Azorga Bula

Azorga

Como o Azorga funciona?


Azorga Suspensão Oftálmica Estéril contém dois
ingredientes ativos:

Brinzolamida e maleato de timolol. Estes dois componentes
diminuem a pressão intraocular (dentro dos olhos) elevada,
principalmente pela redução da produção do humor (líquido) aquoso
dentro do olho.

Contraindicação do Azorga

Este medicamento é contraindicado a pacientes com
hipersensibilidade (alergia) ao princípio ativo ou a qualquer
excipiente, ou a sulfonamidas.

Também é contraindicado a pacientes com doença respiratória
reativa, incluindo asma brônquica ou histórico de asma brônquica,
ou doença pulmonar obstrutiva crônica severa, bradicardia sinusal,
doença do nó sinusal, bloqueio sinoatrial, bloqueio
atrioventricular de segundo ou terceiro grau, insuficiência
cardíaca manifestada ou choque cardiogênico (redução da capacidade
de bombeamento do coração), acidose hiperclorêmica, insuficiência
renal (dos rins) grave.

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes
com insuficiência renal grave.

Como usar o Azorga

Você deve usar este medicamento exclusivamente nos olhos.

Antes de utilizar o medicamento, confira o nome no rótulo, para
não haver enganos. Não utilize o
medicamento Azorga Suspensão Oftálmica Estéril caso haja
sinais de violação e/ou danificações do frasco.

A suspensão já vem pronta para uso. Não encoste a ponta do
frasco nos olhos, nos dedos e nem em outra superfície qualquer,
para evitar a contaminação do frasco e do colírio.

Posologia do Azorga


Agite bem antes de usar.

Você deve aplicar o número de gotas da dose recomendada pelo seu
médico em um ou ambos os olhos.

A dose usual é de 1 gota aplicada no(s) olho(s) afetado(s), 2
vezes ao dia, com intervalo de aproximadamente de 12 horas entre as
doses.

Ao fazer oclusão nasolacrimal ou fechar as pálpebras durante 2
minutos, a absorção sistêmica é reduzida. Isso pode resultar em uma
diminuição das reações adversas sistêmicas e um aumento na
atividade local.

A segurança de Azorga Suspensão Oftálmica Estéril com doses
ou frequência de administração maiores não foi estabelecida.

A segurança do uso de Azorga Suspensão Oftálmica Estéril
por outras vias de administração não foi estabelecida.

Feche bem o frasco depois de usar.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Azorga?


Se esquecer uma dose, aplique o medicamento o quanto antes. No
entanto, se estiver perto do horário da próxima dose, ignore a dose
esquecida e volte ao esquema regular. A dose não deve exceder uma
gota no olho afetado duas vezes ao dia.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Azorga

Como outros agentes oftálmicos aplicados topicamente, a
brinzolamida e o timolol são absorvidos sistemicamente (pelo
organismo). Devido ao componente de bloqueio beta-adrenérgico, o
timolol, podem ocorrer os mesmos tipos de reações adversas
pulmonares, cardiovasculares e outras, ocasionadas por agentes
bloqueadores beta-adrenérgicos.

Reações de hipersensibilidade comuns a todos os derivados de
sulfonamida podem ocorrer se você estiver recebendo
Azorga Suspensão Oftálmica Estéril, uma vez que é absorvido
sistemicamente. Se ocorrerem sinais de reações graves ou
hipersensibilidade (alergia), descontinuar o uso deste produto.

Distúrbios ácido-base têm sido relatados com os inibidores da
anidrase carbônica por via oral. Deve ser usado com precaução se
você apresenta risco de insuficiência renal, devido ao possível
risco de acidose metabólica.

O possível papel da brinzolamida na função endotelial da córnea
não foi investigado em pacientes com córneas comprometidas
(particularmente em pacientes com baixa contagem de células
endoteliais).

Inibidores de anidrase carbônica podem afetar a hidratação da
córnea, o que pode levar a uma descompensação da córnea e edema. É
recomendada a monitoração cuidadosa de pacientes com córneas
comprometidas, tais como pacientes com diabetes mellitus
ou com distrofia corneana.

Quando há oclusão nasolacrimal ou quando as pálpebras são
fechadas, a absorção sistêmica é reduzida. Isso pode resultar numa
diminuição dos efeitos sistêmicos secundários e um aumento da
atividade local.

