Beriglobina Bula

Beriglobina

  • Síndromes de deficiência de anticorpos primária e secundária
    resultantes da síntese de anticorpos defeituosos;
  • Hipogamaglobulinemia transitória prolongada, especialmente em
    crianças prematuras.

Profilaxia de:

Hepatite A

  • Antes da exposição;
  • Dentro de 2 semanas após exposição.

Sarampo ou atenuação de sarampo

  • Em indivíduos expostos não mais do que 1 semana previamente, se
    imunoglobulina específica para sempre não estiver disponível;
  • Terapia mucosite radiogênica.

*Imunoglobulina humana para aplicação intravenosa também está
disponível para terapia de reposição em casos de
imunodeficiência.

Como o Beriglobina funciona?


Beriglobina é utilizada para a profilaxia e tratamento em casos
de deficiência de anticorpos.

Contraindicação do Beriglobina

Beriglobina não deve ser utilizada em pacientes com
trombocitopenia grave ou outros distúrbios de coagulação nos quais
a administração istramuscular é contra-indicada e
hipersensibilidade a medicamentos contendo imunoglobulinas
homólogas particularmente em pacientes com deficiência de IgA e
presença concomitante de anticorpos IgA.

Hipersensibilidade a qualquer outro componente da fórmula.

Como usar o Beriglobina

Após abertura da ampola, o conteúdo deve ser usado
imediatamente.

Beriglobina é uma solução injetável pronta pra uso e deve ser
administrada exclusivamente pela via intramuscular. Doses totais
comparativamente elevadas são melhor dividas em doses
individuais menores. Isto aplica-se no caso de doses acima de
2 mL em crianças de 20 kg de corporal, e não acima de 5 mL para
indivíduos com maior peso corporal.

Não injetar por via intravenosa.

Não utilizar, se a solução estiver turva ou
apresentardepósito.

Após a abertura da ampola, o produto deve ser utilizado
imediatamente. Não agitar.

Beriglobina deve ser administrado somente por via
intramuscular.

Posologia do Beriglobina


A dose a ser utilizada deverá ser orientada pelo seu médico. Não
utilize o medicamento se a solução estiver turva ou apresentar
depósitos.

Síndromes de deficiência de anticorpo

Beriglobina pode evitar infecções graves em pacientes com
deficiências de imunoglobulinas, se o nível plasmático mínimo de 2
g/L de IgG circulante for mantido. A dosagem usual consiste em uma
dose de 0,66 mL/kg de peso corporal administrada a cada 3 a 4
semanas, com o dobro da dose administrada no início da terapia.
Esta dosagem deverá ser ajustada para manter o nível aproximado de
2 g/L de igG circulante.

Hipogamaglobulinemia transitória prolongada, especialmente em
crianças prematuras

5mL em intervalo de 4 semanas até que os valores de IgG atinjam
níveis normais para a idade em questão.

Proflaxia de hgepatite A

Em casos de exposição às áreas endêmicas com duração menor que 3
meses, recomenda-se uma dose de 0,02 mL/kg de peso corporal; em
casos de exposição por um período mais longo, recomenda-se
0,06 mL/kg de peso corporal e devendo a administração ser repetiuda
após 4 e 6 meses.

As seguintes dosagens provaram ser
apropiradas:

Individuos té 20kg de peso corporal

Dose total de 2mL

Indivíduos acima de 20kg de peso corporal

Dose total de 5mL

Indivíduos em contato com pacientes com hepatite A
(contatos domésticos, institucionais)

0,02 mL/mk de peso coporal

Profilaxia de sarampo

0,25mL/kg de peso corporal, se o tempo de exposição não foi
superior a uma semana.

Crianças imunocomprometidas expostas ao
sarampo

0,5mL/kg de peso corporal.

Terapia de mucosite radiogênica

No primeiro dia da terapia, administrar 10 mL; no terceiro e
quinto dia, administrar 5mL, respectivamente. O tratamento poderá
ser repetido sempre que necessário.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os
horarios, as doses e a duração do tratamento.

O tratamento só pode ser interrompido a critério médico.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu
médico.

