Fanorm Bula

Fanorm

Tratamento da taquiarritmia ventricular sintomática, considerada
ameaçadora a vida pelo médico.

Contraindicação do Fanorm

O Cloridrato de Propafenona (substância ativa) é
contraindicado em:

  •  Hipersensibilidade conhecida ao Cloridrato de Propafenona
    (substância ativa) ou a qualquer outro componente da fórmula;
  • Conhecida síndrome de Brugada; 
  • Doença de significante alteração estrutural cardíaca como:
    insuficiência cardíaca descompensada com fração de ejeção do
    ventrículo esquerdo inferior a 35%;
  • Choque cardiogênico, exceto quando causado por arritmia;
  • Bradicardia sintomática severa;
  • Doença do nódulo sinusal, transtornos preexistentes de alto
    grau da condução sino-atrial, bloqueios atrioventriculares de
    segundo grau ou maior, bloqueio de ramo ou bloqueio distal na
    ausência de marca-passo externo;
  • Doença pulmonar obstrutiva grave;
  • Distúrbio eletrolítico não compensado (ex. desordens nos níveis
    séricos de potássio);
  • Hipotensão arterial severa;
  • Pacientes que recebem tratamento concomitante com
    ritonavir;
  • Miastenia grave;
  • Ocorrência de infarto agudo do miocárdio nos últimos 3
    meses.

Como usar o Fanorm

Devido a seu sabor amargo e ao efeito anestésico superficial da
substancia ativa, os comprimidos revestidos devem ser deglutidos
inteiros com um pouco de líquido, sem mastigar. A dosagem deve ser
ajustada conforme necessidades individuais dos pacientes.

Naqueles pacientes nos quais ocorre um alargamento significativo
do complexo QRS ou bloqueio atrioventricular de segundo ou terceiro
grau, deve ser considerada uma redução da dose.

Adultos

As doses diárias utilizadas podem variar de 300mg a 900mg, a
dose média é de 600mg dividida em 2 tomadas diárias, ou seja 300mg
a cada 12 horas e a dose máxima recomendada é de 900mg dividida em
3 tomadas diárias, sendo 300mg a cada 8 horas.

No entanto é importante salientar que pacientes podem apresentar
diferentes necessidades metabólicas, para pacientes com peso abaixo
de 70 kg deve-se considerar uma dosagem menor de medicamento,
principalmente no início de tratamento. Cabe ao médico determinar a
dosagem mais adequada ao seu paciente.

A dose individual de manutenção deve ser determinada sob
supervisão cardiológica, incluindo monitorização
eletrocardiográfica e medidas repetidas da pressão arterial (fase
de titulação).

Na fase inicial de tratamento o aumento da dose deve ser
escalonado e não deve ser realizado até que o paciente complete 3 a
4 dias de tratamento.

O limite máximo diário de administração são 3 comprimidos
revestidos de 300 mg cada.

Idosos

De modo geral, não foram observadas diferenças na segurança ou
eficácia do medicamento quando usado por idosos. No entanto, não
pode ser excluída uma sensibilidade maior de alguns indivíduos
idosos e, portanto, estes pacientes devem ser monitorados
cuidadosamente.

O mesmo se aplica a terapia de manutenção. Qualquer aumento da
dose que seja necessário não deve ser realizado até que se complete
5 a 8 dias de tratamento. Recomenda-se que o início do tratamento
seja feito com o paciente hospitalizado, sob controle médico,
devido ao risco aumentado de efeitos pró-arrítmicos associados à
administração da propafenona.

Insuficiência hepática e renal

Em pacientes com função hepática e/ou renal debilitada, pode
haver o acúmulo da droga após administração da dose terapêutica
padrão. No entanto, esses pacientes podem ser tratados com
Cloridrato de Propafenona (substância ativa), desde que haja
controle cardiológico, ou seja, controle eletrocardiográfico e
monitoramento clínico.

Precauções do Fanorm

É essencial o controle clínico, eletrocardiográfico e da pressão
arterial do paciente, antes e durante a terapia em todos os
pacientes que usam este medicamento para determinar a resposta da
propafenona e o tratamento de manutenção.

Síndrome de Brugada

A síndrome de Brugada pode ser desmascarada ou aparecer no
eletrocardiograma (ECG). As alterações podem ser provocadas após
exposição ao Cloridrato de Propafenona (substância ativa) por
portadores assintomáticos da síndrome. Após o início do tratamento
com propafenona, um eletrocardiograma (ECG) deve ser realizado para
descartar alterações sugestivas de síndrome de Brugada.

