Acinic Bula

Acinic

A terapia com Acinic é indicada como um adjunto à dieta, quando
a resposta à uma dieta restritiva a gorduras saturadas e colesterol
e outras medidas não farmacológicas sozinhas forem inadequadas.
Antes de iniciar a terapia com Acinic, as causas secundárias para a
hipercolesterolemia (por exemplo: diabetes mellitus não controlada,
hipotireoidismo, síndrome nefrótica, disproteinemias, doenças
hepáticas obstrutivas, outras terapias medicamentosas, alcoolismo)
devem ser descartadas e o perfil lipídico dos níveis de CT, HDL-C e
TG deve ser determinado.

  • Acinic é indicado como adjuvante à dieta para reduzir os níveis
    plasmáticos elevados de colesterol total, LDL-colesterol,
    apolipoproteína B e triglicerídios, e para aumentar os níveis de
    HDL-colesterol em pacientes com hipercolesterolemia primária
    (heterozigótica familiar e não familiar) e dislipidemia mista
    (Frederickson tipo IIa e IIb; tabela 1), quando a resposta a uma
    dieta apropriada não foi adequada;
  • Em pacientes com histórico de infarto do miocárdio e
    hipercolesterolemia, Acinic é indicado para redução do risco de
    reincidência de infarto do miocárdio não fatal;
  • Em pacientes com histórico de doença arterial coronariana (DAC)
    e hipercolesterolemia, Acinic, em combinação com uma resina ligante
    de ácido biliar, é indicado para progressão lenta ou para promover
    a regressão da doença aterosclerótica;
  • Acinic, em combinação com resina ligante de ácido biliar, é
    indicado como um adjuvante à dieta para reduzir os níveis elevados
    de colesterol total e LDL-colesterol em pacientes adultos com
    hipercolesterolemia primária (tipo IIa; tabela 1), quando a
    resposta à uma dieta apropriada ou monoterapia com dieta não foram
    adequadas;
  • Acinic também é indicado como terapia adjunta ao tratamento de
    pacientes adultos com níveis de triglicerídios séricos muito
    altos (hiperlipidemia tipo IV e V; tabela 1) que apresentam
    risco de pancreatites e que não responderam adequadamente a uma
    tentativa de dieta determinada de controle. Esses pacientes
    tipicamente têm níveis séricos de triglicerídios acima de 2000mg/dl
    e elevações de VLDL-colesterol, assim como quilomicronemia
    (hiperlipidemia tipo V; tabela 1). Pacientes com triglicerídios
    plasmáticos ou séricos total abaixo de 1000mg/dl estão menos
    propensos ao desenvolvimento de pancreatites. A terapia com Acinic
    pode ser considerada aos pacientes com elevações de triglicerídios
    entre 1000 e 2000mg/dl que tenham histórico de pancreatite ou de
    dor abdominal recorrente típica ou pancreatite. Alguns pacientes
    tipo IV com triglicerídios abaixo de 1000mg/dl podem, por
    imprudência na dieta ou alcoolismo, converter-se para um padrão
    tipo V com elevações de triglicerídios acompanhadas de
    quilomicronemia, mas a influência da terapia com Acinic no risco de
    pancreatite nessas situações não foi adequadamente estudada. A
    terapia medicamentosa não é indicada a pacientes com
    hiperlipoproteinemia tipo I, que apresentam elevações de
    quilomicrons e triglicerídios plasmáticos, mas que tenham níveis
    normais de VLDL-colesterol. A inspeção do plasma refrigerado por 14
    horas é útil na distinção da hiperlipoproteinemia tipo I, IV e
    V.

Tabela 1 – Classificação de
hiperlipoproteinemias:

TC:

Colesterol total.

TG:

Triglicerídios.

LDL:

Lipoproteína de baixa densidade.

VLDL:

Lipoproteína de densidade muito baixa; IDL: Lipoproteína de
densidade intermediária.

↑→:

Aumentado ou sem alteração.

Como o Acinic funciona?


Acinic é um agente redutor do colesterol e de
triglicerídios sanguíneos.

Contraindicação do Acinic

Acinic é contraindicado para pacientes com
hipersensibilidade conhecida aos componentes da fórmula, pacientes
com disfunções hepáticas inexplicadas ou significantes, em caso de
úlcera péptica ativa ou sangramento arterial.

