Cloridrato De Dopamina Hipolabor Bula

Cloridrato de Dopamina Hipolabor

Contraindicação do Cloridrato de Dopamina –
Hipolabor

O cloridrato de Dopamina (substância ativa) não deve ser
administrado a pacientes com feocromocitoma, ou com
hipersensibilidade aos componentes da fórmula, hipertireoidismo, em
presença de taquiarritmias não tratadas ou de fibrilação
ventricular.

População especial

Pacientes idosos

Em

pacientes idosos

, devem-se seguir as orientações gerais descritas na bula, porém
é recomendável iniciar o tratamento utilizando-se a dose
mínima.

Pacientes pediátricos

A segurança, a eficácia e a dose adequada de cloridrato de
Dopamina (substância ativa) não foram ainda estabelecidas para

pacientes pediátricos

. Contudo, existem relatos na literatura sobre o

uso de Dopamina (substância ativa) em crianças só deverá
ser indicado se os benefícios superarem os possíveis
riscos

. Deve-se sempre considerar que os efeitos da Dopamina
(substância ativa) são dosedependentes e que existe uma grande
variabilidade entre pacientes.

Pacientes com insuficiência renal

Na

insuficiência renal

, o uso de Dopamina (substância ativa) deve ser limitado aos
pacientes com adequado volume intravascular que não tenham débito
urinário adequado após terem recebido diuréticos apropriados. A
Dopamina (substância ativa) deve ser descontinuada se o paciente
não responder à terapia. Caso a oligúria persista, a Dopamina
(substância ativa) deve ser diminuída gradualmente nas 24 horas
seguintes.

Pacientes com hipertensão arterial

Pacientes com

hipertensão arterial

respondem de forma intensa à Dopamina (substância ativa), mesmo
em doses baixas (2mcg/kg/min). Seu uso pode determinar aumento
significante na natriurese e na fração de excreção de sódio, assim
como redução da pressão arterial com aumento da frequência
cardíaca, ao contrário do que ocorre com pacientes normotensos.

Este fármaco não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica. O medicamento está enquadrado na
categoria C de risco na gravidez.

Como usar o Cloridrato de Dopamina –
Hipolabor

A solução de cloridrato de Dopamina (substância ativa) é
acondicionada em ampolas âmbar para evitar a ação da luz. A solução
é incolor a levemente amarelada e deve ser utilizada imediatamente
após a abertura da ampola.

O produto é fotossensível; utilizar uma capa escura para
o frasco de soro a fim de evitar exposição excessiva da luz solar
ou de lâmpadas artificiais.

Nunca utilizar cloridrato de Dopamina (substância ativa) em
soluções alcalinas, pois ocorre inativação do princípio ativo.

O cloridrato de Dopamina (substância ativa) deve ser
administrado exclusivamente através de infusão intravenosa com a
solução diluída antes da administração. Deve ser utilizada uma veia
de grande calibre, preferencialmente o braço, evitando-se
extravasamento para que não ocorra uma necrose tissular.

É recomendável fazer a diluição imediatamente antes da
administração. Uma coloração amarelo-castanha na solução é um
indicativo de sua decomposição, não devendo ser utilizada.

O cloridrato de Dopamina (substância ativa) deve ser
administrado através de bomba de infusão para garantir o volume
preciso.

A monitorização hemodinâmica é essencial para o uso apropriado
da Dopamina (substância ativa) em pacientes com doença cardíaca
isquêmica e/ou insuficiência cardíaca congestiva. A monitorização
deve ser instituída antes, ou assim que possível, durante o
tratamento. A administração de cloridrato de Dopamina (substância
ativa) deve ser interrompida gradualmente para evitar o
aparecimento de hipotensão aguda.

Posologia

O cloridrato de Dopamina (substância ativa) deve ser diluído
antes da administração.

A infusão pode ser iniciada com doses de 1 – 5mcg/kg/min, sendo
aumentadas a seguir, com intervalos de 5 – 10 minutos até a
obtenção dos efeitos terapêuticos desejados.

Normalmente as doses necessárias ficam entre 5 – 10mcg/kg/min,
podendo em alguns casos chegar até 20 – 50mcg/kg/min. A
administração de doses superiores a 50mcg/kg/min deve ser feita
somente em pacientes com insuficiência circulatória muito
grave.