O tratamento com Cloridrato de Propafenona (substância ativa)
pode afetar o limiar rítmico e a sensibilidade de marca-passos
artificiais. O marca-passo deve ter suas funções checadas e, se
necessário, deve ser reajustado. Existe um potencial para conversão
da fibrilação atrial paroxística para flutter atrial com bloqueio
de condução 2:1 ou condução 1:1.

Como outros agentes antiarrítmicos da classe 1c, pacientes com
significativa doença cardíaca estrutural podem ser predispostos a
eventos adversos graves, portanto, Cloridrato de Propafenona
(substância ativa) é contraindicado nesses pacientes.

O Cloridrato de Propafenona (substância ativa) deve ser
utilizado com cuidado em pacientes com obstrução de via aérea
(exemplo: asma).

Efeitos na capacidade de dirigir ou usar
máquinas

Visão embaçada, tonturas, fadiga e hipotensão postural podem
afetar a velocidade de reação do paciente e prejudicar a capacidade
do indivíduo de operar máquinas ou veículos motores.

Uso na gravidez

Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres
grávidas. O Cloridrato de Propafenona (substância ativa) deve ser
usado durante a gravidez somente se o benefício potencial
justificar o risco potencial ao feto. É conhecido que o Cloridrato
de Propafenona (substância ativa) passa pela
barreira placentária em humanos. Foi relatado que a
concentração de propafenona no cordão umbilical representa cerca de
30% do total no sangue materno.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do cirurgião
dentista.

Categoria de risco: C

Lactação

A excreção de propafenona no leite materno não foi estudada.
Dados limitados sugerem que a propafenona pode ser excretada no
leite materno. O Cloridrato de Propafenona (substância ativa) deve
ser usado com cuidado em mães lactantes.

Idosos

De modo geral, não foram observadas diferenças na segurança ou
eficácia do medicamento quando usado por idosos. No entanto, não
pode ser excluída uma sensibilidade maior de alguns indivíduos
idosos e, portanto, estes pacientes devem ser monitorados
cuidadosamente.

Dados de segurança pré-clínicos

Dados pré-clínicos não revelaram nenhum risco especial para
humanos baseados em estudos convencionais de farmacologia de
segurança, toxicidade de doses repetidas, genotoxicidade, potencial
carcinogênico ou toxicidade reprodutiva.

Reações Adversas do Fanorm

Resumo do perfil de segurança

As mais frequentes e comuns reações adversas relatadas na
terapia com propafenona são: tontura, desordens de condução
cardíaca e palpitações.

Estão descritas a seguir as reações adversas clínicas que
ocorreram em pelo menos 1 dos 885 pacientes que tomavam Cloridrato
de Propafenona (substância ativa) SR (comprimidos de liberação
modificada) em cinco estudos de fase II e dois estudos de fase III.
É esperado que as reações adversas e frequências sejam similares
para as formulações de liberação imediata (que é o caso deste
medicamento). Também estão incluídas a seguir as reações adversas
que ocorreram pós-comercialização de propafenona.

Reações adversas muito comuns ≥ 1/10 (gt;
10%)

Desordens do sistema nervoso:

Tontura (excluindo vertigem).

Desordens cardíacas: desordens de condução cardíaca (incluindo
bloqueio sinoatrial, bloqueio atrioventricular e intraventricular)
e palpitações.

Reações adversas comuns/ frequentes ≥ 1/100 a lt; 1/10
(gt; 1% e lt; 10%)

Desordens psiquiátricas:

Ansiedade e desordens do sono.

Desordens do sistema nervoso:

Cefaleia, disgeusia.

Desordens da visão:

Turvação visual.

Desordens cardíacas:

Bradicardia sinusal, bradicardia, taquicardia e flutter
atrial.

Desordens gastrointestinais:

Náusea, vômito, diarreia, constipação, boca seca e dor
abdominal.

Desordens do sistema respiratório, torácico e
mediastinal:

Dispneia.

Desordens hepatobiliares:

Função hepática anormal (teste de funções hepáticas anormais
como: aumento de aspartato aminotransferase, aumento de alanina
aminostransferase, aumento de gamma-glutamiltransferase e aumento
da fosfatase alcalina sanguínea).