Após tampa ser removida, se houver adulteração evidente do lacre
de segurança, remova-o antes de usar o produto.

Distúrbios cardíacos:

Em pacientes com doenças cardiovasculares (por exemplo, doença
cardíaca coronariana, angina de Prinzmetal e insuficiência
cardíaca) e hipotensão (pressão sanguínea baixa), o tratamento com
beta-bloqueadores deve ser criticamente avaliado e deve-se
considerar o tratamento com outras substâncias ativas. Pacientes
com doenças cardiovasculares devem ser observados quanto a sinais
de deterioração dessas doenças e de reações adversas.

Distúrbios vasculares:

Os pacientes com graves distúrbios circulatórios periféricos
(isto é, as formas graves da doença de Raynaud ou síndrome de
Raynaud) devem ser tratados com cautela.

Distúrbios respiratórios:

Reações respiratórias, incluindo morte devido à broncoespasmo
(contração dos brônquios com dificuldade respiratória) em pacientes
com asma têm sido relatadas após a administração de alguns
beta-bloqueadores oftálmicos.

Hipoglicemia/diabetes:

Os beta-bloqueadores devem ser administrados com cautela a
pacientes sujeitos a hipoglicemia (diminuição da taxa de açúcar no
sangue) espontânea ou a pacientes com diabetes instável, uma vez
que os beta-bloqueadores podem mascarar os sinais e sintomas de
hipoglicemia aguda.

Hipertireoidismo (produção excessiva de hormônio pela
glândula tireoide):

Os beta-bloqueadores também podem mascarar os sinais de
hipertireoidismo.

Fraqueza muscular:

Os agentes bloqueadores beta-adrenérgicos têm sido relatados
potencializar a fraqueza muscular consistente com certos sintomas
miastênicos (por exemplo, diplopia – visão dupla, ptose – queda da
pálpebra superior, e fraqueza generalizada).

Outros agentes beta-bloqueadores:

O efeito sobre a pressão intraocular ou os efeitos conhecidos de
beta-bloqueadores sistêmicos podem ser potencializados quando o
timolol é administrado a pacientes que já recebem um agente
beta-bloqueador sistêmico. A resposta destes pacientes deve ser
cuidadosamente observada pelo médico. Não é recomendado o uso de
dois agentes bloqueadores beta-adrenérgicos tópicos.

Reações anafiláticas:

Enquanto estiver utilizando agentes beta-bloqueadores, os
pacientes com história de atopia (tendência hereditária a
desenvolver manifestações alérgicas) ou reação anafilática severa a
diversos alérgenos, podem ser mais reativos ao uso repetido desses
alérgenos e não responsivo a doses usuais de adrenalina usada para
o tratamento de reações anafiláticas.

Descolamento de coroide:

Tem sido relatado descolamento de coroide com a administração de
terapia supressora de humor aquoso (por exemplo, timolol,
acetazolamida) após procedimentos de filtração.

Anestesia cirúrgica:

As preparações beta-bloqueadoras oftalmológicas podem bloquear
os efeitos beta-agonistas sistêmicos, por exemplo, da adrenalina. O
anestesista deve ser informado quando você estiver recebendo
timolol.

Lentes de contato:

Azorga Suspensão Oftálmica Estéril contem cloreto de
benzalcônio que pode causar irritação e sabe-se que descolore
lentes de contato gelatinosa. Evite o contato com as lentes de
contato gelatinosa. Você será instruído a remover as lentes de
contato antes da aplicação de Azorga Suspensão Oftálmica
Estéril e aguardar pelo menos 15 minutos antes de coloca-las
novamente.

Fertilidade:

Não foram realizados estudos para avaliar o efeito da
administração ocular tópica de Azorga Suspensão Oftálmica na
fertilidade humana. Dados pré-clínicos não mostraram qualquer
efeito da brinzolamida ou timolol sobre a fertilidade masculina ou
feminina, seguido da administração oral. Nenhum efeito sobre a
fertilidade de homens e mulheres é antecipado para
Azorga Suspensão Oftálmica Estéril.

