Cloridrato De Propafenona Abbott Do Brasil Bula

Cloridrato de Propafenona Abbott do Brasil

O medicamento é um agente antiarrítmico com efeito estabilizador
de membrana na célula muscular do coração.

Como o Cloridrato de Propafenona Abbott do Brasil
funciona?


O cloridrato de propafenona é um agente que atua de forma a
inibir ou diminuir as irregularidades no ritmo ou mudança na
frequência dos batimentos cardíacos, com efeito estabilizador de
membrana na célula muscular do coração. O tempo médio estimado para
o início da ação farmacológica no organismo é de aproximadamente 3
horas após a administração oral.

Contraindicação do Cloridrato de Propafenona – Abbott do
Brasil

O cloridrato de propafenona é contraindicado em casos
de:

  • Pessoas alérgicas ao cloridrato de propafenona ou a qualquer
    outro componente da fórmula do produto;
  • Conhecida síndrome de Brugada;
  • Doença de significante alteração estrutural cardíaca
    como insuficiência cardíaca descompensada (disfunção do
    coração para bombear sangue suficiente às necessidades do
    organismo) com fração de ejeção do ventrículo esquerdo inferior a
    35%;
  • Choque cardiogênico (ocorre após períodos de lenta e
    progressiva deterioração cardíaca, tornando o coração incapaz de
    bombear fluxo sanguíneo) exceto quando causado por arritmia
    (batimento rápido do coração);
  • Diminuição da frequência cardíaca acentuada sintomática;
  • Doença do nódulo sinusal (uma forma específica de arritmia),
    transtornos preexistentes de alto grau da condução sino-atrial,
    bloqueios atrioventriculares de segundo e terceiro graus, bloqueio
    de ramo ou bloqueio distal na ausência de marca-passo externo;
  • Doença pulmonar obstrutiva grave (doença crônica dos pulmões
    que diminui a capacidade para a respiração);
  • Distúrbio eletrolítico não compensado (ex. desordens nos níveis
    de potássio no sangue);
  • Pressão sanguínea arterial baixa acentuada;
  • Pacientes que recebem tratamento concomitante com
    ritonavir;
  • Miastenia grave (doença na qual a transmissão neuromuscular é
    afetada);
  • Ocorrência de infarto agudo do miocárdio nos últimos 3
    meses.

Como usar o Cloridrato de Propafenona – Abbott do
Brasil

A medicação deve ser administrada exclusivamente pela via oral,
sob o risco de danos de eficácia terapêutica. Devido ao seu sabor
amargo e ao efeito anestésico superficial da substancia ativa, os
comprimidos revestidos devem ser engolidos inteiros com um pouco de
líquido, sem mastigar. A dosagem deve ser ajustada conforme
necessidades individuais dos pacientes.

Posologia do Cloridrato de Propafenona Abbott do
Brasil


Adultos

É essencial o controle clínico, eletrocardiográfico e da pressão
arterial do paciente feito pelo médico antes e durante a terapia,
para determinar a resposta da propafenona e o tratamento de
manutenção.

A dosagem deve ser ajustada conforme necessidades individuais
dos pacientes.

As doses diárias utilizadas podem variar de 300mg a 900mg. A
dose média é de 600mg dividida em 2 tomadas diárias, ou seja 300mg
a cada 12 horas e a dose máxima recomendada é de 900mg dividida em
3 tomadas diárias, sendo 300mg a cada 8 horas.

Conforme avaliação médica, a dosagem deve ser ajustada de acordo
com as necessidades individuais dos pacientes e em pessoas com peso
abaixo de 70 kg deve-se considerar doses reduzidas.

A dose individual de manutenção deve ser determinada pelo
médico, sob supervisão cardiológica, incluindo monitorização
através de eletrocardiograma e medidas repetidas da pressão
arterial.

O aumento da dose não deve ser realizado até que o paciente
complete 3 a 4 dias de tratamento.

O limite máximo diário de administração são 3 comprimidos
revestidos de 300 mg cada.