Precauções do Beriglobina

Após a administração, o paciente deve ser observado por pelo
menos 20 minutos.

Não administrar por via intravenosa. Observar que há risco
aumentado de injeção intravascular acidental em pacientes que
receberam injeções instramusculares repetidamente.

Uma administração instravascular pode levar o paciente a
desenvolver sintomas semelhantes ao choque, especialmente no caso
de uma síndrome de deficiência de anticorpo. Portanto, é
recomendado assegurar por aspiração que nenhum vaso tenha sido
penetrado.

O uso deste produto é recomendado sob prescrição médica.
O tratamento deve ser individual e não adaptável a outra
pessoa.

Reações Adversas do Beriglobina

Em casos raros, náusea, vômito, mal-estar, cefaléia e
dificuldade respiratória, assim como reações cardiovasculares e
reações alergóides/anafilactóides.

Dor ou inchaço poderão ocorrer no local da aplicação.
Ocasionalmente, poderá ocorrer elevação da tempratura corporal,
reações cutâneas e calafrios.

Em casos raros foram observadoas náusea, vômito, mal-estar,
cefaléia e dificuldade respiratória, assim como reações
cardiovasculares e reações alergóides/anafilactóides.

Em casos isolados, os sintomas estendendo-se até a insuficiência
cardiovascular (choque) poderão ocorrer, especialmente no caso de
aplicação intravascular acidental.

Qualquer suspeita de reações alergódes ou anafilactóides requer
descontinuação imediata de aplicações. Especialmente em casos de
aplicação intravenosa acidental, o paciente deverá ser monitorado
por um período mais longo de tempo (cerca de 1 hora).

Medidas imediatas dependem do grau de
severidade:

Anti-histamínicos; se necessário, adrenalina, doses elevadas de
corciosteróides, reposição de volume, oxigênio.

Quando medicamentos preparados a partir do plasmas ou sangue
humanos são administrados, doenças infecciosas devidas à
transmissão de agentes infecciosos não podem ser totalmente
excluídas. Isto aplica-se também aos patógenos de natureza
desconhecida.

Para reduzir o risco de transmissão de agentes infecciosos,
controles rigorosos são aplicados à seleção de doadores de sangue e
às doenças. Além disso, procedimentos para remoção e/ou inativação
de vírus são incluidos no processo de produção
de Beriglobina.

Quando forem realizados teste sorológicos após a administração
de imunoglobulina, deverá ser lembrado que concentrados de
imunogobulina suprem o paciente com uma ampla gama de anticorpos,
os quais podem levar a resultados falso-positivos durante algum
tempo. Quando tais ensaios sobre anticorpos são realizados, a
quantidade de imunoglobulina adminsitrada, o intervalo de tempo
entre a administração de imunoglobulina e o teste, e a
sensibilidade do método do teste deverão ser levados em
consideração.

Informe seu médico o aparecimento de reações
desagradáveis.

População Especial do Beriglobina

Gravidez e lactação

A segurança de Beriglobina para uso na gestação de seres
humanos não foi estabelecida em estudos clínicos controlados.
Portanto, aconselha-se cautela quando Beriglobina for
administrado a mulheres grávidas ou lactantes.

A experiência clínica prolongada com imunoglobulinas, em
particular a aplicação de imunglobulina Anti-D, demonstrou que
não são esperados efeitos prejudiciais durante a gravidez, ao feto
e ao recém-nascido.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência
do tratamento ou após o seu término. Informe ao seu médico se está
amamentando.

Uso em idosos

Não foram incluídos suficientes números de pacientes com 65 anos
de idade ou mais no estudos clínicos com o produto para determinar
se eles respondem de maneira diferente aos pacientes jovens.

A dosagem e a administração devem ser ajustadas em caso de
tratamento repetido ou crônico com doses altas e repetidas em
pacientes idosos com função renal reduzida (ex: em tratamento da
síndrome de deficiência primária de anticorpos). Devem-se observar
as precauções usuais e seguir estritamente as recomenações
médicas.