Como usar o Acinic

Acinic deve ser administrado à noite, antes de deitar-se, após a
ingestão de um alimento com baixo teor de gordura como, por
exemplo: Um iogurte desnatado, uma maçã ou uma bolacha água e sal
com leite desnatado. As doses devem ser individualizadas de acordo
com a resposta do paciente. A terapia com Acinic deve ser iniciada
com 500mg, antes de deitar-se, para reduzir a incidência e a
gravidade de efeitos colaterais que podem ocorrer no início da
terapia.

A tabela abaixo mostra o escalonamento de dose
recomendado:

*Após a oitava semana, titular até a resposta e tolerância do
paciente. Se a resposta à dose diária de 1000mg for inadequada,
aumentar a dose para 1500mg por dia, podendo aumentar a dose
subsequentemente para 2000mg por dia. A dose diária não deve ser
aumentada mais que 500mg em um período de 4 semanas e doses acima
de 2000mg por dia não são recomendadas. Mulheres podem responder a
doses mais baixas que os homens.

Dose de manutenção:

A dose diária de Acinic não deve ser aumentada mais que 500mg
dentro de um período de 4 semanas. A dose de manutenção recomendada
é de 1000mg (2 comprimidos de 500mg) a 2000mg (4 comprimidos de
500mg) uma vez ao dia, antes de deitar-se. Doses maiores que 2000mg
por dia não são recomendadas. Mulheres podem responder a doses
menores que os homens.

Se a resposta lipídica a Acinic sozinha não for suficiente, ou
se doses mais altas de Acinic não forem bem toleradas, alguns
pacientes podem ser beneficiados pela terapia combinada com resinas
ligantes de ácidos biliares ou inibidores da HMG-CoA redutase.

O efeito de rubor na pele pode ser reduzido em freqüência ou
gravidade pelo tratamento prévio com ácido acetilsalicílico
(administrado 30 minutos antes da dose de Acinic) ou outro
antiinflamatório não esteróide. A tolerância ao rubor desenvolve-se
rapidamente ao longo de várias semanas. Rubor, prurido e distúrbios
gastrintestinais também são bastante reduzidos pelo aumento lento
da dose de ácido nicotínico e evitando-se a ingestão com o estômago
vazio.

Acinic não deve ser substituído por doses equivalentes de formas
de liberação prolongada (liberação modificada, liberação
controlada) ou imediata (cristalina) de ácido nicotínico. Pacientes
previamente tratados com outros produtos à base de ácido nicotínico
devem iniciar o tratamento conforme o esquema de titulação inicial
de dose recomendado. A dose deve ser individualizada de acordo com
a resposta do paciente.

Se a terapia com Acinic for interrompida por um longo período, a
reinstituição da terapia deve incluir a fase de titulação.

Os comprimidos de Acinic devem ser ingeridos inteiros e não
devem ser quebrados, triturados ou mastigados antes de engolir.

Precauções do Acinic

Antes de iniciar a terapia com Acinic, deve-se dar atenção para
o controle da hiperlipidemia com uma dieta apropriada, exercícios e
redução de peso em pacientes obesos e para tratar outros problemas
médicos subjacentes.

Pacientes com histórico de icterícia, doenças hepatobiliares ou
úlcera péptica devem ser observados com atenção durante a terapia
com Acinic. Monitorização freqüente dos testes de função hepática e
glicose sangüínea deve ser realizada para assegurar que a droga não
está produzindo efeitos adversos nesses órgãos. Pacientes
diabéticos podem experimentar um aumento de intolerância à glicose
relacionado à dose.

A significância clínica deste dado não foi elucidada. Pacientes
diabéticos ou potencialmente diabéticos devem ser observados
atentamente. O ajuste da dieta e/ou terapia pode ser
necessária.

Deve ser usado com cautela em pacientes com angina instável ou
na fase aguda do infarto do miocárdio, particularmente quando esses
pacientes também recebem drogas vasoativas como nitratos,
bloqueadores de canais de cálcio ou agentes bloqueadores
adrenérgicos.

Disfunção hepática

Casos graves de toxicidade hepática, incluindo necrose hepática
fulminante, têm ocorrido em pacientes que substituíram ácido
nicotínico na forma de liberação controlada (liberação modificada,
tempo de liberação) pelas formas de liberação imediata (cristalina)
em doses equivalentes.

Acinic deve ser usado com cautela em pacientes que consomem
quantidades substanciais de álcool e/ou com histórico de doença
hepática.

Doenças hepáticas ativas ou elevações de transaminases
inexplicadas são contra-indicações para o uso de Acinic.