Idosos

De modo geral, não foram observadas diferenças na segurança ou
eficácia do medicamento quando usado por idosos. No entanto, não
pode ser excluída uma sensibilidade maior de alguns indivíduos
idosos e, portanto, estes pacientes devem ser monitorados
cuidadosamente pelo médico. O mesmo se aplica à terapia de
manutenção. O aumento de dose não deve ser feito com intervalos
menores do que 5 a 8 dias de terapia.

Paciente com doença do fígado ou rins

Em pacientes com função do fígado e/ou dos rins debilitada, pode
haver o acúmulo da droga após administração de dose
terapêutica padrão. No entanto, esses pacientes podem ser tratados
com cloridrato de propafenona, desde que haja controle
cardiológico, ou seja, controle eletrocardiográfico e monitoramento
clínico.

Interrupção do tratamento

Mesmo que os sintomas tenham desaparecido, continue o tratamento
durante o período indicado por seu médico.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
o Cloridrato de Propafenona Abbott do Brasil?


Se você se esqueceu de tomar o medicamento, tome uma dose assim
que se lembrar. Se estiver perto da hora de tomar a próxima dose,
você deve simplesmente tomar o próximo comprimido no horário usual.
Não dobrar a próxima dose para repor o comprimido que se esqueceu
de tomar no horário certo.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Cloridrato de Propafenona – Abbott do
Brasil

Assim como outros agentes utilizados para tratar as
irregularidades no ritmo ou mudança na frequência dos batimentos do
coração, cloridrato de propafenona pode causar uma nova alteração
ou piora da alteração preexistente. Portanto, é essencial uma
avaliação clínica e eletrocardiográfica feita pelo médico antes e
durante o tratamento para determinar se a resposta ao medicamento
comporta um tratamento contínuo.

Síndrome de Brugada

Que é uma arritmia hereditária pode ser desmascarada ou aparecer
no eletrocardiograma (ECG). As alterações podem ser provocadas após
exposição ao cloridrato de propafenona por portadores
assintomáticos da síndrome. Após o início do tratamento com
propafenona, um eletrocardiograma (ECG) deve ser realizado para
descartar alterações sugestivas desta síndrome.

O tratamento com cloridrato de propafenona pode afetar o limiar
rítmico e a sensibilidade de marca-passos artificiais. O
marca-passo deve ter suas funções checadas e, se necessário, deve
ser reajustado. Existe um potêncial para conversão da fibilação
atrial paroxística para flutter atrial.

Como outros agentes antiarrítmicos da classe 1c, pacientes com
significativa doença cardíaca estrutural podem ser predispostos a
eventos adversos graves, portanto, cloridrato de propafenona é
contraindicado nesses pacientes.

O cloridrato de propafenona deve ser usado com cautela em
pacientes com obstrução das vias aéreas, como por exemplo,
asma.

Informe sempre ao médico sobre possíveis doenças do rim, do
fígado, insuficiência cardíaca ou outras que esteja apresentando,
para receber uma orientação cuidadosa. Informe o médico se
apresentar febre ou outros sinais de infecção, dor de garganta ou
calafrios, especialmente durante os três primeiros meses de
tratamento.

Uso em pacientes com problemas nos rins ou
fígado

O cloridrato de propafenona deve ser administrado com cautela em
pacientes com insuficiência dos rins ou fígado.

Interações Medicamentosas

Anestésicos locais e outros fármacos que possuem efeito
inibitório sobre a frequência cardíaca e/ou contratilidade
miocárdica: pode ocorrer potencialização de efeitos colaterais
quando o cloridrato de propafenona é administrado juntamente com
anestésicos locais (p.ex., para implantação de marca-passo,
procedimentos cirúrgicos ou dentários) e outros fármacos que
possuem efeito inibitório sobre a frequência cardíaca e/ou a
contratilidade miocárdica (p.ex., betabloqueadores, antidepressivos
tricíclicos).

A coadministração de cloridrato de propafenona com drogas
metabolizadas pelo CYP2D6 (como a venlafaxina) pode aumentar o
nível plasmático dessas drogas. Aumentos no nível sérico ou
sanguíneo de propanolol, metoprolol, desipramina, ciclosporina,
teofilina e digoxina têm sido reportados durante a terapia com
cloridrato de propafenona. A dose desses medicamentos deve ser
reduzida apropriadamente se sinais de superdosagem forem
observados.

