Anforicin Bula

Anforicin

Após cauterização do colo do útero, para prevenir infecções e
acelerar a cicatrização.

Contraindicação do Anforicin

Hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula.
Gravidez e lactação.

Como usar o Anforicin

Instruções de uso:

O pó estéril e liofilizado é apresentado em frascos contendo 50
mg de Anfotericina B (substância ativa), adicionado de desoxicolato
de sódio e tampão, acompanhado do diluente (água para injetáveis).
O conteúdo do frasco deve ser dissolvido, com agitação, em 10 mL do
diluente que acompanha o frasco-ampola, obtendo-se uma solução de 5
mg/mL. Para obter uma solução com volume final de 500 mL e
concentração final de 0,1 mg/mL deve adicionar 490 mL de solução
aquosa de glicose 5%.

Soluções de cloreto de sódio ou conservantes não devem
ser usados porque causam precipitação do produto. A utilização de
qualquer diluente diferente do recomendado ou a presença de um
agente bacteriostático (por exemplo, álcool benzílico) no diluente
pode causar a precipitação do antibiótico. Antes da aplicação da
Anfotericina B (substância ativa) deve-se evitar lavar o cateter
com a solução fisiológica. Para tal recomendamos que, neste caso,
seja utilizado solução glicosada a 5%. As soluções que apresentem
algum precipitado ou materiais estranhos devem ser rejeitadas. O
medicamento deve ser protegido da luz durante a
administração.

A técnica asséptica deve ser rigorosamente observada em todas as
manipulações, uma vez que não existe nenhum agente conservante ou
bacteriostático no antibiótico ou nos materiais utilizados para
prepará-lo para administração. Todos os procedimentos realizados no
frasco ou nos diluentes devem ser feitos com uma agulha
estéril.

Anfotericina B (substância ativa) deve ser administrado por
infusão intravenosa lenta, aplicando durante um período de
aproximadamente 2 a 6 horas, observando-se as precauções usuais
para a terapêutica intravenosa. A concentração recomendada para
infusão é de 0,1 mg/mL (1 mg/10 mL).

A tolerância dos pacientes ao Anfotericina B (substância
ativa) é muito variada e a dose deve ser ajustada às
necessidades individuais de cada paciente (p. ex.: local e
intensidade da infecção, agente etiológico, etc.). Normalmente, a
terapia é iniciada com uma dose diária de 0,25 mg/kg de peso
corpóreo administrada por um período entre 2 a 6 horas em pacientes
com boa função cardiorrenal e dose teste inicial bem-tolerada.
Apesar de não estar comprovado o prognóstico de intolerância, pode
ser preferível aplicar uma dose-teste inicial (1 mg em 20 mL de
solução glicosada a 5%), administrada intravenosamente por 20 a 30
minutos. A temperatura do paciente, pulso, respiração e pressão
arterial devem ser anotados a cada 30 minutos durante 2 a 4 horas.
Um paciente com uma infecção fúngica grave rapidamente progressiva,
com boa função cardiopulmonar e que tolere a dose-teste sem uma
reação grave, pode receber 0,3 mg/kg de Anfotericina B (substância
ativa) intravenosamente por um período de 2 a 6 horas. Uma segunda
dose menor, i.e., 5 a 10 mg, é recomendada para os pacientes com
disfunção cardiopulmonar ou para os que apresentaram reação grave à
dose-teste. As doses podem ser gradualmente aumentadas em 5 a 10
mg/dia para uma dose diária final de 0,5 a 1,0 mg/kg.

Atualmente os dados disponíveis são insuficientes para definir a
dose total e a duração do tratamento necessárias para a erradicação
de micoses específicas (p.ex.: mucormicose). A dose ideal é
desconhecida. A dose diária total pode chegar até 1,0 mg/kg de peso
corpóreo ou até 1,5 mg/kg quando administrada em dias alternados,
em infecções causadas por patógenos menos sensíveis.

Cuidado: em nenhuma circunstância a dose total diária
deverá exceder a 1,5 mg/kg. Uma superdose de Anfotericina B
(substância ativa) pode resultar em parada
cardiorespiratória.

