Clopixol Bula

Clopixol

Esquizofrenia aguda e crônica, psicoses com sintomas de
agitação, inquietação, mania, retardo mental e agressividade.
É indicado no tratamento da Esquizofrenia, Paranóia, delírio,
Agitação e Psicose.

Contraindicação do Clopixol

Hipersensibilidade aos componentes da fórmula.
Intoxicações agudas por álcool, barbitúricos, ou opiáceos.
Estados comatosos.
Gravidez e lactação.
– Hipersensibilidade á substância
– Intoxicações agudas por álccol, barbitúricos ou opiáceos.
– Hipersensibilidade ao Zuclopentixol
– Gravidez
– Lactação
– Não ingerir bebida álccolica
– Glaucoma
– Tumor de próstata.

Como usar o Clopixol

Via intramuscular – dose varia normalmente entre 50 a 150 mg
(1-3 mL), com intervalos de 2 a 3 dias.

Tratamento via oral: Usualmente 10- 50 mg/dia. Em casos
moderados a graves, iniciar com 20 mg/dia e aumentar, caso
necessário , 10 a 20 mg a cada 2-3 dias até 75 mg ou mais por
dia.

Precauções do Clopixol

O Clopixol pode alterar testes da função do fígado.
Clopixol comprimidos contêm Lactose.
Pacientes com problemas hereditários raros de intolerância a alguns
açúcares não devem utilizar este medicamento. Converse com o seu
médico sobre isto. Os comprimidos também contêm óleo de mamona
hidrogenado, que pode causar indisposição estomacal e diarréia.

Guardar o Clopixol em temperatura ambiente (entre 15ºC-30ºC).
Manter os comprimidos na embalagem, protegendo-a da luz e do calor.
O prazo de validade do Clopixol é de 24 meses e encontra-se gravado
na embalagem externa. Em caso de vencimento, inutilizar o
produto.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em
sua embalagem original.

Reações Adversas do Clopixol

Como todos os medicamentos, o Clopixol pode causar efeitos
adversos. Se tiver algum dos seguintes sintomas deve contatar o seu
médico ou ir ao hospital imediatamente: Reação incomum – ocorre
entre 0,1% e 1% (gt; 1/1 000 e lt; 1/100) dos pacientes que
utilizam este medicamento:
– Movimentos incomuns da boca e da língua, que podem ser um sinal
precoce de uma condição conhecida como discinesia tardia.

Reação muito rara – ocorre em menos de 0,01% (lt; 1/10 000) dos
pacientes que utilizam este medicamento:
– Febre alta, rigidez incomum dos músculos e alterações da
consciência, especialmente se ocorrer com suor e ritmo cardíaco
acelerado; esses sintomas podem ser sinais de uma doença rara
chamada de síndrome neuroléptica maligna que tem sido relatada com
o uso de diferentes antipsicóticos.
– Amarelamento da pele e do branco dos olhos: isso pode significar
que o fígado está afetado e é o sinal de uma condição conhecida
como icterícia. As reações adversas a seguir são mais pronunciadas
no início do tratamento e a maioria delas geralmente cessa com a
continuação do tratamento com o Clopixol:

Reação muito comum – ocorre em mais de 10% (gt; 1/10) dos
pacientes que utilizam este medicamento:
– Sonolência, incapacidade de se sentar e ficar quieto ou de
permanecer imóvel (acatisia), movimentos involuntários
(hipercinesia), alentecimento ou diminuição dos movimentos
(hipocinesia)
– Boca seca
Reação comum – ocorre entre 1% e 10% (gt; 1/100 e ≤ 1/10) dos
pacientes que utilizam este medicamento:
– Aumento das batidas do coração (taquicardia); sensação de batida
rápida, enérgica ou irregular do coração (palpitações);
– Tremores, movimentos repetitivos e posturas anormais devido à
contração muscular mantida (distonia); aumento da rigidez muscular
(hipertonia), tonturas, dores de cabeça, sensação de formigamento,
dormência ou de picadas na pele (parestesia), distúrbios de
atenção, esquecimento (amnésia), andar anormal;
– Dificuldades de focar objetos próximos ao olho (distúrbio de
acomodação), anormalidades na visão;
– Sensação de balanço enquanto o corpo está parado (vertigem);
– Obstrução das vias nasais (congestão nasal), dificuldade em
respirar (dispnéia) ou respiração dolorosa;
– Aumento da secreção de saliva (hipersecreção salivar), prisão de
ventre (constipação), vômitos, problemas digestivos ou desconforto
centralizado no abdômen superior (dispepsia), diarréia;
– Distúrbios urinários (transtorno de micção), dificuldade para
urinar (retenção urinária), aumento do volume da urina
(poliúria);
– Aumento do suor (hiperidrose), comichão (prurido);
– Dores musculares (mialgia);
– Aumento do apetite, aumento do peso;
– Fadiga, fraqueza (astenia), sensação geral de desconforto ou
mal-estar, dor;
– Falta de sono (insônia), depressão, ansiedade, nervosismo, sonhos
anormais, agitação, diminuição do desejo sexual (libido
diminuída);

