Hycamtin Bula

Hycamtin

Hycamtin, em combinação com cisplatina, é indicado para o
tratamento de pacientes com câncer de colo de útero confirmado de
estágio IV-B, recorrente ou persistente, não suscetível ao
tratamento com cirurgia e/ou radioterapia.


Como Hycamtin funciona?

A topotecana, principal composto de Hycamtin, age contra o tumor
bloqueando a ação de uma enzima chamada topoisomerase I, que tem
importância no crescimento celular. Ao inibir essa enzima, a
topotecana causa danos nas células cancerígenas, impedindo o
crescimento do tumor.

Contraindicação do Hycamtin

Hycamtin é contraindicado para pacientes com história de
reações graves de hipersensibilidade (alergia) à topotecana ou a
qualquer um de seus componentes.

Hycamtin não deve ser usado em pacientes que estejam
grávidas ou amamentando nem naqueles que apresentaram grave
depressão da medula óssea (produção diminuída de células
sanguíneas) antes de iniciar o tratamento. Consulte seu médico para
avaliar seu caso.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em
caso de suspeita de gravidez.

Como usar o Hycamtin

Uso intravenoso.

Posologia

Hycamtin é um medicamento citotóxico e injetável e, por
isso, deve ser administrado por um profissional habilitado,
conforme recomendações descritas na bula do profissional de saúde.
Seu médico saberá a melhor forma de administrar o medicamento e as
dosagens mais adequadas para a sua condição.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu
médico.


O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
Hycamtin?

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico ou cirurgião-dentista.

Precauções do Hycamtin

O tratamento com Hycamtin deve iniciado, sob a supervisão
de um médico com experiência no uso de medicamentos quimioterápicos
contra câncer.

Converse atentamente com seu médico antes de usar
Hycamtin se:

  • Você tem algum problema no fígado;
  • Você tem algum problema respiratório ou nos pulmões;
  • Você está grávida, pretende ficar grávida ou está
    amamentando.

Durante o tratamento seu médico deverá solicitar exames de
sangue regularmente, inclusive de contagem de plaquetas, para
monitorar o efeito das doses que você toma, e ajustá-las se
necessário.

Consulte seu médico para obter mais informações.

Informe seu médico ou cirurgião-dentista se você faz uso
de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento de seu médico.
Pode ser perigoso para sua saúde.

Reações Adversas do Hycamtin

Como todo medicamento, Hycamtin pode provocar efeitos
indesejáveis. Os efeitos colaterais abaixo têm sido associados ao
uso de Hycamtin.

Reações muito comuns (ocorrem em 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

Infecção; anemia; neutropenia e neutropenia febril (diminuição
do número de neutrófilos, que são um tipo de células brancas de
defesa presentes no sangue); leucopenia (diminuição do número de
leucócitos, que são células brancas de defesa presentes no sangue);
trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas, que são células
responsáveis pela coagulação do sangue); perda de apetite;
diarreia; náusea e vômito; dor abdominal; prisão de ventre;
estomatite (inflamação do estômago); queda de cabelo; fraqueza;
cansaço; pirexia (estado febril).

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

Infecção generalizada; pancitopenia (redução global do número de
células sanguíneas); hipersensibilidade da pele (inclusive rash);
hiperbilirrubinemia; mal-estar e indisposição.

Reação rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

Doença pulmonar intersticial.

Reação muito rara (ocorre em menos de 0,001% dos
pacientes que utilizam este medicamento)

Extravasamento.

Reação desconhecida

Sangramento grave (associado a trombocitopenia).

Avise seu médico imediatamente se você apresentar um ou mais
desses sintomas. Se qualquer um deles se agravar ou se você
observar algum sintoma que não tenha sido relacionado aqui, informe
seu médico.

Informe seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o
aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.
Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Hycamtin

Uso pediátrico

Não existem ainda informações científicas suficientes sobre o
uso em crianças.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar
máquinas

Se você sentir cansaço e fraqueza persistentes, tenha cuidado
para dirigir e operar máquinas.