Fármacos inibidores das enzimas CYP2D6, CYP1A2 e
CYP3A4

Cetoconazol, cimetidina, quinidina, eritromicina e suco de
grapefruit (toranja ou pomelo), podem aumentar os níveis
de cloridrato de propafenona. Quando cloridrato de propafenona é
administrado com inibidores destas enzimas, os pacientes devem
ser monitorados cuidadosamente e a dose deve ser ajustada de
acordo.

Amiodarona

A terapia combinada de amiodarona e cloridrato de propafenona
pode afetar a condução e a repolarização, levando a anormalidades
com potencial pró-arrítmico. Podem ser necessários ajustes de dose
de ambos os compostos com base na resposta terapêutica.

Lidocaína

Não foram observados efeitos significativos na farmacocinética
da propafenona ou da lidocaína após o seu uso concomitante por
pacientes. Entretanto, foi reportado que o uso concomitante de
cloridrato de propafenona e lidocaína aumenta os riscos de efeitos
adversos no sistema nervoso central relacionados à lidocaína.

Fenobarbital

O fenobarbital é um indutor conhecido da CYP3A4. A resposta ao
tratamento com cloridrato de propafenona deve ser monitorada
durante o uso crônico concomitante de fenobarbital.

Rifampicina

O uso concomitante de cloridrato de propafenona e rifampicina
pode reduzir a eficácia antiarrítmica do cloridrato de propafenona
como resultado de uma redução de seus níveis plasmáticos.

Anticoagulantes orais

Um rigoroso monitoramento da condição de coagulação em pacientes
que recebem anticoagulantes orais concomitantes (p.ex.,
fenprocumona, varfarina) é recomendado, pois o cloridrato de
propafenona pode aumentar a eficácia destes fármacos, resultando em
um tempo de protrombina aumentado. As doses desses medicamentos
devem ser reduzidas, apropriadamente, se sinais de superdosagem
forem observados.

Fluoxetina e paroxetina

Elevados níveis plasmáticos de propafenona podem ocorrer quando
cloridrato de propafenona for usado concomitantemente com
inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS), como
fluoxetina e paroxetina.

A administração concomitante de cloridrato de propafenona e
fluoxetina em metabolizadores rápidos aumentou o Cmáx e
a AUC da S-propafenona em 9 e 50%, respectivamente, e a
Cmáx e a AUC da R-propafenona em 71 e 50%.

Informe ao seu médico ou cirurgião dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Reações Adversas do Cloridrato de Propafenona – Abbott
do Brasil

Resumo do perfil de segurança

As mais frequentes e comuns reações adversas relatadas na
terapia com propafenona são: tontura, desordens de condução
cardíaca e palpitações.

São descritas a seguir reações adversas clínicas que ocorreram
em pelo menos 1 dos 885 pacientes que tomavam cloridrato de
propafenona SR (comprimidos de liberação modificada) em cinco
estudos de fase II e dois estudos de fase III. É esperado que as
reações adversas e frequências sejam similares para as formulações
de liberação imediata, como este medicamento.

Também estão incluídas a seguir as reações adversas que
ocorreram pós-comercialização de propafenona.

Reações adversas muito comuns (ocorre em mais de 10% dos
pacientes que utilizam este medicamento)

  • Tontura (excluindo vertigem);
  • Desordens de condução cardíaca (por ex: bloqueio sinoatrial,
    bloqueio atrioventricular e intraventricular) e
    palpitações.

Reações adversas comuns/ frequentes (ocorre entre 1% e
10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Ansiedade e desordens do sono;
  • Dor de cabeça, alteração do paladar;
  • Visão embaçada;
  • Bradicardia sinusal, bradicardia, taquicardia, palpitação,
    flutter atrial;
  • Náusea, vômito, diarreia, intestino preso, boca seca, gosto
    amargo, e dor abdominal;
  • Falta de ar;
  • Alterações na função do fígado;
  • Fadiga, dor torácica, astenia (fraqueza) e febre.

