Adenocard Bula

Adenocard

Como o Adenocard funciona?

Adenocard é um medicamento com ação no miocárdio (músculo do
coração) e no sistema de condução, tratando os batimentos cardíacos
irregulares (arritmias).

Contraindicação do Adenocard

Está contraindicado no caso de reação alérgica à adenosina ou a
qualquer componente de sua formulação, para pacientes com
pressão baixa ou certos problemas do coração.

Como usar o Adenocard

Seu médico irá lhe prescrever a dose exata de Adenocard e lhe
dirá com que frequência será administrada.

Adenocard deve ser administrado somente por profissional
especializado, exclusivamente por via intravenosa.

Risco de uso por via de administração não recomendada. Este
medicamento deve ser administrado somente pela via intravenosa.

Posologia

Administração inicial

6 mg (uma ampola) administrados como bolus intravenoso em
período de um a dois segundos.

Administração subsequente

Se a primeira dose não resultar na suspensão da taquicardia
supraventricular dentro de um a dois minutos, deverá ser
administrado 12 mg (duas ampolas) como bolus intravenoso. Se
necessário, repetir a dose de 12 mg.

Não são recomendadas doses superiores a 12 mg.

Para assegurar que a solução alcance a circulação sistêmica,
Adenocard deve ser administrado diretamente na veia.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Adenocard?

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Adenocard

Avise seu médico se você estiver grávida ou se tiver histórico
de problemas respiratórios como asma, enfisema ou bronquite.

Evite ingerir grandes quantidades de cafeína, encontrada, por
exemplo, em café, chá e em alguns refrigerantes.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Reações Adversas do Adenocard

Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes
que utilizam este medicamento)

Rubor facial (vermelhidão) e respiração ofegante/dispneia
(dificuldade para respirar).

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento) 

Dor de cabeça, pressão no peito (dseconforto), atordoamento e
náusea.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

Sudorese (transpiração excessiva), palpitações, dor no peito e
hipotensão (pressão baixa); hiperventilação (devido ao aumento da
frequência ou da intensidade da respiração) e pressão na cabeça;
vertigem (tontura), formigamento nos braços, torpor
(fraqueza/moleza no corpo), alterações na visão, sensação de
queimação, peso na nuca e braços e dor nas costas; gosto metálico,
sensação de aperto na garganta e pressão na virilha.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Adenocard

Mulheres grávidas

Somente deve ser administrado neste período quando estritamente
necessário, pois, apesar de não se poder prever efeito fetal, a
adenosina é amplamente distribuída pelo organismo.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Composição do Adenocard

Cada 1 mL de solução contém:

3 mg de adenosina.

Veículos:

cloreto de sódio e água para injeção.

Superdosagem do Adenocard

Seus efeitos adversos são geralmente de curta duração.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Adenocard

Não foram observadas interações com outros fármacos cardioativos
como quinidina, agentes betabloqueadores, bloqueadores dos canais
de cálcio e inibidores de enzimas da conversão de angiotensina.

O uso concomitante de Adenosina (substância ativa) com digoxina
e verapamil foi raramente associado à fibrilação ventricular,
devido ao potencial aditivo ou sinérgico dos efeitos depressores
desses agentes sobre os nós AS e AV. Embora não tenha sido
estabelecida nenhuma relação causal ou de interação medicamentosa,
a Adenosina (substância ativa) deve ser utilizada com cautela em
pacientes sob uso de digoxina ou digoxina e verapamil
simultaneamente. O uso de Adenosina (substância ativa) e
digitálicos pode ser raramente associado à fibrilação
ventricular.

O dipiridamol potencializa os efeitos da Adenosina (substância
ativa), sendo assim, doses menores de Adenosina (substância ativa)
podem ser efetivas na sua presença.

Há relatos sobre a ação da carbamazepina no aumento do grau do
bloqueio AV ocasionado por outros agentes. Como a Adenosina
(substância ativa) exerce seu efeito primário por meio da redução
da condução do nó AV, quando na presença de carbamazepina, podem
ocorrer graus maiores de bloqueio AV.

Deve-se orientar o paciente a evitar ingestão de café, chá e
bebidas contendo cafeína. As metilxantinas, como cafeína e
teofilina, antagonizam os efeitos da Adenosina (substância ativa).
Quando estão presentes, são necessárias doses maiores ou mesmo pode
resultar em ineficácia da Adenosina (substância ativa).

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Adenocard®.