Reação incomum – ocorre entre 0,1% e 1% (gt; 1/1 000 e ≤ 1/100)
dos pacientes que utilizam este medicamento:
– Reflexos hiperativos ou hiper-responsivos (hiperreflexia),
movimentos repetitivos incontroláveis (discinesia), rigidez e andar
de pequenos passos (parkinsonismo), desmaios (síncope), dificuldade
para coordenar a atividade muscular (ataxia), anomalia da fala,
diminuição do tônus muscular (hipotonia), convulsões,
enxaqueca;
– Movimentos circulares do olho (síndrome oculógira), pupilas
dilatadas (midríase);
– Hipersensibilidade para algumas frequências de som ou dificuldade
em tolerar sons do cotidiano (hiperacusia), zumbidos nos ouvidos
(tinnitus);
– Dor abdominal, enjôo (náusea), gases (flatulência);
– Vermelhidão na pele (erupção), reações da pele devido à
sensibilidade à luz (reações de fotossensibilidade), transtorno de
pigmentação, pele brilhante, gordurosa e de cor amarelada devido ao
aumento da secreção de sebo (seborréia), eczema ou inflamação da
pele (dermatite), sangramento debaixo da pele visto por
descolorações vermelhas ou roxas na pele (púrpura);
– Rigidez muscular, incapacidade de abrir a boca normalmente
(trismo), torção do pescoço e posição anormal da cabeça (torcicolo,
rigidez do pescoço);
– Diminuição do apetite, diminuição do peso;
– Pressão arterial baixa (hipotensão), fogachos;
– Sede, temperatura corporal baixa (hipotermia), febre
(pirexia);
– Pele vermelha ou ferida no local da aplicação da injeção;
– Testes sanguíneos anormais para a função do fígado;
– Perturbações sexuais (retardo na ejaculação, problemas de ereção;
a mulher pode sentir dificuldade em atingir o orgasmo, secura
vaginal [secura vulvovaginal]);
– Indiferença em relação ao ambiente (apatia), pesadelos, aumento
do desejo sexual (libido), estado de confusão;

Reação rara – ocorre entre 0,01% e 0,1% (gt;1/10 000 e ≤ 1/1000)
dos pacientes que utilizam este medicamento:
– Baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia), baixa contagem de
neutrófilos (neutropenia), redução do número de glóbulos brancos
(leucopenia), supressão da medula óssea (agranulocitose);
– Aumento do nível de prolactina no sangue
(hiperprolactinemia);
– Aumento de açúcar no sangue (hiperglicemia), intolerância à
glicose, níveis de gordura no sangue aumentada
(hiperlipidemia);
– Hipersensibilidade, reação alérgica sistêmica aguda e grave
(reação anafilática);
– Desenvolvimento das mamas nos homens (ginecomastia), produção
excessiva de leite (galactorréia), ausência de menstruação
(amenorréia), ereção persistente e dolorosa do pênis não
acompanhada por excitação ou desejo sexual (priapismo)

Reação muito rara – ocorre em menos de 0,01% (lt; 1/10 000) dos
pacientes que utilizam este medicamento:
– Febre alta, rigidez incomum dos músculos e alterações da
consciência, especialmente se ocorrer com suor e ritmo cardíaco
acelerado; esses sintomas podem ser sinais de uma doença rara
chamada síndrome neuroléptica maligna que tem sido relatada com o
uso de diferentes antipsicóticos
– Amarelamento da pele e do branco dos olhos: isso pode significar
que o fígado está afetado e é o sinal de uma condição conhecida
como icterícia
– Formação de coágulos no sangue (tromboembolismo venoso).