Preparações de ácido nicotínico, assim como outras terapias de
redução de lipídios, foram associadas a alterações de testes
hepáticos como elevações nos níveis de transaminases. Em estudos
clínicos controlados por placebo e estudos de longa duração, as
elevações nas transaminases não mostraram estar associadas à
duração do tratamento. Elevações dos níveis de transaminases
séricas (AST) não pareceram estar relacionadas à dose. Elevações
nas transaminases foram reversíveis com a descontinuação do
medicamento.

Testes hepáticos devem ser realizados em todos os pacientes
durante a terapia com Acinic. Os níveis de transaminases séricas,
incluindo TGO e TGP, devem ser monitorizados antes do início do
tratamento, a cada 6 a 12 semanas no primeiro ano e periodicamente
posteriormente (por exemplo: Em intervalos de cerca de 6 meses).
Atenção especial deve ser dada a pacientes que apresentarem
níveis elevados de transaminases séricas. Nesses pacientes, a
determinação deve ser feita prontamente e freqüentemente. Se os
níveis de transaminases mostrarem evidências de progressão,
particularmente se houver aumento de 3 vezes acima do limite
normal, que seja persistente, ou se estes sinais estiverem
associados a sintomas de náusea, febre e/ou mal-estar, o
medicamento deve ser descontinuado.

Músculo esquelético

Casos raros de rabdomiólise foram associados à administração
concomitante de ácido nicotínico em doses reguladoras de lipídios
(gt;1g/dia) e inibidores da HMG-CoA redutase. Em caso deterapia
combinada deAcinic com inibidores da HMG-CoA redutase, o médico
deverá avaliar cuidadosamente a relação risco/benefício e
monitorizar os pacientes, observando os sinais e sintomas de
dor muscular ou fraqueza, particularmente durante os meses
iniciais de terapia e durante qualquer período de titulação para
aumento de dose de ambos os medicamentos. Determinações periódicas
de creatina fosfoquinase sérica (CPK) e potássio devem ser
consideradas nessas situações, mas não é possível garantir que essa
monitorização previna a ocorrência de miopatias graves.

Insuficiência renal / hepática

O uso de Acinic em pacientes com insuficiência renal ou hepática
não foi estudado. O ácido nicotínico é rapidamente metabolizado
pelo fígado e excretado pelos rins. Acinic é contra-indicado para
pacientes com disfunções hepáticas inexplicadas ou significantes e
deve ser usado com cautela em pacientes com insuficiência
renal.

Reações Adversas do Acinic

O ácido nicotínico é bem tolerado geralmente.

As reações adversas relatadas foram leves e transitórias. Em
estudos clínicos controlados com placebo, episódios de rubor (por
exemplo: Calor, vermelhidão, prurido e/ou formigamento)
foram os eventos adversos mais comuns emergentes no tratamento
com ácido nicotínico de liberação prolongada (relatado em cerca de
88% dos pacientes). Relatos expontâneos sugerem que rubor pode ser
acompanhado de sintomas como vertigem, taquicardia, palpitações,
encurtamento da respiração, sudorese, calafrio e/ou edema, que em
raros casos leva à síncope. Em comparações de formas de liberação
imediata de ácido nicotínico com o produto de liberação prolongada,
embora a proporção de pacientes que apresentaram rubor tenha sido
semelhante, foram relatados menos episódios de rubor por pacientes
que receberam ácido nicotínico de liberação prolongada.

Os seguintes eventos adversos foram relatados para
produtos à base de ácido nicotínico durante estudos clínicos ou na
prática clínica:

Corpo:

Edema, astenia, calafrio.

Cardiovascular:

Fibrilação atrial e outras arritmias cardíacas, taquicardia,
palpitações, ortostasia, síncope, hipotensão.

Olhos:

Ambliopia tóxica, edema macular cistóide.

Gastrintestinal:

Ativação de úlcera péptica e ulceração péptica, icterícia.

Metabólico:

Diminuição de tolerância à glicose, gota.

Músculo-esquelético:

Mialgia.

Nervoso:

Vertigem, insônia.

Pele:

Hiperpigmentação, exantema maculopapular, ceratose nigricante,
urticária, ressecamento da pele e sudorese.

Outros:

Enxaqueca.