Gravidez:

Não foram realizados estudos para avaliar o efeito da
administração ocular tópica de Azorga Suspensão Oftálmica na
gravidez humana. A brinzolamida administrada por via oral não
mostrou malformações fetais em ratos e coelhos, mas mostraram uma
diminuição do peso corporal fetal e um aumento nas alterações do
desenvolvimento em ratos. Estudos epidemiológicos não indicaram
efeitos de malformação, mas mostraram um risco para crescimento
intrauterino retardado quando os beta-bloqueadores são
administrados por via oral. Além disso, os sinais e sintomas de
beta-bloqueadores (por exemplo, bradicardia, hipotensão,
dificuldades respiratórias e hipoglicemia) foram observados no
recém-nascido quando beta-bloqueadores foram administrados até o
parto. Azorga Suspensão Oftálmica Estéril não deve ser
utilizado durante a gravidez a menos que seja extremamente
necessário. No entanto, se Azorga Suspensão Oftálmica Estéril for
administrado até o parto, o recém-nascido deve ser cuidadosamente
monitorado durante os primeiros dias de vida.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Lactação:

Estudos em animais demonstraram que após administração oral de
brinzolamida, ela é excretada no leite materno. Não se sabe se a
brinzolamida oftálmica é excretada no leite materno. Os
beta-bloqueadores são excretados no leite materno apresentado
potencial de causar reações adversas graves ao lactente.

Interferência na capacidade de dirigir veículos e operar
máquinas:

Turvação transitória da visão ou outros distúrbios visuais podem
afetar a capacidade de dirigir ou operar máquinas. Se a visão
turvar após a instilação, você deve esperar até que a visão
normalize antes de dirigir ou operar máquinas.

Os inibidores da anidrase carbônica podem prejudicar a
capacidade de realizar tarefas que requeiram agilidade mental e/ou
coordenação física.

Reações Adversas do Azorga

As seguintes reações adversas foram reportadas em
estudos clínicos com Azorga Suspensão Oftálmica Estéril e são
classificadas de acordo com a seguinte convenção:

  • Muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam
    este medicamento); 
  • Comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este
    medicamento); 
  • Incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este
    medicamento); 
  • Rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este
    medicamento); 
  • Muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam
    este medicamento).

Dentro de cada grupo de frequência as reações adversas são
apresentadas em ordem decrescente de seriedade.

Classificação por sistema de órgãos

Frequência de ocorrência

Reação adversa

Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático

Incomum Diminuição da contagem
de células sanguíneas brancas

Distúrbios psiquiátricos

Raro Insônia

Distúrbios do sistema

Comum Disgeusia (alteração do
paladar)
Distúrbios
oculares
Comum

Ceratite punteada (inflamação e danos
na superfície do olho), visão borrada, dor ocular, irritação
ocular

Incomum

Ceratite (inflamação na superfície do
olho, olho seco, coloração na córnea, prurido ocular (coceira e/ou
ardência nos olhos), sensação de corpo estranho nos olhos, secreção
ocular, hiperemia (aumento da vermelhidão) ocular, hiperemia
conjuntival

Raro

Erosão corneana, ardor na câmara
anterior (precipitação dentro do olho), fotofobia (sensibilidade
exagerada à luz), hiperemia escleral, eritema da pálpebra
(vermelhidão), crosta na margem da pálpebra

Distúrbios cardíacos

Comum Diminuição da frequência
cardíaca

Distúrbios vasculares

Incomum Diminuição da pressão
sanguínea
Distúrbios
respiratórios, torácico e do mediastino
Incomum

Tosse

Raro

Dor orofaríngea e rinorreia

Distúrbios renais e urinários

Incomum Presença de sangue na
urina

Distúrbios gerais e alterações no local de administração

Incomum Mal-estar

Reações adversas adicionais identificadas a partir da
vigilância pós-comercialização, incluem o seguinte (as frequências
não puderam ser estimadas a partir dos dados
disponíveis):

Classificação por sistema de órgãos

Termo preferencial medDRA (v. 18.0)

Distúrbios do sistema imune

Choque anafilático,
hipersensibilidade (alergia)

Distúrbio cardíaco

Palpitações

Distúrbio auditivo e do labirinto

Zumbido

Distúrbios psiquiátrico

Depressão

Distúrbios do sistema nervoso

Tontura, dor de cabeça, parestesia
(formigamentos)

Distúrbios oculares

Alergia nos olhos, edema palpebral,
deficiência visual, conjuntivite

Distúrbio vascular

Aumento da pressão sanguínea

Distúrbio respiratório, torácico e do mediastino

Asma, dispneia (dificuldade
respiratória), epistaxe (sangramento nasal)

Distúrbios gastrointestinais 

Desconforto abdominal, diarreia, boca
seca, náusea

Distúrbiso da pele e tecido subcutâneo

Alopecia (perda de cabelos e pelos),
eritema, rash (erupção cutânea), coceira

Distúrbios musculoesquelético e do tecido conjuntivo

Mialgia (dor muscular)

Distúrbios gerais e alterações no local da administração

Dor no peito, fadiga

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

Composição do Azorga

Apresentações:

Suspensão Oftálmica Estéril.