Posologia

Uso Adulto

Candidíase

Em infecções disseminadas e/ou graves por Candida, as
doses usuais de Anfotericina B (substância ativa) variam de 0,4 a
0,6 mg/kg/dia por 4 semanas ou mais. Doses de até 1 mg/kg/dia podem
ser necessárias dependendo da gravidade da infecção. O tratamento
persiste até que se observe claramente uma melhora clínica, podendo
haver necessidade de se administrar doses cumulativas totais de até
2 a 4 g em adultos. Doses menores (0,3 mg/kg/dia) podem ser
empregadas em circunstâncias especiais, por exemplo, em casos de
esofagite (causada por Candida) resistente à terapia
local, ou quando a Anfotericina B (substância ativa) é usada em
associação com outros agentes antifúngicos.

Criptococose

A terapia da criptococose com Anfotericina B (substância ativa)
em pacientes não-imunodeprimidos normalmente requer doses de 0,3
mg/kg/dia por períodos de aproximadamente 4-6 semanas ou até que as
culturas semanais dêem resultados negativos durante 1 mês. Em
pacientes imunodeprimidos e/ou naqueles com meningite, a
Anfotericina B (substância ativa) pode ser administrada em
associação com outros agentes antifúngicos por 6 semanas. Doses
diárias maiores de Anfotericina B (substância ativa) podem ser
necessárias em pacientes gravemente enfermos ou em pacientes em
tratamento com Anfotericina B (substância ativa) isolada.

Em pacientes com meningite criptococócica e com Síndrome da
Imunodeficiência Adquirida (SIDA), podem ser necessárias doses
maiores (0,7 – 0,8 mg/kg/dia) e o tratamento pode se estender por
12 semanas. Em pacientes que desenvolveram a Síndrome da
Imunodeficiência Adquirida (SIDA), cujas culturas dão resultado
negativo após um ciclo padrão de tratamento, pode-se considerar uma
terapia crônica supressora, por exemplo, de 1 mg/kg/semana.

Coccidioidomicose

Em coccidioidomicose primária que requer tratamento,
administra-se Anfotericina B (substância ativa) em doses de 1,0 até
um máximo de 1,5 mg/kg/dia, com doses acumuladas de 0,5 a 2,5 g em
adultos, dependendo da gravidade e do local da infecção. Na
meningite coccidioidal, podem ser necessárias administrações
sistêmica e intratecal.

Blastomicose

Em pacientes gravemente enfermos devido à blastomicose,
recomenda-se doses de 0,3 a 1 mg/kg/dia do fármaco, com dose
acumulada de 1,5 a 2,5 g em adultos.

Histoplasmose

Em casos de histoplasmose pulmonar crônica ou disseminada,
recomenda-se geralmente doses aproximadas de 0,5 a 1 mg/kg/dia, com
dose acumulada de 2 a 2,5 g em adultos.

Esporotricose

A terapêutica com Anfotericina B (substância ativa) intravenosa
para esporotricose varia até nove meses com uma dose total de até
2,5 g.

Aspergilose

A aspergilose tem sido tratada com anfotericina via I.V. por um
período de até 11 meses. Doses de 0,5 a 1 mg/kg/dia ou mais e doses
acumuladas de 2 a 4 g em adultos podem ser necessárias em casos de
infecções graves (por exemplo, pneumonia ou fungemia).

A duração do tratamento para micoses graves pode ser de 6 a 12
semanas ou mais.

Mucormicose rinocerebral

Esta doença fulminante, geralmente ocorre em associação com
cetoacidose diabética. É imperativo que a rápida recuperação do
controle diabético seja realizado para que o tratamento com
Anfotericina B (substância ativa) seja bem sucedido. Uma vez que a
mucormicose rinocerebral geralmente segue um curso rapidamente
fatal, a conduta terapêutica deve ser necessariamente mais
agressiva do que aquela usada em micoses mais indolentes e as doses
de Anfotericina B (substância ativa) tipicamente variam de 0,7 a
1,5 mg/kg por dia.

Uso pediátrico

Utilizar a menor dose efetiva de Anfotericina B (substância
ativa). A dose para o tratamento de infecções fúngicas invasivas
pode variar de 0,5 a 1 mg/kg uma vez ao dia, de acordo com a
condição clínica do paciente, considerando se este é imunodeprimido
ou não. Em alguns casos, a terapia pode ser consolidada com o uso
de um antifúngico oral (ex: fluconazol, itraconazol). A duração do
tratamento irá depender da resposta clínica do paciente. Não
ultrapassar a dose de 1,5 mg/kg/dia.