População Especial do Acinic

Gravidez

Não há estudos de reprodução em animais com o ácido nicotínico.
Em caso de gravidez durante o tratamento de hipercolesterolemia
primária (tipo IIa ou IIb), o uso de ácido nicotínico deve ser
descontinuado. Em caso de tratamento de mulheres com
hipertrigliceridemia (tipo IV ou V), deve-se avaliar
individualmente a relação risco/benefício para a continuação do
tratamento.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do
tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está
amamentando. O risco/ benefício do uso de Acinic durante a
gravidez ou amamentação deve ser avaliado pelo seu médico.

Lactação

Embora não existam estudos de Acinic em lactantes, sabe-se que o
ácido nicotínico é excretado no leite materno. Devido ao potencial
risco do ácido nicotínico, em doses reguladoras de lipídios, causar
reações adversas sérias em lactentes, deve-se avaliar a
descontinuação da amamentação ou da droga, levando em consideração
a importância do tratamento para a mãe.

Pediatria

A segurança e eficácia da terapia com ácido nicotínico não foi
estabelecida em crianças menores de 16 anos.

Geriatria (idosos)

Não há restrições específicas para pacientes idosos.

Composição do Acinic

Apresentações

Comprimido de liberação prolongada 500 mg. Caixa com 30
comprimidos.

Comprimido de liberação prolongada 750 mg. Caixa com 30
comprimidos.

Uso adulto.

Composição

Cada comprimido de 500mg contém:

Ácido nicotínico 500mg.

Excipientes:

hipromelose e estearato de magnésio.

Cada comprimido de 750mg contém:

Ácido nicotínico 750mg.

Excipientes:

hipromelose e estearato de magnésio.

Superdosagem do Acinic

Sintomas

Altas doses de ácido nicotínico podem produzir rubor temporário,
prurido e distúrbios gastrintestinais.

Tratamento

Procedimentos como lavagem gástrica e tratamento geral de
suporte devem ser utilizados para controlar a sintomatologia.

Interação Medicamentosa do Acinic

Níveis elevados de ácido úrico têm ocorrido em terapia com ácido
nicotínico, embora seja usado com cautela em pacientes predispostos
à gota.

O ácido nicotínico tem sido associado a reduções pequenas
relacionadas à dose, mas estatisticamente significantes, da
contagem de plaquetas (média de 11% com 2000mg). Além disso, o
ácido nicotínico tem sido associado a aumentos pequenos, mas
estatisticamente significantes, do tempo de protrombina (média de
aproximadamente + 4%); conseqüentemente, pacientes submetidos à
cirurgia devem ser cuidadosamente avaliados. Recomenda-se cautela
na administração concomitante de Aciniccom anticoagulantes; o tempo
de protrombina e a contagem de plaquetas deve ser monitorizado
nesses pacientes.

Em estudos controlados com placebo, o ácido nicotínico foi
associado a reduções pequenas, mas estatisticamente significantes,
dos níveis de fósforo relacionados à dose (média de 13% com
2000mg). Embora essas reduções tenham sido transitórias, os níveis
de fósforo devem ser monitorizados periodicamente em pacientes com
risco de hipofosfatemia.

Acinic não deve ser substituído por doses equivalentes de formas
de liberação imediata (cristalina) de ácido nicotínico. Pacientes
que estejam substituindo o ácido nicotínico de liberação imediata
por Acinicdevem iniciar a terapia com baixas doses (por exemplo:
500mg à noite, antes de deitar), a dose de Acinic deve ser titulada
até atingir a resposta terapêutica desejada.

Interação Alimentícia do Acinic

Deve ser evitada a ingestão de bebidas quentes pela
possibilidade de potencialização dos efeitos adversos do ácido
nicotínico.

Ação da Substância Acinic

Resultados de eficácia

Goldberg et al. (2000) conduziram estudo multicêntrico,
duplo-cego, randomizado, no total de 25 semanas para avaliar a
segurança e eficácia de doses crescentes de niacina LP (liberação
prolongada) em relação ao placebo (uma vez ao dia ao deitar) em
pacientes com dislipidemia primária, para avaliar a modificação
percentual dos níveis de colesterol, das LDL-C e da apolipoproteína
B. Os pacientes (n=131) foram randomizados para placebo (n = 44) ou
niacina LP (n = 87) com doses iniciais de 375 mg/d, aumentadas para
500 mg/d e, subsequentemente, em incrementos de 500 mg a intervalos
de quatro semanas, até o máximo de 3.000 mg/d. O estudo foi
precedido por uma fase de seis semanas de dieta, descontinuação de
medicamentos e de estabilização da LDL-C basal de duas semanas. Uma
diminuição significativa nos níveis de LDL-C e apolipoproteína B,
em comparação com os valores iniciais, tornou-se evidente já com a
dose de 500 mg/d, que foi consistente em todas as doses
subsequentes (p ≤ 0,05), alcançando 21% e 20%, respectivamente, na
dose de 3.000 mg/d.