Ação da Substância Adenocard

Resultados de Eficácia


Estudos controlados desenvolvidos nos Estados Unidos avaliaram
doses de 3 mg, 6 mg, 9 mg e 12 mg de Adenosina (substância ativa) e
demonstraram que 60% dos pacientes com TPSV foram revertidos ao
ritmo sinusal dentro de um minuto após a aplicação do medicamento
em bolus venoso de 6 mg (alguns, já com a dose de 3 mg, que foi
substituída sequencialmente por 6 mg em caso de falha).
Cumulativamente, 92% dos pacientes reverteram após uma dose de 12
mg em bolus venoso. As respostas foram observadas em pacientes
usando digoxina ou não, em caso de Wolff-ParkinsonWhite e
independentemente de gênero ou etnia.

Estudo desenvolvido por Lauer MR (1994) demonstrou a eficácia da
Adenosina (substância ativa) em pacientes com taquicardia
reciprocante ou reentrante, independentemente da influência
catecolaminérgica.

No estudo de Camaiti A (1998), 107 pacientes foram avaliados. A
Adenosina (substância ativa) demonstrou eficácia e segurança tanto
nos subgrupos acima como abaixo de 70 anos de idade.

Estudos observacionais não controlados demonstraram a capacidade
da Adenosina (substância ativa) de coibir episódios de TPSV. Tais
análises iniciais levaram ao desenvolvimento de estudos clínicos
específicos randomizados, prospectivos e controlados por
placebo.

Dois estudos, envolvendo 37 centros de pesquisa, incluíram
pacientes acima de 18 anos com episódios de TPSV de duração
superior a cinco minutos. No primeiro estudo, os pacientes foram
randomizados para utilizar Adenosina (substância ativa) (em doses
progressivas de 3 mg, 6 mg, 9 mg e 12 mg, em dois segundos, por via
venosa) ou placebo. Se o episódio não fosse revertido em dois
minutos, o paciente receberia a próxima dose mais elevada. Após o
máximo de quatro doses, o protocolo da pesquisa previa a abertura e
análise dos resultados. Caso não houvesse resposta à Adenosina
(substância ativa), o paciente seria tratado de acordo com a
decisão do médico. Aqueles, no entanto, que não respondessem ao
placebo seriam direcionados para utilizar doses sequenciais de
Adenosina (substância ativa). O objetivo principal do estudo foi
avaliar o índice de conversão ao ritmo sinusal. Foram avaliados 201
pacientes; 137 receberam Adenosina (substância ativa) e 64,
placebo. Pacientes com arritmia de origem ventricular,
identificados posteriormente (29 no total), foram excluídos da
análise de eficácia. O perfil clínico dos subgrupos foi bastante
homogêneo. O sucesso cumulativo da Adenosina (substância ativa) em
reverter a TPSV ao ritmo sinusal, tanto no grupo original como
entre os que foram redirecionados para a Adenosina (substância
ativa), foi, respectivamente, 35,2%, 62,3%, 80,2% e 91,4% para as
doses de 3 mg, 6 mg, 9 mg e 12 mg. Apenas 16,1% dos pacientes do
grupo placebo reverteram ao ritmo sinusal. A diferença global,
favorável à Adenosina (substância ativa) (91,4% versus 16,1%),
alcançou significância estatística (p lt; 0, 001).

Em estudo prospectivo e randomizado de comparação direta, a
Adenosina (substância ativa) e o verapamil foram avaliados em
pacientes com TPSV, entre os quais alguns reverteram ao ritmo
sinusal durante a infusão de solução salina em dois minutos,
previamente à medicação ativa. No total, 64 pacientes utilizaram
verapamil e 61, Adenosina (substância ativa) por via injetável.
Incluindose todos os participantes (análise por intenção de
tratar), 93,4% dos pacientes do grupo Adenosina (substância ativa)
e 90,6% dos randomizados para verapamil reverteram ao ritmo sinusal
(p = NS). Tanto episódios de reentrada nodal como de taquicardia AV
reciprocante responderam bem ao tratamento oferecido.

O verapamil, por via injetável, apresenta risco de induzir
hipotensão arterial prolongada e grave, o que pode ser facilmente
contornável com a opção preferencial pela Adenosina (substância
ativa). Em estudo retrospectivo (n = 20; 32 episódios), Sellers e
Di Marco (1985) relataram 100% de reversão de TPSV com Adenosina
(substância ativa) e 90% com verapamil. Em análise que incluiu
estudo eletrofisiológico, Garratt (1989) demonstrou reversão da
TPSV em 20 pacientes que utilizaram Adenosina (substância ativa) e
em 19 que foram selecionados para verapamil.