Precauções do Anforicin

A Anfotericina B (substância ativa) pode ser o único tratamento
eficaz disponível para as moléstias fúngicas potencialmente fatais.
Em cada caso, os prováveis benefícios em termos de sobrevida devem
ser pesados contra os possíveis riscos e efeitos adversos
perigosos.

Deve-se ter precaução para prevenir uma superdose inadvertida de
Anfotericina B (substância ativa), que pode resultar em parada
cardíaca ou cardiopulmonar potencialmente fatal.

A dose deve ser verificada, especialmente se exceder 1,5 mg /
kg.

Gerais

A Anfotericina B (substância ativa) deve ser administrada
somente por via intravenosa e para pacientes sob supervisão clínica
rigorosa por pessoas devidamente treinadas. Deve ser reservado para
o tratamento de pacientes com infecções fúngicas progressivas e
potencialmente fatais causadas por organismos sensíveis. Deve ser
utilizado somente em pacientes hospitalizados.

Durante o emprego intravenoso da Anfotericina B (substância
ativa), é comum a ocorrência de reações agudas tais como:
calafrios, febre, anorexia, náuseas, vômitos, cefaleia, mialgia,
artralgia, taquipneia e hipotensão 1 a 3 horas após o início da
infusão intravenosa. Estas reações são usualmente mais graves com
as primeiras doses de Anfotericina B (substância ativa) e
usualmente diminuem com doses subsequentes.

A infusão intravenosa rápida, em menos de 1 hora,
particularmente em pacientes com insuficiência renal, tem sido
associada à ocorrência de hipercalemia, hipotensão, choque e
arritmias, e deve, portanto, ser evitada. Em alguns pacientes, a
hidratação e a repleção de sódio antes da administração de
Anfotericina B (substância ativa) podem reduzir o risco de
desenvolver nefrotoxicidade. A medicação alcalina suplementar pode
diminuir as complicações da acidose tubular renal.

Uma vez que foram relatadas reações pulmonares agudas em doentes
tratados com Anfotericina B (substância ativa) durante ou pouco
tempo após a transfusão de leucócitos, é aconselhável separar
temporariamente estas infusões na medida do possível e monitorar a
função pulmonar. Relata-se leucoencefalopatia após a administração
de Anfotericina B (substância ativa) em pacientes submetidos à
irradiação total do corpo.

A função renal deve ser frequentemente monitorizada durante a
terapia com Anfotericina B (substância ativa). É também
aconselhável monitorizar as funções hepáticas, os eletrólitos
séricos (principalmente o magnésio e o potássio), leucograma e
eritrograma. As respostas laboratoriais poderão orientar o reajuste
das doses subsequentes.

Sempre que a medicação for interrompida por um prazo superior a
7 dias, a terapia deverá ser reinstituída inicialmente com o menor
nível de dose, ou seja, 0,25 mg/kg de peso, seguida de aumento
gradual.

Testes laboratoriais

Os pacientes devem ser monitorizados quanto à concentração
de:

  • Nitrogênio uréico no sangue (BUN);
  • Concentração sérica de creatinina.

Caso a dose esteja sendo aumentada, deve-se realizar estes
testes em dias alternados e, posteriormente, uma vez por semana,
durante o tratamento. 

Caso o BUN e a creatinina aumentem as concentrações clinicamente
significativas, poderá ser necessário suspender a medicação até que
a função renal melhore.

Carcinogênese, Mutagênese e Comprometimento da
Fertilidade

Não foram realizados estudos a longo prazo em animais para se
avaliar o potencial carcinogênico, nem estudos para se determinar a
mutagenicidade ou se esta medicação afeta a fertilidade em machos e
fêmeas.

Gravidez

A Anfotericina B (substância ativa) atravessa a barreira
placentária. Estudos de reprodução em animais não evidenciaram
danos para o feto atribuídos à infusão intravenosa de Anfotericina
B (substância ativa). Observa-se bons resultados na utilização da
Anfotericina B (substância ativa) em gestantes portadoras de
infecções fúngicas sistêmicas, não sendo observados efeitos
indesejáveis sobre o feto; entretanto, o número de casos relatados
é pequeno. Baseado nos estudos de reprodução em animais e pelo fato
de não terem sido conduzidos estudos adequados e bem controlados
com mulheres grávidas, este medicamento deverá ser empregado
durante a gravidez com cuidado e somente se os prováveis benefícios
a serem obtidos com a medicação prevalecerem sobre os potenciais
riscos envolvidos ao feto.