Reações adversas incomuns (ocorre entre 0,1% e 1% dos
pacientes que utilizam este medicamento)

  • Diminuição das plaquetas no sangue;
  • Falta de apetite;
  • Pesadelos;
  • Desmaio, falta de coordenação dos movimentos e alteração da
    sensibilidade da pele (formigamento);
  • Vertigem;
  • Taquicardia ventricular, arritmia (alterações no ritmo do
    batimento do coração). A propafenona pode estar associada com
    efeitos pró-arrítmicos que se manifestam através do aumento do
    ritmo cardíaco (taquicardia) ou fibrilação ventricular. Algumas
    dessas arritmias podem ser ameaças de vida e podem requerer
    ressuscitação para prevenção de desfecho potencialmente fatal;
  • Diminuição da pressão sanguínea, incluindo hipotensão
    postural;
  • Distensão abdominal (inchaço do abdome) e flatulência
    (gases);
  • Alterações na pele como coceira, urticária, vermelhidão,
    eritema;
  • Impotência sexual.

Reações adversas raras (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos
pacientes que utilizam este medicamento)

Não são conhecidas até o momento.

Reações adversas muito raras (ocorre em menos de 0,01%
dos pacientes que utilizam este medicamento)

Não são conhecidas até o momento.

São descritas a seguir reações adversas
pós-comercialização de propafenona, que não possuem frequência
conhecida

  • Alterações no sangue, diminuição das células brancas, das
    plaquetas, ausência de
  • plaquetas;
  • Reações alérgicas;
  • Confusão mental;
  • Convulsão, sintomas extrapiramidais (tremores, espasmos,
    movimentos involuntários) e inquietação;
  • Fibrilação ventricular; falência cardíaca (pode ocorrer um
    agravo da insuficiência cardíaca preexistente) e redução do ritmo
    cardíaco;
  • Hipotensão postural;
  • Distúrbio gastrintestinal e vômito;
  • Alterações no fígado (lesão celular, colestase, icterícia e
    hepatite);
  • Síndrome lupus-like (caracterizada por febre, calafrios, dores
    articulares e musculares, fadiga e manchas vermelhas na pele);
  • Diminuição da contagem de esperma (reversível após
    descontinuação da propafenona).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Cloridrato de Propafenona – Abbott
do Brasil

Efeitos na habilidade de dirigir e usar
máquinas

Visão embaçada, tonturas, fadiga e hipotensão postural podem
afetar a sua velocidade de reação e diminuir sua capacidade de
operar máquinas ou veículos motores. Durante o tratamento, você não
deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e
atenção podem estar prejudicadas.

Uso na gravidez

Não existem estudos adequados e bem controlados com mulheres
grávidas. O cloridrato de propafenona deve ser usado durante a
gravidez somente se o benefício potencial justificar o risco
potencial ao feto e se for indicado pelo médico. É conhecido que o
cloridrato de propafenona ultrapassa a barreira placentária em
humanos.

Foi relatado que a concentração de propafenona no cordão
umbilical representa cerca de 30% do total no sangue materno.

Lactação

A excreção de propafenona no leite materno não foi
estudada. Dados limitados sugerem que a propafenona pode ser
excretada no leite materno. O cloridrato de propafenona deve ser
usado com cuidado em lactantes e se for indicado pelo médico.

Informe imediatamente ao médico se houver suspeita de
gravidez, durante ou após o uso do medicamento. Informe ao médico
se estiver amamentando.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do cirurgião
dentista.

Idosos

De modo geral, não foram observadas diferenças na segurança ou
eficácia do medicamento quando usado por idosos. No entanto, não
pode ser excluída uma sensibilidade maior de alguns indivíduos
idosos e, portanto, estes pacientes devem ser monitorados
cuidadosamente pelo médico.

Composição do Cloridrato de Propafenona – Abbott do
Brasil

Apresetações

Cloridrato de propafenona comprimido revestido de 300mg:
embalagem com 30 e 60 comprimidos revestidos.

Via oral.