Frasco plástico conta-gotas contendo:

5 mL ou 6 mL de suspensão oftálmica de brinzolamida (10 mg/mL) e
maleato de timolol (6,8 mg/mL; eq. 5 mg de timolol base).

Via de administração tópica ocular.

Uso adulto.

Composição:

Cada ml (30 gotas) contém:

Brinzolamida

10,0* mg

Maleato de timolol

6,8** mg

Veículo*** q.s.p

1 mL

*0,33 mg de brinzolamida por gota.
**0,23 mg de maleato de timolol por gota (0,17 mg
de timolol base). Equivalente a 5 mg de timolol base.
***Manitol, carbômero 974P, tiloxapol, ácido clorídrico
e/ou hidróxido de sódio, edetato dissódico e cloreto de benzalcônio
como conservantes e água purificada.

Superdosagem do Azorga

Em caso de ingestão acidental, os sintomas de superdose de
beta-bloqueadores podem incluir bradicardia, hipotensão,
insuficiência cardíaca e broncoespasmo.

Devido à brinzolamida podem ocorrer desequilíbrio eletrolítico,
desenvolvimento de um estado de acidose e possíveis efeitos no
sistema nervoso. Os níveis de eletrólitos séricos (particularmente
de potássio) e os níveis sanguíneos de pH devem ser
monitorados.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações. 

Interação Medicamentosa do Azorga

Azorga contém brinzolamida, um inibidor da anidrase
carbônica e, embora administrado topicamente, é absorvido
sistemicamente. Distúrbios ácido-base têm sido relatados com os
inibidores de anidrase carbônica por via oral. O potencial para
interações deve ser considerado em pacientes que estejam usando
Azorga.

Há um potencial para efeito aditivo sobre os efeitos sistêmicos
conhecidos da inibição da anidrase carbônica se você estiver
recebendo um inibidor da anidrase carbônica por via oral e
brinzolamida oftálmica. A administração concomitante de colírios
contendo brinzolamida e inibidores da anidrase carbônica orais não
é recomendada.

Tem sido relatada a potencialização do bloqueio beta-adrenérgico
(por exemplo, diminuição do batimento cardíaco, depressão) durante
o tratamento combinado com inibidores da CYP2D6 (por exemplo,
quinidina, fluoxetina, paroxetina) e timolol.

Existe um potencial para efeitos aditivos resultando em
hipotensão e/ou bradicardia (diminuição da frequência cardíaca)
acentuada quando colírios com beta-bloqueadores são administrados
concomitantemente com bloqueadores de canal de cálcio por via oral,
agentes bloqueadores beta-adrenérgicos, antiarrítmicos (incluindo
amiodarona), glicosídeos digitálicos ou parasimpatomiméticos.

Midríase (pupila dilatada), resultante do uso concomitante de
beta-bloqueadores oftálmicos e adrenalina (epinefrina) tem sido
relatada ocasionalmente.

Este medicamento pode causar
doping.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento. Não use este medicamento
sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.

Ação da Substância Azorga

Resultados de eficácia

Efeitos clínicos

Em um ensaio clínico controlado em pacientes com glaucoma de
ângulo aberto ou hipertensão ocular, que na opinião do investigador
poderiam se beneficiar com a terapêutica combinada, e que tinham a
média basal de pressão intraocular de 25 a 27 mmHg, o efeito médio
da redução da pressão intraocular de Brinzolamida + Timolol
(substância ativa) administrado duas vezes por dia foi de 7 a 9
mmHg. A não inferioridade de Brinzolamida + Timolol (substância
ativa) comparado a dorzolamida 20mg/mL + timolol 5mg/mL na redução
da pressão intraocular foi demonstrada através de todos os
controles e visitas do estudo.