Assim como outros medicamentos da mesma classe do Clopixol,
casos raros das seguintes reações adversas já foram relatados:
– Prolongamento do intervalo QT (ritmo cardíaco lento e as
alterações no exame de eletrocardiograma – ECG)
– Batimentos cardíacos irregulares (arritmias ventriculares,
fibrilação ventricular, taquicardia ventricular)
– Torsades de Pointes (um tipo especial de batimento cardíaco
irregular) Em casos raros, batimentos cardíacos irregulares
(arritmias) podem ter resultado em morte súbita. Em idosos com
demência, um pequeno aumento no número de mortes foi relatado para
pacientes em uso de antipsicóticos em comparação com aqueles que
não recebiam antipsicóticos.

Atenção: coágulos sanguíneos nas veias, especialmente nas pernas
(os sintomas incluem inchaço, dor e vermelhidão na perna), podem
circular através dos vasos sanguíneos até os pulmões causando dor
no peito e dificuldade em respirar. Se você perceber algum destes
sintomas, procure atendimento médico imediatamente.

Composição do Clopixol

Cada comprimido revestido do Clopixol contém 11,82 mg e 29,55 mg
de dicloridrato de zuclopentixol, equivalente a 10 mg e 25 mg de
zuclopentixol base (substância ativa desse medicamento),
respectivamente.

Contém também os excipientes: amido, lactose monohidratada,
celulose microcristalina, copolividona, glicerol a 85%, talco, óleo
de mamona hidrogenado, estearato de magnésio, hipromelose,
macrogol, dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho.

Superdosagem do Clopixol

Como este medicamento deve ser administrado por um profissional
de saúde, é pouco provável que você receba mais Clopixol do que
deveria. Caso isso ocorra, os sintomas de superdose podem incluir
sonolência, coma, movimentos incomuns, convulsões, choque,
alterações da temperatura corporal e alterações do ritmo cardíaco
(incluído ritmo cardíaco irregular ou freqüência cardíaca lenta)
quando o Clopixol é administrado em doses altas junto com
medicamentos que afetam o coração. Se você tem dúvidas sobre a
utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou
farmacêutico.

Interação Medicamentosa do Clopixol

Combinações que exigem precaução

O zuclopentixol pode aumentar o efeito sedativo do álcool, os
efeitos dos barbitúricos e de outros depressores do SNC.

Os neurolépticos podem aumentar ou diminuir o efeito de
anti-hipertensivos; o efeito anti-hipertensivo da guanetidina e de
compostos semelhantes é reduzido.

O uso concomitante de neurolépticos e do lítio aumenta o risco
de neurotoxicidade.

Os antidepressivos tricíclicos e os neurolépticos mutuamente
inibem os seus metabolismos.

O zuclopentixol pode reduzir o efeito da levodopa e o efeito de
outras drogas adrenérgicas.

O uso concomitante de metoclopramida e piperazina aumenta o
risco de alterações extrapiramidais.

Uma vez que o zuclopentixol é parcialmente metabolizado pelo
CYP2D6, o uso concomitante de drogas que inibem esta enzima pode
levar à diminuição da depuração do zuclopentixol.

Aumentos no intervalo QT relacionados ao tratamento com
antipsicóticos podem ser exacerbados pela co-administração de
outros fármacos que aumentam significativamente o intervalo QT. A
co-administração dessas drogas deve ser evitada, tais como:

  • Classe Ia e III de antiarrítmicos (ex.: quinidina, amiodarona,
    sotalol, dofetilide)
  • Alguns antipsicóticos (ex.: tioridazina)
  • Alguns macrolídeos (ex.: eritromicina)
  • Alguns anti-histamínicos (ex.: terfenadina, astemizol)
  • Alguns antibióticos da classe das quinolonas (ex.:
    gatifloxacina, moxifloxacina).

A lista acima não é completa e outros fármacos conhecidos por
aumentar significativamente o intervalo QT (ex.: cisaprida, lítio)
devem ser evitados.

