Exelon Solucao Oral Bula

Exelon Solução Oral

Como o Exelon Solução Oral funciona?


Exelon pertence a uma classe de substâncias conhecida como
inibidores da colinesterase.

Exelon tem como substância ativa a rivastigmina que age
aumentando a quantidade de acetilcolina no cérebro, substância que
é necessária para um bom funcionamento cognitivo, como por exemplo,
o aprendizado, a memória, a compreensão e a orientação, bem como a
habilidade do paciente de lidar com situações do cotidiano.

Agindo dessa maneira, Exelon ajuda a diminuir o declínio mental
que ocorre em pacientes com a doença de Alzheimer ou com a doença
de Parkinson.

Contraindicação do Exelon Solução Oral

Não tome Exelon:

  • Se você souber que é alérgico (hipersensível) à rivastigmina
    (substância ativa de Exelon) ou a qualquer outro componente da
    fórmula;
  • Se você já teve uma reação alérgica a algum medicamento similar
    a este;
  • Se você já teve uma reação na pele se espalhando além do
    tamanho do adesivo transdérmico de Exelon, se houver uma reação
    mais intensa no local (tais como bolhas, aumentando a inflamação da
    pele, inchaço) e se não melhorou dentro de 48 horas após a remoção
    do adesivo transdérmico.

Se isso aplicar a você, não use Exelon e informe ao seu
médico.

Como usar o Exelon Solução Oral

Siga cuidadosamente todas as instruções dadas pelo seu médico.
Não exceda a dose recomendada.

Instruções para uso

  1. Remova a seringa dosadora da embalagem protetora. Empurre para
    baixo e gire a trava resistente à crianças para abrir a
    frasco.

  1. Insira o bocal da seringa na abertura da tampa branca.

  1. Retire a quantidade prescrita de Exelon solução oral do
    frasco.

  1. Antes de retirar a seringa com a dose prescrita do frasco,
    expulsar as bolhas grandes pressionando e puxando o êmbolo algumas
    vezes. A presença de algumas pequenas bolhas não tem qualquer
    importância e não vai afetar a dose.

  1. Engolir Exelon solução oral diretamente da seringa ou
    primeiro misturar em um pequeno copo com água ou suco de fruta ou
    refrigerante. Agite e beba toda mistura imediatamente.

  1. Após usar, limpe a parte de fora da seringa com um tecido limpo
    e devolva na embalagem protetora. Feche o frasco usando a trava
    resistente a crianças.

Quanto tomar de Exelon

Seu médico irá indicar a dose de Exelon que você deverá tomar,
começando com uma dose baixa e aumentando gradualmente, dependendo
da sua resposta ao tratamento.

A dose máxima permitida é de 6 mg duas vezes ao dia.

Quando tomar Exelon

Você deve tomar Exelon duas vezes ao dia, uma vez no café
da manhã e outra no jantar.

Tomar Exelon no mesmo horário todos os dias o ajudará a lembrar
quando tomar o medicamento.

Por quanto tempo tomar de Exelon

Para ter os benefícios do medicamento, você deve tomá-lo todos
os dias.

Informe ao seu cuidador que você está tomando Exelon. Informe
também se você não estiver tomando Exelon por mais do que três
dias.

A prescrição deste medicamento precisa de aconselhamento
especializado antes do seu início e uma avaliação periódica dos
benefícios terapêuticos. Seu médico também irá monitorar seu peso
enquanto estiver utilizando este medicamento.

Se você tem dúvidas sobre quanto tempo deverá tomar Exelon, fale
com seu médico ou farmacêutico.

A duração do tratamento dependerá da resposta ao medicamento.
Portanto, a posologia deverá ser orientada exclusivamente pelo seu
médico.

Se você parar de tomar Exelon

Não pare de tomar Exelon ou altere a dose sem o
conhecimento do seu médico. Somente o médico poderá avaliar a
eficácia da terapia.

Caso você esteja há mais do que três dias sem tomar Exelon, não
tome a próxima dose sem antes conversar com o seu médico.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Exelon
Solução Oral?


Se você se esquecer de tomar uma dose de Exelon, aguarde para
tomar a próxima dose no horário usual.