Composição do Beriglobina

Cada 1 mL contém

Imunoglobina humana 160 mg
(Da qual) IgG Pelo menos 95%
Anticorpos para vírus da
hepatite
Pelo menos 100 U.I HCI ou NaOH (em
pequenas quantidades para ajustamente de pH)

Excipientes:

ácido aminoacético (glicina), cloreto de sódio e água para
injetáveis.

Apresentação do Beriglobina


Solução injetável de 320 mg

Embalagem com 1 ampola de 2mL.

Uso instramuscular.

Uso pediátrico e adulto.

Superdosagem do Beriglobina

Até o momento não são conhecidos sintomas de superdosagem.

Interação Medicamentosa do Beriglobina

Algumas vacinas não devem ser administradas antes de,
pelo menos, 3 meses após a administração
de Beriglobina.

Beriglobina não deve ser misturado a outros medicamentos.

Após a administração de imunoglobulina, um intervalo de, pelo
menos, 3 meses deverá ser observado antes de vacinação com vacinas
de vírus vivos por via parental (por exemplo, parotidite,
sarampo, rubéola e as vacinas combinadas relevantes, assim como a
vacina para varicela).

Não são necessários intervalos entre a administração de
imunoglobulinas e vacinas orais (por exemplo, contra poliomielite,
febre tifóide), vacinas contendo patógenos inativados (por exemplo,
contra os vírus da gripe, tuberculose, raiva, coqueluche, vacinas
HIB) ou vacinas toxóides (por exemplo, difteria, tétano e as
vacinas combinadas relevantes).

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja
usando, antes do início, ou durante o tratamento.

Não tome remedio sem o conhecimento do seu médico, pode
ser perigoso para sua saúde.

Ação da Substância Beriglobina

Resultados de Eficácia


Administração intravenosa

Um estudo multicêntrico, não controlado, prospectivo foi
conduzido. Vinte e dois pacientes (26 a 70 anos) com
imunodeficiência primária foram tratados inicialmente com três
infusões de Gammagard S/D (nome comercial nos EUA de uma
imunoglobulina G líquida 10%) para padronizar a terapia de
substituição de imunoglobulina de todos os pacientes ao mesmo
produto de imunoglobulina. Nove infusões de Imunoglobulina G
(substância ativa) (nome comercial na Europa da mesma
imunoglobulina G líquida 10%) foram subsequentemente administradas.
Ambos os produtos foram infundidos a 300 – 450 mg/kg a cada 21
dias.

Não ocorreram episódios de infecção grave. A frequência de média
mensal de dias ausentes do trabalho/escola foi de 0,40 para
Imunoglobulina G (substância ativa) – imunoglobulina G e 0,47 para
Gammagard S/D.

Os dados obtidos neste estudo demonstram que Imunoglobulina G
(substância ativa) é eficaz e seguro no tratamento de pacientes com
imunodeficiência primária (1).

Outro estudo multicêntrico (11 locais), fase III, N=61 (6 a 72
anos de idade com imunodeficiência primária) foi realizado como
segue: imunoglobulina 10%, doses únicas de 300 – 600 mg/kg,
administrados a cada 21 – 28 dias durante um mínimo de 12 meses,
baseado no protocolo de pré-estudo de imunoglobulina.

Em nenhum dos pacientes foi relatada infecção bacteriana séria
aguda grave. Quatro pacientes tiveram outras infecções bacterianas
validadas pré-definidas. Dois eventos adversos sérios (meningite
asséptica) em um paciente foram possivelmente relacionados à
infusão do produto em estudo.

Os resultados demonstram que a nova imunoglobulina líquida 10% é
bem tolerada e eficaz e possui propriedades farmacocinéticas
típicas de outros produtos com imunoglobulinas. Com a margem alta
de segurança e formulação líquida, estes resultados sugerem um
evidente benefício, com riscos mínimos, para pacientes com
imunodeficiência primária tratados com imunoglobulina 10%
(2).

