamento de úlcera de
córnea:

Ao iniciar o tratamento:

2 gotas a cada 15 minutos durante as primeiras 6 horas. No
restante do dia, aplique 2 gotas a cada 30 minutos.

No segundo dia:

2 gotas a cada 1 hora.

Do terceiro ao décimo quarto dia:

2 gotas a cada 4 horas.

O tratamento poderá continuar por mais de 14 dias, se não tiver
ocorrido a reepitelização da córnea.

Dose usual para tratamento de Conjuntivite
bacteriana:

Aplique 1 ou 2 gotas a cada 2 horas durante os primeiros 2 dias
de tratamento. Aplique, então, 1 a 2 gotas a cada 4 horas,
durante os 5 dias seguintes.

Feche bem o frasco depois de usar.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Ciloxan Solução Oftálmica?


Você deve retornar a utilização do medicamento assim que se
lembrar seguindo normalmente os intervalos de horários entre as
aplicações até o final do dia. No dia seguinte, retornar aos
horários regulares.

Em caso de dúvidas, procure a orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Ciloxan Solução Oftálmica

Em pacientes recebendo terapia sistêmica com quinolonas, foram
relatadas reações de hipersensibilidade (anafiláticas) sérias e
ocasionalmente fatais, algumas após a primeira dose. Algumas
reações foram acompanhadas de colapso cardiovascular, perda de
consciência, formigamento, edema faríngeo ou facial, dispneia
(dificuldade para respirar), urticária (erupção na pele com
coceira) e prurido (coceira). O ciprofloxacino deve ser
descontinuado ao primeiro sinal de rash cutâneo (erupção cutânea)
ou qualquer outra reação de hipersensibilidade (alergia).

As reações de hipersensibilidade graves agudas ao ciprofloxacino
podem necessitar de tratamento de emergência imediato. O médico
deve administrar oxigênio e ventilação das vias aéreas quando
indicado clinicamente.

Como acontece com outras preparações antibacterianas, o uso
prolongado pode resultar no crescimento excessivo de bactérias e
fungos não sensíveis. Se ocorrer uma superinfecção, uma terapêutica
apropriada deverá ser iniciada pelo médico.

Pode ocorrer inflamação e ruptura de tendão com a terapia
sistêmica de fluoroquinolona incluindo ciprofloxacino,
particularmente em pacientes idosos e naqueles tratados
concomitantemente com corticosteróides. Portanto, o tratamento
com Ciloxan Solução Oftálmica deve ser interrompido ao
primeiro sinal de inflamação do tendão.

Apenas para uso ocular.

Em pacientes com úlcera de córnea e administração frequente de
Ciloxan Solução Oftálmica, foram observados
precipitados tópicos brancos nos olhos (resíduo de
medicamentos) que se resolveu após a aplicação continuada de
Ciloxan Solução Oftálmica. O precipitado não impede a
continuação da aplicação de Ciloxan Solução Oftálmica, nem
afeta negativamente a evolução clínica do processo de
recuperação.

O uso de lentes de contato não é recomendado durante o
tratamento de uma infecção ocular. Portanto, você deve
ser aconselhado a não usar lentes de contato durante o
tratamento com Ciloxan Solução Oftálmica.

Ciloxan Solução Oftálmica contém cloreto de
benzalcônio que pode causar irritação ocular e é conhecido por
alterar a coloração das lentes de contato gelatinosas. Evite o
contato com lentes de contato gelatinosas. No caso de você estar
autorizado a usar lentes de contato, você será instruído a
retirar as lentes de contato antes da aplicação de
Ciloxan Solução Oftálmica e esperar por pelo menos 15
minutos antes de recoloca-las.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar
máquinas:

Turvação transitória da visão ou outros distúrbios visuais podem
afetar a capacidade de dirigir ou operar máquinas. Se a visão
turvar após a administração, você deve esperar até que a visão
normalize antes de dirigir ou operar máquinas.

Uso pediátrico:

A experiência clínica em crianças menores de um ano de idade,
particularmente em recém-nascidos, é muito limitada.