Uso adulto.

Composição

Cada comprimido revestido de cloridrato de propafenona
contém:

Cloridrato de propafenona 300 mg.

Excipientes:

amido, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, estearato
de magnésio, hipromelose, macrogol e dióxido de titânio.

Superdosagem do Cloridrato de Propafenona – Abbott do Brasil

Os efeitos adversos relacionados à superdose são distúrbios
de condução elétrica, como bloqueio atrio-ventricular (interrupção
do impulso elétrico do coração), aumento da frequência cardíaca ou
flutter ventricular (caracterizado por grande aumento da frequência
cardíaca), pressão sanguínea baixa, sudorese, dor de cabeça, visão
borrada, tremor, enjoo, tontura, sonolência, convulsão, e
morte.

Em caso de superdose deve-se procurar suporte médico emergencial
imediatamente.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Cloridrato de Propafenona –
Abbott do Brasil

Anestésicos locais e outros fármacos que possuem efeito
inibitório sobre a frequência cardíaca e/ou contratilidade
miocárdica

Pode ocorrer potencialização de efeitos colaterais quando o
Cloridrato de Propafenona (substância ativa) é administrado
juntamente com anestésicos locais (p.ex., para implantação de
marca-passo, procedimentos cirúrgicos ou dentários) e outros
fármacos que possuem efeito inibitório sobre a frequência cardíaca
e/ou a contratilidade miocárdica (p.ex., betabloqueadores,
antidepressivos tricíclicos).

A coadministração de Cloridrato de Propafenona (substância
ativa) com drogas metabolizadas pelo CYP2D6 (como a venlafaxina)
pode aumentar o nível plasmático dessas drogas. Aumentos no nível
sérico ou sanguíneo de propanolol, metoprolol, desipramina,
ciclosporina, teofilina e digoxina têm sido reportados durante a
terapia com Cloridrato de Propafenona (substância ativa). A dose
desses medicamentos deve ser reduzida apropriadamente se sinais de
superdosagem forem observados.

Fármacos inibidores das enzimas CYP2D6, CYP1A2 e
CYP3A4

Cetoconazol, cimetidina, quinidina, eritromicina e suco de
grapefruit (toranja ou pomelo), podem aumentar os níveis
de Cloridrato de Propafenona (substância ativa). Quando Cloridrato
de Propafenona (substância ativa) é administrado com inibidores
destas enzimas, os pacientes devem ser monitorados cuidadosamente e
a dose deve ser ajustada de acordo.

Amiodarona

Aterapia combinada de amiodarona e Cloridrato de Propafenona
(substância ativa) pode afetar a condução e a repolarização,
levando a anormalidades com potencial pró-arrítmico. Podem ser
necessários ajustes de dose de ambos os compostos com base na
resposta terapêutica.

Lidocaína

Não foram observados efeitos significativos na farmacocinética
da propafenona ou da lidocaína após o seu uso concomitante por
pacientes. Entretanto, foi reportado que o uso concomitante de
Cloridrato de Propafenona (substância ativa) e lidocaína aumenta os
riscos de efeitos adversos no sistema nervoso central relacionados
à lidocaína.

Fenobarbital

O fenobarbital é um indutor conhecido da CYP3A4. A resposta ao
tratamento com Cloridrato de Propafenona (substância ativa) deve
ser monitorada durante o uso crônico concomitante de
fenobarbital.

Rifampicina

O uso concomitante de Cloridrato de Propafenona (substância
ativa) e rifampicina pode reduzir a eficácia antiarrítmica do
Cloridrato de Propafenona (substância ativa) como resultado de uma
redução de seus níveis plasmáticos.

Anticoagulantes orais

Um rigoroso monitoramento da condição de coagulação em pacientes
que recebem anticoagulantes orais concomitantes (p.ex.,
fenprocumona, varfarina) é recomendado, pois o Cloridrato de
Propafenona (substância ativa) pode aumentar a eficácia destes
fármacos, resultando em um tempo de protrombina aumentado. As doses
desses medicamentos devem ser reduzidas, apropriadamente, se sinais
de superdosagem forem observados.

