Xylestesin Pesada Bula

Xylestesin Pesada

Como Xylestesin Pesada funciona?

A solução injetável de Xylestesin 5% Pesada contém o anestésico
local cloridrato de lidocaína, anestésico local do tipo amida,
associado à glicose 7,5%.

A lidocaína estabiliza a membrana neuronal por inibição dos
fluxos iônicos necessários para o início e condução dos impulsos
efetuando deste modo à ação anestésica local. O início da ação é
rápido.

A duração da anestesia perineal proporcionada por 1 mL (50 mg)
de Xylestesin 5% Pesada atinge em média 100 minutos, com um estado
de analgesia prolongando-se por um período de 40 minutos.

A duração da anestesia cirúrgica proporcionada por 1,5 a 2 mL
(75 a 100 mg) do produto é de aproximadamente duas horas.

Contraindicação do Xylestesin Pesada

A lidocaína está contraindicada em pacientes com conhecida
hipersensibilidade aos anestésicos locais do tipo amida ou aos
componentes da fórmula.

As seguintes condições impedem a aplicação da
raquianestesia

  • Hemorragia grave, hipotensão grave, choque e arritmias,
    bloqueio cardíaco completo, com débito cardíaco gravemente
    comprometido;
  • Infecção local na área onde se pretende fazer a punção
    lombar;
  • Septicemia (presença de bactérias patogênicas no sangue);
  • Doenças cérebro-espinhais, tais como meningite, tumores,
    poliomielite e hemorragia cerebral. Artrite, espondilite e outras
    doenças da coluna que tornem impossível a punção; também é
    contraindicado na presença de tuberculose ou lesões metastáticas na
    coluna;
  • Anemia perniciosa com sintomas medulares;
  • Descompensação cardíaca, derrame pleural maciço e aumento
    acentuado da pressão intra-abdominal como ocorre em ascites maciças
    e tumores;
  • Infecção piogênica (que produz pus) da pele no local ou
    adjacente ao local da punção;
  • Hipotensão acentuada, como ocorre em choque cardiogênico
    (resultante da incapacidade de manter o aporte sanguíneo ao sistema
    circulatório e tecido, devido a um debito cardíaco inadequado) ou
    choque hipovolêmico (condição que ocorre quando há um volume
    insuficiente de sangue);
  • Alterações da coagulação ou sob tratamento com
    anticoagulante.

Como usar o Xylestesin Pesada

Na raquianestesia com Xylestesin Pesada 5% poderá ser induzida
na posição reclinada em lateral direita ou esquerda, e na posição
sentada.

Sendo uma solução hiperbárica, o anestésico tenderá a se
deslocar na direção na qual a mesa estiver posicionada.

Após ter atingido o nível desejado de anestesia e o anestésico
lidocaína ter sido fixado, geralmente após 5 ou 10 minutos, o
paciente deverá ser posicionado de acordo com as necessidades do
cirurgião ou do obstetra.

As injeções deverão ser feitas lentamente.

Consultar bibliografia específica para definição das técnicas
corretas para raquianestesia.

Posologia

Adultos sadios

As dosagens recomendadas a seguir serão para adultos normais
sadios e servem somente como guia para a quantidade de anestésico
necessário na maior parte dos procedimentos de rotina.

Em todos os casos a menor dosagem que produzir o efeito
desejado, deverá ser a usada.

Se a técnica for usada corretamente, e se a agulha estiver
posicionada corretamente no espaço subaracnóideo, não será
necessário administrar mais do que uma ampola (100 mg).

Bloqueio espinhal baixo ou bloqueio em sela –
obstetrícia

A dosagem recomendada para parto vaginal é de aproximadamente 1
mL (50 mg).

Para cirurgia cesariana que necessite de manipulação
intra-uterina, 1,5 mL (75 mg) são geralmente suficientes.

Anestesia cirúrgica

A dosagem recomendada para anestesia abdominal é de 1,5 mL a 2
mL (75 a 100 mg).