Fertilidade:

Os estudos não foram realizados em humanos para avaliar o efeito
da administração tópica de ciprofloxacino sobre a fertilidade.
A administração oral em animais não indicou qualquer efeito
prejudicial direto na fertilidade.

Gravidez:

Não existem, ou existe em quantidade limitada, dados do uso de
Ciloxan Solução Oftálmica em mulheres grávidas. Estudos em
animais com ciprofloxacino não indicaram efeitos prejudiciais
diretos em relação à toxicidade reprodutiva.

Este medicamento não deve ser utilizado durante a
gravidez sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Lactação:

O ciprofloxacino é excretado no leite humano após administração
oral. Não se sabe se o ciprofloxacino é excretado no leite humano
após administração tópica ocular. O risco para crianças amamentadas
não pode ser excluído.

Reações Adversas do Ciloxan Solução
Oftálmica

As seguintes reações adversas foram reportadas durante
estudos clínicos com Ciloxan Solução Oftálmica e são
classificadas de acordo com a seguinte convenção:

  • Muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam
    este medicamento);
  • Comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este
    medicamento);
  • Incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este
    medicamento);
  • Rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este
    medicamento);
  • Muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam
    este medicamento).

Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas são
apresentadas por ordem decrescente de gravidade..

Classificação por sistema de órgão

Reações adversas
Termo preferido MedDRA (v. 15.1)

Reação adversa

Distúrbios do sistema imunológico

Raro

Hipersensibilidade (alergia)

Distúrbios do sistema nervoso

Incomum

Dor de cabeça

Raro

Tontura

Distúrbios oculares

Comum

Depósitos na córnea, desconforto
ocular, hiperemia ocular (vermelhidão)

Incomum

Ceratopatia (danos ou alteração na
colorocação da superfície do olho), ceratite ponteada, infiltrados
corneanos, fotofobia (sensibilidade à luz), diminuição da
acuidade visual, edema da pálpebra, visão turva, dor ocular, olho
seco, inchaço ocular, prurido ocular, lacrimejamento aumentado,
secreção ocular, crostas na margem da pálpebra, esfoliação
palpebral, edema conjuntival, eritema das pálpebras
(vermelhidão)

Raro

Toxicidade ocular (danos nos olhos),
ceratite, conjuntivite (inflamação nos olhos), defeito do epitélio
da córnea, diplopia (visão dupla), hipoestesia (diminuição da
sensibilidade) ocular, astenopia (cansaço ocular), hordéolo
(terçol), irritação ocular, inflamação ocular

Distúrbios do ouvido e labirinto

Raro

Dor de ouvido

Distúrbios respiratório, torácico e
mediastinal

Raro

Hipersecreção sinusal paranasal
(inflamação dentro do nariz), rinite

Distúrbios gastrintestinais

Comum

Disgeusia (alteração do paladar)

Incomum

Náusea

Raro

Diarreia, dor abdominal

Distúrbios da pele e tecido
subcutâneo

Raro

Dermatite (inflamação na pele)

Reações adversas adicionais identificadas a partir da
vigilância pós-comercialização, incluem o seguinte (as frequências
não puderam ser estimadas a partir dos dados
disponíveis)

Classificação por sistema de órgão

Termo preferido MedDRA (v. 15.1)

Distúrbios musculoesqueléticos e do
tecido conjuntivo

Distúrbios no tendão

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de
atendimento.

Composição do Ciloxan Solução Oftálmica

Apresentações:

Solução oftálmica estéril.

Frasco plástico conta-gotas contendo:

5 ml de solução oftálmica estéril de cloridrato de
ciprofloxacino (3,5 mg/ml).

Via de administração tópica ocular.

Uso adulto e pediátrico.

Composição:

Cada ml (31 gotas) contém:

Cloridrato de
ciprofloxacino

3,5* mg

Veículo**q.s.p.

1 mL

*Equivalente a 3 mg de ciprofloxacino (0,11
mg/gota).
**Acetato de sódio, ácido acético, manitol, edetato
dissódico e cloreto de benzalcônio como conservantes e água
purificada.

