Seretide Spray Bula

Seretide Spray

Seretide® Spray é indicado para o tratamento regular
de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), incluindo bronquite
crônica e enfisema, e demonstrou reduzir a mortalidade.

Como o Seretide Spray funciona?


Seretide® Spray atua, nas doenças dos brônquios, como
dilatador de longa duração e como anti-inflamatório. Seus efeitos
duram aproximadamente 12 horas.

Contraindicação do Seretide Spray

O uso de Seretide® Spray é contraindicado para
pacientes com alergia conhecida a qualquer componente da
fórmula.

Como usar o Seretide Spray

Antes de usar Seretide® Spray, leia atentamente as
instruções abaixo.

Testando seu inalador

Antes de usar o inalador pela primeira vez, ou caso não o
utilize há uma semana ou mais, remova o protetor do bocal apertando
delicadamente suas laterais. Em seguida, agite bem o inalador e
libere dois jatos de ar para verificar se ele funciona bem.

Usando seu inalador

  1. Remova a tampa do bocal apertando suavemente suas laterais.
    Verifique se há partículas estranhas no interior e no exterior do
    inalador, inclusive no bocal.

  1. Agite bem o inalador para remover completamente qualquer
    partícula estranha e para misturar o conteúdo de maneira
    uniforme.

  1. Segure o inalador na posição vertical, entre o indicador e o
    polegar, e mantenha o polegar na base, abaixo do bocal. Expire
    (sopre o ar pela boca) bem devagar até esvaziar totalmente os
    pulmões.

  1. Coloque o bocal do inalador entre os lábios (ou no espaçador,
    conforme orientação do seu médico). Ajuste-o bem, mas evite
    mordê-lo.

  1. Logo após, comece a inspirar (puxar o ar para dentro dos
    pulmões) pela boca e pressione firmemente o inalador entre o
    indicador e o polegar para liberar o aerossol. Inspire regular e
    profundamente.

  1. Prenda a respiração quando tirar o inalador da boca. Continue a
    prendê-la por tanto tempo quanto for confortável para você (cerca
    de 10 segundos são suficientes).

  1. Para liberar o segundo jato, mantenha o inalador na posição
    vertical e espere cerca de meio minuto antes de repetir os passos 2
    a 4.
  2. Em seguida, lavar a boca com água e não engolir.
  3. Recoloque a tampa do bocal, empurrando-a firmemente, e prenda-a
    na posição correta. A tampa quando corretamente inserida irá
    travar. Se isso não acontecer, gire-a e tente novamente. Não usar
    força excessiva.

Importante: 

Não apresse os passos 3 e 4. É importante que você comece a
inspirar o mais lentamente possível imediatamente antes de acionar
o inalador. Pratique em frente ao espelho nas primeiras vezes. Se
perceber que uma névoa sai do topo do inalador ou dos cantos de sua
boca, comece novamente a partir do passo 2. Se seu médico lhe deu
instruções diferentes para usar o inalador – a utilização de
espaçadores, por exemplo – siga-as cuidadosamente. Se tiver
qualquer dificuldade, fale com seu médico.

Observação:

o inalador contém 120 doses. Inicialmente o visor indica 124
doses, o que permite que você faça de dois a quatro disparos de ar
para testar o funcionamento do dispositivo. Quando o visor do
contador indicar o número 020, isso significa que o inalador contém
somente 20 doses. É recomendável, portanto, que você adquira nova
unidade do medicamento para assegurar a continuidade do tratamento
de acordo com a prescrição do seu médico. Quando o visor indicar o
número 000, você deve interromper o uso do inalador porque não
haverá mais doses.

O contador não pode ser alterado, já que está conectado de modo
permanente à embalagem do medicamento. Dessa forma, não tente
modificar o número indicado nem separar o contador da
embalagem.

Crianças

As crianças pequenas podem precisar da ajuda dos adultos para
operar o inalador. Ensine a criança a expirar e acione o inalador
assim que ela começar a inspirar. Pratique essa técnica junto com
ela. As crianças maiores e as pessoas fracas devem segurar o
inalador com ambas as mãos, colocando os dois indicadores no topo e
ambos os polegares na base, abaixo do bocal.

Instruções de limpeza

Você deve limpar o inalador pelo menos uma vez por semana.

  1. Remova a tampa do bocal.
  2. Não retire o recipiente do invólucro de plástico.
  3. Limpe o interior e o exterior do bocal e o invólucro de
    plástico com um pano, um lenço de papel ou um chumaço de algodão
    seco.
  4. Recoloque a tampa do bocal.

Não ponha o recipiente de metal na água.

Seretide® Spray só deve ser administrado por via
inalatória.

NÃO utilize este medicamento para tratar um ataque repentino de
falta de ar, porque não vai ajudá-lo. Você vai precisar de um tipo
diferente de medicamento, que não deve ser confundido com
Seretide® Spray. É recomendável que você tenha sempre à
mão seu medicamento de resgate de ação rápida.