Desordens gerais:

Fadiga, dor torácica, astenia e febre.

Reações adversas incomuns ≥ 1/1.000 e lt; 1/100 (gt;
0,1% e lt; 1%)

Desordens do sistema sanguíneo e linfático:

Trombocitopenia.

Desordens metabólicas e nutricionais:

Diminuição do apetite.

Desordens psiquiátricas:

Pesadelos.

Desordens do sistema nervoso:

Síncope, ataxia e parestesia.

Desordens do ouvido e labirintite:

Vertigem.

Desordens cardíacas:

Taquicardia ventricular, arritmia. A propafenona pode estar
associada com efeitos pró-arrítmicos que se manifestam através do
aumento do ritmo cardíaco (taquicardia) ou fibrilação ventricular.
Algumas dessas arritmias podem ser ameaças de vida e podem requerer
ressuscitação para prevenção de desfecho potencialmente fatal.

Desordens vasculares:

Hipotensão.

Desordens gastrontestinais:

Distensão abdominal e flatulência.

Desordens de pele:

Prurido, urticária, rash e eritrema.

Desordens do sistema reprodutivo:

Disfunção erétil.

Reações adversas raras gt; 1/10.000 e lt; 1/1.000 (gt;
0,01% e lt; 0,1%)

Não são conhecidas até o momento.

Reações adversas muito raras gt; 1/10.000 (lt;
0,01%)

Não são conhecidas até o momento.

São descritas a seguir reações adversas
pós-comercialização de propafenona, que não possuem frequência
conhecida

Desordens do sistema sanguíneo e linfático:

Leucocitopenia, granulocitopenia, agranulocitose.

Desordens do sistema imune:

Hipersensibilidade (que pode se manisfetar por colestase,
discrasias sanguíneas, e erupção cutânea).

Desordens psiquiátricas:

Confusão mental.

Desordens do sistema nervoso:

Convulsão, sintomas extrapiramidais e inquietação.

Desordens cardíacas:

Fibrilação ventricular; falência cardíaca (pode ocorrer um
agravo da insuficiência cardíaca preexistente) e redução do ritmo
cardíaco.

Desordens vasculares:

Hipotensão ortostática (hipotensão postural).

Desordens gastrintestinais:

Distúrbio gastrintestinal e vômito.

Desordens hepatobiliares:

Incluindo lesão celular, colestase, icterícia e hepatite.

Desordens músculo-esqueléticas e
articulares:

Síndrome lupus-like.

Desordens do sistema reprodutivo:

Diminuição da contagem de esperma (reversível após
descontinuação da propafenona).

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de
Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para a
Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação Medicamentosa do Fanorm

Anestésicos locais e outros fármacos que possuem efeito
inibitório sobre a frequência cardíaca e/ou contratilidade
miocárdica

Pode ocorrer potencialização de efeitos colaterais quando o
Cloridrato de Propafenona (substância ativa) é administrado
juntamente com anestésicos locais (p.ex., para implantação de
marca-passo, procedimentos cirúrgicos ou dentários) e outros
fármacos que possuem efeito inibitório sobre a frequência cardíaca
e/ou a contratilidade miocárdica (p.ex., betabloqueadores,
antidepressivos tricíclicos).

A coadministração de Cloridrato de Propafenona (substância
ativa) com drogas metabolizadas pelo CYP2D6 (como a venlafaxina)
pode aumentar o nível plasmático dessas drogas. Aumentos no nível
sérico ou sanguíneo de propanolol, metoprolol, desipramina,
ciclosporina, teofilina e digoxina têm sido reportados durante a
terapia com Cloridrato de Propafenona (substância ativa). A dose
desses medicamentos deve ser reduzida apropriadamente se sinais de
superdosagem forem observados.

Fármacos inibidores das enzimas CYP2D6, CYP1A2 e
CYP3A4

Cetoconazol, cimetidina, quinidina, eritromicina e suco de
grapefruit (toranja ou pomelo), podem aumentar os níveis
de Cloridrato de Propafenona (substância ativa). Quando Cloridrato
de Propafenona (substância ativa) é administrado com inibidores
destas enzimas, os pacientes devem ser monitorados cuidadosamente e
a dose deve ser ajustada de acordo.