Superdosagem do Ciloxan Solução Oftálmica

Devido às características desta preparação, nenhum efeito tóxico
é esperado com uma superdose ocular deste produto, nem em caso de
ingestão acidental do conteúdo de um frasco.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Ciloxan Solução
Oftálmica

Dada a baixa concentração sistêmica de ciprofloxacino após
administração tópica ocular do produto, as interações
medicamentosas são improváveis de ocorrer.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento. Não use este medicamento
sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.

Interação Alimentícia do Ciloxan Solução Oftálmica

A administração concomitante de Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa) e laticínios ou bebidas enriquecidas com
minerais (por exemplo, leite, iogurte, suco de laranja enriquecido
com cálcio) deve ser evitada porque a absorção do ciprofloxacino
pode ser reduzida. Contudo, o cálcio da dieta, proveniente da
alimentação normal, não afeta significativamente a absorção.

Ação da Substância Ciloxan Solução Oftálmica

Resultados de Eficácia


Os resultados das experiências clínicas realizadas e
documentadas demonstraram que os microrganismos causadores das
infecções foram erradicados em 81,9% dos casos.

Clinicamente, quase 94,2% dos pacientes apresentaram melhora
acentuada ou recuperação completa.

Os resultados das pesquisas clínicas confirmam a excelente
atividade in vitro do Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa).

Os microrganismos mais comuns foram E. coli e
Pseudomonas aeruginosa. Os percentuais de erradicação para
os patógenos gram-negativos, tais como a E. coli (95%),
Proteus sp (97 – 100%), Salmonella sp (100%),
Haemophilus influenzae (95%) e também para os organismos
gram-positivos, Streptococcus pneumoniae (gt;80%) e
Staphylococcus sp (gt;80%) em particular, juntamente com
os resultados favoráveis contra Pseudomonas aeruginosa
(74%), alcançados com tratamento via oral, demonstram o amplo
espectro de atividade do Cloridrato de Ciprofloxacino (substância
ativa).

Os índices de cura ou melhora das condições clínicas
encontrados nas diferentes infecções foram os
seguintes:

Trato respiratório inferior e
superior

gt;85%

Trato urinário não complicadas

gt;90%

Trato urinário complicadas

97 – 100%

Pele e tecidos moles

90%

Ossos e articulações

75%

Gastrintestinais

100%

Bacteremia/septicemia

94%

Ginecológicas

92%

Otite maligna externa

90%

Prostatite crônica

84 – 91%

Características Farmacológicas


Propriedades farmacodinâmicas

O Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) é um agente
antibacteriano quinolônico sintético, de amplo espectro (código
ATC: J01MA02).

Mecanismo de Ação

O Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) tem atividade
in vitro contra uma ampla gama de microrganismos
gram-negativos e gram-positivos. A ação bactericida do Cloridrato
de Ciprofloxacino (substância ativa) resulta da inibição da
topoisomerase bacteriana do tipo II (DNA girase) e topoisomerase
IV, necessárias para a replicação, transcrição, reparo e
recombinação do DNA bacteriano.

Mecanismo de Resistência

A resistência in vitro ao Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa) é frequente por mutação das topoisomerases
bacterianas e se desenvolve lentamente em várias etapas. A
resistência ao Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa)
devida a mutações espontâneas ocorre com uma frequência entre
lt;10-9 e 10-6. A resistência cruzada entre
as fluoroquinolonas aparece, quando a resistência surge por
mutação.

As mutações únicas podem reduzir a sensibilidade, em lugar de
produzir resistência clínica, mas as mutações múltiplas, em geral
levam à resistência clínica ao Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa) e à resistência cruzada entre as quinolonas. A
impermeabilidade bacteriana e/ou expressão das bombas de efluxo
podem afetar a sensibilidade ao Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa). Está relatada resistência mediada por
plasmídeos e codificada por gene qnr.

Os mecanismos de resistência que inativam as penicilinas, as
cefalosporinas, os aminoglicosídeos, os macrolídeos e as
tetraciclinas podem não interferir na atividade antibacteriana do
Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) e não se conhece
nenhuma resistência cruzada entre o Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa) e outros grupos antimicrobianos. Os
microrganismos resistentes a esses medicamentos podem ser sensíveis
ao Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa).