Gravidez e lactação

A topotecana mostrou ter efeito nocivo para o embrião e o feto
em estudos pré-clínicos. Assim como ocorre com outros medicamentos
quimioterápicos citotóxicos (ou seja, nocivos para as células),
Hycamtin pode causar danos ao feto quando administrado a
mulheres grávidas.

Você deve evitar engravidar durante a terapia com topotecana e
informar ao médico imediatamente caso isso ocorra. A topotecana
também é contraindicada durante a amamentação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em
caso de suspeita de gravidez.

Composição do Hycamtin

Cada frasco-ampola de Hycamtin injetável
contém:

Topotecana (sob a forma de
cloridrato)
4,0 mg
Excipientes q.s.p.* 1 frasco-ampola

Excipientes*:

manitol e ácido tartárico. Ácido clorídrico e hidróxido de sódio
podem ser usados para ajuste de pH.

Superdosagem do Hycamtin

Sinais e sintomas

As principais complicações previstas em caso de superdosagem são
a diminuição da produção de células sanguíneas na medula
(mielossupressão grave) e a estomatite grave.

Tratamento

Não há antídoto conhecido para a superdosagem com Hycamtin.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Hycamtin

Assim como ocorre com outros agentes citotóxicos
mielossupressores, a mielossupressão grave pode ser observada
quando se usa Cloridrato de Topotecana (substância ativa) em
associação com outros agentes citotóxicos (como paclitaxel ou
etoposídeo), o que requer redução de dose. Contudo, na associação
com agentes que contêm platina (como cisplatina ou carboplatina),
há interação distinta relacionada à sequência caso o agente
composto de platina seja dado no dia 1 ou 5 da dosagem de
topotecana. Se o agente que contém platina for administrado no dia
1 da dosagem de topotecana, deve-se reduzir as doses de cada agente
em comparação com as doses admitidas quando o agente composto
de platina é dado no dia 5 da dosagem de topotecana.

Quando a topotecana (0,75 mg/ m2/dia por 5 dias
consecutivos) e a cisplatina (60 mg/ m2/dia no dia 1)
foram administradas por via intravenosa em 13 pacientes com câncer
ovariano, o clearance plasmático médio no dia 5 reduziu-se
levemente em comparação com os valores do dia 1. Como resultado, a
exposição sistêmica à topotecana total, conforme medida através
da AUC e da Cmáx, aumentou respectivamente, no dia
5, 12% (IC de 95%: 2%-24%) e 23% (IC de 95%: 7%-63%). Não há dados
farmacocinéticos disponíveis sobre topotecana (0,75
mg/m2/dia por 3 dias consecutivos) e cisplatina (50
mg/m2/dia no dia 1) em pacientes com câncer
cervical.

A topotecana não inibe enzimas do citocromo P450. Na população
estudada, a coadministração (em linhas ou rotas separadas) de
granisetrona, ondansetrona, morfina ou corticosteroides não
demonstrou ter efeito na farmacocinética da topotecana quando
administrada por via intravenosa.

A topotecana é um substrato da ABCG2 (BCPR) e ABCB1
(glicoproteína P). Os inibidores da ABCB1 e ABCG2 (como o
elacridar) administrados com topotecana por via oral aumentam a
exposição à topotecana. O efeito do elacridar sobre a
farmacocinética da topotecana intravenosa foi muito menor do que
sobre a topotecana por via oral.

Ação da Substância Hycamtin

Resultados de Eficácia

Estudos clínicos

Carcinoma de pulmão de pequenas células

Em um estudo comparativo (SKamp;F 104864/090) sobre a topotecana
IV e o esquema de tratamento CAV (ciclofosfamida, doxorrubicina,
vincristina) em recidiva de carcinoma de pulmão de pequenas células
que fora sensível ao tratamento de primeira linha, houve um índice
de resposta numericamente superior com topotecana (22%; IC de 95%:
15; 30) em comparação com CAV (15%; IC de 95%: 8; 22). Todas as
respostas radiológicas foram verificadas de maneira
independente.