Crianças

A dosagem recomendada para adolescentes sadios de idade igual ou
superior a 16 anos, é a mesma que a recomendada para adultos
normais sadios.

Não existem dados suficientes em crianças com idade inferior a
16 anos para serem feitas recomendações de dosagem.

Soluções remanescentes que não forem utilizadas deverão ser
descartadas após o seu uso.

Em preparações que contenham glicose, pode ocorrer caramelização
sob aquecimento prolongado, e em algumas circunstâncias também sob
armazenamento prolongado.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
Xylestesin Pesada?

Uma vez que este medicamento é administrado por um profissional
da saúde em ambiente hospitalar não deverá ocorrer esquecimento do
seu uso.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Xylestesin Pesada

Os anestésicos locais para raquianestesia somente deverão ser
administrados por profissionais experientes no diagnóstico e
controle da toxicidade dosedependente e de outras emergências
agudas que possam surgir do tipo de bloqueio utilizado, e somente
depois de assegurar a disponibilidade imediata de oxigênio, de
outros farmacos para ressuscitação, equipamento de ressuscitação
cardiopulmonar e de pessoal treinado necessário para tratamento e
controle das reações tóxicas e emergências relacionadas.

A falta ou a demora no atendimento da toxicidade
dose-relacionada do fármaco da hipoventilação, seja qual for o
motivo e/ou alterações na sensibilidade, poderá levar a
desenvolvimento de acidose (acidez excessiva dos líquidos
corporais, em decorrência de um acúmulo de ácidos), parada cardíaca
e possível óbito.

Quando apropriado, os pacientes devem ser informados da
possibilidade de perda temporária da sensação e atividade motora na
metade inferior do corpo, após administração da raquianestesia.

Também quando apropriado o médico deverá discutir com os
pacientes outras informações como as reações adversas da lidocaína
hiperbárica.

A solução de Xylestesin Pesada não contém conservante.

A segurança e a eficácia da lidocaína dependem da dose correta,
técnica adequada, precauções adequadas e da rapidez no atendimento
das emergências.

Equipamento de ressuscitação, oxigênio e medicamentos para
reanimação devem estar disponíveis para uso imediato.

O paciente deverá receber líquidos por via intravenosa, através
de cateter, para assegurar esta via de acesso.

A menor dose que resultar em anestesia efetiva deverá ser usada
para evitar altos níveis plasmáticos e graves reações adversas.

As repetidas doses de lidocaína podem causar aumentos
significativos no nível sanguíneo, com cada dose repetida, devido
ao lento acúmulo do fármaco ou dos seus metabólitos.

A tolerância aos níveis sanguíneos elevados varia de acordo com
o estado do paciente.

Pacientes idosos, debilitados, pacientes com doenças agudas e
crianças, deverão receber doses reduzidas de acordo com a idade e
condições físicas.

A lidocaína deve também ser usada com precaução em pacientes em
estado de choque grave ou com bloqueio cardíaco.

As seguintes condições poderão impedir o uso da
raquianestesia, dependendo da avaliação médica, da situação e da
capacidade de lidar com as complicações que possam
ocorrer:

  • Doenças preexistentes do sistema nervoso central, tais como
    aquelas atribuíveis à anemia perniciosa, poliomielite, paralisia
    decorrente de lesão nervosa, sífilis ou tumores;
  • Alterações hematológicas que pré-disponham a coagulopatias ou
    pacientes em anticoaguloterapia. O trauma de vasos sanguíneos
    durante a condução da raquianestesia pode levar em algumas
    circunstâncias a hemorragias incontroláveis no sistema nervoso
    central ou hemorragias nos tecidos moles;
  • Extremos de idade;
  • Dor crônica nas costas e cefaleia pré-operatória;
  • Hipotensão e hipertensão;
  • Artrites ou deformidades da coluna;
  • Problemas de ordem técnica como parestesias (sensação de
    dormência, ou formigamento, a sensibilidade fica exacerbada)
    persistentes, sangramentos persistentes);
  • Psicoses ou outras causas que signifiquem falta de cooperação
    por parte do paciente.