Não tome o dobro da dose de Exelon para compensar a dose
esquecida.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções do Exelon Solução Oral

Tome um cuidado especial com Exelon:

  • Caso você apresente reações gastrintestinais, como náuseas (se
    sentir enjoado), vômitos e diarreia. Você poderá ficar desidratado
    (perder muito líquido) se os vômitos ou a diarreia forem
    prolongados;
  • Se você tem ou tenha tido batimentos cardíacos irregulares
    (palpitação);
  • Se você tem ou tenha tido úlcera gástrica ativa;
  • Se você tem ou tenha tido obstrução urinária (dificuldade para
    urinar);
  • Se você tem ou tenha tido convulsões (ataques ou crises
    epilépticas);
  • Se você tem ou tenha tido asma ou doença respiratória
    grave;
  • Se você sofre de tremores;
  • Se você tem um baixo peso corporal (menos de 50 kg);
  • Se você tem problemas nos rins e fígado.

Se algum destes itens se aplicar a você, seu médico pode
precisar monitorá-lo mais proximamente durante o uso deste
medicamento.

Converse com seu médico imediatamente se você tiver uma
inflamação da pele, bolhas ou inchaço da pele que estão aumentando
e se espalhando.

Se você passou por um período de mais do que três dias sem tomar
Exelon, não tome a próxima dose sem antes conversar com o seu
médico.

Um dos ingredientes da solução oral de Exelon é o benzoato
de sódio. O ácido benzoico é um irritante moderado da pele, olhos e
membranas mucosas.

Reações Adversas do Exelon Solução Oral

Assim como com todos os medicamentos, os pacientes que tomam
Exelon podem experimentar efeitos secundários, embora nem
todas as pessoas os apresentem.

Não se assuste com essa lista de possíveis efeitos adversos.
Você pode não apresentar nenhum deles.

Esses efeitos tendem a ser mais frequentes quando você inicia a
medicação ou passa para uma dosagem maior. As reações adversas
desaparecem aos poucos, muito provavelmente porque seu corpo
acostuma-se com o medicamento.

As reações adversas podem ocorrer com determinadas
frequências, que são definidas como segue:

Muito comum

Afeta mais de 1 em 10 pacientes

Comum

Afeta entre 1 e 10 a cada 100
pacientes

Incomum

Afeta entre 1 e 10 a cada 1.000
pacientes

Rara

Afeta entre 1 e 10 a cada 10.000
pacientes

Muito rara

Afeta menos de 1 a cada 10.000
pacientes

Desconhecida

A frequência não pode ser estimada a
partir dos dados disponíveis

Reações adversas muito comuns (ocorre em mais de
10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Se sentir enjoado (reações gastrintestinais tais como
    náusea); 
  • Vômito; 
  • Diarreia;
  • Tontura;
  • Perda de apetite.

Reações adversas comuns (ocorre entre 1% e 10% dos
pacientes que utilizam este medicamento)

  • Agitação; 
  • Confusão; 
  • Pesadelos;
  • Ansiedade; 
  • Dor de cabeça;
  • Sonolência;
  •  Dores de estômago;
  • Desconforto no estômago após as refeições; 
  • Fraqueza;
  • Sensação de mal-estar; 
  • Fadiga;
  • Transpiração excessiva;
  • Perda de peso;
  • Tremor.

Informe ao seu médico caso estes efeitos desagradáveis
persistam. Algumas reações adversas podem ser sérias.

Incomuns (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

  • Depressão; 
  • Desmaio.

Raras (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

  • Ataques ou crise epiléptica (convulsões);
  • Dor no peito; 
  • Forte dor no peito (ataque cardíaco);
  • Úlceras gástrica ou duodenal.

Muito raras (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

  • Alucinações;
  • Problemas com o ritmo cardíaco (batimento acelerado ou
    retardado);
  • Sangue na evacuação ou ao vomitar (hemorragia
    gastrintestinal);
  • Dor intensa na parte superior do estômago;
  • Frequentemente com náusea e vômito (inflamação do
    pâncreas); 
  • Vômito grave que pode levar à ruptura do esôfago.

Frequência desconhecida

  • Perda de muito líquido (desidratação);
  • Pele amarela;
  • Amarelamento do branco dos olhos;
  • Escurecimento anormal da urina;
  • Náuseas inexplicadas;
  • Vômitos;
  • Cansaço e perda de apetite (distúrbios hepáticos);
  • Inflamação da pele; 
  • Bolhas ou inchaço da pele que estão aumentando e se
    espalhando;
  • Membros rígidos;
  • Mãos trêmulas (sintomas extrapiramidais).