Em um estudo clínico controlado – seis meses, em pacientes com
glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular, com média basal de
pressão intraocular de 25 a 27mmHg, o efeito médio da redução da
pressão intraocular de Brinzolamida + Timolol (substância ativa),
administrado duas vezes por dia foi de 7 a 9 mmHg, e foi até 3mmHg
maior do que brinzolamida 10mg/mL duas vezes ao dia e até 2 mmHg
maior do que timolol 5mg/mL duas vezes ao dia. Foi observada uma
redução estatisticamente superior a média da pressão intraocular
comparada a brinzolamida e timolol, administrados isoladamente, em
todos os controles e visitas através do estudo.

Em três ensaios clínicos controlados, o desconforto ocular após
instilação de Brinzolamida + Timolol (substância ativa) foi
significantemente menor que da dorzolamida 20mg/mL + timolol
5mg/mL.

Dados de segurança pré-clínica

Brinzolamida

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser
humano com brinzolamida baseados em estudos convencionais de
farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida,
genotoxicidade e potencial carcinogênico. Desenvolvimento de
estudos de toxicidade em coelhos com doses orais de brinzolamida de
até 6 mg / kg / dia (214 vezes a dose clínica diária recomendada de
28 μg / kg / dia) não revelou nenhum efeito sobre fetal
desenvolvimento apesar da toxicidade materna significativa.

Estudos semelhantes em ratos resultou em uma ligeira redução na
ossificação do crânio e sternebrae de fetos de mães que receberam
doses de brinzolamida de 18 mg / kg / dia (642 vezes a dose diária
clínica recomendada), mas não de 6 mg / kg / dia. Estes resultados
ocorreram com doses que causaram a acidose metabólica, com
diminuição no ganho de peso em mães e diminuição do peso fetal.

Dose-relativa

Diminuição nos pesos fetais foram observados em filhotes de mães
que receberam brinzolamida oralmente, que vão desde uma ligeira
diminuição (cerca de 5-6%) 2 mg / kg / dia para cerca de 14% a 18
mg / kg / dia. Durante a lactação, o nível sem efeitos adversos

Timolol

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser
humano com timolol baseados em estudos convencionais de
farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida,
genotoxicidade e potencial carcinogénico. Estudos de toxicidade
reprodutiva com timolol mostrou atraso fetal na ossificação em
ratos, sem efeitos adversos sobre o desenvolvimento pós-natal (em
50 mg / kg / dia ou 3.500 vezes a dose clínica diária de 14 μg / kg
/ dia) e aumento da reabsorção fetal em coelhos (em 90 mg / kg /
dia ou 6.400 vezes a dose clínica diária).

Características farmacológicas

Mecanismo de ação

Brinzolamida + Timolol (substância ativa) contém dois
ingredientes ativos: brinzolamida e maleato de timolol. Estes dois
componentes diminuem a pressão intraocular elevada, principalmente
pela redução da produção do humor aquoso, e o realizam por
diferentes mecanismos de ação. O efeito combinado destas duas
substâncias ativas resulta em uma redução adicional da pressão
intraocular (PIO) comparado a componentes isolados.

Brinzolamida é um potente inibidor da anídrase carbônica humana
II (AC-II), uma isoenzima predominante no olho. A inibição da
anidrase carbônica nos processos ciliares do olho diminui a
secreção do humor aquoso, presumivelmente por retardar a formação
de íons bicarbonatos com subseqüente redução no transporte de sódio
e fluidos oculares.

Timolol é um agente bloqueador adrenérgico não seletivo que não
tem atividade simpatomimética intrínseca, depressora do miocárdio
direto ou estabilizadora de membrana. Estudos fluorofotométricos e
tonográficos no homem indicam que a ação predominante está
relacionada à redução da formação do humor aquoso e um ligeiro
aumento na facilidade de escoamento.

Farmacocinética

Absorção

Após administração tópica ocular, brinzolamida e timolol são
absorvidos através da córnea na circulação sistêmica. Em um estudo
farmacocinético, a indivíduos saudáveis receberam brinzolamida oral
(1 mg) duas vezes ao dia durante 2 semanas para encurtar o tempo
para atingir o estado estacionário antes de começar o uso de
Brinzolamida + Timolol (substância ativa). Após duas doses diária
do medicamento, por 13 semanas, a concentração de brinzolamida nas
hemácias foi em média de 18,8 ± 3,29μM, 18,1 ± 2,68 μM e 18,4 ±
3,01 μM nas semanas 4, 10 e 15, respectivamente, indicando que as
concentrações de estado estacionário da brinzolamida nas hemácias
foram mantidos.

