Imipenem Cilastatina Sodica Nova Farma Bula

Imipeném Cilastatina Sódica Nova Farma

Também está indicada no tratamento de infecções em pacientes
alérgicos às penicilinas ou cefalosporinas.

Pode ser usada por via oral no tratamento de diarreia associada
ao uso de antibiótico, incluindo colite pseudomembranosa causada
por Clostridium difficile.

Pode ser utilizada para profilaxia em pacientes nos quais a
infecção por microrganismos gram-positivos pode ser perigosa (por
exemplo, em pacientes que necessitam de cirurgia dental ou
ortopédica).

Contraindicação do Imipeném + Cilastatina Sódica – Nova
Farma

Este medicamento é contraindicado em pacientes com histórico de
hipersensibilidade à teicoplanina (substância ativa).

Como usar o Imipeném + Cilastatina Sódica – Nova
Farma

Instruções para preparação da injeção:

Adicione lentamente toda solução diluente da ampola no
frasco-ampola e role-o lentamente entre as mãos, até que o pó
esteja completamente dissolvido, tomando-se o cuidado de evitar a
formação de espuma.

É importante assegurar que todo o pó esteja dissolvido,
mesmo aquele que esteja dissolvido, mesmo aquele que estiver perto
da tampa.

A agitação da solução pode causar a formação de espuma, a qual
torna difícil recuperar o volume desejado. Entretanto, se todo o pó
estiver completamente dissolvido, a espuma não altera a
concentração da solução. Se a solução ficar espumosa, o frasco deve
ficar em repouso por aproximadamente 15 minutos. Retire a solução
lentamente do frasco-ampola, tentando recuperar a maior parte da
solução colocando a agulha na parte central da tampa de
borracha.

As soluções reconstituídas contêm 200 mg de teicoplanina em 3,0
mL (do frasco-ampola de 200 mg) e 400 mg em 3,0 mL (do
frasco-ampola de 400 mg). É importante que a solução seja
corretamente preparada e cuidadosamente colocada na seringa, pois,
caso contrário, pode levar a uma administração menor que a dose
total. 

Quando reconstituída com diluente água para injetáveis, a
solução é estável por 48 horas a temperatura ambiente ou por 11
dias sob refrigeração (temperatura entre 2 e 8°C) sem perda da
potência. Entretanto, a boa prática farmacêutica recomenda que as
soluções e reconstituídas sejam utilizadas imediatamente e a porção
não utilizada descartada.

As soluções reconstituídas podem ser injetadas diretamente ou
diluídas alternativamente, como se segue: 

Como boa prática farmacêutica, recomenda-se que as soluções
sejam administradas imediatamente após a preparação.

Incompatibilidades

As soluções de teicoplanina e aminoglicosideos são incompatíveis
quando misturadas diretamente e não devem ser misturadas antes da
injeção.

Modo de administração:

A teicoplanina pode ser administrada por via intravenosa (IV) ou
intramuscular (IM). A administração IV pode ser feita diretamente
por injeção (3 – 5 minutos) ou através de infusão, (30 minutos). A
dose diária é geralmente única, entretanto, em infecções graves,
recomenda-se uma dose de ataque a intervalos de 12 horas para as 3
primeiras doses podendo se estender por até 4 dias (8 doses
iniciais), dependendo da gravidade da infecção. A maioria dos
pacientes com infecções causadas por microrganismos sensíveis ao
antibiótico apresenta resposta terapêutica dentro das primeiras
48-72 horas. A duração total do tratamento é determinada pelo tipo
e gravidade da infecção e resposta clínica do paciente. Em
endocardite e osteomielite, recomenda-se tratamento por 3 semanas
ou mais.

Somente o método de administração infusão IV pode ser usado em
recém-nascidos. A gravidade da doença e o local da infecção devem
ser considerados na determinação das doses de teicoplanina.

Posologia

Adultos:

Para infecções por gram-positivos em geral:

Dose de ataque:

 

3 doses de 400 mg IV a cada 12 horas;

Dose de manutenção

:

400 mg IV ou IM uma vez ao dia.