Drogas conhecidas por causar distúrbios eletrolíticos como
diuréticos tiazídicos (hipocalemia) e as drogas conhecidas por
aumentar a concentração plasmática do zuclopentixol também devem
ser utilizadas com precaução, pois podem aumentar o risco de
prolongamento do intervalo QT e de arritmias malignas.

Alterações testes laboratoriais

Exames laboratoriais de rotina no sangue, o que inclui exames de
avaliação das funções renal e hepática, bem como aferição da
frequência cardíaca e da pressão arterial, foram realizados em
diversos estudos. Em geral, não foram evidenciadas alterações
laboratoriais significativas durante o tratamento com o
zuclopentixol. Foi registrado um caso de aumento da bilirrubina,
TGO e TGP. Em três casos foi registrado um decréscimo dos valores
de TGO, TGP e LDH, que estavam altos previamente ao tratamento. Foi
registrado um caso de pequena linfocitose.

Ação da Substância Clopixol

Resultados de eficácia

Dados de segurança pré-clínica

Toxicidade aguda

O zuclopentixol tem baixa toxicidade aguda.

Toxicidade Crônica

Em estudos de toxicidade crônica não foram encontradas
alterações preocupantes para o uso terapêutico do
zuclopentixol.

Toxicidade na reprodução

Num estudo de terceira geração em ratos um atraso no
acasalamento foi observado. Uma vez acasalados, não houve efeito
sobre a fertilidade. Em um experimento onde zuclopentixol foi
administrado através da alimentação, o desempenho do acasalamento
foi comprometido e observou-se redução na taxa de concepção.

Estudos na reprodução animal não demonstraram evidência de
efeitos embriotóxicos ou teratogênicos. Em um estudo peri/
pós-natal em ratos, doses de 5 e 15 mg/ kg/ dia resultaram em um
aumento de natimortos, redução da sobrevivência das crias e atraso
no desenvolvimento dos filhotes. O significado clínico destes
resultados não é claro e é possível que o efeito sobre os filhotes
tenha sido devido à negligência maternal das ratas que foram
expostas a doses do zuclopentixol.

Mutagenicidade e carcinogenicidade

O zuclopentixol não tem potencial mutagênico ou cancerígeno. Em
um estudo oncogênico em ratos com 30 mg/kg/dia durante dois anos
(dose superior) resultou em ligeiro aumento (não estatístico) na
incidência de adenocarcinomas mamários, adenomas de ilhotas
pancreáticas, carcinoma em mulheres e carcinomas da tiróide
parafoliculares.

O pequeno aumento na incidência destes tumores é um achado comum
para os antagonistas D2, que aumentam a secreção da prolactina
quando administrados nos ratos. As diferenças fisiológicas entre
ratos e seres humanos em relação à prolactina tornam a relevância
clínica destes resultados obscuros, mas admite-se como não sendo um
risco oncogênico para humanos.

Eficácia clínica e segurança

Em uso clínico, o zuclopentixol é destinado ao tratamento das
psicoses agudas e crônicas e para o manejo de pacientes com
deficiência mental com comportamento hiperativo e perturbador.

Além de causar uma redução significativa ou eliminação completa
dos sintomas nucleares da esquizofrenia, como alucinações e
delírios, o zuclopentixol também tem um forte efeito sobre os
sintomas comportamentais, tais como hostilidade, desconfiança,
agitação e agressividade.

O zuclopentixol induz uma sedação transitória dose-dependente.
No entanto, uma sedação inicial é geralmente vantajosa na fase
aguda da psicose, uma vez que acalma o paciente no período anterior
ao início do efeito antipsicótico. Tolerância ao efeito sedativo
inespecífico se desenvolve rapidamente.

Eficácia

Esquizofrenia (aguda e crônica) e mania

Em um estudo de 8 semanas de duração, em pacientes
internados com psicose aguda ou reagudização de psicose crônica,
comparou-se os efeitos do tratamento com zuclopentixol ao com o
haloperidol, ambos em doses flexíveis e por via oral. A dose média
na semana 4 foi de 33,5 mg/dia do zuclopentixol e de 10,3 mg/dia do
haloperidol.