Definiu-se sensibilidade como intervalo de 3 meses sem
tratamento. Para facilitar o recrutamento, alterou-se essa
definição para intervalo de 60 dias sem tratamento. A duração
mediana da resposta (14 semanas com topotecana e 15 com CAV), o
tempo até a progressão (13 semanas com topotecana e 12 semanas com
CAV) e o tempo de sobrevida (25 semanas com topotecana e 22 semanas
com CAV) fooram similares nos dois tratamentos. Segundo a Escala de
Avaliação dos Sintomas do Paciente em Câncer de Pulmão, os
pacientes tratados com topotecana relataram maior alívio em relação
ao CAV dos seguintes sintomas: dispneia, tosse, dor no peito, perda
de apetite, interferência no sono, rouquidão, fadiga e
interferência nas atividades diárias, com resultados significativos
com relação à dispneia, rouquidão, fadiga e interferência nas
atividades diárias.

A hemoptise foi aliviada em maior grau, embora sem significância
estatística, nos pacientes tratados com CAV. O tempo até a piora
dos sintomas citados a seguir foi numericamente maior (ou seja,
agravamento retardado) nos pacientes tratados com topotecana do que
naqueles que receberam CAV: dispneia, perda de apetite,
interferência no sono, interferência nas atividades diárias,
rouquidão e fadiga, com resultados significativos em relação a
dispneia e perda de apetite. O tempo até o agravamento da dor no
peito foi similar para topotecana IV e tratamento CAV e, com
relação à hemoptise, mostrou-se numericamente maior
com CAV (data de interrupção clínica em 30 de maio de 1997).

Os dados de eficácia do estudo SKamp;F 104864/090 foram
atualizados com base em uma segunda data de interrupção clínica, em
20 de março de 1998. Qualitativamente, os dados de eficácia
permaneceram inalterados, com apenas pequenas atualizações
numéricas na taxa de resposta (de 24,3% com topotecana contra 18,3%
com CAV) e na sobrevida mediana (25 semanas com topotecana contra
24,77 semanas com CAV).

Carcinoma ovariano

Em um estudo comparativo (SKamp;F 104864/039) sobre topotecana
IV (n=112) e paclitaxel IV (n=114) em recidiva de carcinoma
ovariano, houve índice de resposta numericamente superior com
topotecana (20,5%; IC de 95%: 13,1-28,0) em comparação a paclitaxel
(14%; IC de 95%: 7,7-20,4). A diferença entre os tratamentos foi de
6,5% (IC de 95%: -3,3-16,3).

Todas as respostas radiológicas foram verificadas de maneira
independente. A duração média da resposta foi de 25,9 semanas com
topotecana e 21,6 com paclitaxel; o tempo mediano até a progressão,
de 18,9 semanas com topotecana (IC de 95%: 12,1- 23,6) e 14,7
semanas com paclitaxel (IC de 95%: 11,9-18,3); e o tempo mediano de
sobrevida foi de 63,0 semanas com topotecana (IC de 95%: 46,6-71,9)
e de 53 semanas com paclitaxel (IC de 95%: 42,3-68,7).

Nota:

Todos os dados indicam valores da análise da população com
intenção de tratamento (ITT).

Carcinoma de colo do útero

Em um estudo de Fase III randomizado e comparativo, conduzido
pelo Grupo de Oncologia Ginecológica (GOG 0179), a combinação de
topotecana com cisplatina (n=147) foi comparada à monoterapia com
cisplatina (n=146) no tratamento de carcinoma de colo do útero de
estágio IV-B, recorrente ou persistente, no qual a terapia curativa
com cirurgia e/ou radiação não fora considerada apropriada. Nenhuma
paciente havia recebido quimioterapia primária com cisplatina nem
com outro agente citotóxico. O índice de resposta geral de 24% no
grupo tratado com a combinação de topotecana e cisplatina foi
significativamente mais alto (p=0,0073), do que o índice de 12%
atingido no grupo que recebeu monoterapia com cisplatina.