É muito importante usar Seretide® Spray regularmente.
Não interrompa o tratamento mesmo que você esteja melhor, a menos
que seu médico recomende.

Não mude a dose do medicamento, a menos que o médico
recomende.

Se você sentir falta de ar, ficar ofegante ou sua respiração
estiver mais agitada que o normal, avise seu médico.

Posologia do Seretide Spray


Doses recomendadas

Asma

Adultos e adolescentes a partir de 12 anos

  • Duas inalações de Seretide® Spray 25 mcg/50 mcg duas
    vezes ao dia ou;
  • Duas inalações de Seretide® Spray 25 mcg/125
    mcg duas vezes ao dia ou;
  • Duas inalações de Seretide® Spray 25 mcg/250
    mcg duas vezes ao dia.

Crianças a partir de 4 anos

Duas inalações de Seretide® Spray 25 mcg/50 mcg duas
vezes ao dia. Não há dados disponíveis sobre o uso de
Seretide® Spray em crianças menores de 4 anos.

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

Adultos

Para pacientes adultos, a dose máxima recomendada é de duas
inalações (Seretide® Spray 25 mcg/125 mcg ou
Seretide® Spray 25 mcg/250 mcg) duas vezes ao
dia.

Grupos especiais de pacientes

Não há necessidade de ajuste de dose para pacientes idosos nem
para aqueles que apresentam disfunção renal ou hepática.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento de seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
o Seretide Spray?


Caso você esqueça alguma dose, basta tomar a dose seguinte no
horário devido.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico.

Precauções do Seretide Spray

Se você responder sim a qualquer uma das perguntas seguintes,
converse com seu médico antes de usar Seretide®
Spray.

  • Você está grávida ou há probabilidade de engravidar em
    breve?
  • Você está amamentando?
  • Já lhe disseram que você tem alergia a
    Seretide® Spray, ao xinafoato de salmeterol ou ao
    propionato de fluticasona?
  • Você já teve placas esbranquiçadas na boca, parte interna das
    bochechas, língua ou garganta?
  • Você recebe ou já recebeu tratamento para tuberculose?
  • Você está fazendo tratamento para alguma doença da
    tireoide?
  • Você está fazendo tratamento para pressão alta ou para algum
    problema cardíaco?
  • Você está tomando um medicamento chamado cetoconazol, usado
    para tratar infecções causadas por fungos?
  • Você tem histórico de diabetes (aumento de açúcar no sangue) ou
    é diabético?
  • Você possui níveis baixos de potássio no sangue?

Não use Seretide® Spray para obter alívio de um
ataque súbito de falta de ar ou respiração ofegante. Seu médico
deverá orientá-lo sobre como proceder nessas situações.

Se você sentir falta de ar ou respiração ofegante com mais
frequência que o normal, fale com o seu médico.

É muito importante usar Seretide® Spray regularmente
todos os dias. Não interrompa o tratamento ou mude sua dose sem
orientação médica.

O médico deverá avaliar regularmente a altura de crianças que
estejam em tratamento de longa duração com medicamentos como
Seretide® Spray.

Se sua visão ficar embaçada, se você apresentar dificuldade para
enxergar ou qualquer outra alteração visual, informe seu
médico.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e de
operar máquinas

Atualmente não há dados disponíveis que sugiram influência de
Seretide® Spray sobre a capacidade de dirigir veículos
ou de operar máquinas.

Seretide® Spray contém xinafoato de salmeterol,
incluído na lista de substâncias proibidas na prática de esportes
da Agência Mundial Antidoping. Entretanto, de acordo com esta
Agência, sua utilização é permitida desde que utilizado na dose
recomendada.

Este medicamento pode causar
doping.

Reações Adversas do Seretide Spray

Estão listadas abaixo todas as reações adversas associadas aos
componentes individuais, xinafoato de salmeterol e propionato de
fluticasona. Não há reações adversas atribuídas à associação,
quando comparado aos perfis de eventos adversos dos componentes
individuais. Os eventos adversos são listados abaixo por
frequência.

As frequências são definidas como:

  • Muito comuns (gt; 1/10);
  • Comuns (gt;1/100 a 1/1000 a 1/10,000 a lt;1/1000);
  • Muito raras (lt;1/10,000).

A maioria das frequências foi determinada a partir do conjunto
de ensaios clínicos de 23 estudos com asma e 7 estudos com DPOC.
Nem todos os eventos foram reportados em estudos clínicos. Para
estes eventos, a frequência foi calculada com base em relatos
espontâneos.

Dados de estudos clínicos

Reações muito comuns (ocorrem em mais de 10% dos
pacientes que utilizam este medicamento):

Dor de cabeça.

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento):

  • Candidíase na boca e na garganta (uma infecção causada por
    fungos, popularmente conhecida como “sapinho”);
  • Pneumonia (em pacientes com DPOC);
  • Disfonia (rouquidão);
  • Câimbras musculares;
  • Artralgia (dor nas articulações).