Neuropatia Motora Multifocal (NMM)

Um estudo(3) controlado, randomizado contra placebo,
duplo-cego, com cross-over, foi conduzido para avaliar a eficácia e
segurança/tolerabilidade do Gammagard Liquid (nome comercial nos
EUA de uma imunoglobulina G líquida 10%) em 44 indivíduos adultos
com Neuropatia Motora Multifocal. O estudo analisou a força de
preensão nas mãos mais afetadas (medida com dinamômetro) e Escala
de Incapacidade Neurológica de Guy (GNDS). Voluntários foram
submetidos a um regime de imunoglobulina licenciada (a dose de
manutenção variou de 0,5 a 2,0 g/kg/meses) antes do recrutamento.
Em decorrência do desenho do estudo, seus resultados não podem ser
generalizados para pacientes sem tratamento prévio. Cada indivíduo
completou 5 partes de 12 semanas (três fases de estabilização, uma
fase de retirada randomizada e uma fase cross-over).

Se, durante o tratamento duplo-cego, a função do membro superior
afetado apresentasse piora, tal como dificuldade para realizar
atividades diárias ou declínio na força de preensão igual ou maior
do que 50 % na mão mais afetada, o indivíduo passava diretamente à
próxima fase aberta de estabilização com Gammagard Liquid (troca
acelerada), sem quebrar o cegamento do estudo. Todos os voluntários
foram tratados durante 12 semanas com Gammagard Liquid durante o
período inicial de estabilização (Fase 1 da Estabilização). Na fase
cross-over, cada indivíduo foi randomizado ou para suspensão do
Gammagard Liquid e manutenção com placebo, ou para continuar com
Gammagard Liquid por um período de 12 semanas, seguido de nova fase
de estabilização.

Os indivíduos que não toleraram o tratamento durante a fase
duplo-cega foram imediatamente transferidos para a fase aberta de
estabilização com Gammagard Liquid (Fase 2 da Estabilização).

Após a fase 2 de estabilização, os voluntários foram designados
para receber um segundo tratamento duplo-cego por 12 semanas com
placebo ou Gammagard Liquid, dependendo do tratamento randomizado
que receberam no período de cross-over 2.

Nenhum indivíduo novo tratamento de estabilização com
Gammagard Liquid por 12 semanas (Fase 3 da Estabilização). Sessenta
e nove por cento (n= 29) dos pacientes necessitaram uma troca
acelerada para a fase aberta de Gammagard Liquid enquanto recebiam
placebo, em decorrência de deterioração funcional, mas não trocaram
enquanto recebiam Gammagard Liquid. A mediana de dias de tratamento
com
Gammagard Liquid foi de 84 dias e a mediana de dias de tratamento
com placebo foi de 28 dias.

Somente um voluntário (2,4%) realizou a troca para o tratamento
aberto durante a fase 1 de cross-over com Gammagard Liquid, mas não
realizou a troca durante a administração de placebo (p
lt;0,001).

Quarenta e quatro indivíduos foram avaliados para demonstrar a
eficácia de Gammagard Liquid em melhorar ou estabilizar a força
muscular e habilidade funcional em pacientes com NMM.

Um resultado estatisticamente significante favorecendo Gammagard
Liquid foi demonstrado pelo declínio substancialmente menor a
partir da linha de base (22,30%; IC de 95%: 9,92 % a 34,67%) na
força média de preensão da mão mais afetada após o tratamento (veja
Tabela 1). A diferença na mudança relativa para Gammagard Liquid e
placebo de 22,94% (IC 95%: 10,69 a 35,19) foi estatisticamente
significativo (p lt;0,001).

Tabela 1 – Mudança relativa na força de preensão na mão
mais afetada durante o período de cross-over (ANOVA) Dados por
intenção de tratamento Número de indivíduos (N=41)

* Um único indivíduo na sequência 2, cujo resultado também foi
considerado um desvio (outlier), foi retirado da análise.

A Escala de Incapacidade Neurológica de Guy (GNDS)
(4) para os membros superiores, refletindo tanto as
habilidades finas quanto a força proximal, mostrou uma diferença
significativa e eficácia entre Gammagard Liquid e placebo no nível
de 2,5% a favor do Gammagard Liquid. A GNDS é uma escala de
disfunção clínica orientada para o paciente, desenhada para a
esclerose múltipla, e considerada apropriada para outros distúrbios
neurológicos.