Os índices de resposta completa nos grupos tratados com a
combinação de topotecana e cisplatina ou com cisplatina como
monoterapia foram de 10% e 3% respectivamente. Essa observação foi
associada com um período mais longo de sobrevida sem progressão de
4,6 meses (variação: 3,5 a 5,7) contra 2,9 meses [(variação: 2,6 a
3,5); p=0,026] e de sobrevida global [de 9,4 meses (variação: 7,9 a
11,9) contra 6,5 [(variação de 5,8 a 8,8); p=0,033] no grupo
tratado com a combinação de topotecana e cisplatina em comparação
com o que recebeu apenas cisplatina. O índice de sobrevida de 1 ano
no grupo tratado com a combinação de topotecana e cisplatina foi de
40,4% (IC de 95%: 32,2-48,5) em comparação com 28% (IC de 95%:
20,6-35,4) no que recebeu apenas cisplatina. A sobrevida em 2 anos
foi de 11,9% (IC de 95%: 5,5-18,3) e de 7,1% (IC de 95%: 2,0-12,2),
para as duas populações de pacientes, respectivamente. O parâmetro
de avaliação secundário de qualidade de vida relacionada à saúde
(HrQoL) foi analisado segundo a

Avaliação Funcional do Breve Inventário da Dor no Tratamento do
Câncer – Câncer de Colo do Útero, bem como a UNISCALE.

As avaliações da HrQoL foram feitas antes da randomização, antes
dos ciclos 2 e 5 do tratamento e 9 meses pós-randomização. Em
comparação à monoterapia com cisplatina, o aumento da toxicidade
hematológica observado com a combinação de topotecana e cisplatina
não reduziu de maneira significativa os resultados da HrQoL dos
pacientes.

Dados de segurança integrados

Os dados de segurança são apresentados em um conjunto de dados
integrados de 631 pacientes com recidiva de câncer de pulmão e 523
pacientes com recidiva de câncer ovariano que receberam 5.583
ciclos de topotecana.

Dados hematológicos

Neutropenia

Grave (contagem de neutrófilos inferior a 0,5×109/litro) durante
o ciclo 1 foi observada em 55% dos pacientes, com duração maior ou
igual a 7 dias em 21% deles, e de modo geral em 76% dos pacientes
(39% dos ciclos). Em associação com neutropenia grave, ocorreu
febre ou infecção em 11% dos pacientes durante o ciclo 1 e de modo
geral em 18% deles (5% dos ciclos). O tempo médio até o
aparecimento de neutropenia grave foi de 9 dias, e a mediana, de 7
dias. A neutropenia grave durou, no total, mais de 7 dias em 11%
dos ciclos. Entre todos os pacientes tratados em estudos clínicos
(inclusive os que apresentaram neutropenia grave e os que não
tiveram neutropenia grave), 11% (4% dos ciclos) desenvolveram febre
e 26% (9% dos ciclos) desenvolveram infecção. Além disso, 5% de
todos os pacientes tratados (1% dos ciclos) desenvolveram
sepse.

Trombocitopenia

Grave (contagem de plaquetas inferior a 25×109/litro conforme
definição, no v1, dos critérios CTC) em 25% dos pacientes (8% dos
ciclos); moderada, definida como contagem de plaquetas entre 25,0 e
50,0×109/litro em 25% dos pacientes (15% dos ciclos). O tempo médio
até o aparecimento de trombocitopenia grave foi o dia 15, e a
mediana, de 5 dias.

Transfusões de plaquetas foram feitas em 4% dos ciclos. Os
relatos de sequelas significativas associadas com trombocitopenia,
incluindo-se casos fatais devido a sangramentos de tumor, foram
pouco frequentes.
Anemia: moderada a grave (Hb menor do que 8,0 g/dL) em 37% dos
pacientes (14% dos ciclos). Transfusões de glóbulos vermelhos foram
feitas em 52% dos pacientes (21% dos ciclos).

Dados não hematológicos

Os efeitos não hematológicos relatados com frequência
relacionaram-se ao trato gastrintestinal, tais como náusea (52%),
vômito (32%) e diarreia (19%), constipação (9%) e estomatite (15%).
As incidências de náusea, vômito, diarreia e estomatite graves
(graus 3 ou 4) foram de 4%, 3%, 2% e 1%, respectivamente.

Também se relatou dor abdominal leve em 4% dos pacientes.

Observou-se fadiga em aproximadamente 25% e astenia em 16% dos
pacientes durante o tratamento com topotecana. A incidência de
fadiga grave foi de 3%, assim como a de astenia grave (graus 3 ou
4).