O cuidadoso e constante monitoramento cardiovascular e
respiratório (adequada ventilação), sinais vitais e o estado de
consciência do paciente, devem ser acompanhados após cada injeção
de anestésico local.

Deverá também ser lembrado em tais momentos que a agitação,
ansiedade, zumbido, vertigem (sensação de se mover em giros,
tonteira.), visão turva, tremores, depressão ou sonolência podem
representar os primeiros sinais de toxicidade do sistema nervoso
central.

Os anestésicos locais do tipo amida são metabolizados pelo
fígado, portanto, a lidocaína deve ser usada com cuidado em
pacientes com doenças hepáticas.

Os pacientes com doença hepática grave devido à sua reduzida
capacidade de metabolização dos anestésicos locais oferecem maior
risco para o desenvolvimento de concentrações plasmáticas
tóxicas.

A lidocaína deve também ser usada com cautela em pacientes com
função cardiovascular alterada, devido a uma menor capacidade de
compensar as mudanças funcionais associadas ao prolongamento de
condução atrioventricular provocado por esses fármacos.

É absolutamente pouco provável o desenvolvimento de hipertermia
maligna com agentes anestésicos locais.

Entretanto, em pacientes com histórico familiar é recomendável à
existência de um protocolo padrão para monitoramento do
paciente.

Sinais precoces de taquicardia (rapidez anormal da ação
cardíaca, frequência superior a 100 batimentos por minutos),
taquipneia (rapidez anormal da respiração), labilidade da pressão
sanguínea (oscilações da pressão arterial) e acidose metabólica
(acidez excessiva dos líquidos corporais). Poderão preceder a
elevação da temperatura.

O sucesso da reversão da síndrome dependerá de um diagnóstico
precoce, da rápida suspensão do agente ou agente suspeito de
desencadeamento e do início imediato de tratamento, incluindo
oxigenoterapia, medidas de suporte cabíveis e administração de
dantroleno.

A lidocaína deverá ser usada com cuidado em pessoas com
conhecida sensibilidade ao fármaco.

Pacientes alérgicos aos derivados do ácido para-aminobenzóico
(procaína, tetracaína, benzocaína, etc.) não têm apresentado
sensibilidade cruzada à lidocaína.

Cuidados

Para evitar a injeção intravascular, deverá ser feita a
aspiração antes de injetar o anestésico.

A agulha deverá ser reposicionada até que não apareça nenhum
retorno de sangue na aspiração. Entretanto a ausência de sangue na
seringa não garante que tenha sido evitada a injeção
intravascular.

Os anestésicos espinais não devem ser injetados durante a
contração uterina, já que o fluxo do líquido espinhal poderá levar
o anestésico numa altura cefalar além do desejado.

Interações medicamentosas

A administração de soluções anestésicas locais contendo
epinefrina e norepinefrina a pacientes que estejam recebendo
inibidores da monoaminoxidase, antidepressivos tricíclicos ou
fenotiazinas, pode produzir hipotensão grave ou hipertensão.

O uso simultâneo desses agentes deverá ser evitado.

Nas situações em que a terapia simultânea for necessária, será
essencial um cuidadoso monitoramento do paciente.

A administração simultânea de fármacos vasopressores, para o
tratamento da hipotensão relacionada ao bloqueio espinhal, e de
fármacos ocitócicos do tipo ergot (obtidas a partir do fungo
Claviceps purpúrea), poderá causar hipertensão grave e persistente
ou acidentes cerebrovasculares.

Informe ao seu médico ao seu médico ou
cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.

Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para sua saúde.

Reações Adversas do Xylestesin Pesada

As reações adversas após a administração de lidocaína são de
natureza similar àquelas observadas com outros agentes anestésicos
locais do tipo amida.