Como determinado pelos escores da GNDS para membros superiores,
35,7% dos indivíduos apresentaram deterioração enquanto receberam
placebo, mas não enquanto receberam Gammagard Liquid, enquanto que
11,9% dos indivíduos apresentaram deterioração durante o tratamento
com Gammagard Liquid, mas não durante o período com placebo. Esta
diferença foi estatisticamente significante (p=0,021) (veja Tabela
2). Uma parte dos indivíduos (4,8%) apresentou deterioração tanto
com Gammagard Liquid quanto com placebo, e 47,6% não demonstrou
deterioração com nenhum deles.

Tabela 2 – Teste de McNemar para indivíduos com piora no
escore de disfunção neurológica de Guy Dados por intenção de
tratamento Número de indivíduos (N=42)

Piora com placebo

15 (35,7%)

Piora com Gammagard Liquid

5 (11,9%)

Piora com ambos

2 (4,8%)

Sem piora

20 (47,6%)

Quando os dados de ambas as sequências de tratamento foram
combinadas, um declínio relativo de ≥30% na força de preensão na
mão mais afetada ocorreu em 42,9% dos indivíduos durante o período
com placebo, mas não durante o tratamento com Gammagard Liquid.
4,8% dos participantes apresentaram um declínio de ≥ 30% durante o
tratamento com Gammagard Liquid, mas não com placebo. Um declínio
relativo na força de preensão da mão menos afetada ocorreu em 31,0%
dos indivíduos durante o período com placebo, mas não durante
o tratamento com Gammagard Liquid. Nenhum paciente apresentou um
declínio de ≥30% com o uso de Gammagard Liquid.

O escore da soma total de incapacidade (Overall Disability
Sum Score
– ODSS) caiu 7,14% durante placebo (indicando uma
piora da capacidade) e 1,11% (indicando nenhuma alteração) durante
o tratamento com Gammagard Liquid.

Ao final do período de tratamento com placebo, os voluntários
necessitaram 17% mais tempo para realizar o teste de 9 buracos (uma
medida de destreza) com a mão dominante, e 33% mais tempo com a mão
não dominante, comparado à linha de base. Durante o tratamento com
Gammagard Liquid, a destreza aumentou uma média de 1,2% em relação
à linha de base na mão dominante e 6,7% na mão não dominante.
Comparada à linha de base, a avaliação dos pacientes de sua função
física, avaliada pela escala visual analógica, demonstrou uma média
de alteração de 290% durante o tratamento com placebo. A mesma
avaliação durante o tratamento com Gammagard Liquid mostrou uma
alteração média de 73%. Escores maiores na escala visual analógica
representam a disfunção mais severa.

Administração subcutânea

Um estudo prospectivo, aberto, não controlado, multicêntrico foi
conduzido nos EUA para determinar a eficácia, a tolerabilidade e a
farmacocinética do Imunoglobulina G (substância ativa) perfusão
subcutânea em 49 adultos e pacientes pediátricos com
imunodeficiência primária (IP). Todos os pacientes foram tratados
durante 12 semanas com a infusão intravenosa do Imunoglobulina G
(substância ativa) a cada 3 ou 4 semanas. Pacientes que
estavam em tratamento por via intravenosa antes de entrar no
estudo foram transferidos para Imunoglobulina G (substância ativa),
utilizando a mesma dose e frequência. Pacientes que estavam
recebendo imunoglobulina por via subcutânea foram transferidos
para Imunoglobulina G (substância ativa) utilizando a dose
intravenosa usada antes da transferência para o tratamento
subcutâneo. A análise farmacocinética foi realizada no final do
período intravenoso em todos os pacientes com 12 anos de idade ou
mais.

Uma semana após a última infusão intravenosa, cada paciente
iniciou o tratamento subcutâneo com Imunoglobulina G (substância
ativa) a 130% do equivalente semanal da dose intravenosa por um
período mínimo de 12 semanas. Dados da farmacocinética dos
primeiros 15 pacientes adultos foram usados para determinar a dose
necessária para assegurar que a exposição à IgG no tratamento
subcutâneo não fosse inferior ao tratamento intravenoso. A dose
média determinada a partir desses pacientes foi de 137% da dose
intravenosa e, posteriormente, todos os pacientes foram tratados
durante um período mínimo de seis semanas nesta dose.