A concentração bactericida mínima (CBM) geralmente não excede a
concentração inibitória mínima (CIM) em mais que o dobro.

Sensibilidade in vitro ao Cloridrato de
Ciprofloxacino (substância ativa)

A prevalência da resistência adquirida pode variar segundo a
região geográfica e o tempo para determinadas espécies, e é
desejável dispor de informação local de resistência, principalmente
quando se tratar de infecções graves.

Quando necessário, deve-se solicitar o conselho de um
especialista se a prevalência local da resistência é tal que seja
questionada a utilidade do preparado, pelo menos frente a
determinados tipos de infecção.

O Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) tem
mostrado atividade in vitro contra cepas sensíveis dos
seguintes microrganismos:

Microrganismos gram-positivos aeróbios:

  • Bacillus anthracis;
  • Enterococcus faecalis (muitas cepas são somente
    moderadamente sensíveis);
  • Staphylococcus aureus (isolados sensíveis à
    meticilina);
  • Staphylococcus saprophyticus;
  • Streptococcus pneumoniae.

Microrganismos gram-negativos aeróbios:

  • Burkholderia cepacia;
  • Campylobacter spp.;
  • Citrobacter freudii;
  • Enterobacter aerogenes;
  • Enterobacter cloacae;
  • Escherichia coli;
  • Haemophillus influenzae;
  • Klebsiella pneumoniae;
  • Klebsiella oxytoca;
  • Moraxella catarrhalis;
  • Morganella morganii;
  • Neisseria gonorrhoeae;
  • Proteus mirabilis;
  • Proteus vulgaris;
  • Providencia spp.;
  • Pseudomonas aeruginosa;
  • Pseudomonas fluorescens;
  • Serratia marcescens;
  • Shigella spp.

Os seguintes microrganismos mostram um grau variável de
sensibilidade ao Cloridrato de Ciprofloxacino (substância
ativa):

  • Burkholderia cepacia;
  • Campylobacter spp.;
  • Enterococcus faecalis;
  • Morganella morganii;
  • Neisseria gonorrhoeae;
  • Proteus mirabilis;
  • Pseudomonas aeruginosa;
  • Pseudomonas fluorescens;
  • Serratia marcescens.

Os seguintes microrganismos são considerados
intrinsecamente resistentes ao Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa):

  • Staphylococcus aureus (resistente à meticilina);
  • Stenotrophomonas maltophilia.

O Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) mostra
atividade contra Bacillus anthracis tanto in vitro, como
quando se medem os valores séricos como marcador sucedâneo.

Inalação de antraz – Informação adicional

As concentrações séricas de Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa) atingidas em humanos servem como um indicativo
razoavelmente adequado para prever o benefício clínico e fornecem a
base para esta indicação.

Em adultos e crianças tratados por via oral e endovenosa, as
concentrações de Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa)
atingem ou superam as concentrações séricas médias de Cloridrato de
Ciprofloxacino (substância ativa) que proporcionam melhora
estatisticamente significativa de sobrevida de macacos
Rhesus no modelo de inalação de antraz.

Foi realizado um estudo controlado com placebo em macacos
Rhesus expostos a uma dose média inalada de 11
DL50 (~5,5 x 105) esporos (faixa de 5-30
DL50) de Bacillus anthracis. A concentração
inibitória mínima (CIM) de Cloridrato de Ciprofloxacino (substância
ativa) para a cepa de antraz usada no estudo foi 0,08 mcg/mL. As
concentrações séricas médias de Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa) alcançadas no Tmáx esperado (1 hora
após a dose) por via oral (até alcançar o estado de equilíbrio),
variaram de 0,98 a 1,69 mcg/mL. As concentrações mínimas médias no
estado de equilíbrio, 12 horas após a dose, variaram de 0,12 a 0,19
mcg/mL. A mortalidade ao antraz nos animais que receberam um regime
de 30 dias de Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) oral,
iniciando 24 horas após a exposição, foi significativamente menor
(1/9) que no grupo placebo (9/10) [p = 0,001]. No único animal
tratado que não resistiu ao antraz, o óbito ocorreu após o período
de 30 dias de administração do medicamento.