Em estudo clínico brasileiro (1996) com avaliação de 50
pacientes, Ferreira demonstrou que a Adenosina (substância ativa),
em comparação ao verapamil injetável, reverteu crises de TPSV em 30
segundos em média, contra 248 segundos do verapamil, e concluiu que
a Adenosina (substância ativa) é mais segura em pacientes com
disfunção ventricular.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Adenocard®.

Características Farmacológicas


Adenosina (substância ativa) é um medicamento com ação no
miocárdio e sistema de condução cujo princípio ativo é a Adenosina
(substância ativa), nucleosídeo endógeno presente em todas as
células do organismo, quimicamente denominada
6-amino-9-beta-Dribofuranosila-9-H-purina, com peso molecular
267,24 e fórmula empírica C10H13N5O4. A Adenosina (substância
ativa) é um pó branco cristalino, solúvel em água e praticamente
insolúvel em álcool. Sua solubilidade aumenta com o aquecimento e a
diminuição do pH.

A Adenosina (substância ativa) não está quimicamente relacionada
a outros fármacos antiarrítmicos.

Adenosina (substância ativa) é uma solução injetável estéril e
apirogênica para injeção intravenosa em bolus.

Entre seus efeitos farmacológicos incluem-se vasodilatação
coronária e atividade adrenérgica. Reduz o tempo de condução
através do nó AV, pode interromper a atividade reentrante através
do nó AV e restaurar o ritmo sinusal em pacientes com TPSV,
incluindo a taquicardia associada à síndrome de
Wolff-Parkinson-White. As metilxantinas são antagonistas
competitivas da Adenosina (substância ativa), e os bloqueadores do
transporte de nucleosídeos são agentes que potencializam seus
efeitos. Não sofre bloqueio pela atropina.

As doses usuais de 6 mg ou 12 mg de Adenosina (substância ativa)
não costumam produzir efeitos hemodinâmicos significativos e
duradouros. Quando são usadas doses maiores por infusão, ocorre
queda da pressão arterial devido à diminuição da resistência
periférica. Quando administrada intravenosamente, a Adenosina
(substância ativa) é removida da circulação muito rapidamente. Após
bolus intravenoso, é absorvida pelos eritrócitos e células do
endotélio vascular.

A Adenosina (substância ativa) é rapidamente metabolizada pela
adenosinoquinase para Adenosina (substância ativa) monofosfato
(AMP), via fosforilação, ou pela adenosinodesaminase à inosina, via
desaminação. Como a adenosinoquinase tem Km e Vmáx menor do que a
adenosinodesaminase, a desaminação assume o papel principal somente
quando a Adenosina (substância ativa) citosólica satura a via de
fosforilação. A inosina formada por desaminação da Adenosina
(substância ativa) pode sair da célula intacta ou ser degradada em
hipoxantina, xantina e finalmente em ácido úrico. Já a AMP formada
por fosforilação é diretamente incorporada ao pool de fosfato de
alta energia. A meia-vida estimada é inferior a dez segundos.

Como Adenosina (substância ativa) não é ativado ou inativado por
via hepática ou renal, não se esperam alterações de sua eficácia ou
tolerabilidade em caso de insuficiência hepática ou renal.

Fonte: Bula do Profissional do
Medicamento Adenocard®.

Cuidados de Armazenamento do Adenocard

Este medicamento deve ser armazenado em temperatura ambiente
(entre 15°C e 30°C).

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

O medicamento é para aplicação única. Não deve ser colocado sob
refrigeração (temperatura entre 2°C e 8°C). A quantidade não
utilizada deve ser descartada.

Características físicas

A solução injetável é incolor e deve estar livre de partículas
visíveis.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Adenocard

MS nº: 1.0033.0038

Farmacêutica responsável:

Cintia Delphino de Andrade
CRF-SP nº: 25.125

Registrado por:

Libbs Farmacêutica LTDA.
Rua Josef Kryss, 250 – São Paulo – SP
CNPJ 61.230.314/0001-75

Fabricado por:

Libbs Farmacêutica LTDA.
Rua Alberto Correia Francfort, 88 – Embu – SP
Indústria brasileira

Adenocard, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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