Após 6 infusões subcutâneas, um nível de IgG foi obtido e foi
utilizado individualmente para adaptar a dose subcutânea de
Imunoglobulina G (substância ativa) para compensar a variação
individual a partir do valor médio de 137%.

Todos os pacientes receberam um mínimo de 12 infusões com esta
dose adaptada individualmente. Seguindo o protocolo formal, todos
os pacientes continuaram a receber tratamento subcutâneo com
Imunoglobulina G (substância ativa) até o último paciente completar
o estudo. Havia 47 pacientes tratados com 2.294 infusões
subcutâneas de Imunoglobulina G (substância ativa): 4 pacientes
tratados por até 29 semanas, 17 pacientes tratados por 30 a 52
semanas e 26 pacientes tratados por 53 semanas ou mais. A duração
média do tratamento subcutâneo foi de 379 dias (intervalo: 57 a 477
dias).

A eficácia foi determinada durante toda a fase subcutânea. Foram
31 adultos com 16 anos ou mais, 4  adolescentes entre 12
e lt;16 anos de idade e 14 crianças entre 2 e lt;12 anos. O volume
de líquido infundido de Imunoglobulina G (substância ativa) foi de
30mL por local para pacientes pesando 40kg ou mais e 20mL por local
para aqueles com peso inferior a 40kg. A dose semanal total foi
dividida por esses valores para determinar o número de locais.

A média de doses semanais subcutânea variou de 181,9 mg/kg a
190,7 mg/kg (de 130% a 137% da dose intravenosa). No estudo, o
número de locais de infusão por infusão foi dependente da dose de
IgG e variou de 2 a 10. Em 75% das infusões, o número de locais de
infusão foi de 5 ou menos.

Houve três infecções bacterianas graves validadas, todas
pneumonias bacterianas. Nenhum desses pacientes necessitou de
hospitalização para tratar a infecção. A taxa anual de infecções
bacterianas agudas graves, durante tratamento subcutâneo com
Imunoglobulina G (substância ativa) foi 0,067, com um intervalo de
confiança (IC) superior a 99% de 0,133, que é igual à meta mínima
de alcançar uma taxa lt; 1 infecção bacteriana por
paciente/ano.

O resumo de infecções e eventos associados aos pacientes durante
o tratamento subcutâneo com Imunoglobulina G (substância ativa)
encontra-se na tabela abaixo. A taxa anual de qualquer infecção
neste estudo durante o tratamento subcutâneo, incluindo infecções
virais e fúngicas, foi de 4,1 infecções/paciente/ano. Isto é
consistente com a taxa de infecções observada em outros estudos
clínicos de imunoglobulina intravenosa e subcutânea.
(5,6)

Resumo de Infecções e Eventos Associados

Número de pacientes (fase de
eficácia)

47

Número total de pacientes/ano

44

Taxa anual de qualquer infecção

4,1 (95%, IC 3,2 a 5,1)
infecções/indivíduo/ano

Uso de antibiótico* (profilaxia ou
tratamento)

Número de pacientes (%)

40 (85,1%)

Taxa anual

50,2 (95%, IC 33,4 a 71,9)
dias/indivíduo/ano

Dias fora do trabalho/escola/dia
incapacitado

Número de pacientes (%)

25 (53,2 %)

Taxa anual

4,0 (95%, IC 2,5 a 6,1)
dias/indivíduo/ano

Hospitalização devido infecção

Número de pacientes (%)

0 (0,0%)

Taxa anual

0,0 (95%, IC 0,0 a 0,1)
dias/indivíduo/ano

*Incluindo antibiótico sistêmico e tópico, antifúngico,
antiviral, e anti-protozoário.

Referências Bibliográficas:

(1) Björkander, J. et
al. Prospective open-label study of pharmacokinetics, efficacy and
safety of a new 10% liquid intravenous immunoglobulin in patients
with hypo- or agammaglobulinemia. Vox Sanguinis: 90(4): 286-93,
2006.