Em casos de septicemia, infecções ósteo-articulares,
endocardites, pneumonias graves e outras infecções graves causadas
por organismos gram-positivos em geral:

Dose de ataque:

400 mg a cada 12 horas via IV para as 3 primeiras doses podendo
se estender por até 4 dias (8 doses iniciais), dependendo da
gravidade da infecção

Dose de manutenção:

400 mg IV ou IM uma vez ao dia;

A dose padrão de 400 mg corresponde a aproximadamente 6
mg/kg.

Em pacientes com mais de 85 kg, deve-se utilizar a dose de 6
mg/kg.

Podem ser necessárias doses maiores em algumas situações
clínicas.

Em algumas situações, tais como em pacientes com queimaduras
graves infectadas ou endocardite causada por Staphylococcus
aureus
, pode ser necessária dose de manutenção de até 12 mg/kg
por via IV. 

No caso de endocardite causada por S.aureus, foram obtidos
resultados satisfatórios quando a teicoplanina foi administrada
junto com outros antibióticos. A eficácia da monoterapia com
teicoplanina para esta indicação ainda está sendo investigada.

Quando as concentrações séricas de teicoplanina são monitoradas
em infecções graves, os níveis (imediatamente antes da dose
subsequente) devem ser equivalentes a 10 vezes a CIM (concentração
inibitória mínima) ou pelo menos, 10 mg/L, podendo ser de 15 a 20
mg/L dependendo da gravidade da infecção.

Terapia combinada:

Quando a infecção requer atividade bactericida máxima,
recomenda-se a combinação com um agente bactericida apropriado (ex:
em endocardite estafilocócica) ou quando infecções mistas com
patógenos Gram-negativos não podem ser excluídas (ex: terapia
empírica de febre em pacientes neutropênicos).

Profilaxia de endocardite por gram-positivos em cirurgia
dental e em pacientes com doença valvular:

Uma administração intravenosa de 400 mg (6 mg/kg) no momento da
indução anestésica.

Profilaxia de infecções por gram-positivos em cirurgia
ortopédica e vascular:

Uma dose IV de 400 mg (ou 6 mg/kg se gt;85 kg) no momento da
indução anestésica.

Diarreia causada por Clostridium difficile associada a
antibióticos:

Após reconstituição do pó do frasco-ampola com a solução
diluente, a solução deve ser administrada como solução oral (a
solução não tem gosto). A dose usual é de 200 mg por via oral, duas
vezes ao dia durante 7 a 14 dias.

A eficácia e segurança da administração de teicoplanina pelas
vias intratecal/intralombar e intraventricular não foram estudadas
em estudos clínicos controlados. Entretanto, foi relatado caso de
toxicidade, incluindo convulsões, com o uso intraventricular de
teicoplanina.

Posologia para populações Especiais

Idosos:

Igual à dose dos adultos (se a função renal estiver gravemente
comprometida, devem-se seguir as instruções para pacientes com
função renal comprometida).

Crianças acima de 2 meses de idade até 16
anos:

Para as infecções por gram-positivos em geral: a dose
recomendada é de 10 mg/kg por via intravenosa a cada 12 horas para
as 3 primeiras doses (doses de ataque); as doses diárias
subsequentes devem ser de 6 mg/kg em injeção única intravenosa ou
intramuscular (doses de manutenção).

Em infecções graves por microrganismos gram-positivos ou
em crianças neutropênicas:

A dose de ataque recomendada é de 10 mg/kg por via intravenosa a
cada 12 horas para as 3 primeiras doses; as doses diárias
subsequentes de manutenção devem ser de 10 mg/kg em única injeção
intravenosa ou intramuscular.

Recém-nascidos menores de dois meses:

Recomenda-se administrar dose única de ataque de 16mg/kg por via
intravenosa no primeiro dia; as doses diárias de manutenção
subsequentes devem ser de 8 mg/kg por via intravenosa. Recomenda-se
administrar as doses por infusão intravenosa por 30 minutos.