Fluoxetina e paroxetina

Elevados níveis plasmáticos de propafenona podem ocorrer quando
Cloridrato de Propafenona (substância ativa) for usado
concomitantemente com inibidores selectivos da recaptação da
serotonina (ISRS), como fluoxetina e paroxetina. A administração
concomitante de Cloridrato de Propafenona (substância ativa) e
fluoxetina em metabolizadores rápidos aumentou o Cmáx e
a AUC da S-propafenona em 39 e 50%, respectivamente, e a
Cmáx e a AUC da R-propafenona em 71 e 50%, Doses menores
de propafenona podem ser suficientes para obter a resposta
terapêutica desejada.

Ação da Substância Cloridrato de Propafenona – Abbott do
Brasil

Resultados de eficácia

Boriani et al. trataram pacientes com propafenona,
comparativamente a placebo, para a reversão de FA com duração de
até 7 dias. Com propafenona na dose de 600 mg por via oral (dose
única), verificou-se chance de reversão em 3 horas de 45% vs. 18%
com placebo (plt;0,001) e de 76% com propafenona vs. 37% com
placebo (plt;0,001) em 8 horas.

Kochiadaks GE, et al avaliaram 362 pacientes com FA com menos de
48 horas que receberam propafenona, procainamida, amiodarona e
placebo de forma randomizada. O sucesso do tratamento ocorreu em
68,5% dos pacientes do grupo procainamida (média de 3 horas), 80,2%
do grupo propafenona (média de 1 hora), 89,1% do amiodarona (média
de 9 horas) e 61,1% do grupo placebo, média de 17 horas, (plt;0,05
para todas as medicações versus placebo).


Características farmacológicas

Descrição

O Cloridrato de Propafenona (substância ativa) é um agente
antiarrítmico, classe 1c com algumas semelhanças estruturais com
agentes beta-bloqueadores. É um pó cristalino branco ou incolor com
um sabor muito amargo. É pouco solúvel em água (20°C), clorofórmio
e etanol. Seu nome químico é cloridrato de
2’-[2-hidroxi-3-(propilamino)-propoxi]-3-fenilpropiofenona e sua
fórmula química é C21H27NO3.HCl. Seu peso molecular é de
377,92.

Farmacodinâmica

O Cloridrato de Propafenona (substância ativa) é um agente
antiarrítmico com efeito estabilizador de membrana na célula
miocárdica, bloqueador dos canais de sódio (Vaughan Williams classe
1c). Tem também fraca ação beta-bloqueadora (Vaughan Williams,
classe II). O Cloridrato de Propafenona (substância ativa) reduz a
taxa de aumento do potencial de ação atrasando assim a condução do
impulso (efeito dromotrópico negativo). Prolonga o tempo refratário
nos átrios, nódulo AV e ventrículos.

Prolonga o período refratário nas vias acessórias em pacientes
portadores da Síndrome de Wolff-Parkinson-White.

Farmacocinética

Absorção

O Cloridrato de Propafenona (substância ativa) atinge
concentrações plasmáticas máximas em 2 a 3 horas após a
administração. A propafenona é conhecida por sofrer extensa e
saturável biotransformação pré-sistêmica (efeito do metabolismo
hepático de primeira passagem pela CYP2D6) o que resulta em
biodisponibilidade dose e forma de dosagem-dependente.

Apesar de a alimentação aumentar a concentração plasmática
máxima e a biodisponibilidade em um estudo de dose única, durante a
administração de doses múltiplas de propafenona para indivíduos
saudáveis a alimentação não alterou significantemente a
biodisponibilidade.

Distribuição

Propafenona se distribui rapidamente. O volume de distribuição
do estado estacionário é 1,9 a 3,0 L/Kg. O grau de ligação da
propafenona com proteínas plasmáticas é dependente da concentração
e diminui de 97,3% a 0,25 ng/mL para 91,3% a 100 ng/mL.