Estas reações estão de maneira geral relacionadas com a dose,
podendo resultar de altos níveis plasmáticos causados por excesso
de dosagem, rápida absorção ou injeção intravascular acidental,
podendo também resultar de hipersensibilidade, idiossincrasia
(reação individual a substancia, em função de uma suscetibilidade
incomum ) ou diminuição da tolerância por parte do paciente.

As reações adversas graves são geralmente de natureza
sistêmica.

Os seguintes tipos são os mais frequentemente
relatados

Sistema nervoso

Reação comum (ocorre entre 1 e 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

Sonolência, vertigem.

Reações com frequência desconhecida:

As reações do sistema nervoso central incluem dormência na
língua, delírio, nervosismo, tonturas, apreensão, euforia,
confusão, letargia (lentidão funcional), zumbidos, visão dupla,
vômitos, sensação de calor, frio ou dormência, contrações,
tremores, convulsões, inconsciência, depressão e parada
respiratória, fala indistinta, visão turva.

Os efeitos neurológicos podem incluir a perda da sensibilidade
perineal e da função sexual, anestesia persistente, parestesia,
debilidade e paralisia dos membros inferiores, perda do controle
esfincteriano, (podem ter uma lenta, incompleta ou nenhuma
recuperação), retenção urinária, cefaleia, dor nas costas,
meningite séptica, meningismo, aracnoidite, atraso do trabalho de
parto, aumento na incidência de fórceps, calafrios, paralisia do
nervo craniano decorrente da tração nos nervos por perda do líquido
cefalorraquidiano e incontinência urinária e fecal.

Sistema cardiovascular

Reação comum (ocorre entre 1 e 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

Hipotensão.

Reações com frequência desconhecida:

Depressão do miocárdio, diminuição do débito cardíaco, bloqueio
cardíaco, bradicardia (batimento cardíaco lento), arritmias
ventriculares, incluindo taquicardia ventricular e fibrilação
ventricular e parada cardíaca.

A hipóxia causada por convulsões e apneia pode ser um fator
contribuinte nas reações cardiovasculares.

As manifestações cardiovasculares são geralmente depressivas,
caracterizadas por bradicardia, hipotensão e colapso
cardiovascular, podendo resultar em parada cardíaca.

Alérgicas

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

Reações alérgicas como resultado de sensibilidade à lidocaína
são extremamente raras, e se ocorrerem devem ser tratadas de
maneira convencional.

Reações com frequência desconhecida

Lesões cutâneas, urticária (manifestação cutânea, que pode
associada à coceira e erupção), edema ou reações
anafilactóides.

A detecção da sensibilidade através de testes na pele é de valor
duvidoso.

Conduta nas emergências provocadas por anestésicos
locais

A primeira consideração é a prevenção, através de cuidados e
constante monitoramento dos sinais vitais respiratórios e
cardiovasculares, e do estado de consciência do paciente, após cada
injeção do anestésico local.

Ao primeiro sinal de alteração, deverá ser prontamente
administrado oxigênio.

O primeiro passo no controle das convulsões, como também da
hipoventilação (redução da frequência e velocidade da respiração),
apneia (cessação temporária da respiração) decorrentes da dispersão
cefálica excessiva, consiste na imediata atenção a manutenção das
vias aéreas e de ventilação assistida com pressão positiva através
de máscara.

Imediatamente após a instituição dessas medidas, deverá ser
avaliada a adequação circulatória, mantendo sempre em mente que os
fármacos comumente usados para tratar as convulsões, algumas vezes
deprimem a circulação quando injetadas intravenosamente.

Caso as convulsões persistam após a instituição de suporte
respiratório e se o status circulatório assim o permitir, poderão
ser administradas por via intravenosa pequenas quantidades de
barbitúrico (como tiopental ou tiamilal) de ação
ultracurta, ou um benzodiazepínico do tipo diazepam.