As medidas de eficácia incluíram a escala de Impressão Clínica
Global (CGI), a Escala de Avaliação Psiquiátrica Breve (BPRS) de 16
itens e a escala do Comitê de estudos Clínicos de avaliação de
avaliação de efeitos adversos (UKU), e as avaliações ocorreram no
início e nas semanas 1, 2, 4, 6 e 8 (ou na ocasião da alta, caso
ocorresse antes de 8 semanas). Ambos tratamentos se mostraram
eficazes e estiveram associados a diminuições significativas das
pontuações nas escalas utilizadas.

Em pacientes esquizofrênicos crônicos internados, um
estudo de 12 semanas de duração comparou a eficácia
antipsicótica e a incidência de efeitos adversos entre o
zuclopentixol (10 a 75 mg/dia; dose média ao final de 40 mg/dia) e
o haloperidol oral (2 a 24 mg/dia; dose média ao final de 10
mg/dia). As avaliações foram realizadas nas semanas 0, 2, 4, 8 e 12
(medidas de eficácia: BPRS, Escala de Observação da Enfermagem da
Evolução de Pacientes Internados (NOSIE-30), CGI e avaliação de
efeitos adversos). Ambos grupos de tratamento apresentaram
diminuição significativa da pontuação total da BPRS e, da semana 2
adiante, do fator “Alteração do Pensamento”.

Na semana 4, o resultado do tratamento com o zuclopentixol foi
estatisticamente superior ao com o haloperidol no fator “Alteração
do Pensamento” da BPRS (32% versus 16%; p lt; 0,05) e, na semana
12, na diminuição na pontuação do item “Depressão” da Nosie-30 (p
lt; 0,05). Houve uma tendência a favor do zuclopentixol em relação
à frequência e a intensidade dos efeitos adversos.

A eficácia e a tolerabilidade do zuclopentixol (25 a 150 mg/dia)
em pacientes com psicose funcional (incluiu pacientes com
esquizofrenia aguda, transtorno esquizo-afetivo, psicose puerperal,
estado paranóide e mania), foram avaliadas em um estudo por um
período máximo de 13 semanas ou até a obtenção de uma resposta
satisfatória. As medidas de eficácia, aplicadas semanalmente, foram
a Escala de Mania de Bech-Rafaelsen (BRMS), a BPRS e a CGI.

Diminuições significativas na BRMS e BPRS ocorreram da semana 1
adiante. Na semana 3 o índice de resposta foi de 65% que subiu para
87,5% na semana 4. Os efeitos adversos foram transitórios e a
medicação bem tolerada. Um outro estudo também avaliou a
eficácia e a tolerabilidade do zuclopentixol (10 a 150 mg/dia) em
pacientes com quadros psicóticos agudos (incluiu pacientes com
esquizofrenia, transtorno esquizoafetivo, psicose paranóide e
hipomania/mania) por 10 semanas. As medidas de eficácia foram a
CGI, a BPRS e avaliação de efeitos adversos.

A dose média de zuclopentixol usada pelos pacientes que
responderam bem ao tratamento foi de 20 a 55 mg/dia. O índice de
resposta para os pacientes com esquizofrenia ou transtornos
semelhantes foi de 70% e para os com hipomania/mania foi de 69%. A
maior incidência de efeitos adversos ocorreu nas 2 primeiras
semanas de tratamento. Os EA foram, na sua maioria, leves. Apenas 1
paciente abandonou o estudo por causa de EA.

Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

Mecanismo de ação

O zuclopentixol é um neuroléptico do grupo dos tioxantenos.

O efeito dos neurolépticos antipsicóticos está relacionado com o
bloqueio dos receptores da dopamina, mas possivelmente há uma
contribuição do bloqueio dos receptores 5-HT (5-hidroxitriptamina).
In vitro, o zuclopentixol tem alta afinidade para os receptores de
dopamina D1 e D2, por receptores alfa-1-adrenérgicos e receptores
5-HT2, mas não tem afinidade para receptores colinérgicos
muscarínicos. Tem fraca afinidade pelo receptor histaminérgico (H1)
e nenhuma afinidade bloqueadora de alfa-2-adrenoreceptores.