Se você apresentar qualquer uma destas reações, pare de
tomar Exelon e procure um médico imediatamente.

Outras reações adversas

Incomuns (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

  • Dificuldade para dormir;
  • Alterações nos resultados dos testes de função hepática;
  • Quedas acidentais.

Raras (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

  • Erupções da pele;
  • Prurido (coceira).

Muito raras (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

  • Pressão alta;
  • Infecção do trato urinário (dor para urinar);
  • Rigidez muscular;
  • Dificuldade em administrar movimentos (agravamento dos sintomas
    da doença de Parkinson ou desenvolvimento de sintomas
    similares).

Frequência desconhecida

  • Agressividade;
  • Síndrome de Stevens-Johnson;
  • Agitação.

Se você apresentar qualquer uma destas reações de forma
grave, informe ao seu médico.

Informações adicionais para pacientes com doença de
Parkinson

Algumas reações adversas são menos
frequentes 

  • Perda de apetite;
  • Tontura;
  • Diarreia (comum).

Algumas reações adversas são mais
frequentes

  • Tremores;
  • Quedas acidentais (muito comum);
  • Perda de muito líquido (desidratação);
  • Dificuldade em dormir;
  • Agitação;
  • Agravamento dos sintomas da doença de Parkinson ou
    desenvolvimento de sintomas similares (movimentos lentos anormais,
    movimentos incontroláveis da boca, língua e membros, rigidez
    muscular, diminuição anormal dos movimentos musculares);
  • Batimento cardíaco lento;
  • Pressão arterial alta (comum);
  • Postura anormal com controle pobre de movimentos;
  • Problemas com ritmo cardíaco (rápidos e lentos) (incomum).

Algumas reações adversas adicionais

  • Salivação excessiva;
  • Modo de caminhar anormal;
  • Tontura;
  • Dor de cabeça leve devido à pressão arterial baixa
    (comum).

Outras reações adversas relatadas com
Exelon

Comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam
este medicamento)

Incapacidade de reter adequadamente a urina (incontinência
urinária).

Incomuns (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

  • Perda da coordenação;
  • Dificuldade em falar e distúrbios nos sinais do cérebro
    (acidente vascular cerebral);
  • Confusão grave e agitação incomum;
  • Inquietação (hiperatividade).

Adicionalmente, informe ao seu médico ou farmacêutico se você
apresentar qualquer outra possível reação adversa não listada na
bula.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Exelon Solução Oral

Pessoas idosas (com idade de 65 anos ou
mais)

Exelon pode ser usado em pacientes idosos.

Crianças e adolescentes

O uso de Exelon em crianças e adolescentes não foi estudado e,
portanto, não é recomendado.

Dirigir e operar máquinas

Seu médico irá informá-lo se a sua doença o permite dirigir
veículos e operar máquinas com segurança. Exelon pode causar
tontura e sonolência, principalmente no início do tratamento e
quando há aumento de dose. Portanto, você deve aguardar e
certificar-se sobre os efeitos que o medicamento pode lhe causar,
antes de se arriscar em tais atividades. Se sentir tonturas ou
sonolência, não dirija, utilize máquinas ou realize outras tarefas
que requeiram sua atenção.

Gravidez e lactação

Em caso de gravidez, os benefícios de Exelon devem ser avaliados
contra os possíveis efeitos sobre o feto. Informe ao seu médico se
estiver grávida ou se planeja engravidar.

Você não deve amamentar durante o tratamento com Exelon.

Peça orientações ao seu médico ou farmacêutico, antes de tomar
qualquer medicamento durante a gravidez ou amamentação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Composição do Exelon Solução Oral

Apresentações

Exelon 2 mg/mL – embalagens contendo frascos de 50 ou 120
mL de solução oral + 1 seringa dosadora.

Via oral.

Uso adulto.

Composição

Cada 1mL de Exelon contém:

3,2 mg de hemitartarato de rivastigmina, equivalente a 2,0 mg de
rivastigmina.

Excipientes:

benzoato de sódio, ácido cítrico, citrato de sódio di-hidratado,
corante amarelo de quinolina e água purificada.

Superdosagem do Exelon Solução Oral

Informe ao seu médico se você tomar acidentalmente mais Exelon
do que foi indicado. Você poderá precisar de cuidados médicos.