O médico deverá estar familiarizado com o uso dos anestésicos
locais em conjunto com esses fármacos antes de usá-los.

O tratamento de suporte da depressão circulatória poderá
requerer a administração de fluidos por via intravenosa, e quando
apropriado, um vasopressor (efedrina ou fenilefrina) segundo a
necessidade da situação clínica.

Se não tratadas imediatamente, ambas, a depressão cardiovascular
e as convulsões, poderão resultar em hipóxia (diminuição da
concentração de oxigênio no ar inspirado), bradicardia (batimento
cardíaco lento, frequência de pulso inferior a 60 batimentos por
minuto), acidose (acidez excessiva dos líquidos corporais),
arritmias e parada cardíaca.

Uma hipoventilação ou apneia decorrentes da dispersão cefálica
excessiva, poderá produzir os mesmos sintomas, e também levar a uma
parada cardíaca caso o suporte ventilatório não seja
instituído.

Caso ocorra a parada cardíaca, deverão ser instituídas as
medidas padrão de ressuscitação cardiopulmonar.

A intubação endotraqueal, empregando fármacos e técnicas
familiares ao clínico, poderá estar indicada após administração
inicial de oxigênio através de máscara, e também no caso de
dificuldade de manutenção das vias aéreas do paciente, ou caso o
suporte ventilatório, seja assistido ou controlado, esteja
indicado.

A diálise não é de valor totalmente descartável no tratamento de
superdosagem aguda com lidocaína.

A DL50 intravenosa de cloridrato de lidocaína em
ratos fêmeas, é de 26 (21 a 31) mg/kg e a DL50
subcutânea é de 264 (203 a 304) mg/kg.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Xylestesin Pesada

Gravidez

Categoria B de risco na gravidez.

Efeitos teratogênicos

Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres
grávidas.

Os estudos em reprodução animal nem sempre são úteis para
reproduzir as respostas humanas.

Considerações gerais devem ser levadas em conta antes da
administração da lidocaína em mulheres com potencial de gravidez,
especialmente aquelas em início de gravidez.

Parto e trabalho de parto

A hipotensão materna é uma consequência da anestesia
regional.

Os anestésicos locais produzem vasodilatação por bloqueio dos
nervos simpáticos.

Elevar as pernas da paciente e posicioná-la de lado ajudará na
prevenção da diminuição da pressão sanguínea.

O débito cardíaco fetal deverá também ser monitorado de maneira
contínua, e o monitoramento fetal eletrônico é altamente
aconselhável.

A raquianestesia poderá alterar as contrações durante o parto,
por mudanças na contratilidade uterina, ou força de expulsão.

Há informações de que a lidocaína prolonga a segunda fase do
trabalho de parto, por remoção do reflexo de expulsão ou por
interferência com a função motora.

O uso de anestesia obstétrica pode aumentar a necessidade de
fórceps.

Amamentação

Não se sabe se o fármaco é excretado no leite materno.

Precauções deverão ser tomadas na administração de lidocaína em
mulheres em fase de amamentação.

Uso pediátrico

Ainda não foram estabelecidas a segurança e eficácia em crianças
com menos de 16 anos de idade.

Composição do Xylestesin Pesada

Cada 1 ml de solução injetável contém

Cloridrato de
lidocaína

50 mg

Glicose

75 mg

Água para
injetáveis

1 ml

Contém hidróxido de sódio.

Superdosagem do Xylestesin Pesada

As emergências decorrentes da administração de anestésicos
locais estão geralmente relacionadas com altos níveis plasmáticos
durante o uso terapêutico dos anestésicos locais, ou de injeção
acidental subaracnóidea da solução anestésica.

Buscar tratamento de suporte às condições neurológicas,
cardiovasculares e ventilatórias.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou a bula do
medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais
orientações.