Em comparação com os valores basais, aumento significativo nos
níveis de colesterol de HDL-C tornou-se evidente com a dose de 500
mg/d, que também foi consistente em todas as doses subsequentes (p
≤ 0,05), alcançando 30% na dose de 3.000 mg/d. Em comparação com os
valores basais, ocorreu diminuição significativa nos níveis de TG e
da lipoproteína a (LPa) na dose de 1.000 mg/d, tendo sido evidente
em todas as doses subsequentes (p ≤ 0,05) e alcançando 44% e 26%,
respectivamente, na dose de 3.000 mg/d. Os efeitos adversos mais
comuns foram flushing e distúrbios gastrintestinais.
Elevações das transaminases foram relativamente pequenas, e a
porcentagem de pacientes que apresentaram disfunção hepática com
niacina LP não foi significativamente diferente do grupo placebo.
Desse modo, concluiu-se que a niacina LP foi bem tolerada, tendo
demonstrado capacidade dose-proporcional de modificar
favoravelmente os componentes do perfil lipídico.

Em estudo fase IIIb multicêntrico, aberto, não controlado
(Estudo Nautilus) durante 15 semanas para avaliar a segurança e a
tolerabilidade do ácido nicotínico de liberação prolongada no
tratamento das dislipidemias conduzido por Vogt et al. (2006),
também foram avaliados os efeitos da niacina LP sobre os parâmetros
lipídicos como parâmetros secundários. Os pacientes selecionados
tinham diagnóstico de dislipidemia com nível lipídico
inadequadamente controlado após quatro semanas de tratamento
dietético. Adicionalmente, os pacientes tinham baixa HDL colesterol
(lt; 40 mg/dL em homens e lt; 50 mg/dL em mulheres) e TG lt; 800
mg/dL. Os critérios de exclusão foram diabetes não controlada
(HbAIC gt; 9%), doença hepática, vascular (definida como derrame
dentro das seis semanas anteriores, doença arterial periférica,
angina instável, histórico de IM ou arritmia não controlada) ou
insuficiência renal significativa.

Todos os pacientes receberam doses iniciais de 375 mg durante a
semana 1. A dose foi aumentada conforme esquema de titulação
predefinido, em função da tolerabilidade, com a administração de
500 mg/d na semana 2, 750 mg/d na semana 3, 1.000 mg/d nas semanas
de 4 a 7, 1.500 mg/d nas semanas de 8 a 11 e 2.000 mg/d nas semanas
de 12 a 15. Os pacientes que tiveram problemas de tolerabilidade
com a dose titulada de 1.000 mg/d tiveram permissão para redução de
dose até 750 mg/d. Doses abaixo de 750 mg/d não foram permitidas.
No total de 566 pacientes selecionados, a grande maioria
apresentava síndrome metabólica (39,4%), hipercolesterolemia mista
(31,6%), baixo HDL colesterol isolado e risco cardiovascular
marcadamente elevado por outras causas (10,8%) e
hipercolesterolemia primária (8,8%), conforme as diretrizes do
NCEP/ATP III. A dose-alvo foi atingida por 65% dos pacientes.

O flushing foi a reação adversa mais comum (42%),
conforme esperado, sendo que 9,7% interromperam o medicação devido
ao flushing. Outros eventos adversos relacionados
ocorreram em baixa frequência (18,6%) e 8,7% interromperam o
tratamento por outros eventos que não o flushing. A
maioria dos eventos adversos foi de intensidade leve a moderada.
Eventos adversos sérios possivelmente relacionados ao tratamento
ocorreram em três pacientes (0,5%); todos se resolveram após a
descontinuação do tratamento. Não houve evento adverso muscular
sério ou hepatotoxicidade.

Características farmacológicas

O ácido nicotínico, também denominado niacina ou vitamina B3,
pertence ao grupo de vitaminas do complexo B e é um agente
anti-hiperlipidêmico. O ácido nicotínico é um pó branco cristalino,
muito solúvel em água. Sua fórmula empírica é C6H5NO2 e seu peso
molecular, 123,11.

