Etoxin Bula

Etoxin

Como o Etoxin funciona?


Esse medicamento atua aumentando o limiar do Sistema Nervoso
Central para o estímulo convulsivo. Por isso, ele reduz a
frequência das crises de ausência.

Tempo médio estimado para início da ação
terapêutica

Quando a monoterapia é efetiva, o sucesso terapêutico ocorre
rapidamente. Se após 2 semanas as crises de ausência permanecerem
inalteradas, o médico deverá tentar a combinação com outras drogas,
como o ácido valproico.

Contraindicação do Etoxin

Você não deve utilizar Etoxin em casos de alergia aos
medicamentos da classe das succinimidas.

Este medicamento é contraindicado para menores de 3
anos.

A etossuximida está classificada na Categoria D de risco
na gravidez. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em
caso de suspeita de gravidez.

Como usar o Etoxin

As doses de Etoxin devem ser individualizadas de acordo com a
resposta clínica dos pacientes.

A etossuximida pode ser administrada em combinação com outros
anticonvulsivantes, quando coexistirem outras formas de
epilepsia.

Posologia do Etoxin


Uso Adulto

A dose inicial é de 500 mg ao dia (10 ml do xarope), por via
oral, em doses divididas (12 em 12 horas).

Se necessário, o aumento da dose deve ser feito em intervalos de
4 a 7 dias, com doses de 250 mg a cada vez, até a obtenção do
controle das crises de ausência ou até a dose máxima diária de 1,5
gramas em doses divididas.

Uso Pediátrico

De 3 até 6 anos

A dose inicial é de 250 mg ao dia (5 ml do xarope), por via
oral. Se necessário, o aumento das doses deve ser feito em
intervalos de 4 a 7 dias, até a obtenção do controle das crises de
ausência. A dose usual de manutenção é de 20 mg/kg/dia.

Acima de 6 anos

A dose inicial é de 500 mg ao dia (10 ml do xarope), por via
oral, em doses divididas (12 em 12 horas). Se necessário, o aumento
da dose deve ser feito em intervalos de 4 a 7 dias, com doses de
250 mg a cada vez, até a obtenção do controle das crises de
ausência.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o
Etoxin?


Não altere as dosagens ou os intervalos da administração de
Etoxin. Observe cuidadosamente as dosagens e o volume do xarope
para administrar corretamente ao paciente.

Caso uma dose de Etoxin seja esquecida, ela deve ser tomada
assim que se perceba o esquecimento.

Entretanto, se já estiver perto do horário da próxima dose, a
dose esquecida pode ser pulada para que se tome a próxima dose,
continuando normalmente o esquema de doses recomendado pelo médico.
Neste caso, não se deve tomar o medicamento 2 vezes para compensar
a dose esquecida.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico ou do cirurgião-dentista.

Precauções do Etoxin

Etoxin pode aumentar os efeitos sedativos do etanol e de
medicamentos tranquilizantes.

Reações dermatológicas graves foram relatadas com a
etossuximida, geralmente dentro de 28 dias do início do uso, mas
podendo aparecer depois desse período. Caso haja o aparecimento de
manchas na pele durante o tratamento com Etoxin, o médico deve ser
contactado imediatamente para avaliar se existe a necessidade de
suspensão da medicação e substituição por outro
anticonvulsivante.

Casos de Lúpus eritematoso sistêmico foram associadas ao uso de
succinimidas.

Análises de estudos clínicos envolvendo medicamentos
antiepiléticos, incluindo a etossuximida, demonstraram um risco
aumentado de pensamentos e comportamento suicida. O médico deve ser
contactado imediatamente se houver mudanças de comportamento que
possam indicar depressão ou um comportamento suicida.

Alterações nos componentes do sangue foram relatados e
associadas ao uso de etossuximida, por essa razão, contagens
sanguíneas devem ser realizadas periodicamente, especialmente em
presença de sinais ou sintomas de infecções.

Etoxin deve ser usado com cautela em pacientes com insuficiência
renal ou hepática. O risco/benefício deve ser avaliado nesses
pacientes, assim como em pacientes portadores de doenças graves que
afetam os componentes do sangue e de porfiria intermitente.

