Isoniazida Rifampicina Furp Bula

Isoniazida Rifampicina FURP

Contraindicação do Isoniazida + Rifampicina –
FURP

Hipersensibilidade aos componentes do produto. Hepatopatia grave
é contraindicação relativa pelo risco de agravamento das condições
do fígado. Uso de medicamentos que induzem disfunção no fígado. Uso
concomitante de contraceptivos orais ou fármacos hepatotóxicos.
Insuficiência renal, gravidez e lactação são também
contraindicações relativas.

Não se recomenda para crianças com menos de 20 kg porque este
produto não permite ajuste adequado das doses. Para este grupo se
usam doses individualizadas dos dois fármacos, isoniazida e
rifampicina.

Como usar o Isoniazida + Rifampicina – FURP

O produto deve ser ingerido pela manhã, em jejum ou duas horas
após a refeição, com algum líquido, sem mastigar, com outros
medicamentos para tuberculose.

A administração de Isoniazida + Rifampicina (substância ativa)
não deve ser interrompida nem se deve alterar a dose e o intervalo
da administração sem orientação médica. É muito importante
respeitar os horários de tomada deste medicamento.

Caso o paciente se esqueça de tomar uma dose, deve ser orientado
para tomar o quanto antes, a menos que esteja muito próximo da dose
seguinte. Se houver esquecimento de duas ou mais doses, o médico
deve ser avisado. Em caso de grande desconforto digestivo,
recomenda-se administrar após uma refeição leve.

Posologia

Deve-se observar o Manual de Normas para o Controle de
Tuberculose, 4ª edição modificada e revisada, da Fundação Nacional
de Saúde do Ministério da Saúde (1995) ou edição subsequente.

Em todas as formas de tuberculose pulmonar e
extrapulmonar exceto meningite, pacientes com mais de 20 kg de
peso, devem tomar, por dia, as seguintes doses:

A dose diária é administrada em tomada única de manhã, em jejum,
ou duas horas após a refeição. Se houver grande desconforto
gástrico, pode-se administrar após uma refeição leve. Este esquema
deve permanecer por seis meses, mas nos dois primeiros meses é
preciso associar um terceiro fármaco, geralmente a
pirazinamida.

Para tuberculose meningoencefálica a primeira etapa do
tratamento, de dois meses, é igual à descrita acima (com uso de
três fármacos antituberculose), mas a segunda etapa, quando se
mantém Isoniazida + Rifampicina (substância ativa), tem a duração
de sete meses.

A rifampicina deve ser administrada de preferência com o
estômago vazio 1 hora antes ou 2 horas após as refeições; pode
eventualmente ser administrada com leite e suco.

Em pacientes com comprometimento hepático as doses devem ser
reduzidas (não exceder 8 mg/kg/dia).

Não se recomenda para crianças com menos de 20 kg por que este
produto não permite ajuste adequado das doses. Para este grupo, se
usam doses individualizadas dos dois fármacos, isoniazida e
rifampicina.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou
mastigado.

Precauções do Isoniazida + Rifampicina –
FURP

Hipersensibilidade:

Suspender a administração do medicamento ao primeiro sinal de
reação de hipersensibilidade ou piora da função hepática e
renal.

Uso cauteloso em pacientes que têm porfiria ou hepatopatia
(monitorizar funções do fígado).

Em alguns pacientes pode ocorrer hiperbilirrubinemia por
competição. A elevação das bilirrubinas ou transaminases, como dado
isolado, não impõe a interrupção no emprego do medicamento.
Indica-se avaliação clínica e laboratorial evolutiva para melhor
decisão.

Pacientes idosos, alcoólatras, diabéticos e desnutridos podem
apresentar polineuropatia periférica que se evita com a utilização
preventiva de piridoxina. Evitar uso concomitante de salicilatos e
laxantes contendo magnésio.

Bebidas alcoólicas:

É maior a incidência de hepatite medicamentosa nos pacientes que
tomam diariamente bebidas alcoólicas. Orientar o paciente para
evitar o uso de bebidas alcoólicas durante o tratamento.

Deve-se considerar a possibilidade de aumento na frequência de
convulsões em epiléticos.

Considerar também insuficiência renal, condições de acetilação
lenta (aumenta o risco de efeitos adversos), antecedentes de
psicose, e gravidez e lactação.

O paciente deve ser advertido da possibilidade de ocorrência de
coloração avermelhada da urina, saliva, lágrimas e de lentes de
contato gelatinosas que podem se manchar em caráter definitivo.

Carcinogênese:

A isoniazida provoca o aparecimento de tumores em
camundongos.

São recomendados exames oftalmológicos periódicos durante o
tratamento com a isoniazida, mesmo que não ocorram sintomas.

É recomendada a administração de piridoxina em indivíduos que
têm propensão a desenvolver neuropatia periférica secundária ao uso
de isoniazida.