Biotransformação e eliminação

Existem dois padrões genéticos de metabolismo da propafenona. Em
mais de 90% dos pacientes, a substância é rápida e extensamente
metabolizada, com uma meia-vida de eliminação de 2 a 10 horas
(metabolizadores rápidos). Esses pacientes metabolizam a
propafenona em dois metabólitos ativos: 5-hidroxipropafenona que é
formada pela CYP2D6 e N-depropilpropafenona (norpropafenona) que é
formada pela CYP3A4 e CYP1A2.

Em menos de 10% dos pacientes, o metabolismo da propafenona
é mais lento porque o metabólito 5-hidroxi não é formado ou é
minimamente formado (metabolizadores pobres). A meia-vida de
eliminação estimada da propafenona varia entre 2 a 10 horas para
metabolizadores rápidos e de 10 a 32 horas para metabolizadores
lentos. O clearance da propafenona é 0,67 a 0,81 L/h/Kg.

Uma vez que o estado estacionário é alcançado apenas após 3 ou 4
dias após administração da dose o esquema de doses recomendado é o
mesmo para todos os pacientes (metabolizadores rápidos ou
lentos).

Linearidade/ não linearidade

Em metabolizadores lentos a farmacocinética da propafenona é
linear. Em metabolizadores extensos, a saturação da via de
hidroxilação (CYP2D6) resulta em farmacocinética não linear.

Inter/intra variabilidade individual

Com o Cloridrato de Propafenona (substância ativa), há um grau
considerável de variabilidade individual na farmacocinética, que é
devido em parte ao efeito do metabolismo de primeira passagem
hepático e à farmacocinética não linear em metabolizadores
extensos. A grande variabilidade nos níveis sanguíneos devido ao
efeito de primeira passagem pelo fígado e à farmacocinética não
linear requer titulação cuidadosa da substância nos pacientes, com
particular atenção às evidências clínicas e eletrocardiográficas de
toxicidade.

Existem diferenças significativas nas concentrações plasmáticas
da propafenona em metabolizadores lentos e rápidos, sendo que os
primeiros atingem concentrações 1,5 a 2,0 vezes maiores do que os
metabolizadores rápidos em doses de 675-900 mg/dia. Com doses
baixas, as diferenças são maiores sendo que os metabolizadores
lentos atingem concentrações mais de cinco vezes maiores do que os
metabolizadores rápidos.

Idosos

Exposição à propafenona por pacientes idosos com função renal
normal foi altamente variável, e sem significante diferença em
relação aos indivíduos saudáveis. A exposição à propafenona foi
similar, mas a exposição à glucoronídeos propafenona foi
dobrada.

Pacientes com insuficiência renal

Em pacientes com insuficiência renal, a exposição à propafenona
e a 5-hidroxipropafenona foi similar a dos pacientes saudáveis,
enquanto foi observado acúmulo de metabólitos glucoronídeos. O
Cloridrato de Propafenona (substância ativa) deve ser administrado
com cautela em pacientes com insuficiência renal.

Pacientes com insuficiência hepática

A diminuição da função hepática aumenta a biodisponibilidade. A
depuração da propafenona é reduzida e a meia-vida de eliminação é
aumentada em pacientes com disfunção hepática significativa. A
dosagem deve ser ajustada em pacientes com insuficiência
hepática.

Cuidados de Armazenamento do Cloridrato de Propafenona –
Abbott do Brasil

Conservar cloridrato de propafenona em temperatura ambiente
(15-30ºC), proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

O cloridrato de propafenona é um comprimido revestido branco,
com as faces biconvexas, uma lisa e outra sulcada.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Cloridrato de Propafenona – Abbott do
Brasil

MS: 1.0553.0361

Farm. Resp.:

Ana Paula Antunes Azevedo
CRF-RJ nº 6572

Registrado por:

Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Rua Michigan, 735
São Paulo – SP
CNPJ 56.998.701/0001-16

Fabricado por:

Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Rio de Janeiro – RJ
Indústria brasileira

Central de Relacionamento com o Cliente

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Cloridrato-De-Propafenona-Abbott-Do-Brasil, Bula extraída manualmente da Anvisa.

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Remédio Para Fóruns Bulas de Medicamentos Cloridrato De Propafenona Abbott Do Brasil Bula

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