O ácido nicotínico age no organismo após sua conversão para
nicotinamida adenina dinucleotídeo (NAD) no sistema de coenzima
NAD. Em dose adequada, reduz o CT, as lipoproteínas de baixa
densidade – colesterol (LDL-C) e os TG. Por outro lado, aumenta os
níveis de lipoproteínas de alta densidade – colesterol (HDL-C). A
magnitude das respostas lipoproteicas e lipídicas individuais pode
ser influenciada pela gravidade e tipo de dislipidemia presente. O
aumento total de HDL-C está associado ao aumento da apolipoproteína
A-I (Apo A-I) e à mudança da distribuição das subfrações de HDL.
Essas alterações incluem aumento na relação HDL2:HDL3 e a elevação
da lipoproteína A-I. O ácido nicotínico também diminui os níveis
séricos da apolipoproteína B-100 (Apo B), o maior componente
proteico da lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL) e de
frações LDL, e da Lp (a), uma forma variante de LDL
independentemente associada ao risco coronário.

Diversos estudos clínicos demonstraram que níveis elevados de CT
e LDL-C e Apo B promovem aterosclerose em humanos. A redução dos
níveis de HDL-C está associada ao desenvolvimento de aterosclerose.
Níveis elevados de TG também contribuem para o desenvolvimento da
aterosclerose.

O mecanismo de ação pelo qual o ácido nicotínico altera o perfil
lipídico não está bem estabelecido e pode envolver várias ações,
como a inibição da liberação de ácidos graxos livres do tecido
adiposo, o aumento da atividade da lipase lipoproteica, que pode
elevar a taxa de remoção de quilomicrons dos TG do plasma. O ácido
nicotínico diminui a síntese hepática das lipoproteínas de
muito baixa densidade (VLDL) e de baixa densidade (LDL) e parece
não afetar a excreção fecal de gorduras, ácidos biliares e
esteróis.

Absorção

O ácido nicotínico administrado via oral é absorvido rapidamente
(60% a 76% da dose). Sua biodisponibilidade aumenta e o risco de
desconforto gastrintestinal diminui quando o medicamento é
administrado juntamente com alimentos não gordurosos.

Distribuição

Estudos com ácido nicotínico radiomarcado em ratos demonstraram
que o ácido nicotínico e seus metabólitos concentram-se no fígado,
nos rins e no tecido adiposo.

Metabolismo

O ácido nicotínico é metabolizado no fígado, onde sofre rápido e
intenso metabolismo de primeira passagem, possivelmente por uma
rota de simples conjugação com glicina, formando o ácido
nicotinúrico (NUA). O ácido nicotinúrico é, então, eliminado pela
urina, embora pequenas quantidades possam ser revertidas em ácido
nicotínico. Outra possível rota resulta na formação de nicotinamida
adenina dinucleotídio (NAD). Não está claro se a nicotinamida é
formada como um precursor ou após síntese para NAD.

A nicotinamida é, depois, metabolizada a N-metilnicotinamida
(MNA) e óxido N-nicotinamida (NNO). O MNA é, depois, metabolizado a
outros dois compostos, N-metil-2-piridona-5-carboxamida (2PY) e
N-metil-4-piridona-5-carboxamida (4PY). A formação de 2PY parece
predominar sobre a de 4PY. Nas doses usuais de tratamento, essas
rotas metabólicas são saturáveis, explicando a relação não linear
entre a dose de ácido nicotínico e as concentrações plasmáticas do
fármaco após doses múltiplas de Ácido Nicotínico (substância ativa
deste medicamento). A nicotinamida não tem atividade
hipolipidêmica. A atividade dos outros metabólitos não é
conhecida.

Eliminação

O ácido nicotínico e seus metabólitos são rapidamente eliminados
através da urina. Após dose única ou múltipla, 60% a 76% do ácido
nicotínico administrado podem ser recuperado na urina como ácido
nicotínico ou seus metabólitos. A relação dos metabólitos
recuperados na urina foi dependente da dose administrada.

Cuidados de Armazenamento do Acinic

Mantenha Acinic em temperatura ambiente (15 a
30oC).

Número do lote, data de fabricação e prazo de validade:
vide cartucho/rótulo.

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de
fabricação. Não utilize medicamentos com a validade
vencida.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Acinic

Registro MS – 1.0974.0191

Farm. Resp.:

Dr. Dante Alario Junior
CRF-SP no 5143

Biolab Sanus Farmacêutica Ltda.

Av. Paulo Ayres, 280 – Taboão da Serra – SP
CEP 06767-220
CNPJ 49.475.833/0001-06
Indústria Brasileira

SAC

0800 724 6522

Venda sob prescrição médica.

Acinic, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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