(2) Church, J. et al.
Efficacy, Safety and Tolerability of a New 10% Liquid Intravenous
Immune Globulin [IGIV 10%] in Patients with Primary
Immunodeficiency. Journal of Clinical Immunology: 26(4): 388-395,
2006.

(3) Shechtman O, Gestewitz
L, Kimble C. Reliability and validity of the DynEx dynamometer.
J.Hand Ther. 2005;18:339-347.

(4) Sharrack B, Hughes RA.
The Guy’s Neurological Disability Scale (GNDS): a new disability
measure for multiple sclerosis. Mult.Scler.
1999;5:223-233.

(5) Ochs HD, Gupta S,
Kiessling P et al. Safety and efficacy of self-administered
subcutaneous immunoglobulin in patients with primary
immunodeficiency diseases. J. Clin. Immunol.
2006;26:265-273.

(6) Gardulf A, Nicolay U,
Asensio, et al. Rapid subcutaneous IgG replacement therapy is
effective and safe in children and adults with primary
immunodeficiencies – A prospective, Multi-National Study. J. Clin.
Immunol. 2006; 26:177-85.

Características Farmacológicas


Propriedades Farmacodinâmicas

Imunoglobulina humana normal contém principalmente
imunoglobulina G (IgG), com um amplo espectro de anticorpos contra
agentes infecciosos.

Imunoglobulina humana normal contém os anticorpos IgG presentes
na população normal.

São geralmente preparadas a partir de pools de plasma de não
menos de 1.000 doações. Apresentam uma distribuição de subclasses
de imunoglobulinas G aproximadamente proporcional àquela do plasma
humano nativo. As doses adequadas deste medicamento podem restaurar
níveis anormalmente baixos de imunoglobulina G para os valores
normais.

O mecanismo de ação em outras indicações que não sejam a
terapêutica de substituição não está totalmente elucidado, mas
inclui efeitos imunomoduladores.

População pediátrica

Não existem diferenças teóricas ou observadas na ação das
imunoglobulinas em crianças comparadas aos adultos.

Propriedades Farmacocinéticas

Administração intravenosa

A imunoglobulina humana normal fica imediatamente e
completamente biodisponível na circulação após a administração
intravenosa. É distribuída relativamente depressa entre o plasma e
o líquido extracelular;
depois de aproximadamente 3 a 5 dias, o equilíbrio é atingido entre
os compartimentos intra e extracelular.

Os parâmetros farmacocinéticos para o Imunoglobulina G
(substância ativa) foram determinados em dois estudos clínicos em
pacientes IDP realizados na Europa e Estados Unidos. Nestes
estudos, um total de 83 indivíduos com pelo menos 2 anos de idade
foram tratados com doses de 300 a 600 mg/kg de peso corpóreo a cada
21 a 28 dias durante 6 a 12 meses. O tempo de meia-vida IgG médio
após administração do Kiovig foi de 32,5 dias. Este tempo de
meia-vida pode variar de paciente para paciente, especialmente na
imunodeficiência primária. Os parâmetros farmacocinéticos para o
medicamento estão resumidos no quadro abaixo. Todos os parâmetros
foram analisados separadamente para três grupos etários, crianças
(idade inferior a 12 anos, n=5), adolescentes (13 a 17 anos, n=10)
e adultos (acima de 18 anos, n=64). Os valores obtidos nos estudos
são comparáveis aos parâmetros obtidos para outras imunoglobulinas
humanas.

Resumo dos Parâmetros Farmacocinéticos de Imunoglobulina
G (substância ativa) – imunoglobulina G

*IC = Intervalo de confiança.
IgG e complexos IgG são divididos em células do sistema
retículo-endotelial.

Administração subcutânea

Os parâmetros farmacocinéticos da administração subcutânea de
Imunoglobulina G (substância ativa) foram avaliados em pacientes
com imunodeficiência primária (IP), com 12 anos ou mais, durante um
estudo clínico. Pacientes foram tratados por via intravenosa
durante 12 semanas com Imunoglobulina G (substância ativa) e depois
passaram a infusões subcutâneas semanais de Imunoglobulina G
(substância ativa).