Pacientes com insuficiência renal:

Em pacientes com insuficiência renal, a diminuição da dose não é
necessária até o quarto dia de tratamento, após este período a dose
deve ser ajustada para manter uma concentração sérica de pelo menos
10mg/L. A partir do quinto dia, deve-se seguir o seguinte
esquema:

  • Insuficiência renal moderada, com depuração de creatinina de 40
    a 60 mL/min, a dose de manutenção deverá ser diminuída para a
    metade (utilizando a dose usual de manutenção a cada dois dias ou a
    metade desta dose uma vez ao dia).
  • Em insuficiência renal grave, com depuração de creatinina menor
    que 40 mL/min e em pacientes sob hemodiálise, a dose de manutenção
    deve ser reduzida para um terço da usual (utilizando esta dose a
    cada três dias ou um terço da dose uma vez ao dia). A teicoplanina
    não é dialisável.

Diálise peritoneal ambulatorial contínua para
peritonite:

Após dose única de ataque de 400 mg IV, são administrados 20
mg/L por bolsa na 1a semana, 20 mg/L em bolsas alternadas na 2a
semana, e 20 mg/L na bolsa que permanece durante a noite na
3a semana. 

Portanto, por segurança e para garantir a eficácia deste
medicamento, a administração deve ser somente por via intravenosa
ou intramuscular. 

Precauções do Imipeném + Cilastatina Sódica – Nova
Farma

Reações de hipersensibilidade

Reações de hipersensibilidade severa com risco de vida, por
vezes fatais, foram relatadas com teicoplanina (substância ativa)
(por exemplo, choque anafilático). Se ocorrer uma reação alérgica à
teicoplanina (substância ativa), o tratamento deve ser interrompido
imediatamente e medidas de emergência adequadas devem ser
iniciadas.

O produto deve ser administrado com cuidado a pacientes com
histórico de hipersensibilidade a vancomicina, pois pode haver
reações de hipersensibilidade cruzada, incluindo choque anafilático
fatal. Entretanto, um antecedente de ”síndrome do homem vermelho”
atribuído a vancomicina, não se constitui em uma contraindicação
para o uso de teicoplanina (substância ativa).

Reações relacionadas com a infusão

‘Síndrome homem vermelho’ (um complexo de sintomas que incluem
prurido, urticária, eritema, edema angioneurótico, taquicardia,
hipotensão, dispneia) foi raramente observado (mesmo na primeira
dose).

A parada ou infusão mais lenta podem resultar na interrupção
destas reações. Reações relacionadas com a infusão podem ser
limitadas se a dose diária não for dada através de bolus mas
infundida durante um período de 30 minutos.

Reações bolhosas severas

Reações cutâneas com risco de vida ou até mesmo fatal, síndrome
de Stevens-Johnson (SSJ) e Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) têm
sido relatadas com o uso de teicoplanina (substância ativa). Se os
sintomas ou sinais de SJS ou TEN (por exemplo erupção cutânea
progressiva da pele muitas vezes com bolhas ou lesões mucosas)
estiverem presentes, o tratamento com teicoplanina (substância
ativa) deve ser interrompido imediatamente. 

Monitoramento

Foram relatados casos de toxicidade hematológica, auditiva,
hepática e renal com teicoplanina (substância ativa). Portanto,
recomenda-se monitorar as funções auditiva, hematológica, hepática
e renal, particularmente em pacientes com insuficiência renal,
pacientes sob tratamento prolongado e aqueles pacientes que
necessitam de uso concomitante de fármacos que possam ter efeitos
ototóxicos e nefrotóxicos.

Superinfecção

Da mesma forma que com outros antibióticos, o uso de
teicoplanina (substância ativa), especialmente se prolongado, pode
resultar em supercrescimento de microrganismos resistentes. É
essencial a avaliação repetida da condição do paciente. Caso ocorra
superinfecção durante a terapia, devem ser tomadas medidas
apropriadas.