Lactação

Não se sabe se a Anfotericina B (substância ativa) é excretada
no leite humano. Devido ao fato de que muitos fármacos são
excretados no leite humano e considerando-se a toxicidade potencial
da Anfotericina B (substância ativa), é prudente aconselhar as mães
a suspenderem a lactação.

Uso em idosos

A tolerância dos pacientes à Anfotericina B (substância
ativa) é muito variada e a dose deve ser ajustada às
necessidades individuais de cada paciente (p. ex.: local e
intensidade da infecção, agente etiológico, etc.).

Uso pediátrico

A segurança e eficácia do uso em pacientes pediátricos não foram
estabelecidas por estudos adequados e bem controlados. Infecções
fúngicas sistêmicas têm sido tratadas em pacientes pediátricos sem
relato de efeitos adversos incomuns. Para o controle de infecções
fúngicas é importante à prevenção da transmissão cruzada. As
principais medidas que devem ser enfatizadas são: higiene das mãos,
precauções de contato e limpeza do ambiente.

Gravidez

Categoria de Risco B.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Reações Adversas do Anforicin

Reações comuns (gt;1/100 e lt;1/10):

Hipotensão, tromboflebite, dor no local da aplicação, diarreia,
indigestão, dispepsia, perda de apetite, anorexia, náuseas,
vômitos, anemia normocrômica e normocítica, artralgia e mialgia
(eventos relativos à infusão e que diminuem com as doses
subsequentes), cefaleia, taquipneia, febre às vezes com calafrios
(não depende da taxa de infusão), mal estar, tremores.

Reações muito raras (lt;1/10.000):

Bradiarritmia, Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC), Fenômeno
de Raynaud, eritema (de mãos, solas, face e pescoço),
extravasamento no local da aplicação, hipotermia (em paciente com
HIV), aumento de enzimas hepáticas, anafilaxia, déficit neurológico
(em dois pacientes com meningite logo após administração
intratecal), Parkinsonismo, visão anormal (em paciente com Lupus
Eritematoso Sistêmico e Meningite), cisto subconjuntival.

Reações com frequência desconhecida:

Assistolia, parada cardíaca, arritmia cardíaca (incluindo
bradicardia, taquicardia sinusal, taquicardia atrial multifocal,
contrações ventriculares prematuras, fibrilação ventricular,
assistolia e parada cardíaca, sendo que essas ocorrências podem
estar associadas à hiperpotassemia), cardiomiopatia, hipertensão,
fibrilação ventricular, erupção maculopapular, rash,
rash maculopapular, prurido, Síndrome de Stevens-Johnson,
necrólise epidérmica tóxica, hiperpotassemia, distúrbios
eletrolíticos como hipocalcemia, hipopotassemia particularmente em
administração rápida, hipomagnesemia, Diabetes insipidus
nefrogênica, eritropoiese anormal (atraso na recuperação celular
hematopoiética normal em pacientes recebendo terapia antifúngica
com anfotericina B associada à Flucitosina), agranulocitose,
trombocitopenia, hepatite, hepatotoxicidade, falência hepática
aguda, hepatite, icterícia, reações anafilactoides, reações de
hipersensibilidade, encefalopatia, neuropatia periférica,
convulsões, diplopia, perda auditiva, zumbido, delírio tóxico
agudo, função renal anormal – comprometimento da função renal (os
efeitos na função renal geralmente melhoram com a interrupção da
terapia, podem ocorrer danos permanentes, os efeitos são dose
dependente), anúria, nefrotoxicidade incluindo falência renal aguda
(os efeitos são dose dependente), oligúria, acidose tubular renal
(melhoria com a interrupção da terapia), broncoespasmo, chiado,
dispneia, falência respiratória, hemoptise, doença bilateral de
vias respiratórias.

Em caso de eventos adversos, notifique ao Sistema de
Notificação em Vigilância de Sanitária–NOTIVISA, disponível em

Anforicin, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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