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes
que utilizam este medicamento)):

  • Reações alérgicas na pele;
  • Dispneia (falta de ar);
  • Catarata (lesão ocular que torna opaco o cristalino);
  • Hiperglicemia (elevado nível de glicose no sangue);
  • Ansiedade;
  • Distúrbios do sono;
  • Tremores;
  • Palpitações;
  • Taquicardia (aumento dos batimentos do coração);
  • Fibrilação atrial (alteração no ritmo cardíaco);
  • Irritação na garganta;
  • Contusões.

Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes
que utilizam este medicamento):

  • Reações anafiláticas (reação alérgica sistêmica);
  • Glaucoma (pressão intraocular elevada);
  • Mudanças de comportamento, incluindo hiperatividade e
    irritabilidade (predominantemente em crianças);
  • Arritmias cardíacas, incluindo taquicardia supraventricular e
    extrassístoles;
  • Candidíase no esôfago (uma infecção causada por fungos).

Dados pós-comercialização

Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes
que utilizam este medicamento):

  • Reações de hipersensibilidade que se manifestaram como
    angioedema (principalmente edema facial e orofaríngeo) e
    broncoespasmo (estreitamento da luz do brônquio pulmonar);
  • Possíveis efeitos sistêmicos incluindo síndrome de Cushing e
    suas manifestações (obesidade acima da cintura, com braços e pernas
    finos, rosto redondo, vermelho e cheio) supressão adrenal (redução
    da atividade das glândulas supra-renais), retardo do crescimento em
    crianças e adolescentes, diminuição da densidade mineral
    óssea;
  • Broncoespasmo paradoxal

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Seretide Spray

Gravidez e lactação

Seretide® Spray só deve ser usado durante a gravidez
se o benefício para a mãe justificar o possível risco para o
feto.

Este medicamento não deve ser usado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Composição do Seretide Spray

Seretide® Spray 25 mcg/50mcg
contém:

Salmeterol

25 mcg (equivalente a 36,3 mcg de
xinafoato de salmeterol)

Propionato de fluticasona

50 mcg

Veículo q.s.p 

75 mg

Veículo:

norflurano (propelente HFA 134A).

Seretide® Spray 25 mcg/125 mcg
contém:

Salmeterol

25 mcg (equivalente a 36,3 mcg de
xinafoato de salmeterol)

Propionato de fluticasona

125 mcg

Veículo q.s.p 

75 mg

Veículo:

norflurano (propelente HFA 134A).

Seretide® Spray 25 mcg/250 mcg
contém:

Salmeterol

25 mcg (equivalente a 36,3 mcg de
xinafoato de salmeterol)

Propionato de fluticasona

250 mcg

Veículo q.s.p

75 mg

Veículo:

norflurano (propelente HFA 134A).

Apresentação do Seretide Spray


Seretide® Spray é uma suspensão aerossol para
inalação que consiste em uma suspensão de salmeterol e propionato
de fluticasona no propelente norflurano (HFA 134A).

Seretide® Spray 25 mcg/50 mcg com 120 doses.

Seretide® Spray 25 mcg/125 mcg com 120 doses.

Seretide® Spray 25 mcg/250 mcg com 120 doses.

Uso inalatório por via oral.

Uso adulto e pediátrico acima de 4 anos.

Superdosagem do Seretide Spray

Se você tomar acidentalmente uma dose maior que a recomendada de
Seretide® Spray, seu coração poderá bater mais rápido
que o normal e você talvez sinta fraqueza.

Outros sintomas possíveis são dor de cabeça, fraqueza muscular e
dores nas articulações. Informe seu médico, o mais depressa
possível, se você tomar acidentalmente uma dose maior do que a
indicada para seu caso.

Não há um tratamento específico para uma superdose de
Seretide® Spray.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento se possível. Ligue para 0800 722 6001 se você precisar
de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Seretide Spray

Em alguns casos, pode não ser indicado o uso de
Seretide® Spray com outros medicamentos (como alguns
utilizados para tratamento da AIDS).

Você não deve tomar Seretide® Spray se estiver
usando um medicamento chamado ritonavir sem antes consultar seu
médico.

Não deixe de avisar seu médico sobre os outros medicamentos que
está tomando, inclusive aqueles que você comprou por conta
própria.

Informe seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento de seu médico.
Pode ser perigoso para sua saúde.

Ação da Substância Seretide Spray

Resultado de Eficácia

Estudo clinico multicêntrico sobre salmeterol na asma
(SMART)

Um estudo clínico multicêntrico sobre salmeterol na asma (SMART)
com duração de 28 semanas realizado nos Estados Unidos avaliou a
segurança do salmeterol em comparação com placebo, ambos
adicionados à terapia usual em adultos e adolescentes. Embora não
tenham sido observadas diferenças significativas no objetivo
primário do número combinado de mortes relacionadas à problemas
respiratórios e experiências com risco de morte relacionadas à
problemas respiratórios, o estudo apresentou aumento significativo
no número de mortes relacionadas à asma entre os pacientes que
receberam salmeterol (13 mortes dentre 13.176 pacientes tratados
com salmeterol versus 3 mortes dentre 13.179 pacientes
tratados com placebo). O estudo não foi desenhado para avaliar o
impacto do uso concomitante com corticoides inalatórios.