Observou-se alopecia total ou pronunciada em 30% dos pacientes e
alopecia parcial em 15% deles.

Outros eventos ocorridos com pacientes e registrados como
relacionados ou possivelmente relacionados ao tratamento com
topotecana foram anorexia (13%), mal-estar (4%) e
hiperbilirrubinemia (1%).
Foram raros os relatos de reações de hipersensibilidade, inclusive
erupção cutânea, urticária, angioedema e reações anafiláticas. Em
estudos clínicos, houve relatos de erupção cutânea em 4% e de
prurido em 1,5% dos pacientes.

Características Farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

Mecanismo de ação

A atividade antitumoral da topotecana envolve a inibição da
topoisomerase I, enzima intimamente envolvida na replicação do DNA,
já que atenua a tensão da torção antes do início do movimento de
replicação. A topotecana inibe a topoisomerase I, estabilizando o
complexo covalente da enzima e a clivagem do filamento do DNA que é
um intermediário do mecanismo catalítico. O dano celular causado
pela inibição da topoisomerase I pela topotecana é a indução da
proteína associada a clivagem do filamento único do DNA.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Não aplicável para injetáveis.

Distribuição

A topotecana tem grande volume de distribuição (cerca de 132 L),
de cerca de 3 vezes o volume de água corporal, e meia-vida pequena,
de 2 a 3 horas. A comparação entre os parâmetros farmacocinéticos
não sugeriu nenhuma mudança na farmacocinética após 5 dias.

A ligação da topotecana com as proteínas plasmáticas foi baixa
(35%) e a distribuição entre as células sanguíneas e o plasma
mostrou-se homogênea.

O clearance plasmático e o volume de distribuição foram
relatados como pouco mais elevados em homens do que em mulheres.
Entretanto, as diferenças não se revelaram similares em magnitude
às diferenças da área de superfície corporal.

Metabolismo

A via principal de inativação da topotecana é uma abertura de
anel reversível dependente do pH para a forma de carboxilato
inativo.

O metabolismo contribui com menos de 10% da eliminação da
topotecana. Um metabólito N-desmetil que demonstrou atividade
similar ou menor do que o composto original em um ensaio baseado em
células foi encontrado na urina, no plasma e nas fezes. Após a
administração IV, a proporção média da AUC do metabólito composto
original foi inferior a 10% para topotecana total e topotecana
lactona. Um O-glicuronídeo de topotecana e um N-desmetil topotecana
foram identificados na urina.

In vitro, a topotecana não inibiu as enzimas dos citocromos P450
CYP1A2, CYP2A6, CYP2C8/9, CYP2C19, CYP2D6, CYP2E, CYP3A ou CYP4A
nem as enzimas citosólicas humanas di-hidropirimidina deidrogenase
ou xantina oxidase.

Eliminação

Após a administração IV de cloridrato de topotecana, as
concentrações plasmáticas diminuíram biexponencialmente. A
farmacocinética da topotecana IV é proporcional à dose. Há pouco ou
nenhum acúmulo de cada formulação de topotecana com doses diárias
repetidas e não há evidências de alterações na farmacocinética com
múltiplas doses.

Após a administração IV de topotecana em doses de 0,5 a 1,5
mg/m² como infusão diária de 30 minutos por 5 dias, a topotecana
demonstrou alto clearance (64 litros/h), de aproximadamente 2/3 do
fluxo sanguíneo no fígado.

A recuperação total de material relacionado à droga após cinco
doses diárias de topotecana foi de 71% a 76% (IV) da dose
administrada. Aproximadamente 51% foram eliminados como topotecana
total e 2,5% como N-desmetil topotecana na urina.

A eliminação fecal da topotecana contribuiu com 18% da dose
administrada, enquanto a eliminação fecal de N-desmetil topotecana
foi de aproximadamente 1,5%. De modo geral, o metabólito N-desmetil
contribuiu com uma média de menos de 7% (faixa: 4%-9%) do total de
material relacionado à droga recuperado na urina e nas fezes. A
concentração de topotecana Oglicuronídeo e topotecana N-desmetil
O-glicuronídeo detectada na urina foi menor ou igual a 2% da
dose.