Em estado estacionário, após a administração de Brinzolamida +
Timolol (substância ativa), a média plasmática Cmáx e
AUC 0-12h de timolol foram 27% e 28% menor
(Cmax: 0,824 ± 0,453 ng / ml, AUC 0-12h: 4,71
± 4,29 ng h / ml), respectivamente, em comparação com a
administração de timolol 5 mg / ml (Cmáx: 1,13 ± 0,494
ng / ml, AUC 0-12h: 6,58 ± 3,18 ng h / ml). A menor
exposição sistêmica ao timolol seguida da administração de
brinzolomida + timolol não é clinicamente relevante. Após a
administração de Brinzolamida + Timolol (substância ativa) a
Cmáx média de timolol foi alcançada em 0,79 ± 0,45
horas.

Distribuição

A ligação da proteína plasmática da brinzolamida é moderada
(aproximadamente 60%).

Brinzolamida é sequestrada nas hemácias, devido à sua alta
afinidade ligação à AC-II e, em menor medida à AC-I. Seu metabólito
ativo N-desetil também se acumula nas hemácias, onde se liga
primariamente à AC-I. A afinidade da brinzolamida e do metabolito
às hemácias e tecidos resultam em uma baixa concentração
plasmáticas.

Os dados da distribuição no tecido ocular dos coelhos mostraram
que timolol pode ser medido no humor aquoso até 48 horas após
administração de Brinzolamida + Timolol (substância ativa). No
estado de equilíbrio, timolol é detectado no plasma humano por até
12 horas após administração de Brinzolamida + Timolol (substância
ativa).

Metabolismo

As vias metabólicas para o metabolismo de brinzolamida envolvem
o N- desalquilação, O- desalquilação e oxidação da sua sequência
lateral. N-desetil brinzolamida é o principal metabólito da
brinzolamida formado nos seres humanos, os quais também se ligam ao
CA-I na presença de brinzolamida e se acumulam nas hemácias.
Estudos in vitro mostram que o metabolismo da brinzolamida
envolve principalmente o CYP3A4, assim como pelo menos outras
quatro isoenzimas (CYP2A6, CYP2B6, CYP2C8 e CYP2C9).

Timolol é metabolizado por duas vias. Uma rota produz uma cadeia
lateral de etanolamina no anel tiadizole enquanto que a outra cede
a cadeia lateral etanólica no nitrogênio morfolina e a segunda rota
produz, semelhante a cadeia lateral, um grupo carbonil adjacente ao
nitrogênio. O metabolismo de timolol é mediado principalmente pelo
CYP2D6.

Excreção

A brinzolamida é eliminada principalmente por excreção renal
(aproximadamente 60%).

Cerca de 20% da dose é encontrada na urina como metabólito.
Brinzolamida e N-desetil-brinzolamida são encontrados componentes
predominantes na urina através de leves traços (1%) de metabólitos
N- desmetoxipropil e O-desmetil.

Timolol e seus metabólitos são principalmente excretados pelos
rins.

Aproximadamente 20% da dose de timolol é excretada na urina não
modificada e o restante excretado na urina como metabólitos. O
plasma t½ de timolol é 4.8 horas após administração de
Brinzolamida + Timolol (substância ativa).

Cuidados de Armazenamento do Azorga

O medicamento Azorga Suspensão Oftálmica Estéril deve ser
armazenado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C).

A validade do produto (5mL) é de 24 meses.

Após aberto, válido por 56 dias.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Características farmacológicas:

Azorga Suspensão Oftálmica Estéril é uma suspensão opaca
branca a quase branca.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo o medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Azorga

MS – 1.0068.1108.001-8.

Farm. Resp.:

Tatiana Torres Pubill.
CRF-SP n° 41,752.

Fabricado por:

Novartis Biociências S.A.São Paulo, SP.

Registrado por:

Novartis Biociências S.A.
Av. Prof. Vicente Rao, 90.
São Paulo – SP.
CNPJ 56.994.502/0001-30.
São Paulo – SP.
Indústria Brasileira.

Venda sob prescrição médica.

Azorga, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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