Segurança e eficácia de Fluticasona + Salmeterol
(substância ativa) versus propionato de fluticasona em
monoterapia na asma

Dois estudos multicêntricos com duração de 26 semanas foram
conduzidos a fim de comparar a segurança e eficácia do uso de
Fluticasona + Salmeterol (substância ativa) versus
propionato de fluticasona em monoterapia. Um dos estudos foi
realizado em adultos e adolescentes (AUSTRI) e o outro em crianças
com idade entre 4 e 11 anos de idade (VESTRI). Em ambos, os
pacientes apresentavam asma persistente moderada à grave com
histórico de hospitalização ou exacerbação no ano anterior. O
objetivo primário de ambos os estudos era avaliar a não
inferioridade da combinação de um β2-agonista de longa duração e um
corticoide inalatório em relação ao tratamento com monoterapia
(propionato de fluticasona), para o risco de eventos graves
relacionados à asma (hospitalização em decorrência da asma,
intubação orotraqueal e morte). Um objetivo secundário de eficácia
era avaliar se Fluticasona + Salmeterol (substância ativa) seria
superior ao corticoide inalatório em monoterapia, em relação à
exacerbação grave da asma (definida por deterioração da asma
exigindo o uso de corticoides sistêmicos por pelo menos três dias,
internação do paciente ou visita à emergência em decorrência da
asma que requer tratamento com corticoide sistêmico).

Um total de 11.679 e 6.208 indivíduos foram randomizados e
receberam tratamento nos estudos AUSTRI e VESTRI, respectivamente.
Para o objetivo primário de segurança, a não-inferioridade foi
atingida em ambos estudos (ver tabela abaixo).

Evento grave relacionado à asma em estudos (AUSTRI e
VESTRI) de 26 semanas:

a Se o limite superior do IC 95% do risco relativo
for menor que 2,0, conclui-se não inferioridade.

b Se o limite superior do IC 95% do risco relativo
for menor que 2,675, conclui-se não inferioridade.

Para o desfecho secundário, foi observada redução no
tempo para a primeira exacerbação da asma em ambos os estudos,
comparando Fluticasona + Salmeterol (substância ativa) ao
propionato de fluticasona, porém somente o estudo AUSTRI apresentou
significância estatística:

Estudo clínico de 12 meses

Um estudo de grande porte de doze meses de duração (GOAL,
Gaining Optimal Asthma ControL) feito com 3.416 pacientes com asma
comparou a eficácia e a segurança de Fluticasona + Salmeterol
(substância ativa) com os efeitos de um corticoide inalatório, em
monoterapia, na obtenção de níveis predefinidos de controle da
asma*. Aumentou-se a dose usada a cada doze semanas até que o
controle total** (definido no estudo como remissão dos sintomas da
asma durante pelo menos sete das últimas oito semanas de
tratamento) fosse alcançado ou até que a dose mais alta da
medicação fosse atingida.

O estudo mostrou que:

  • 71% dos pacientes tratados com Fluticasona + Salmeterol
    (substância ativa) atingiram o status de asma bem controlada*, de
    acordo com os critérios definidos pela GINA (Global INitiative for
    Asthma), em comparação a 59% dos indivíduos tratados com corticoide
    inalatório em monoterapia;
  • 41% dos pacientes tratados com Fluticasona + Salmeterol
    (substância ativa) atingiram o controle total**, definido no estudo
    como a remissão dos sintomas da asma, em comparação a 28% dos
    indivíduos tratados com corticoide inalatório a
    monoterapia. 

Esses efeitos foram alcançados em período de tempo menor com
Fluticasona + Salmeterol (substância ativa) em comparação ao
corticoide inalatório em monoterapia, assim como com uma dose mais
baixa do corticoide inalatório presente em Fluticasona + Salmeterol
(substância ativa) com relação à monoterapia.

O estudo GOAL também mostrou que:

  • A taxa de exacerbações foi 29% mais baixa com Fluticasona +
    Salmeterol (substância ativa) em comparação a monoterapia com
    corticoide inalatório;
  • A obtenção do status de asma bem controlada ou totalmente
    controlada melhorou a qualidade de vida (QoL).

No grupo estudado, 61% dos pacientes relataram deterioração
mínima ou nenhuma deterioração da QoL relacionada à asma após o
tratamento com Fluticasona + Salmeterol (substância ativa),
conforme resultado obtido por um questionário específico sobre
qualidade de vida, em comparação aos 8% registrados na avaliação
inicial.