Quando se administrou topotecana em combinação com cisplatina
(cisplatina no dia 1, topotecana nos dias 1 a 5), o clearance da
topotecana diminuiu no dia 5 em comparação com o dia 1: 19,1
litros/h/m² em comparação com 21,3 litros/h/m². Em estudos
populacionais, a coadministração de granisetrona, ondansetrona,
morfina ou corticosteroides não pareceu ter efeito significativo
sobre a farmacocinética da topotecana.

Populações especiais

Em um estudo populacional, vários fatores, inclusive idade, peso
e ascite, não demonstraram efeito significativo sobre o clearance
da topotecana.

Crianças

A farmacocinética da topotecana na população pediátrica foi
estudada em crianças que receberam infusão contínua de 24 horas de
doses entre 2 e 7,5 mg/m² ou infusão contínua de 72 horas de doses
entre 0,75 e 1,95 mg/m²/dia. Nos dois estudos, o clearance foi
similar ao observado em adultos que usaram os mesmos esquemas
posológicos.

Insuficiência renal

O clearance plasmático da topotecana IV em pacientes com
insuficiência renal (clearance de creatinina de 40 a 60 mL/min)
diminuiu para cerca de 67% em comparação com os pacientes de
controle. O volume de distribuição diminuiu ligeiramente e, assim,
a meia-vida aumentou apenas 14%. Em pacientes com insuficiência
renal moderada, o clearance plasmático da topotecana diminuiu para
34% do valor registrado em pacientes de controle. O volume de
distribuição também diminuiu cerca de 25%, e isso resultou em
aumento da meia-vida média de 1,9 hora para 4,9 horas.

Insuficiência hepática

O clearance plasmático da topotecana lactona após administração
IV em pacientes com insuficiência hepática (bilirrubina sérica
entre 1,5 e 10 mg/mL) diminuiu para cerca de 67% em comparação com
um grupo de pacientes de controle. A meia-vida da topotecana
aumentou cerca de 30%, mas não se observou nenhuma alteração clara
no volume de distribuição. O clearance plasmático da topotecana
total em pacientes com insuficiência hepática aumentou apenas 10%
em comparação com o grupo de pacientes de controle.

Cuidados de Armazenamento do Hycamtin

Mantenha o produto na embalagem original e em temperatura entre
15oC e 30oC, protegendo-o da luz.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use o medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Como o produto não contêm nenhum conservante, o conteúdo deve
ser usado imediatamente após o preparo.

Depois de preparado, este medicamento permanece estável se
armazenado sob refrigeração em temperatura de 2oC a
8oC, por um período de 24 horas.

Caso não seja utilizado em 24 horas, deve ser descartado. Após
preparo, manter sob refrigeração em temperaturas entre
2oC e 8oC por um período de 24 horas.

Aspectos físicos / Características
organolépticas:

O frasco-ampola contém pó de coloração entre o amarelo-claro e o
esverdeado. Após o preparo, a cor da solução varia entre o amarelo
e o amarelo-esverdeado.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Hycamtin

Venda sob prescrição médica. Uso restrito a
hospitais.

MS: 1.0107.0108

Farm. Resp.:

Edinilson da Silva Oliveira
CRF-RJ No 18875 2

Fabricado por:

GlaxoSmithKline Manufaturing S.p.A.
Strada Provinciale Asolana, 90 (loc. San Pólo), 43056 Torrile (PR)
– Itália

Importado e Registrado por:

GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
Estrada dos Bandeirantes, 8464, Rio de Janeiro, RJ
CNPJ: 33.247.743/0001-10

Hycamtin, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

Compartilhe esta página!

Remédio Para Fóruns Bulas de Medicamentos Hycamtin Bula

Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • Autor
    Posts
  • #7531
    Anônimo
    Convidado

    Hycamtin Bula

    Compartilhe suas experiências sobre este medicamento com outros usuários.
      • Utilizou este Remédio para?
      • Efeitos colaterais.
      • Resultados.
      • Indicações, sugestões e dicas!
    Acessar a Bula do medicamento.
    Hycamtin Bula Completa extraída da Anvisa
Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • Você deve fazer login para responder a este tópico.
Scroll to top