Trombocitopenia

Trombocitopenia foi relatada com o uso de teicoplanina
(substância ativa). Exames sanguíneos periódicos são recomendados
durante o tratamento, incluindo hemograma completo.

Risco de uso por vias não recomendadas

A eficácia e segurança da administração de teicoplanina
(substância ativa) pelas vias intratecal/intralombar e
intraventricular não foram estudadas em estudos clínicos
controlados. Entretanto, foi relatado caso de toxicidade, incluindo
convulsões, com o uso intraventricular de teicoplanina (substância
ativa).

Portanto, por segurança e para garantir a eficácia deste
medicamento, a administração deve ser somente por via intravenosa
ou intramuscular.

Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar
máquinas

A teicoplanina (substância ativa) pode causar efeitos adversos,
tais como cefaleia e tonturas. A habilidade de dirigir veículos ou
operar máquinas pode ser afetada. Paciente experimentando estes
eventos adversos não devem dirigir veículos ou operar máquinas.

Gravidez e lactação

Embora os estudos de reprodução animal não tenham revelado
evidência de alteração da fertilidade ou efeitos teratogênicos, a
teicoplanina (substância ativa) não deve ser utilizada durante a
gravidez confirmada ou suposta ou durante a lactação, a menos que,
a critério médico, os benefícios potenciais superem os possíveis
riscos. Não se tem informação sobre a excreção de teicoplanina
(substância ativa) no leite materno ou sobre a transferência
placentária do fármaco.

Categoria de risco na gravidez: B.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Reações Adversas do Imipeném + Cilastatina Sódica – Nova
Farma

  • Reação muito comum (gt; 1/10)
  • Reação comum (gt; 1/100 e ≤1/10)
  • Reação incomum (gt; 1/1.000 e ≤1/100)
  • Reação rara (gt; 1/10.000 e ≤1/1.000)
  • Reação muito rara (≤ 1/10.000)

A teicoplanina geralmente é bem tolerada. As reações adversas
conhecidas raramente requerem interrupção do tratamento e
geralmente são de caráter leve e transitório. As reações adversas
graves são raras. As seguintes reações foram relatadas:

Distúrbios gerais e alterações no local de
administração:

Eritema, dor local, tromboflebite e abscesso no local da injeção
intramuscular.

Distúrbios do sistema imunológico:

Hipersensibilidade: erupção cutânea, prurido, febre, rigidez,
broncoespasmo, reações anafiláticas, choque
anafilático, urticária, angioedema, Síndrome DRESS (reação
medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos) e raros casos
de dermatite esfoliativa, necrólise epidérmica tóxica, eritema
multiforme, síndrome de Stevens-Johnson.

Além disso, foram relatadas reações relacionadas às infusões,
chamada de

‘Síndrome homem vermelho’

.

Estes eventos ocorreram sem histórico prévio de exposição à
teicoplanina e não voltaram a ocorrer na reexposição com a
velocidade da infusão mais lenta e/ou a diminuição da concentração.
Estes eventos não foram específicos para qualquer concentração ou
velocidade de infusão.

Distúrbios gastrintestinais:

náusea, vômitos, diarreia.

Distúrbios sanguíneos e do sistema
linfático:

Eosinofilia, leucopenia, neutropenia, trombocitopenia e raros
casos de agranulocitose reversível.

Distúrbio hepático:

Aumento das transaminases séricas e/ou fosfatase alcalina
sérica.

Distúrbio renal e urinário:

Elevação da creatinina sérica, insuficiência renal.

Distúrbio Sistema Nervoso:

Tontura, cefaléia e convulsões.

Distúrbio do ouvido e do labirinto:

Perda de audição / surdez, tinido e distúrbios vestibulares.

Nestes casos, o efeito causal não foi estabelecido entre a
utilização da teicoplanina e a perda auditiva, tinido e distúrbios
vestibulares. A ototoxicidade da teicoplanina é inferior a da
vancomicina.

Infecções e infestações:

Superinfecção (supercrescimento de organismos
não-suscetíveis).

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de
Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em

Imipenem-Cilastatina-Sodica-Nova-Farma, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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