Algumas pessoas que tomaram acidentalmente muito Exelon
tiveram:

  • Náusea; 
  • Vômito; 
  • Diarreia;
  • Pressão alta;
  • Alucinações.

Batimento cardíaco lento e desmaios também podem ocorrer.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Exelon Solução
Oral

Informe ao seu médico ou farmacêutico sobre qualquer outro
medicamento que esteja utilizando ou que tenha
utilizado recentemente, incluindo os que você comprou sem
prescrição médica.

Exelon não deve ser administrado junto com outros medicamentos
com efeito similar à rivastigmina (agentes colinomiméticos) ou com
medicamentos anticolinérgicos (tais como medicamentos utilizados
para aliviar cólicas ou espasmos do estômago ou para evitar o enjoo
em viagem).

Exelon não deve ser administrado em conjunto com metoclopramida
(um medicamento usado para aliviar ou prevenir náuseas e vômitos).
Pode haver efeitos aditivos, tais como rigidez nos membros e mãos
trêmulas.

Se você tiver que se submeter a uma cirurgia durante o
tratamento com Exelon, informe ao seu médico antes de receber
qualquer anestesia, pois Exelon pode exacerbar os efeitos de alguns
relaxantes musculares durante a anestesia.

Cuidado quando Exelon é administrado junto com betabloqueadores
(medicamentos, tais como atenolol usado para tratar a hipertensão,
angina e outros problemas cardíacos). Podem ocorrer efeitos
aditivos como bradicardia (diminuição do ritmo do coração), que
pode resultar em síncope (desmaio, perda de consciência).

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use este medicamento sem o conhecimento do seu
médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Ação da Substância Exelon Solução Oral

Resultados de eficácia

Estudos clínicos na demência de Alzheimer

A eficácia do hemitartarato de rivastigmina (substância ativa)
no tratamento da doença de Alzheimer foi demonstrada por estudos
placebo-controlados. Os pacientes envolvidos tiveram um MEEM (Mini
Exame do Estado Mental) de 10 – 24. Os resultados de dois estudos
pivotais multicêntricos de 26 semanas de duração comparando a
administração de 1 – 4mg/dia e 6 – 12mg/dia com placebo, assim como
a análise conjunta dos estudos de Fase III, estabeleceram que o
hemitartarato de rivastigmina (substância ativa) produz uma melhora
significativa nos principais domínios cognitivos de desempenho
global e de atividades diárias e na gravidade da doença. Tanto a
faixa de dosagem baixa quanto a alta apresentaram benefícios para a
cognição, desempenho global e gravidade da doença; além disso, a
faixa de dose mais alta produziu uma melhora nas atividades
diárias.

As seguintes variáveis prognósticas foram utilizadas
nesses estudos

Escala de Avaliação da Doença de Alzheimer – Subescala
Cognitiva (ADAS-Cog): 

Um sistema de testes baseados no desempenho que mede áreas
cognitivas relevantes em pacientes com doença de Alzheimer, tais
como atenção, aprendizado, memória e linguagem.

Impressão de Mudança Baseada na Entrevista Clínica
(CIBIC-Plus):

Avaliação clínica da alteração global do paciente nos domínios
cognitivos, de comportamento e desempenho, incorporando opiniões
separadas do paciente e do cuidador.

Escala de Deterioração Progressiva (PDS):

Avaliação realizada pelo cuidador da habilidade do paciente em
realizar atividades diárias, tais como asseio pessoal, alimentação,
ajuda nos afazeres domésticos e fazer compras.

Os resultados dos estudos indicam que o início da eficácia
ocorre geralmente na 12a semana e é mantida até o final
de 6 meses de tratamento. Pacientes tratados com 6 – 12mg
apresentaram melhora da cognição, nas atividades diárias e no
desempenho global, enquanto os pacientes que utilizaram placebo
apresentaram uma deterioração dessas variáveis.

Os efeitos do hemitartarato de rivastigmina (substância ativa)
nessas variáveis (por exemplo, diferença de 5 pontos de ADAS-Cog em
relação ao placebo na 26a semana) indicam um atraso na
velocidade de deterioração de pelo menos 6 meses.

