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Estudo mostra possibilidade de cura para Mal de Parkinson


É um novo tratamento para a doença de Parkinson!
Calma, que eu vou explicar tudo para vocês. Vamos mostrar um pouquinho aqui como é que funciona a doença de Parkinson. A gente vai conversar sobre essa pesquisa que foi feita por cientistas brasileiros. Mas calma, ainda está longe de serem remédios que vão chegar na prateleira da farmácia. Mas é um esboço, um pontapé inicial de uma nova perspectiva de linha de tratamento para a doença de Parkinson que eu vou explicar.
Sou o Doutor Saulo Nader, médico neurologista. Bem-vindos ao Neurologia & Psiquiatria, nosso canal aqui do YouTube. Se você ainda não conhece, está convidado agora mais do que convidado para seguir a gente, não perder vídeos incríveis como esse. Está sempre rolando por aqui.
Vamos lá. A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que tem remédios que vão devolver para o organismo e para o cérebro a dopamina que ele não está produzindo, contornando sintomas, mas infelizmente é uma doença que vai progredindo ao longo dos anos e das décadas. Até que chega um ponto que os remédios já não dão conta mais e reverte todos os sintomas e começam problemas mais graves das fases avançadas do Parkinson.
Mas os cientistas brasileiros da USP publicaram agora, fresquinho, em 2022, um estudo numa revista internacional, Molecular Neurobiology, mostrando que em estudos com ratinhos, uma substância chamada AG490 mostrou um papel protetor contra a morte da substância negra.
Essa substância negra é uma parte neurológica chamada gânglios da base, que controla o movimento final minucioso, pormenorizado do nosso corpo, como a capacidade de escrever e desenhar, de acertar uma bolinha numa cesta de basquete, de levar um garfo à boca: movimentos mais delicados que exigem uma destreza manual maior. Quando, em algumas pessoas, essas células na substância negra começam a morrer, há uma queda de produção de dopamina e ocorrem sintomas da doença de Parkinson, como tremor, lentidão do movimento, desequilíbrio, tontura, entre muitos outros.
Nesse estudo, a AG490 mostrou um papel protetor contra a morte dessas células da substância negra. Então, pegaram ratinhos e eles induziram esses ratinhos a desenvolver Parkinson com uma substância química que simulava agressão que acontecem em quem tem a doença de Parkinson e aplicavam nos ratinhos a AG490. Depois, realizavam testes com os ratinhos até 21 dias depois, dando para ver ao microscópio do cérebro, menos morte celular nos ratinhos que receberam a AG490. Em outras palavras, eles ficaram melhores do ponto de vista dos testes clínicos, além de mostrarem melhores resultados no cérebro.
Isso é um esboço de um estudo. Depois, vão vir mais estudos e animais, para depois, registrar mesmo a efetividade e segurança começar a estudos humanos. Então, calma lá. Não é um grande milagre, uma panaceia, não. O remédio vai estar disponível em breve. É só assim uma nova linha terapêutica que até então não tinha sido pensada e estudada e que mostrou um resultado promissor.
Lembre-se que, se você se identifica com doença de Parkinson, tem que buscar o médico neurologista, a médica neurologista que trata bem isso de Parkinson. E hoje, a gente tem um Arsenal gigante de terapêutica de remédios seguros modernos que dá para lançar mão para devolver da família para o corpo e conseguir driblar os sintomas tão chatos. Para dar para você aí que tem Parkinson parte com qualidade de vida. Além disso, fisioterapia é muito importante e psicoterapia às vezes para acompanhamento psicológico. Tudo isso faz parte do tratamento da doença de Parkinson.
E olha só, tem até cirurgias que podem ser feitas para Parkinson. Você sabia disso? Vai ser tema para outro vídeo. Pede aqui nos comentários se quer saber sobre cirurgia para a doença de Parkinson que eu falo um pouquinho mais.
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Fonte: Existe cura para mal de PARKINSON? Veja o que um novo estudo mostrou! 😮 por Neurologia e Psiquiatria