Interação Medicamentosa do Xylestesin
Pesada

A administração de soluções anestésicas locais contendo
epinefrina e norepinefrina a pacientes que estejam recebendo
inibidores da monoaminoxidase, antidepressivos tricíclicos ou
fenotiazinas, pode produzir hipotensão grave ou hipertensão. O uso
simultâneo desses agentes deverá ser evitado. Nas situações em que
a terapia simultânea for necessária, será essencial um cuidadoso
monitoramento do paciente.

A administração simultânea de fármacos vasopressores, para o
tratamento da hipotensão relacionada ao bloqueio anestésico, e de
fármacos ocitócicos do tipo ergot, poderá causar hipertensão grave
e persistente ou acidentes cerebrovasculares.

Ação da Substância Xylestesin Pesada

Resultados de Eficácia

Cinquenta pacientes agendados para cirurgia transuretral da
bexiga foram alocados para receber raquianestesia com ou sem
glicose lidocaína a 2% (80 mg) ou lidocaína hiperbárica a 5% (80
mg). O tempo de latência, dispersão cefálica da analgesia, duração
da analgesia, duração e intensidade do bloqueio motor, a qualidade
de analgesia e capacidade do paciente de andar 5 m e urinar no
pós-operatório foram avaliados.

O início e a propagação de analgesia foram rápidos e comparáveis
nos dois grupos. Decorridos 60 minutos, o nível segmentar foi T9 e
T10 para 2% e 5%, respectivamente, permitindo a cirurgia
transuretral para ser realizado por, pelo menos, 1 h.

O tempo entre a injeção do anestésico até que os pacientes
fossem capazes de andar 5 m e urinar foi igual nos dois grupos, e
89% de todos os pacientes eram capazes de andar e urinar dentro de
4 h. Concluiu-se que a anestesia espinal com 80 mg e 2% ou 5% de
lidocaína fornece analgesia para cirurgia transuretral, e é
caracterizada por uma rápida recuperação da função motora e do
detrusor.

Estudo prospectivo randomizado duplamente encoberto, comparando
lidocaína 5% intratecal com e sem sufentanil em 90 gestantes. Grupo
1 com 75 mg de lidocaína com 2 mL de solução salina, Grupo 2 com 75
mg de lidocaína, 5 microgramas de sufentanil e 1 mL de solução
salina. Grupo 3 com 75 mg de lidocaína e 10 microgramas de
sufentanil. O tempo de efetiva analgesia foi maior no grupo com
sufentanil com m P menor que 0,05.

Características Farmacológicas

Descrição

O cloridrato de lidocaína é um anestésico local do tipo amida,
quimicamente designado como monocloridrato de
2-(dietilamino)-N-(2,6-dimetilfenil)-acetamida monoidratado. É um
pó branco, muito solúvel em água. A glicose é designada como
D-glicopiranose.

Cloridrato de Lidocaína 5,0% + Glicose 7,5% (substância
ativa)  é uma solução estéril e apirogênica, hiperbárica.
O pH dessa solução é ajustado entre 6,0 e 7,0. A densidade
específica do produto está entre 1,030 e 1,035.

Farmacológica clínica

Mecanismo de ação

A lidocaína estabiliza a membrana neuronal por inibição dos
fluxos iônicos necessários para o início e condução dos impulsos
efetuando deste modo a ação anestésica local.

Hemodinâmica

Níveis sanguíneos excessivos podem causar mudanças no débito
cardíaco, na resistência periférica total e na pressão arterial. Na
raquianestesia estas alterações podem ser atribuíveis ao bloqueio
das fibras autônomas simpáticas.

O efeito produzido é uma hipotensão moderada, quando as doses
recomendadas não são excedidas.

Farmacocinética e metabolismo

As informações procedentes de diversas formulações,
concentrações e usos revelam que a lidocaína é completamente
absorvida após administração subaracnoidea, sendo que o índice de
absorção depende do local da administração e da presença ou não de
um agente vasoconstritor.