Propriedades farmacocinéticas

A farmacocinética do Cloridrato de Ciprofloxacino (substância
ativa) foi avaliada em diferentes populações humanas. A
concentração sérica máxima média no estado de equilíbrio obtida em
humanos adultos tratados com 500 mg por via oral de 12 em 12 horas
é de 2,97 mcg/mL, sendo de 4,56 mcg/mL após administração
intravenosa de 400 mg de 12 em 12 horas. A concentração sérica
mínima média no estado de equilíbrio em ambos os esquemas é 0,2
mcg/mL.

Em um estudo de 10 pacientes pediátricos de 6 a 16 anos, a
concentração plasmática máxima média alcançada foi de 8,3 mcg/mL e
a concentração mínima variou de 0,09 a 0,26 mcg/mL após
administração de duas infusões intravenosas de 30 minutos de 10
mg/kg, com intervalo de 12 horas. Após a segunda infusão
intravenosa, os pacientes passaram a receber 15 mg/kg por via oral
de 12 em 12 horas, tendo-se atingido a concentração máxima média de
3,6 mcg/mL após a primeira dose oral.

Os dados de segurança de longo prazo com administração de
Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) a pacientes
pediátricos, incluindo os efeitos na cartilagem, são limitados.

Absorção

Após a administração oral de doses únicas de 250mg, 500mg e
750mg de comprimidos revestidos de Cloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa), o Cloridrato de Ciprofloxacino (substância
ativa) é absorvido rápida e amplamente principalmente através do
intestino delgado, atingindo as concentrações séricas máximas 1 a 2
horas depois.

A biodisponibilidade absoluta é de aproximadamente 70 – 80%. As
concentrações séricas máximas (Cmáx) e as áreas totais
sob as curvas das concentrações séricas em relação ao tempo (AUC)
aumentaram proporcionalmente às doses.

Distribuição

A ligação protéica do Cloridrato de Ciprofloxacino (substância
ativa) é baixa (20 – 30%) e a substância no plasma encontra-se
fundamentalmente sob a forma não ionizada. O Cloridrato de
Ciprofloxacino (substância ativa) pode difundir-se livremente para
o espaço extravascular. O grande volume de distribuição no estado
de equilíbrio, de 2-3L/kg de peso corpóreo, mostra que o Cloridrato
de Ciprofloxacino (substância ativa) penetra nos tecidos e atinge
concentrações que claramente excedem os valores séricos
correspondentes.

Metabolismo

Foram relatadas pequenas concentrações de 4 metabólitos,
identificados como desetilenoCloridrato de Ciprofloxacino
(substância ativa) (M1), sulfociprofloxacino (M2), oxoCloridrato de
Ciprofloxacino (substância ativa) (M3) e formilCloridrato de
Ciprofloxacino (substância ativa) (M4). M1 a M3 apresentam
atividade antibacteriana in vitro comparável ou inferior à
do ácido nalidíxico. O M4, o menor em quantidade, apresenta
atividade antimicrobiana in vitro quase equivalente à do
norfloxacino.

Eliminação

O Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) é amplamente
excretado sob forma inalterada pelos rins e, em menor extensão, por
via extrarrenal.

Crianças

Em um estudo com crianças, a Cmáx e a AUC não foram
dependentes da idade. Nenhum aumento notável de Cmáx e
AUC foi observado com doses múltiplas (10mg/kg/3 x dia).

Em 10 crianças menores de 1 ano com septicemia grave, a
Cmáx foi de 6,1mg/L (faixa de 4,6 – 8,3mg/L) após
infusão intravenosa de 10mg/Kg durante 1 hora; e 7,2mg/L (faixa 4,7
–11,8mg/L) em crianças de 1 a 5 anos. Os valores da AUC foram de
17,4mg•h/L (faixa 11,8 – 32,0mg•h/L) e de 16,5mg•h/L (faixa 11,0 –
23,8 mg•h/L) nas respectivas faixas etárias. Esses valores estão
dentro da faixa relatada para adultos tratados com doses
terapêuticas. Com base na análise farmacocinética da população
pediátrica com infecções diversas, a meia-vida média esperada em
crianças é de aproximadamente 4 a 5 horas.