A redução do fluxo urinário sem hipotensão pode indicar
necessidade de redução da dose

Para minimizar os efeitos colaterais deve ser utilizada a menor
dose que resulte em desempenho hemodinâmico satisfatório. A
monitorização hemodinâmica é essencial para o uso apropriado da
Dopamina (substância ativa) em pacientes com doença cardíaca
isquêmica e/ou insuficiência cardíaca congestiva e deve ser
instituída antes ou, assim que possível, durante o tratamento.

A administração de cloridrato de Dopamina (substância ativa)
deve ser interrompida gradualmente (enquanto se expande o volume
plasmático com soluções intravenosas), para evitar o aparecimento
de hipotensão aguda.

Na insuficiência renal, baixas doses de Dopamina (substância
ativa) (0,5 a 2mcg/kg/min) demonstraram aumentar o fluxo sanguíneo
renal e a taxa de filtração glomerular, além de inibir a reabsorção
tubular proximal de sódio em pacientes normovolêmicos com função
renal normal. Entretanto, a resposta diminui com infusões
prolongadas. Desta forma, cloridrato de Dopamina (substância ativa)
deve ser limitado a pacientes com adequado volume intravascular que
não apresentam débito urinário adequado com o uso de diuréticos
apropriados.

O cloridrato de Dopamina (substância ativa) deve ser
descontinuado se o paciente não responder à terapia. Caso a
oligúria persista, a Dopamina (substância ativa) deve ser diminuída
gradualmente nas 24 horas seguintes.

Após alcançar melhora dos valores pressóricos, da diurese e das
condições circulatórias gerais, a infusão deve continuar na dose
que demonstrou ser mais eficaz ao paciente.

O cloridrato de Dopamina (substância ativa) contém 50mg de
substância ativa em 10mL; portanto, adicionando-se 1 ampola em
250mL de soro fisiológico ou soro glicosado, obtém-se uma solução
onde 1mL (20 gotas) contém 200mcg de substância ativa. Cada gota de
solução conterá 10mcg de cloridrato de Dopamina (substância
ativa).

No caso de se medicar um paciente de 70kg com uma dose de
5mcg/kg/min, é necessário administrar uma dose total de
350mcg/min., ou 1,75mL da solução, que correspondente a 35
gotas/min.

Precauções do Cloridrato de Dopamina –
Hipolabor

Administrar exclusivamente por infusão intravenosa lenta.

Em pacientes com choque secundário a infarto do miocárdio, a
administração deve ser cuidadosa e em baixas doses.

Pacientes com história de doenças vasculares periféricas
apresentam maior risco de isquemia de extremidades.

Hipovolemia deve ser corrigida antes do início da infusão de
Dopamina (substância ativa).

O cloridrato de Dopamina (substância ativa) não deverá ser
administrado na presença de taquiarritmia ou fibrilação
ventricular.

Não se deve adicionar cloridrato de Dopamina (substância ativa)
a soluções alcalinas, como o bicarbonato de sódio, pois a
substância ativa será inativada.

Pacientes que estejam sendo medicados com IMAO deverão receber
dosagens reduzidas de cloridrato de Dopamina (substância ativa)
porque a Dopamina (substância ativa) é metabolizada pela MAO e a
inibição desta enzima prolonga e potencializa o efeito do
cloridrato de Dopamina (substância ativa). A dose inicial, nestes
casos, deverá ser reduzida até a 1/10 da dose normal.

O cloridrato de Dopamina (substância ativa) aumenta a frequência
cardíaca e pode induzir ou exacerbar arritmias ventriculares ou
supraventriculares. Além disso, mesmo em baixas doses, os efeitos
vasoconstritores arteriais e venosos da Dopamina (substância ativa)
podem exacerbar a congestão pulmonar e comprometer o débito
cardíaco. Ocasionalmente esses efeitos requerem a redução da dose
ou a suspensão da droga.

A despeito da melhora hemodinâmica, o consumo de oxigênio e a
produção de lactato pelo miocárdio podem aumentar em resposta a
doses mais elevadas de cloridrato de Dopamina (substância ativa),
indicando que o suprimento sanguíneo coronário não aumenta
suficientemente para compensar o aumento do trabalho cardíaco. Esse
desequilíbrio entre oferta e consumo de oxigênio pode induzir ou
exacerbar a isquemia miocárdica.

Condições como hipovolemia, hipóxia, hipercapnia e acidose devem
ser corrigidas antes da administração de cloridrato de Dopamina
(substância ativa). O produto não deve ser administrado a pacientes
alérgicos a sulfitos, pois contém bissulfito em seu veículo.
Pacientes com história de doença vascular periférica secundária a
aterosclerose, diabetes ou doença de Raynaud apresentam risco
aumentado de isquemia das extremidades.

