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Síndrome do Pânico: Sintomas, Cura e Experiência de Padre Fábio de Melo

Para Padre Fábio de Melo, a fé foi abalada pelo pânico. Foi isso que aconteceu em uma crise de pânico, em um ataque de pânico, quando ele recebeu uma conversa muito franca sobre o que está vivendo, um problema de saúde, aliás, o mesmo problema de uma multidão de brasileiros.

Ele está acostumado com grandes plateias, tem uma legião de fãs, mas de repente, teve uma sensação de morte. “Eu tinha a sensação de que alguma coisa estava muito ruim acontecendo comigo. Eu tinha medo de tudo, tinha medo das pessoas.” Esse medo tem nome: síndrome do pânico.

A primeira crise foi há dois anos, a última há menos de um mês. Aos seguidores nas redes sociais, ele agradeceu o carinho e prometeu falar sobre esse assunto quando estivesse se sentindo inteiro e confiante.

“Então, eu quero perguntar primeiro: como é que o senhor está?” “Tudo bem, melhor graças a Deus. Estou medicado, vivendo um processo de recuperação e superação diária. O que aconteceu? Eu estava pousando em Fortaleza, no final de julho, estava bem e de repente tive um sintoma muito semelhante ao que eu tive há dois anos atrás, quando fui diagnosticado com síndrome do pânico e aí, Poliana, eu já não sentia vontade de sair do avião. Aí, pra descer do avião, ali mesmo sentado, eu já peguei o medicamento que já tinha dentro da bolsa e já de sijá entrei dentro do hotel num estado de desespero, de mal estar. Mas o remédio fez o efeito. Passou. Mas, quando eu cheguei na segunda-feira em casa, que eu desci do carro que me levou, eu desabei. Às vezes eu me pegava me escondendo debaixo da cama, tamanho pavor que eu senti.”

O transtorno de pânico é caracterizado por ataques de pânico. O primeiro ataque de pânico é sempre inesperado. A pessoa está bem, pode estar em casa, numa aula, no ônibus, no metrô e de repente, passa mal.

No auge de um dos ataques de pânico que sofreu, o padre recorreu à mãe. “Teve um dia que meu desespero era tão grande que eu não queria falar com outra pessoa que não fosse ela. Eu sou Padre Fábio de Melo, tenho muita responsabilidade como Padre Fábio de Melo, mas eu continuo sendo o Fabinho da minha mãe.”

“Foram dias em que eu decidi tanta coisa rapidamente dentro de mim. Eu pensei: eu não quero mais ser padre, eu não tenho mais coragem de enfrentar as pessoas, eu não tenho mais condições de ser quem eu sou.”

Medicado, o Padre Fábio se levantou e voltou a cumprir sua agenda. A brincar, a postar, cada dia um passinho, de preferência com os pés bem fincados no chão, como a gente experimentou aqui durante a nossa conversa. “Eu tenho que pensar o tempo todo que eu vou dar conta. Que isso não é um bicho de sete cabeças. Ajudado pela química que já está no meu organismo, é terapia, por preconceito ou algum tipo de análise. É o próximo passo. Você tem medo de uma nova crise?”

“Foi um medo do medo. A gente acaba virando um escravo do medo. O grande terror do paciente com transtorno de pânico é passar mal, é ter outro ataque de pânico. A pessoa está livre dos ataques de pânico quando ela começa a esquecer que pode passar mal. A falar abertamente sobre o transtorno, o padre acredita que pode ajudar muita gente que sofre do mesmo mal.”

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o Brasil tem mais de 9 por cento da população com algum transtorno de ansiedade. São mais de 18 milhões de pessoas. Não é uma invenção, não é uma frescura, é um transtorno químico, provavelmente de origem hereditária, e que traz enormes consequências se não tratado.

“Mas você ainda não se sente como se tivesse virado esta página?” “Ainda não tenho. Muita humildade em reconhecer que não estou inteiro. Estou trabalhando, mas eu não posso parar, porque tenho consciência que parar hoje significa dar razão à síndrome do pânico, é permitir que ela tome conta de mim. Hoje, eu estou mais confiante, retomei essa fé que me move. Eu acho que foi extremamente prudente eu ter vivido isso, porque hoje, se eu já tinha um respeito pelo sofrimento humano e pelo mistério que é o ser humano, hoje eu tenho muito mais. Obrigado, muito obrigado. Porque mesmo com cinco, o nome do pânico, as suas palavras continuam sendo palavras que fazem bem para quem está ouvindo. Também, muito obrigado pelo carinho.”

Você tem humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia? Você sente desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas? Tem diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis? Está desinteressado, com falta de motivação e apatia? Tem transtornos alimentares, com ganho de peso, e isso te deixa completamente infeliz?

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Fonte: SÍNDROME DO PÂNICO SINTOMAS – PADRE FÁBIO DE MELO CONTA SUA EXPERIÊNCIA – SINDROME DO PANICO CURA por Como Controlar a Ansiedade