Amiodarona

Aterapia combinada de amiodarona e Cloridrato de Propafenona
(substância ativa) pode afetar a condução e a repolarização,
levando a anormalidades com potencial pró-arrítmico. Podem ser
necessários ajustes de dose de ambos os compostos com base na
resposta terapêutica.

Lidocaína

Não foram observados efeitos significativos na farmacocinética
da propafenona ou da lidocaína após o seu uso concomitante por
pacientes. Entretanto, foi reportado que o uso concomitante de
Cloridrato de Propafenona (substância ativa) e lidocaína aumenta os
riscos de efeitos adversos no sistema nervoso central relacionados
à lidocaína.

Fenobarbital

O fenobarbital é um indutor conhecido da CYP3A4. A resposta ao
tratamento com Cloridrato de Propafenona (substância ativa) deve
ser monitorada durante o uso crônico concomitante de
fenobarbital.

Rifampicina

O uso concomitante de Cloridrato de Propafenona (substância
ativa) e rifampicina pode reduzir a eficácia antiarrítmica do
Cloridrato de Propafenona (substância ativa) como resultado de uma
redução de seus níveis plasmáticos.

Anticoagulantes orais

Um rigoroso monitoramento da condição de coagulação em pacientes
que recebem anticoagulantes orais concomitantes (p.ex.,
fenprocumona, varfarina) é recomendado, pois o Cloridrato de
Propafenona (substância ativa) pode aumentar a eficácia destes
fármacos, resultando em um tempo de protrombina aumentado. As doses
desses medicamentos devem ser reduzidas, apropriadamente, se sinais
de superdosagem forem observados.

Fluoxetina e paroxetina

Elevados níveis plasmáticos de propafenona podem ocorrer quando
Cloridrato de Propafenona (substância ativa) for usado
concomitantemente com inibidores selectivos da recaptação da
serotonina (ISRS), como fluoxetina e paroxetina. A administração
concomitante de Cloridrato de Propafenona (substância ativa) e
fluoxetina em metabolizadores rápidos aumentou o Cmáx e
a AUC da S-propafenona em 39 e 50%, respectivamente, e a
Cmáx e a AUC da R-propafenona em 71 e 50%, Doses menores
de propafenona podem ser suficientes para obter a resposta
terapêutica desejada.

Ação da Substância Fanorm

Resultados de eficácia

Boriani et al. trataram pacientes com propafenona,
comparativamente a placebo, para a reversão de FA com duração de
até 7 dias. Com propafenona na dose de 600 mg por via oral (dose
única), verificou-se chance de reversão em 3 horas de 45% vs. 18%
com placebo (plt;0,001) e de 76% com propafenona vs. 37% com
placebo (plt;0,001) em 8 horas.

Kochiadaks GE, et al avaliaram 362 pacientes com FA com menos de
48 horas que receberam propafenona, procainamida, amiodarona e
placebo de forma randomizada. O sucesso do tratamento ocorreu em
68,5% dos pacientes do grupo procainamida (média de 3 horas), 80,2%
do grupo propafenona (média de 1 hora), 89,1% do amiodarona (média
de 9 horas) e 61,1% do grupo placebo, média de 17 horas, (plt;0,05
para todas as medicações versus placebo).


Características farmacológicas

Descrição

O Cloridrato de Propafenona (substância ativa) é um agente
antiarrítmico, classe 1c com algumas semelhanças estruturais com
agentes beta-bloqueadores. É um pó cristalino branco ou incolor com
um sabor muito amargo. É pouco solúvel em água (20°C), clorofórmio
e etanol. Seu nome químico é cloridrato de
2’-[2-hidroxi-3-(propilamino)-propoxi]-3-fenilpropiofenona e sua
fórmula química é C21H27NO3.HCl. Seu peso molecular é de
377,92.

Farmacodinâmica

O Cloridrato de Propafenona (substância ativa) é um agente
antiarrítmico com efeito estabilizador de membrana na célula
miocárdica, bloqueador dos canais de sódio (Vaughan Williams classe
1c). Tem também fraca ação beta-bloqueadora (Vaughan Williams,
classe II). O Cloridrato de Propafenona (substância ativa) reduz a
taxa de aumento do potencial de ação atrasando assim a condução do
impulso (efeito dromotrópico negativo). Prolonga o tempo refratário
nos átrios, nódulo AV e ventrículos.

Prolonga o período refratário nas vias acessórias em pacientes
portadores da Síndrome de Wolff-Parkinson-White.