Com exceção da administração intravascular, os mais altos níveis
sanguíneos obtidos foram após bloqueio nervoso intercostal e os
menores foram após administração subcutânea.

A ligação plasmática da lidocaína depende da concentração do
fármaco a fração ligada diminui com o aumento da concentração. Em
concentrações de 1 a 4 mg de base livre por mL, 60 a 80% da
lidocaína ligam-se às proteínas. A ligação também depende da
concentração plasmática da alfa-1-ácido glicoproteína. A lidocaína
atravessa as barreiras cerebral e placentária, possivelmente por
difusão passiva.

A lidocaína é rapidamente metabolizada pelo fígado e o restante
inalterado do fármaco e os metabólitos são excretados pelos rins. A
biotransformação inclui a N-desalquilação oxidativa, hidroxilação
do anel, clivagem da ligação amida e conjugação. A N-desalquilação,
um grau maior de biotransformação, produz os metabólitos
monoetilglicinaxilidida e glicinaxilidida. As ações farmacológica e
toxicológica desses metabólitos são similares, mas menos potentes
que a lidocaína.

Aproximadamente 90% da lidocaína administrada é excretada na
forma de vários metabólitos e menos que 10% é excretada inalterada.
O metabólito primário da urina é um conjugado de
4-hidroxi-2,6-dimetilanilina.

A meia-vida de eliminação da lidocaína após injeção intravenosa
em bolus ocorre caracteristicamente entre 1,5 a 2 horas. Justamente
pelo seu rápido índice de metabolização, qualquer condição que
afete a função do fígado poderá alterar a cinética da lidocaína. A
meia-vida poderá ser prolongada em dobro, ou mais, em pacientes com
disfunção hepática. As disfunções renais não afetam a cinética da
lidocaína, porém podem aumentar o acúmulo de metabólitos.

Os fatores como acidose e o uso de estimulantes e depressivos do
SNC afetam os níveis de lidocaína no SNC, necessários para produzir
claros efeitos sistêmicos. As manifestações adversas tornam-se
aparentes com o aumento dos níveis plasmáticos venosos acima de 6
mg de base livre por mL. Em animais (macaco rhesus) os níveis
sanguíneos arteriais de 18 a 21 mg/mL demonstram o início para a
atividade convulsiva.

Início e duração da anestesia

O início da ação é rápido. A duração da anestesia perineal
proporcionada por 1 mL (50 mg) de Cloridrato de Lidocaína 5,0% +
Glicose 7,5% (substância ativa) atinge em média 100 minutos, com um
estado de analgesia prolongando-se por um período de 40
minutos.

A duração da anestesia cirúrgica proporcionada por 1,5 a 2 mL
(75 a 100 mg) do produto é de aproximadamente duas horas.

Cuidados de Armazenamento do Xylestesin
Pesada

Conservar o produto em temperatura ambiente controlada, entre 15
e 25ºC, protegido da luz.

O prazo de validade é de 18 meses a partir da data de
fabricação, sendo que após este prazo de validade o produto pode
não apresentar mais efeito terapêutico.

Não utilize medicamento vencido.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas

Solução límpida, essencialmente livre de partículas, incolor a
levemente amarelada.

Observação:

Os produtos parenterais deverão ser examinados visualmente em
busca de partículas estranhas e de alteração da cor do produto
antes da administração. O produto não deverá ser usado se qualquer
alteração for detectada.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
você observe alguma mudança no aspecto do medicamento que ainda
esteja no prazo de validade, consulte o médico ou o farmacêutico
para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Xylestesin Pesada

Registro MS N.º 1.0298.0385

Farm. Resp.:

Dr. José Carlos Módolo
CRF-SP N.º 10.446

Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos
Ltda.

Rodovia Itapira-Lindóia, km 14 – Itapira-SP
CNPJ N.º 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira

SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente):

0800 701 19 18

Xylestesin-Pesada, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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