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Saúde mental em tempos de pandemia


haviam muitas fraturas de fêmur decorrentes de traumas de alta energia em campos de batalha. Nessa época, o tratamento era baseado em trações contínuas em cama hospitalar, que muitas vezes resultavam em complicações, tais como infecções e deformidades ósseas.
Com o avanço da tecnologia e das técnicas cirúrgicas, hoje em dia temos uma gama de opções de tratamento, incluindo o uso de fixadores externos, hastes intramedulares, placas e parafusos, dentre outros. Cada método de tratamento tem suas vantagens e desvantagens, e a escolha final dependerá da gravidade da fratura, idade e condições do paciente, bem como da preferência do cirurgião.
Em termos de epidemiologia, a fratura da diáfise do fêmur é mais comum em homens jovens, entre 20 e 40 anos de idade, e em idosos acima de 65 anos. Os principais mecanismos de trauma são quedas de altura, acidentes automobilísticos e traumas esportivos. É importante lembrar que a presença de outras lesões associadas é comum, tais como lesões ligamentares, luxações articulares e fraturas em outros ossos.
Com relação ao diagnóstico, é fundamental ter uma boa história clínica e exame físico, incluindo avaliação neurológica para descartar lesões nervosas. Os exames de imagem, tais como radiografias simples, tomografias e ressonâncias magnéticas, são de extrema importância para a avaliação do tipo de fratura e para o planejamento do tratamento.
Em termos de classificação das fraturas, existem diversas opções disponíveis, tais como as de Winquist e Hansen, as de AO e as de Gustilo e Anderson. A classificação de Winquist e Hansen é bastante utilizada na prática, e divide as fraturas da diáfise do fêmur em cinco tipos, de acordo com o nível de cominuição e da extensão do desvio do eixo ósseo. Já a classificação de AO é mais complexa e leva em consideração aspectos anatômicos mais detalhados.
Além da avaliação da fratura em si, é fundamental também avaliar a presença de lesões associadas, como já mencionado anteriormente. Lesões ligamentares e luxações articulares, por exemplo, podem ser facilmente negligenciadas e trazer complicações no tratamento e na recuperação do paciente.
O tratamento da fratura da diáfise do fêmur pode ser realizado através de diversos métodos, como já falamos anteriormente. A escolha do método dependerá de diversos fatores, como a gravidade da fratura, idade do paciente, entre outros. Porém, independentemente do método escolhido, é fundamental que haja um bom acompanhamento pós-operatório, incluindo um programa de reabilitação física adequado, para garantir a recuperação das funções do paciente.
Por fim, é importante lembrar que o tratamento da fratura da diáfise do fêmur pode ter complicações, tais como infecções, deslocamentos de implantes, atraso na consolidação óssea, dentre outros. Por isso, é fundamental que haja um acompanhamento especializado durante todo o processo de tratamento e recuperação do paciente.
Considerando todos esses aspectos, podemos concluir que a fratura da diáfise do fêmur é uma lesão grave que requer um tratamento cirúrgico adequado e um acompanhamento especializado durante todo o processo de recuperação do paciente. Com um diagnóstico e tratamento precoces, é possível obter uma boa recuperação e minimizar as chances de complicações.
Fonte: Fratura Diáfise do Fêmur por OrthoEduca Educação e Atualização em Ortopedia