Farmacocinética

Absorção

O Cloridrato de Propafenona (substância ativa) atinge
concentrações plasmáticas máximas em 2 a 3 horas após a
administração. A propafenona é conhecida por sofrer extensa e
saturável biotransformação pré-sistêmica (efeito do metabolismo
hepático de primeira passagem pela CYP2D6) o que resulta em
biodisponibilidade dose e forma de dosagem-dependente.

Apesar de a alimentação aumentar a concentração plasmática
máxima e a biodisponibilidade em um estudo de dose única, durante a
administração de doses múltiplas de propafenona para indivíduos
saudáveis a alimentação não alterou significantemente a
biodisponibilidade.

Distribuição

Propafenona se distribui rapidamente. O volume de distribuição
do estado estacionário é 1,9 a 3,0 L/Kg. O grau de ligação da
propafenona com proteínas plasmáticas é dependente da concentração
e diminui de 97,3% a 0,25 ng/mL para 91,3% a 100 ng/mL.

Biotransformação e eliminação

Existem dois padrões genéticos de metabolismo da propafenona. Em
mais de 90% dos pacientes, a substância é rápida e extensamente
metabolizada, com uma meia-vida de eliminação de 2 a 10 horas
(metabolizadores rápidos). Esses pacientes metabolizam a
propafenona em dois metabólitos ativos: 5-hidroxipropafenona que é
formada pela CYP2D6 e N-depropilpropafenona (norpropafenona) que é
formada pela CYP3A4 e CYP1A2.

Em menos de 10% dos pacientes, o metabolismo da propafenona
é mais lento porque o metabólito 5-hidroxi não é formado ou é
minimamente formado (metabolizadores pobres). A meia-vida de
eliminação estimada da propafenona varia entre 2 a 10 horas para
metabolizadores rápidos e de 10 a 32 horas para metabolizadores
lentos. O clearance da propafenona é 0,67 a 0,81 L/h/Kg.

Uma vez que o estado estacionário é alcançado apenas após 3 ou 4
dias após administração da dose o esquema de doses recomendado é o
mesmo para todos os pacientes (metabolizadores rápidos ou
lentos).

Linearidade/ não linearidade

Em metabolizadores lentos a farmacocinética da propafenona é
linear. Em metabolizadores extensos, a saturação da via de
hidroxilação (CYP2D6) resulta em farmacocinética não linear.

Inter/intra variabilidade individual

Com o Cloridrato de Propafenona (substância ativa), há um grau
considerável de variabilidade individual na farmacocinética, que é
devido em parte ao efeito do metabolismo de primeira passagem
hepático e à farmacocinética não linear em metabolizadores
extensos. A grande variabilidade nos níveis sanguíneos devido ao
efeito de primeira passagem pelo fígado e à farmacocinética não
linear requer titulação cuidadosa da substância nos pacientes, com
particular atenção às evidências clínicas e eletrocardiográficas de
toxicidade.

Existem diferenças significativas nas concentrações plasmáticas
da propafenona em metabolizadores lentos e rápidos, sendo que os
primeiros atingem concentrações 1,5 a 2,0 vezes maiores do que os
metabolizadores rápidos em doses de 675-900 mg/dia. Com doses
baixas, as diferenças são maiores sendo que os metabolizadores
lentos atingem concentrações mais de cinco vezes maiores do que os
metabolizadores rápidos.

Idosos

Exposição à propafenona por pacientes idosos com função renal
normal foi altamente variável, e sem significante diferença em
relação aos indivíduos saudáveis. A exposição à propafenona foi
similar, mas a exposição à glucoronídeos propafenona foi
dobrada.

Pacientes com insuficiência renal

Em pacientes com insuficiência renal, a exposição à propafenona
e a 5-hidroxipropafenona foi similar a dos pacientes saudáveis,
enquanto foi observado acúmulo de metabólitos glucoronídeos. O
Cloridrato de Propafenona (substância ativa) deve ser administrado
com cautela em pacientes com insuficiência renal.

Pacientes com insuficiência hepática

A diminuição da função hepática aumenta a biodisponibilidade. A
depuração da propafenona é reduzida e a meia-vida de eliminação é
aumentada em pacientes com disfunção hepática significativa. A
dosagem deve ser ajustada em pacientes com insuficiência
hepática.

Fanorm, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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