Quando o tratamento com Etoxin precisar ser interrompido, as
doses devem ser diminuídas gradualmente para prevenir piora das
crises de ausência. O aumento ou a diminuição das doses deve ser
feito sempre de modo gradual, exceto em situações nas quais
questões de segurança exijam a interrupção imediata do tratamento
com o medicamento.

O uso isolado da etossuximida em tipos mistos de epilepsia pode
aumentar a incidência de convulsões generalizadas em alguns
pacientes.

Os pacientes em uso de etossuximida devem ser monitorados
periodicamente com hemograma, análise de urina, funções hepática e
renal e exames oftalmológicos.

Odontologia

Medicamentos anticonvulsivantes como a etossuximida podem
aumentar a incidência de infecções microbianas, causar demora na
cicatrização e hemorragia gengival. Em casos de alterações
sanguíneas, as intervenções dentárias devem ser suspensas até que a
contagem sanguínea volte a ser normal.

Durante o tratamento, deve-se instruir os pacientes sobre uma
correta higiene bucal, incluindo precaução no uso de escovas,
palitos e fios dentais.

Interações medicamentosas

Etoxin aumenta os efeitos do álcool e de outros medicamentos
depressores do Sistema Nervoso Central.

Uma vez que a etossuximida pode interagir com medicamentos
anticonvulsivantes administrados concomitantemente, medidas
periódicas das concentrações plasmáticas desses medicamentos podem
ser necessárias. A etossuximida pode aumentar as concentrações
plasmáticas de fenitoína.

Existem relatos de que o ácido valproico tanto aumente quanto
diminua as concentrações plasmáticas de etossuximida, enquanto a
carbamazepina, a fenitoína, a primidona e o fenobarbital podem
diminuir as concentrações plasmáticas de etossuximida.

Com antidepressivos tricíclicos, loxapina, maprotilina,
molindona, IMAO, fenotiazínicos, pimozida e tioxantenos, há uma
diminuição do limiar convulsivo aumentando a depressão central e
diminuindo a eficácia do anticonvulsivo.

Com ácido fólico há necessidade de aumentar a sua ingestão
suplementar.

Com haloperidol há alterações dos padrões e das frequências das
convulsões epileptiformes.

Com fenacemida há aumento da toxicidade.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Pode ser perigoso para a sua saúde.

Reações Adversas do Etoxin

As frequências das reações adversas ao Etoxin não estão
claramente definidas.

As reações mais frequentes são:

  • Perda do apetite;
  • Alterações na marcha;
  • Tontura;
  • Sonolência;
  • Dor de cabeça;
  • Soluço;
  • Distúrbios gastrointestinais (dor abdominal, diarreia, aumento
    das gengivas, náusea, vômitos, perda de peso).

Reações ocasionais:

  • Irritabilidade;
  • Agressividade;
  • Dificuldade de concentração;
  • Pesadelos;
  • Terror noturno;
  • Distúrbios do sono;
  • Depressã;
  • Letargia;
  • Euforia;
  • Fadiga;
  • Miopia.

Reações raras:

  • Aumento de pelos;
  • Alterações dos componentes do sangue;
  • Ausência de glóbulos brancos;
  • Anemia grave;
  • Aumento do número de eosinófilos (um tipo de glóbulo
    branco);
  • Redução do número de glóbulos brancos;
  • Redução das contagens de todos os componentes do sangue
    (glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas);
  • Perda de sangue na urina;
  • Convulsões;
  • Psicose paranoica;
  • Manchas vermelhas na pele;
  • Síndrome de Stevens-Johnson (uma reação dermatológica muito
    grave);
  • Lúpus eritematoso sistêmico (uma doença na qual o organismo
    produz anticorpos contra si mesmo).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento.

Informe também a empresa através do seu serviço de
atendimento.

População Especial do Etoxin

Capacidade de dirigir e operar máquinas

Os pacientes em uso de Etoxin não devem realizar atividades que
exijam atenção, como dirigir veículos ou operar máquinas perigosas
durante o tratamento, pois Etoxin pode causar depressão do Sistema
Nervoso Central.

Gravidez

A etossuximida atravessa a placenta. Há relatos de defeitos
congênitos em crianças nascidas de mães tratadas durante a
gravidez.