* Asma bem controlada: até 2 dias com sintomas de pontuação
maior do que 1 (escala de sintoma 1 definido como ‘sintomas de um
curto período de tempo durante o dia”) e uso de β2-agonista de
curta duração por até dois dias ou por até quatro vezes por semana,
pico de fluxo expiratório matinal maior ou igual 80% do
previsto, ausência de interrupção do sono à noite e ausência
de exacerbações e de efeitos colaterais que motivem modificação do
tratamento.

** Controle total da asma: ausência de sintomas e de uso de
β2-agonista de curta duração, pico de fluxo expiratório matinal
maior ou igual a 80% do previsto, ausência de interrupção do sono à
noite e ausência de
exacerbações e de efeitos colaterais que motivem modificação do
tratamento.

Dois outros estudos mostraram melhora da função pulmonar,
aumento do percentual de dias livre de sintomas e redução do uso de
medicação de resgate, com uma dose de corticoide combinado
(Seretide) 60% menor em comparação a monoterapia com corticoide
inalatório, enquanto se manteve o controle da inflamação subjacente
das vias aéreas, medida por biópsia brônquica e lavagem
broncoalveolar.

Estudos adicionais mostraram que o tratamento com Fluticasona +
Salmeterol (substância ativa) melhora significativamente os
sintomas da asma e a função pulmonar e reduz o uso de medicação de
resgate em comparação à utilização dos componentes individuais em
monoterapia e ao uso de placebo. Os resultados do estudo GOAL
mostram que as melhoras observadas com Fluticasona + Salmeterol
(substância ativa) nesse objetivo primário de avaliação se mantêm
durante pelo menos doze meses.

Doença pulmon ar obstrutiva crônica (DPOC)

Pacientes com DPOC sintomáticos que obtiveram mais de
10% de melhora do VEF1 após o uso de β2-agonista de curta
duração

Estudos clínicos controlados com placebo, conduzidos durante
seis meses, demonstraram que o uso regular de Fluticasona +
Salmeterol (substância ativa) 50mcg/250mcg e de Fluticasona +
Salmeterol (substância ativa) 50mcg/500mcg melhora rápida e
significativamente a função pulmonar e reduz, também
significativamente, a dificuldade de respirar e o uso de medicação
de resgate. Houve, inclusive, melhora significativa das condições
de saúde.

Pacientes com DPOC sintomáticos que demonstraram menos de 10% de
melhora do VEF1 após o uso de β2- agonista de curta duração:
estudos clínicos controlados com placebo, conduzidos pelo período
de seis e doze meses, demonstraram que o uso regular de Fluticasona
+ Salmeterol (substância ativa) 50mcg/500mcg melhora rápida e
significativamente a função pulmonar e reduz, também
significativamente, a dificuldade de respirar e o uso de medicação
de resgate.

Após doze meses, o risco de exacerbação da DPOC e a necessidade
de tratamentos adicionais com corticoides orais igualmente se
reduziram de forma significativa. Houve ainda melhora significativa
das condições de saúde. Fluticasona + Salmeterol (substância ativa)
50mcg/500mcg foi eficaz não apenas na melhora da função pulmonar e
das condições de saúde como também na redução do risco de
exacerbações da DPOC entre fumantes e ex-fumantes.

Estudo TORCH (TOwards a Revolution in COPD Health – Rumo
a uma revolução para a saúde em DPOC)

O estudo TORCH teve duração de 3 anos e foi planejado para
avaliar o efeito do tratamento com Fluticasona + Salmeterol
(substância ativa) 50mcg/500mcg duas vezes ao dia, comparado com
salmeterol 50mcg duas vezes ao dia, com propionato de fluticasona
500mcg duas vezes ao dia ou com placebo, sobre a mortalidade por
qualquer causa em pacientes com DPOC. Os pacientes com DPOC
moderada a grave, com VEF1 basal (pré-broncodilatador) lt; 60% do
normal previsto, foram randomizados para medicação em esquema
duplo-cego. Durante o estudo, os pacientes foram autorizados a
receber o tratamento usual para DPOC, com exceção de outros
corticoides inalados, broncodilatadores de ação prolongada e
corticoides sistêmicos de longo prazo. As condições de sobrevida
após 3 anos foram determinadas para todos os pacientes,
independentemente da suspensão da medicação do estudo. O ponto
final de avaliação primário foi a redução na mortalidade por
qualquer causa após 3 anos para Fluticasona + Salmeterol
(substância ativa) em comparação com placebo.

1. Valor p ajustado para duas análises intermediárias
da comparação de eficácia primária a partir de uma análise log-rank
estratificada por status de tabagismo.

Fluticasona + Salmeterol (substância ativa) reduziu o risco de
morte a qualquer tempo durante os 3 anos em 17,5%, em comparação
com placebo [razão de risco 0,825 (IC 95%: 0,68; 1,00; p=0,052);
todos ajustados para análises intermediárias]. Houve
uma redução de 12% no risco de morte a qualquer tempo durante
os 3 anos, por qualquer causa, para salmeterol, em comparação com
placebo (p=0,180), e um aumento de 6% para propionato de
fluticasona, em comparação com placebo (p=0,525).