Inicialmente todos os pacientes foram tratados durante um
período mínimo de 12 semanas com uma dose subcutânea que foi igual
a 130% da dose intravenosa. Uma comparação da área sob a curva
(AUC) de infusões intravenosas e subcutâneas realizadas nos 15
primeiros adultos determinou que a dose subcutânea necessária para
fornecer uma exposição de administração subcutânea não inferior à
administração intravenosa era de 137% da dose intravenosa.
Posteriormente, todos os pacientes foram tratados com esta dose por
um período de 6 semanas, após o qual, a dose foi individualizada
para todos os pacientes, usando níveis mínimos de IgG, conforme
descrito abaixo. Após um mínimo de oito semanas com esta dose
subcutânea, a avaliação farmacocinética foi realizada em 32
pacientes com 12 anos de idade ou mais.

A dose média ajustada no final do estudo foi 137,3%
(125,7-150,8) da dose intravenosa para pacientes com 12 anos de
idade ou mais, e 141,0% (100,5-160,0) para os pacientes com idade
inferior a 12 anos. Desta forma, não houve uma diferença
significativa na dosagem necessária para as crianças. Neste ajuste
de dose, a taxa média geométrica das AUC (área sob a curva) da
administração via subcutânea versus via intravenosa foi de 95,2%
(90%, com limite de confiança de 92,3-98,2). O pico de nível de IgG
ocorreu em 2,9 (1,2 a 3,2) dias após a administração
subcutânea.

Os parâmetros farmacocinéticos de Imunoglobulina G (substância
ativa) administrado por via intravenosa em comparação com a via
subcutânea são apresentados na tabela abaixo. Os níveis médios de
pico de IgG foram menores (1.393 ± 289 mg/dL) durante o tratamento
subcutâneo com Imunoglobulina G (substância ativa) quando comparado
ao que era administrado por via intravenosa (2.240 ± 536 mg/dL),
consistente com a menor dose semanal em comparação com a dose
administrada a cada 3 ou 4 semanas por via intravenosa. Em
contraste, níveis mínimos médios foram maiores com Imunoglobulina G
(substância ativa) administrado por via subcutânea (1.202 ± 282
mg/dL), em comparação com a administração por via intravenosa
(1.050 ± 260 mg/dL), resultado de umadose mensal maior e mais
frequente. O nível mediano de IgG durante o tratamento intravenoso
neste ensaio clínico, 1.010 mg/dL (95%, IC: 940-1.240), foi
semelhante ao valor médio de 1.030 mg/dL (95%, IC: 939- 1.110),
encontrado em outro estudo clínico. Em contraste, a mediana do
nível de IgG encontrada durante o estudo subcutâneo foi mais
elevada, com 1.260 mg/dL (95%, IC: 1.060-1.400).

Parâmetros Farmacocinéticos da administração subcutânea
de Imunoglobulina G (substância ativa) – Imunoglobulina G quando
comparado à administração intravenosa

Dose mensal equivalente.
Padronizada a um intervalo de 7 dias.

Cuidados de Armazenamento do Beriglobina

Beriglobina deve ser conservada na temperatura de 4oC
a 8oC, na sua embalagem original. Não congelar.

Uma vez que a ampola tenha sido aberta, seu conteúdo deverá ser
utilizado imediatamente.

Beriglobina solução injetável apresenta o prazo de validade de
42 meses, desde que sejam observados os cuidados de
armazenamento.

Não use medicamento com prazo de validade vencido, pois
seu efeito pode não ser o desejado e ser prejudicial à sua
saúde.

Todo medicamento deve ser umantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Beriglobina

Número do lote, data de fabricação e prazo de validade:
vide cartucho.

Reg. MS no 1.0151.0105

Farm. Resp.:

Liu Tien Hsiang
CRF-SP 34.781

Fabricado por:

ZLB Behring GmbH
Marburg – Alemanha
Indústria Alemã

Importado, embalado e distribuido por:

ZLB Behring Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda.
Rua profa Haidée Silva Martins, 510
CEP 04693-030
São Paulo – SP
CNPJ 62.969.589/0001-98
Indústria Brasileira

Venda sob prescrição médica.

Beriglobina, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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Remédio Para Fóruns Bulas de Medicamentos Beriglobina Bula

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