Análises realizadas para detectar os subtestes e sintomas na
ADAS-Cog e CIBIC-Plus, respectivamente, que melhoraram em pacientes
tratados com hemitartarato de rivastigmina (substância ativa),
indicam que todos os subtestes da ADAS-Cog (praxia ideatória,
orientação, compreensão de instruções, teste de memorização de
palavras, habilidade linguística e reconhecimento de palavras)
melhoraram significativamente e todos os itens da avaliação
CIBIC-Plus, com exceção da ansiedade, apresentaram melhora
significativa na 26a semana com doses de hemitartarato de
rivastigmina (substância ativa) de 6 – 12mg.

Os itens que apresentaram melhora de no mínimo 15%, mais
evidentes nos pacientes que completaram o tratamento com
hemitartarato de rivastigmina (substância ativa) em comparação aos
pacientes com placebo, foram: memorização de palavras, desempenho,
agitação, lacrimação ou choro, delírios, alucinações, atividades
despropositadas e inapropriadas e ameaças físicas e/ou
violência.

Estudos clínicos na demência associada à doença de
Parkinson

A eficácia da rivastigmina na demência associada à doença de
Parkinson foi demonstrada em um estudo núcleo placebo-controlado,
duplo-cego, multicêntrico de 24 semanas na fase de extensão aberta.
Os pacientes envolvidos neste estudo tiveram um MEEM (Mini Exame do
Estado Mental) de 10 – 24. A eficácia foi estabelecida pelo uso de
duas escalas independentes, as quais foram avaliadas em intervalos
regulares durante o período de tratamento de 6 meses, conforme
relatado na Tabela 1: a ADAS-cog, uma medida de cognição e a medida
global ADCS-CGIC (Impressão de Mudança Clínica Global – Estudo
Cooperativo da Doença de Alzheimer).


Características farmacológicas

Mecanismo de ação/ Propriedade
farmacodinâmica

Classe farmacoterapêutica

: Inibidor seletivo da colinesterase cerebral.

As alterações patológicas na demência, como na doença de
Alzheimer, envolvem as vias neuronais colinérgicas que se projetam
da base do cérebro anterior até o córtex cerebral e o hipocampo.
Essas vias são conhecidas por estarem envolvidas na atenção, no
aprendizado e na memória e em outros processos cognitivos.
Acredita-se que a rivastigmina, um inibidor seletivo da acetil e
butirilcolinesterase cerebral do tipo carbamato, facilita a
neurotransmissão colinérgica pela diminuição da degradação da
acetilcolina liberada por neurônios colinérgicos funcionalmente
intactos. Dados de estudos com animais indicam que a rivastigmina
aumenta seletivamente a disponibilidade de acetilcolina no córtex e
no hipocampo. Dessa forma, o hemitartarato de rivastigmina
(substância ativa) pode apresentar um benefício nos déficits
cognitivos mediados pelo sistema colinérgico, associados à doença
de Alzheimer e à doença de Parkinson. Além disso, existem
evidências de que a inibição da colinesterase poderia diminuir a
formação de fragmentos da proteína amiloidogênica precursora de
betaamiloide (APP) e, dessa forma, das placas amiloides, que são
uma das principais características patológicas da doença de
Alzheimer.

A rivastigmina interage com suas enzimas-alvos pela formação de
uma ligação covalente complexa que inativa temporariamente as
enzimas. Em homens jovens e saudáveis, uma dose oral de 3,0mg
diminui a atividade da acetilcolinesterase (AChE) no líquido
cefalorraquidiano em aproximadamente 40% dentro das primeiras 1,5
horas após a administração. A atividade da enzima retorna aos
níveis basais cerca de 9 horas após ter sido atingido o efeito
inibitório máximo. A atividade da butirilcolinesterase (BuChE) no
líquido cefalorraquidiano foi transitoriamente inibida e não foi
muito diferente do valor basal após 3,6 horas em voluntários jovens
e saudáveis.

Em pacientes com a doença de Alzheimer, a inibição da
acetilcolinesterase no líquido cefalorraquidiano pela rivastigmina
se mostrou dosedependente até 6mg administrados duas vezes ao dia,
a maior dose testada. A inibição da atividade da BuChE no líquido
cefalorraquidiano de pacientes com a doença de Alzheimer pela
rivastigmina, foi similar àquela da AChE, com uma mudança, em
relação ao valor basal de mais de 60% após a administração de 6mg
duas vezes ao dia. O efeito da rivastigmina na atividade da AChE e
BuChE no líquido cefalorraquidiano foi mantido após 12 meses de
administração, o mais longo período estudado. Foram encontradas
correlações estatisticamente significantes entre o grau de inibição
pela rivastigmina da AChE e BuChE no líquido cefalorraquidiano e
alterações em uma medida composta do desempenho cognitivo em
pacientes com doença de Alzheimer; entretanto, somente a inibição
da BuChE no líquido cefalorraquidiano se correlacionou
significativa e consistentemente com melhoras nos subtestes
relacionados com a velocidade, atenção e memória.