In vivo, a afinidade com os sítios de ligação D2 é
maior em relação à afinidade aos receptores D1. O zuclopentixol
provou ser um potente neuroléptico em todos os estudos conduzidos
para verificar a atividade neuroléptica (bloqueador de receptor de
dopamina). A correlação é encontrada em modelos de teste in vivo, a
afinidade para os sítios de ligação da dopamina D2 in vitro e a
média, em doses diárias antipsicóticas.

A inibição da atividade locomotora e do prolongamento do tempo
de sono induzido por álcool e barbitúricos indica uma ação sedativa
de zuclopentixol.

Como a maioria dos outros neurolépticos, o zuclopentixol aumenta
os níveis de prolactina sérica.

Propriedades farmacocinética

Absorção

A administração oral resultados dos níveis séricos máximos em
cerca de 4 horas. O zuclopentixol pode ser tomado independentemente
da ingestão de alimentos. A biodisponibilidade oral é cerca de
44%.

Distribuição

O volume de distribuição aparente (Vd)β é cerca de 20 l/kg. A
ligação às proteínas plasmáticas é de aproximadamente 98-99%.

Biotransformação

O metabolismo do zuclopentixol ocorre através de três rotas
principais: sulfoxidação, N-dealquilação da cadeia lateral e
conjugação com ácido glicurônico. Os metabólitos são desprovidos de
atividade psicofarmacológica. O zuclopentixol é dominante em
relação aos metabolitos no cérebro e em outros tecidos.

Eliminação

A meia-vida (T 1⁄2 β) do zuclopentixol é de cerca de 20 horas e
a depuração sistêmica média (Cls) é de aproximadamente 0,86
l/min.

O zuclopentixol é excretado principalmente nas fezes, mas também
(cerca de 10%) pela urina. Apenas 0,1% da dose é excretada
inalterada pela urina, o que significa que a carga da droga nos
rins é insignificante.

O zuclopentixol é excretado em pequenas quantidades no leite
materno. Em estado estacionário, a razão leite/plasma em mulheres
tratadas por via oral ou com o decanoato é de aproximadamente
0,29.

Linearidade

A cinética é linear. Os níveis plasmáticos no estado
estacionário são atingidos em cerca de 3-5 dias. A média do nível
plasmático mínimo no estado estacionário correspondente a 20 mg de
zuclopentixol oral uma vez ao dia foi de aproximadamente 25
nmol/l.

Idosos

Os parâmetros farmacocinéticos são amplamente independentes da
idade dos pacientes.

Função renal reduzida

Com base nas características acima descritas em relação à
eliminação, é razoável supor que a função renal reduzida não seja
capaz de influenciar os níveis séricos do fármaco.

Função hepática reduzida

Não há dados disponíveis.

Poliformismo

Uma investigação in vivo demonstrou que algumas partes
do metabolismo estão sujeitas ao polimorfismo genético da oxidação
debrisoquina/esparteína (CYP2D6).

Relação farmacocinética/farmacodinâmica

A concentração sérica mínima (ou seja, a concentração medida
imediatamente antes da administração de uma dose) de 2,8-12 ng / ml
(7-30 nmol / l) é sugerida como guia para o tratamento de
manutenção de pacientes esquizofrênicos com grau baixo-moderado da
doença.

Início de ação

Após a administração oral, o zuclopentixol atinge a sua
concentração máxima em torno de 4 horas (2-12h). Os comprimidos do
zuclopentixol deverão ser administrados em intervalos de, no
máximo, 24 horas. Para a observação de melhora clínica
significativa de quadros psicóticos agudos serão necessários dias
ou semanas, dependendo da intensidade do quadro clínico e da dose
utilizada.

Dizeres Legais do Clopixol

DIZERES LEGAIS Reg MS nº 1 0475 0045 001-5 1 0475 0045 003-1
Farm Resp : Michele Medeiros Rocha – CRF-RJ 9597 VENDA SOB
PRESCRIÇÃO MÉDICA SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA
Fabricado e embalado por H Lundbeck A/S, Copenhague – Dinamarca
Importado e distribuído por Lundbeck Brasil Ltda Rua Maxwell, 116 –
Rio de Janeiro – RJ CNPJ: 04 522 600/0002-51 Central de
Atendimento: 0800-282-4445 REG_00048199 v 2 0 CLOPIXOL® Clopixol
Depot 200 mg/ ml (injetável) BULA DO PACIENTE

Clopixol, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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