Uma análise de suporte, usando-se o modelo de Riscos
proporcionais de Cox, resultou em uma razão de risco de 0,811 (IC
95%: 0,670; 0,982; p=0,031) para Fluticasona + Salmeterol
(substância ativa) vs. placebo, o que representou uma redução de
19% no risco de morte a qualquer tempo durante 3 anos. O modelo foi
ajustado para fatores importantes (status de tabagismo, idade,
sexo, região, VEF1 basal e índice de massa corpórea). Não houve
evidências de que os efeitos do tratamento tenham variado para
esses fatores.

A porcentagem de pacientes que morreram durante 3 anos por
causas relacionadas à DPOC foi de 6,0% para placebo, 6,1% para
salmeterol, 6,9% para propionato de fluticasona e 4,7% para
Fluticasona + Salmeterol (substância ativa).

Fluticasona + Salmeterol (substância ativa) reduziu a taxa de
exacerbações moderadas à graves em 25% (IC 95%: 19% a 31%;
plt;0,001), quando comparado a placebo. Fluticasona + Salmeterol
(substância ativa) reduziu a taxa de exacerbações em 12%, em
comparação com salmeterol (IC 95%: 5% a 19%; p=0,002), e em 9%,
quando comparado a propionato de fluticasona (IC 95%: 1% a 16%;
p=0,024). Salmeterol e propionato de fluticasona reduziram
significativamente as taxas de exacerbação, em comparação com
placebo, em 15% (IC 95%: 7% a 22%; plt;0,001) e 18% (IC 95%: 11% a
24%; plt;0,001), respectivamente.

A Qualidade de Vida Relacionada à Saúde, medida pelo
Questionário Respiratório St. George (SGRQ) melhorou com todos os
tratamentos ativos, em comparação com placebo. A melhora média
durante três anos para Fluticasona + Salmeterol (substância ativa),
em comparação com placebo, foi de -3,1 unidades (IC 95%: -4,1 a
-2,1; plt;0,001), em comparação com salmeterol foi de -2,2 unidades
(plt;0,001) e em comparação com propionato de fluticasona foi de
-1,2 unidades (p=0,017).

Durante o período de tratamento de 3 anos, os valores de VEF1
foram maiores em indivíduos tratados com Fluticasona + Salmeterol
(substância ativa) do que naqueles que receberam placebo (diferença
média durante 3 anos: 92mL; IC 95%: 75 a 108mL; plt;0,001).
Fluticasona + Salmeterol (substância ativa) também foi mais eficaz
do que salmeterol ou propionato de fluticasona em melhorar o VEF1
(diferença média de 50mL; plt;0,001 para salmeterol, e 44 mL;
plt;0,001 para propionato de fluticasona).

A estimativa de probabilidade em 3 anos para a ocorrência de
pneumonia relatada como evento adverso foi de 12,3% para placebo,
13,3% para salmeterol, 18,3% para propionato de fluticasona e 19,6%
para Fluticasona + Salmeterol (substância ativa) (razão de risco
para Fluticasona + Salmeterol (substância ativa) em comparação com
placebo: 1,64; IC 95%: 1,33 a 2,01; plt;0,001). Não
houve aumento no número de mortes relacionadas à pneumonia. As
mortes durante o tratamento consideradas como ocasionadas
principalmente por pneumonia foram 7 para placebo, 9 para
salmeterol, 13 para propionato de fluticasona e 8 para
Fluticasona + Salmeterol (substância ativa). Não houve diferença
significativa na probabilidade de fraturas ósseas (5,1% para
placebo, 5,1% para salmeterol, 5,4% para propionato de fluticasona
e 6,3% para Fluticasona + Salmeterol (substância ativa); razão de
risco para Fluticasona + Salmeterol (substância ativa) vs. placebo:
1,22; IC 95%: 0,87 a 1,72; p=0,248). A incidência de eventos
adversos de distúrbios oculares, ósseos e do eixo HPA foi baixa e
não foram observadas diferenças entre os tratamentos. Não houve
indícios de aumento na incidência de eventos adversos cardíacos nos
grupos de tratamento que receberam salmeterol.

Medicamentos contendo propionato de fluticasona na asma
durante a gravidez

Um estudo epidemiológico retrospectivo observacional de coorte
utilizando registros eletrônicos de saúde do Reino Unido foi
utilizado para avaliar o risco de malformações congênitas maiores
(MFCs) após a exposição ao propionato de fluticasona por via
inalatória no primeiro trimestre e propionato de fluticasona +
salmeterol em relação ao corticoide inalatório sem propionato de
fluticasona. Nenhum comparador placebo foi incluído neste
estudo.