As propriedades vasoconstritoras da Dopamina (substância ativa)
impedem sua administração pela via subcutânea ou intramuscular. O
produto é inativado quando administrado pela via oral.

População Especial

Gravidez e Lactação

Não há estudos dirigidos e bem controlados sobre o uso de
cloridrato de Dopamina (substância ativa) em mulheres grávidas e
lactantes. Estudos em animais não têm evidenciado efeitos
teratogênicos.

O uso de Dopamina (substância ativa) pode induzir a ocorrência
de contrações uterinas e, dependendo da dose, o trabalho de
parto.

Este fármaco não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica. O medicamento está enquadrado na
categoria C de risco na gravidez.

Reações Adversas do Cloridrato de Dopamina –
Hipolabor

Não existem dados que suportem uma estimativa de frequência das
reações adversas. A frequência e a incidência dos eventos adversos
não estão bem definidas devido às próprias condições para as quais
o fármaco está indicado.

Sistema Cardiovascular

  • Arritmia ventricular (com doses muito elevadas);
  • Batimentos ectópicos;
  • Taquicardia;
  • Dor anginosa;
  • Palpitação;
  • Distúrbios da condução cardíaca;
  • Complexo QRS alargado;
  • Bradicardia;
  • Hipotensão;
  • Hipertensão;
  • Vasoconstrição.

Sistema Respiratório

  • Dispneia.

Sistema Gastrointestinal

  • Náusea;
  • Vômitos.

Sistema Metabólico / Nutricional

  • Azotemia.

Sistema Nervoso Central

  • Cefaleia;
  • Ansiedade.

Sistema dermatológico

  • Piloereção.

Outros

Gangrena das extremidades ocorreu quando doses moderadas a altas
foram administradas por períodos prolongados ou em pacientes com
doença vascular oclusiva recebendo baixas doses de Dopamina
(substância ativa).

Os poucos casos de cianose periférica foram relatados.

Informe seu médico sobre o aparecimento de reações
desagradáveis. As mais frequentes são náuseas, vômitos,
taquicardia, batimentos ectópicos, dor precordial, dispneia,
cefaleia e vasoconstrição indicada por aumento desproporcional na
pressão diastólica.

Efeitos desagradáveis incluindo náuseas, vômitos, taquicardia,
batimentos ectópicos, dor precordial, dispneia, cefaleia e
vasoconstrição indicada por aumento desproporcional na pressão
diastólica. Ocasionalmente podem aparecer azotemia, bradicardia,
anormalidades na condução cardíaca e piloereção. Pode ocorrer
hipertensão associada a superdosagem. Uma vez que a Dopamina
(substância ativa) é metabolizada pela MAO, a dose deve ser
grandemente reduzida em pacientes recentemente tratados com
substâncias que inibem esta enzima.

Em pacientes com distúrbios vasculares pré-existentes, foram
observadas alterações periféricas de tipo isquêmico com tendência à
estase vascular e gangrena.

A meia-vida plasmática de cloridrato de Dopamina (substância
ativa) é de cerca de 2 minutos, o que significa que eventuais
efeitos colaterais podem ser controlados com a suspensão temporária
ou definitiva da administração.

Os efeitos colaterais mais frequentes observados com a infusão
intravenosa de cloridrato de Dopamina (substância ativa) foram
batimentos ectópicos, taquicardia, dor anginosa, palpitações,
hipotensão, vasoconstrição, náuseas e vômitos, cefaleia e dispneia,
especialmente com o uso de altas doses.

Ocasionalmente foram relacionadas bradicardia e condução
cardíaca aberrante, piloereção e azotemia. Hipertensão arterial foi
relatada no caso de superdose.

A frequência e a incidência dos eventos adversos não estão bem
definidas devido às próprias condições para as quais o fármaco está
indicado.

De forma similar à norepinefrina, cloridrato de Dopamina
(substância ativa) provoca descamação e necrose isquêmica tecidual
superficial da pele se ocorrer extravasamento. Para antagonizar o
efeito vasoconstritor de um eventual extravasamento podem ser
infiltrados na área afetada 5 a 10mg de fentolamina diluídos em 10
a 15mL de solução salina fisiológica, minimizando o aparecimento da
necrose e da descamação.

A infusão de Dopamina (substância ativa), mesmo em doses baixas,
pode diminuir a concentração sérica de prolactina em pacientes
graves.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de
Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em

Cloridrato-De-Dopamina-Hipolabor, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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