Propriedade farmacocinética

Absorção

A rivastigmina é absorvida rápida e completamente. Concentrações
plasmáticas máximas são atingidas em aproximadamente 1 hora. Como
consequência da interação do fármaco com a enzima-alvo, o aumento
da disponibilidade é cerca de 1,5 vezes maior do que a esperada
pelo aumento da dose. A biodisponibilidade absoluta após uma dose
de 3mg é de cerca de 36%. A administração de cápsulas de
rivastigmina com alimentos retarda a absorção (tmáx) em 90 min, e
diminui a Cmáx e aumenta a AUC em aproximadamente 30%. Já a
administração da solução oral de rivastigmina com alimentos retarda
a absorção (tmáx) em 74 min, diminui a Cmáx em 43% e aumenta a AUC
em aproximadamente 9%.

Distribuição

A rivastigmina apresenta uma fraca ligação às proteínas
plasmáticas (aproximadamente 40%). A rivastigmina distribuise
igualmente entre o sangue e o plasma com coeficiente de partição
sangue-plasma de 0,9 nas concentrações compreendidas entre 1 e 400
ng/mL. Ela atravessa facilmente a barreira hematoencefálica
atingindo concentrações máximas em 1 a 4 horas e com uma taxa AUC
fluido cerebrospinal-plasma de 40%. A rivastigmina tem um volume de
distribuição após administração i.v. variando de 1,8 – 2,7
L/kg.

Metabolismo

A rivastigmina é rápida e extensivamente metabolizada (meia-vida
plasmática de aproximadamente 1 hora), principalmente via hidrólise
mediada pela colinesterase ao metabólito descarbamilado. In vitro,
esse metabólito apresenta uma inibição mínima da
acetilcolinesterase (lt;10%). Com base na evidência de estudos in
vitro e com animais, as isoenzimas principais do citocromo P450
estão minimamente envolvidas no metabolismo da rivastigmina.
Consistente com essas observações está no fato de que não foram
observadas quaisquer interações medicamentosas relacionadas ao
citocromo P450 em seres humanos.

Excreção

A rivastigmina inalterada não é encontrada na urina; a excreção
renal dos metabólitos é a principal via de eliminação.

Após a administração de 14C-rivastigmina, a eliminação renal foi
rápida e essencialmente completa (gt;90%) em 24 horas. Menos de 1%
da dose administrada é excretada nas fezes. Não há acúmulo de
rivastigmina nem do metabólito descarbamilado em pacientes com
doença de Alzheimer.

População especial

Pacientes idosos

Em um estudo para avaliar o efeito da idade sobre a
farmacocinética de 1 e 2,5mg de rivastigmina oral, as concentrações
plasmáticas de rivastigmina tenderam a ser maiores em idosos (n=24,
idade 61-71 anos) em comparação com indivíduos mais novos (n=24,
idade entre 19-40 anos) após a dose de 1mg. Essa diferença foi mais
pronunciada com a dose mais elevada (2,5mg) em que as concentrações
plasmáticas de rivastigmina foram 30% maiores nos idosos do que em
indivíduos jovens. Os níveis plasmáticos do metabólito
descarbamilado fenólico não foram significativamente afetados pela
idade. Estudos em pacientes com Alzheimer com idade entre 50 e 92
anos, no entanto, não demonstraram alterações na biodisponibilidade
da rivastigmina em função da idade.

Insuficiência renal

Os níveis plasmáticos da rivastigmina foram relatados não
diferentes significativamente entre os pacientes com insuficiência
renal grave (n = 10, taxa de filtração glomerular (TFG) lt; 10
mL/min) e os indivíduos controles (n = 10, TFG ≥ 60 mL/min) que
receberam uma dose única oral de 3mg. O clearance (depuração) da
rivastigmina foi de 4,8 L/min e 6,9 L/min em pacientes e indivíduos
sadios, respectivamente. No entanto, em pacientes com insuficiência
renal moderada (n = 8, GFR = 10 – 50 mL/min), as concentrações
plasmáticas máximas da rivastigmina foram aumentadas em
praticamente 2,5 vezes e os níveis plasmáticos totais (AUC) do
metabólito descarbamilado fenólico foram aumentados em
aproximadamente 50%. O clearance (depuração) da rivastigmina foi
1,7 L/min. A razão para esta discrepância entre os pacientes com
insuficiência renal grave e moderada não está clara.