Dentro do grupo de asma de 5362 grávidas expostas a corticoides
inalatórios no primeiro trimestre, foram encontrados 131 MFCs; 1612
(30%) foram expostas ao propionato de fluticasona ou salmeterol +
propionato de fluticasona, das quais foram encontrados 42 MFCs
diagnosticados. A odds ratio ajustada para MFCs diagnosticadas por
1 um ano foi 1,1 (95% IC: 0,5 – 2.3) para mulheres com asma
moderada expostas ao propionato de fluticasona versus
mulheres expostas a corticoides inalatórios sem propionato de
fluticasona e 1,2 (95% IC: 0,7 – 2,0) para mulheres com asma
importante a grave. Não foi encontrada diferença no risco de MFCs
após a exposição no primeiro trimestre ao propionato de fluticasona
isolado versus xinafoato de salmeterol/ propionato de
fluticasona. Riscos absolutos de MFMs ao longo de todos os estratos
de gravidade variaram de 2,0 a 2,9 a cada 100 grávidas expostas ao
propionato de fluticasona o que é comparável aos resultados de um
estudo com 15.840 grávidas não expostas às terapias de asma na
General Practice Research Database. (2,8 eventos de MFCs a cada 100
grávidas).

Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

Mecanismo de ação

Fluticasona + Salmeterol (substância ativa) Spray é uma
associação de salmeterol e propionato de fluticasona, que têm
diferentes mecanismos de ação. O salmeterol protege contra os
sintomas e o propionato de fluticasona melhora a função pulmonar e
previne exacerbações. Fluticasona + Salmeterol (substância ativa)
Spray oferece comodidade posológica a pacientes em tratamento com
β2-agonistas de longa duração e corticoides por via inalatória. O
mecanismo de ação de cada droga está descrito abaixo.

Salmeterol

O salmeterol é um agonista seletivo dos receptores
β2-adrenérgicos de longa duração (12 horas); apresenta longa cadeia
lateral que se liga ao sítio externo do receptor. Essa propriedade
farmacológica do salmeterol proporciona proteção mais efetiva
contra a broncoconstrição induzida pela histamina em relação à
proteção obtida com o uso dos agonistas β2-adrenérgicos de curta
duração convencionais e produz broncodilatação de longa duração (de
pelo menos 12 horas).

Em testes in vitro, observou-se que o salmeterol é um
inibidor potente, de ação duradoura, da liberação de mediadores
derivados do mastócito do pulmão humano, como histamina,
leucotrienos e prostaglandinas D2.

No ser humano, o salmeterol inibe a resposta da fase imediata e
tardia ao alérgeno inalado, e esta última persiste por até 30 horas
após uma dose única, quando o efeito broncodilatador não é mais
evidente. Uma dose única de salmeterol diminui a hiper-reatividade
brônquica. Esses dados indicam que o salmeterol exerce atividade
adicional não broncodilatadora cujo significado clínico não está
claro. Tal mecanismo difere da atividade antiinflamatória dos
corticoides.

Propionato de fluticasona

Quando é inalado nas doses recomendadas, o propionato de
fluticasona apresenta potente ação anti-inflamatória pulmonar, que
resulta na redução dos sintomas e da exacerbação da asma sem a
ocorrência dos efeitos adversos observados quando os corticoides
são administrados por via sistêmica.

Durante o tratamento crônico com propionato de fluticasona
inalatório, a produção diária de hormônios adrenocorticais
geralmente se mantém dentro da faixa normal, inclusive quando se
administram doses mais altas recomendadas para crianças e adultos.
Após a transferência de outros corticoides inalatórios, a produção
diária melhora gradualmente mesmo com o uso intermitente de
corticoides orais; isso demonstra o retorno da função adrenal ao
normal com o uso de propionato de fluticasona inalatório. A reserva
adrenal também se mantém dentro da normalidade durante o
tratamento crônico, como se verificou pelo aumento normal em um
teste de estimulação. Entretanto, qualquer comprometimento residual
da reserva adrenal oriundo de tratamento prévio pode persistir por
tempo considerável e deve ser levado em consideração.

Propriedades farmacocinéticas

Não existem evidências de que a administração conjunta de
salmeterol e propionato de fluticasona, por via inalatória, altera
a farmacocinética de cada droga. Portanto, para fins
farmacocinéticos, cada droga será
considerada separadamente.

Em um estudo sobre interação medicamentosa controlado com
placebo, cruzado, realizado com 15 indivíduos sadios, a
coadministração, durante sete dias, de salmeterol (50mcg duas vezes
ao dia por via inalatória) e de cetoconazol (400 mg uma vez ao dia
por via oral), inibidor da CYP3A4 resultou em aumento significativo
da concentração plasmática do salmeterol (1,4 vez a Cmáx
e 15 vezes a ASC). Não houve aumento de acumulação do salmeterol
durante a administração repetida. Retirou-se, no caso de três
indivíduos da pesquisa, a coadministração de salmeterol e de
cetoconazol devido ao prolongamento do intervalo QTc ou palpitações
com taquicardia sinusal. Nos doze indivíduos da pesquisa restantes,
a coadministração de salmeterol e de cetoconazol não resultou em
efeito clinicamente significativo sobre o ritmo cardíaco, os níveis
séricos de potássio nem a duração do QTc.