Dados Pré-Clínicos de Segurança

Toxicidade aguda

A toxicidade aguda do Cloridrato de Ciprofloxacino (substância
ativa) após a administração oral pode ser classificada como muito
baixa. Dependendo da espécie, a DL50 após infusão
intravenosa é 125-290mg/kg.

Toxicidade Crônica

Estudos de Tolerabilidade Crônica acima de 6
meses

Administração oral

Doses até e iguais a 500mg/kg e
30mg/kg foram toleradas sem danos por ratos e macacos,
respectivamente. Em alguns macacos no grupo de dose máxima
(90mg/kg) foram observadas alterações nos túbulos renais
distais.

Administração parenteral

No grupo de macacos tratados com dose
mais alta (20mg/kg) foram detectadas concentrações de ureia e
creatinina levemente elevadas e alterações nos túbulos renais
distais

Carcinogenicidade

Nos estudos de carcinogenicidade em camundongos (21 meses) e
ratos (24 meses) tratados com doses de até aproximadamente
1000mg/kg de peso corporal/dia em camundongos e 125mg/kg de peso
corporal/dia em ratos (aumentada para 250mg/kg de peso corporal/dia
após 22 semanas), não se evidenciou potencial carcinogênico de
qualquer das doses avaliadas.

Toxicologia da reprodução

Estudos de fertilidade em ratas:

O Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa) não modificou
a fertilidade, o desenvolvimento intrauterino e pós-natal das
crias, nem a fertilidade da geração F1.

Estudos de embriotoxicidade:

Não se observou indício de qualquer embriotoxicidade ou
teratogenicidade do Cloridrato de Ciprofloxacino (substância
ativa).

Desenvolvimento perinatal e pós-natal em
ratas:

Não se detectaram efeitos no desenvolvimento perinatal ou
pós-natal dos animais. A pesquisa histológica ao fim do período de
criação não revelou nenhum sinal de dano articular nas crias.

Mutagenicidade

Foram realizados oito estudos sobre mutagenicidade in
vitro
com o Cloridrato de Ciprofloxacino (substância ativa).
Embora dois dos oito ensaios in vitro [Ensaio de mutação
de células de linfoma de camundongos e o Ensaio de reparo de
hepatócitos de ratos em cultivo primário (UDS)] tenham apresentado
resultados positivos, todos os sistemas de testes in vivo que
cobriam todos os aspectos relevantes resultaram negativos.

Estudos de tolerabilidade articular

Assim como outros inibidores da girase, o Cloridrato de
Ciprofloxacino (substância ativa) causa danos nas grandes
articulações que suportam peso em animais imaturos. O grau da lesão
articular varia de acordo com a idade, espécie e dose; a lesão pode
ser reduzida eliminando-se a carga articular. Os estudos com
animais adultos (rato, cão) não evidenciaram lesões nas
cartilagens.

Em um estudo com cães jovens Beagle, o Cloridrato de
Ciprofloxacino (substância ativa) em altas doses (1,3 a 3,5 vezes a
dose terapêutica), causou lesões articulares após duas semanas de
tratamento, que ainda estavam presentes após 5 meses. Com doses
terapêuticas não se observaram esses efeitos.

Cuidados de Armazenamento do Ciloxan Solução
Oftálmica

Ciloxan Solução Oftálmica deve ser armazenado em
temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) e ao abrigo da luz.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Após aberto, válido por 28 dias.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Características organolépticas:

Ciloxan Solução Oftálmica é uma solução oftálmica estéril
límpida a levemente amarelada.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Ciloxan Solução Oftálmica

MS- 1.0068.1093.001-8.

Farm. Resp.

:
Tatiana Torres Pubill.
CRF-SP N° 41.752.

Fabricado por:

Novartis Biociências S.A.
São Paulo, SP.

SAC – 0800 707 7908.

Registrado por:

Av. Prof. Vicente Rao, 90.
São Paulo – SP.
CNPJ: 56.994.502/0001-30.
Indústria Brasileira.

Venda sob prescrição médica.

Só pode ser vendido com retenção da
receita.

Ciloxan-Solucao-Oftalmica, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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