Insuficiência hepática

Após a administração oral, a Cmax da rivastigmina foi
aproximadamente 60% superior e a AUC mais do que duas vezes maior
em indivíduos com insuficiência hepática leve a moderada em
comparação com indivíduos sadios. Após uma dose única de 3mg ou
múltiplas doses de 6mg duas vezes ao dia, o clearance (depuração)
médio oral da rivastigmina foi aproximadamente 60-65% mais baixo em
pacientes com insuficiência hepática leve (n = 7, classificação
Child-Pugh 5-6) e moderada (n = 3, Child-Pugh 7-9) (n =
10,comprovada por biópsia) do que em indivíduos sadios (n = 10).
Estas alterações farmacocinéticas não teve efeito sobre a
incidência ou severidade dos efeitos adversos.

Dados de segurança pré-clínicos

Toxicidade aguda

Os valores de DL50 oral estimados em camundongos foram de
5,6mg/kg (machos) e de 13,8mg/kg (fêmeas). Os valores de DL50 oral
estimados em ratos foram de 8,1mg/kg (machos) e de 13,8mg/kg
(fêmeas).

Toxicidade de dose múltipla

Estudos em ratos, camundongos, cães, mini porcos e macacos
(doses máximas de 3,8; 6,3; 2,5; 6,0 e 6,3mg/kg/dia,
respectivamente) mostraram evidência de estimulação colinérgica do
sistema nervoso central e periférico. A tolerabilidade in vivo à
rivastigmina se mostrou variável entre as espécies, sendo o cão a
espécie mais sensível. Não foi observada toxicidade no órgão-alvo
nem alterações de patologia clínica em nenhuma das espécies, embora
efeitos gastrintestinais tenham sido proeminentes em cães.

Mutagenicidade

A rivastigmina não se apresentou mutagênica em testes in vitro
de mutação genética e dano de DNA primário. Em testes de alterações
cromossômicas in vitro, um pequeno aumento no número de células
portadoras de aberrações cromossômicas ocorreu com concentrações
muito elevadas. Entretanto, como não há evidência de atividade
clastogênica nos testes in vivo de aberração cromossômica mais
relevante, é mais provável que os resultados in vitro tenham
configurado observações falso-positivas.

Carcinogenicidade

Nenhuma evidência de carcinogenicidade foi encontrada em estudos
por via oral e tópica em camundongos e em estudo por via oral em
ratos com a dose máxima tolerada. A exposição à rivastigmina e seu
principal metabólito foi aproximadamente equivalente à exposição
humana com maiores doses de cápsulas de rivastigmina e patches.

Toxicidade reprodutiva

Estudos por via oral em ratas e coelhas prenhas com níveis de
dose de até 2,3mg/kg/dia não demonstraram indicações de potencial
teratogênico relacionados à rivastigmina. Da mesma forma, não foi
demonstrada evidência de efeitos adversos da rivastigmina na
fertilidade, função reprodutiva ou crescimento no útero ou
pós-natal em ratos e desenvolvimento em ratos que receberam níveis
de dose de até 1,1mg/kg/dia.

Cuidados de Armazenamento do Exelon Solução
Oral

As cápsulas devem ser conservadas em temperatura ambiente (entre
15 e 30°C). A solução oral deve ser mantida na posição
vertical e não deve ser refrigerada ou congelada.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas

Líquido límpido, levemente amarelado.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Exelon Solução Oral

MS – 1.0068.0099

Farm. Resp.:

Flavia Regina Pegorer
CRF-SP 18.150

Importado por:

Novartis Biociências S.A.
Av. Prof. Vicente Rao, 90
São Paulo – SP
CNPJ: 56.994.502/0001-30
Indústria Brasileira

Fabricado por:

Delpharm Huningue S.A.S., Huningue, França.

Venda sob prescrição médica. 

Só pode ser vendido com retenção da
receita.

Exelon-Solucao-Oral, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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Remédio Para Fóruns Bulas de Medicamentos Exelon Solucao Oral Bula

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