Salmeterol

O salmeterol atua localmente nos pulmões, razão pela qual os
níveis plasmáticos não contribuem para o efeito terapêutico. Além
disso, há apenas dados limitados sobre a farmacocinética do
salmeterol devido à dificuldade técnica de dosar a concentração
plasmática – muito baixa em doses terapêuticas (aproximadamente 200
pg/mL ou menos) – encontrada após a inalação. Com a inalação de
doses regulares de xinafoato de salmeterol, o ácido hidroxinaftoico
poderá ser detectado na circulação sistêmica, atingindo, em estado
de equilíbrio, concentrações de aproximadamente 100 ng/mL. Essas
concentrações são até 1.000 vezes menores que os níveis observados
(em estado de equilíbrio) durante estudos sobre toxicidade. Na
terapia regular de longa duração (mais de doze meses), não se
observou nenhum efeito maléfico em pacientes com obstrução das vias
aéreas.

Um estudo in vitro demonstrou que o salmeterol é
intensamente metabolizado ao α-hidroxissalmeterol (oxidação
alifática) pela CYP3A4. Um estudo sobre salmeterol e eritromicina
feito com voluntários sadios não demonstrou alterações clínicas
significativas nos efeitos farmacodinâmicos do salmeterol com a
administração de doses de eritromicina de 500 mg (três vezes ao
dia).

No entanto, em um estudo sobre interação salmeterol/cetoconazol,
observou-se como resultado um aumento significativo da concentração
plasmática do salmeterol.

Propionato de fluticasona

A biodisponibilidade absoluta do propionato de fluticasona após
a administração com cada um dos inaladores existentes foi estimada
com base nos estudos sobre dados farmacocinéticos inalatórios e
intravenosos e na comparação entre esses dados. Nos indivíduos
adultos e sadios, estimou-se a biodisponibilidade absoluta do
propionato de fluticasona na versão Diskus em 7,8% e na versão
Spray em 10,9%. A biodisponibilidade absoluta da combinação de
salmeterol com propionato de fluticasona na versão Spray foi de
5,3% e na versão Diskus de 5,5%. Entre os pacientes com asma ou
DPOC, observou-se um pequeno grau de exposição sistêmica ao
propionato de fluticasona.

A absorção sistêmica do propionato de fluticasona ocorre,
sobretudo, através dos pulmões, sendo inicialmente rápida e depois
prolongada.

O restante da dose inalada pode ser ingerido, mas sua
contribuição para a exposição sistêmica é mínima devido à baixa
solubilidade em água e ao metabolismo de primeira passagem, o que
resulta em disponibilidade oral menor que 1%. Há aumento linear da
exposição sistêmica quando se eleva a dose administrada por via
inalatória. A distribuição do propionato de fluticasona se
caracteriza por alto clearance plasmático (1.150 mL/min),
alto volume de distribuição em estado de equilíbrio
(aproximadamente 300 L) e pela meia-vida terminal, de cerca de 8
horas. A ligação às proteínas plasmáticas é de 91%.

O propionato de fluticasona é removido com rapidez da circulação
sistêmica, principalmente como metabólito ácido carboxílico
inativo, pela enzima 3A4 do citocromo P450 (CYP3A4).

O clearance renal do propionato de fluticasona é
desprezível (lt;0,2%) e o de seu metabólito inativo é de menos de
5%. Deve-se ter cuidado ao coadministrar inibidores da CYP3A4, uma
vez que existe a possibilidade de aumento do potencial de exposição
sistêmica ao propionato de fluticasona.

Cuidados de Armazenamento do Seretide Spray

Mantenha o medicamento na embalagem original e em temperatura
ambiente (entre 15°C e 30ºC). Proteger da luz e do
congelamento.

A lata do produto não deve ser quebrada, perfurada, nem
queimada, mesmo quando estiver vazia. Como ocorre com a maioria dos
medicamentos inalatórios acondicionados em recipientes
pressurizados, o efeito terapêutico pode diminuir quando a lata
está fria.

Após o uso, recoloque a tampa do bocal firmemente e prenda-a na
posição correta.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico/características
organolépticas

Recipiente metálico com base côncava, acoplado a uma válvula
medidora. O recipiente metálico é equipado com um medidor de
doses.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte médico e o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Seretide Spray

MS: 1.0107.0230

Farm. Resp.:

Edinilson da Silva Oliveira
CRF-RJ Nº18875

Fabricado por:

Glaxo Wellcome S.A.
Avenida de Extremadura,3, Polígono Industrial Allenduero, 09400
Aranda de Duero (Burgos) – Espanha

Ou

Glaxo Wellcome Production

23, rue Lavoisier, Zone Industrielle nº 2, 27000,
Evreux – França

Registrado e Importado por:

GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
Estrada dos Bandeirantes, 8464
Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.247.743/0001-10

Venda sob prescrição médica.

Seretide-Spray, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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