Em pacientes com comprometimento renal não é necessário reduzir
as doses, mas em caso de real necessidade, pode-se empregá-la sob
supervisão médica.

Recomenda-se não utilizar anticoncepcionais durante o tratamento
com a rifampicina; para evitar gravidez outros métodos devem ser
usados.

Uso durante a gravidez:

Não se conhecem os efeitos da rifampicina e isoniazida sobre o
feto humano. Nos estudos em roedores demonstrou-se que a
rifampicina administrada nas doses de 150 e 250 mg provoca fenda
palatina e espinha bífida. Como não existem estudos que comprovem a
segurança da utilização das duas substâncias durante a gravidez,
não se deve utilizar a associação em gestantes, a não ser que, a
critério médico, sejam pesados os benefícios para a mãe e que os
mesmos sejam superiores aos possíveis riscos para o feto.

Prescrever o medicamento somente quando houver necessidade
terapêutica.

Categoria de risco na gravidez: C (ambos os
fármacos).

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Uso durante a amamentação:

A isoniazida e a rifampicina passam para o leite materno e,
portanto, é preciso avaliar a relação risco/benefício e observar os
recém-nascidos amamentados de mães tratadas com a associação. Caso
seja administrado, existe um risco teórico de neuropatia e
convulsões. Recomenda-se uso preventivo de piridoxina para a mãe e
o bebê. Deve-se monitorar o lactente para identificar possível
toxicidade.

Uso em idosos:

Pacientes idosos podem apresentar polineuropatia que pode ser
evitada com uso de piridoxina.

Grupos de riscos:

Pacientes diabéticos, alcoólatras e desnutridos podem apresentar
polineuropatia periférica pela isoniazida que pode ser evitada com
uso preventivo de piridoxina. Os pacientes com disfunção hepática
ou renal apresentam grande risco de efeitos tóxicos da rifampicina.
Só se deve empregar em caso de real necessidade e sob supervisão
médica, com monitorização de enzimas no sangue.

Reações Adversas do Isoniazida + Rifampicina –
FURP

A seguir encontram-se as reações adversas que podem
estar relacionadas com o uso da isoniazida e
rifampicina:

Isoniazida

Reação muito comum (gt; 1/10):

As reações mais graves são neuropatia periférica e hepatite,
especialmente em pessoas com mais de 35 anos. A neuropatia, em
geral reversível, é mais comum em desnutridos, alcoólatras ou
hepatopatas.

Reações com frequências não estabelecidas:

A hepatite, efeito adverso mais importante, é mais frequente em
idosos e alcoólatras e pode ser fatal. Outras manifestações são
náuseas, vômitos, dor no estômago e reações de hipersensibilidade
que incluem febre, linfadenopatia, erupção cutânea e vasculite,
eritema multiforme, púrpura e agranulocitose. Ademais foram
relatados, neurite óptica, convulsões, episódios psicóticos,
síndrome semelhante a doença lúpus eritematoso sistêmico, pelagra,
hiperglicemia e ginecomastia além de acidose metabólica, síndrome
reumatoide e retenção urinária.

Rifampicina

Reações com frequências não estabelecidas.

As mais comuns são:

Anorexia, náuseas, vômitos e diarreia. Pode ocorrer colite
associada ao uso do antibiótico e coloração avermelhada a marrom da
urina, fezes, saliva, suor e lágrimas.

Reações ocasionais ou raras:

Rubor facial, urticária, erupções cutâneas, icterícia,
insuficiência hepática, pancreatite, púrpura trombocitopênica,
epistaxe, metrorragia, hemorragias gengivais, anemia hemolítica e
síndrome pseudogripal com febre, fraqueza, dor de cabeça, tremores
e mialgia, calafrios, respiração ofegante, tontura, dores
musculares, tremores e hematúria.

Há registros de nefrite intersticial, necrose tubular aguda e
choque, distúrbios do SNC (confusão mental, ataxia, alterações
visuais transitórias), neurite aguda, síndrome de Stevens – Johnson
e trombose venosa.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de
Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em

Isoniazida-Rifampicina-Furp, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

Compartilhe esta página!

Remédio Para Fóruns Bulas de Medicamentos Isoniazida Rifampicina Furp Bula

Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • Autor
    Posts
  • #7823
    Anônimo
    Convidado

    Isoniazida Rifampicina Furp Bula

    Compartilhe suas experiências sobre este medicamento com outros usuários.
      • Utilizou este Remédio para?
      • Efeitos colaterais.
      • Resultados.
      • Indicações, sugestões e dicas!
    Acessar a Bula do medicamento.
    Isoniazida Rifampicina Furp Bula Completa extraída da Anvisa
Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • Você deve fazer login para responder a este tópico.
Scroll to top