O tratamento de mulheres grávidas epiléticas deve ser avaliado
cuidadosamente pelo médico, em função dos riscos potenciais ao
feto.

A etossuximida está classificada na Categoria D de risco
na gravidez. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em
caso de suspeita de gravidez.

Amamentação

O médico deve avaliar o risco/benefício do uso da etossuximida,
pois ela é excretada no leite materno.

Uso Pediátrico

Devem ser observadas cuidadosamente as dosagens e as reações
individuais.

Geriatria

Observar os mesmos cuidados recomendados para os adultos.

Composição do Etoxin

Apresentação

Xarope 50 mg/ml – frascos contendo 120 ml.

Uso oral.

Uso adulto e pediátrico acima de 3 anos.

Composição

Cada ml do xarope contém

Etossuximida

50 mg

Excipientes*

1 ml

*Citrato de Sódio, ácido cítrico monohidratado, benzoato de
sódio, sacarina sódica, glicerol, sacarose, aroma de framboesa,
corante vermelho Ponceau SX, metilparabeno, álcool etílico, água
purificada.

Superdosagem do Etoxin

A superdose aguda pode provocar náuseas, vômitos e depressão do
Sistema Nervoso Central incluindo coma com depressão
respiratória.

Conduta em casos de superdose

O tratamento pode incluir a indução do vômito (a menos que o
paciente esteja convulsionando ou em estado de coma) ou lavagem
gástrica e outros procedimentos, além de medidas gerais de
suporte.

Pode ser empregada a hemodiálise nos casos de superdosagem.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure imediatamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais
orientações.

Interação Medicamentosa do Etoxin

Etossuximida (substância ativa) potencializa os efeitos do
álcool e de outros medicamentos depressores do SNC.

Uma vez que a Etossuximida (substância ativa) pode interagir com
medicamentos anticonvulsivantes administrados concomitantemente,
determinações periódicas das concentrações plasmáticas desses
medicamentos podem ser necessárias. A etossuximida pode aumentar as
concentrações plasmáticas de fenitoína. Existem relatos de que o
ácido valproico tanto aumente quanto diminua as concentrações
plasmáticas de Etossuximida (substância ativa), enquanto a
carbamazepina, a fenitoína, a primidona e o fenobarbital podem
diminuir as concentrações plasmáticas de Etossuximida (substância
ativa).

Com antidepressivos tricíclicos, loxapina, maprotilina,
molindona, IMAO, fenotiazínicos, pimozida e tioxantenos, há uma
diminuição do limiar convulsivo aumentando a depressão central e
diminuindo a eficácia do anticonvulsivo.

Com ácido fólico há necessidade de aumentar a sua ingestão
suplementar.

Com haloperidol há alterações dos padrões e das frequências das
convulsões epileptiformes.

Com fenacemida há aumento da toxicidade.

Ação da Substância Etoxin

Resultados de eficácia

Vinte voluntários sadios, em um ensaio duplo-cego, controlado,
de doses crescentes de Etossuximida (substância ativa) administrada
uma vez ao dia ou 3 vezes ao dia foram analisados em um estudo de
metabolismo. Steady-state plasmático e urinário foram proporcionais
às doses e equivalentes, quer o regime posológico fosse uma ou três
vezes ao dia. Os achados deste estudo reiteram a possibilidade de
utilização da Etossuximida (substância ativa) em dose única diária.
Estes achados podem ser utilizados tanto no manejo clínico dos
pacientes, como na conduta da superdosagem.

Outro estudo foi conduzido com 9 crianças com Epilepsia tipo
pequeno mal para comparar os níveis plasmáticos da Etossuximida
(substância ativa) após a administração de doses diárias
fracionadas ou doses únicas. As crianças receberam as suas doses
previamente estabelecidas de maneira fracionada por 4 semanas, em
doses únicas matinais por 4 semanas e novamente em doses
fracionadas por mais 4 semanas. Nenhuma das crianças apresentou
crises de ausência durante todo o período do estudo. Três pacientes
apresentaram crises epilépticas do tipo grande mal, mas não houve
diferenças entre os regimes de doses. Os níveis plasmáticos durante
o período de dose única aumentaram e diminuíram mais rapidamente do
que nos períodos cujas doses foram fracionadas mas, na média, esses
níveis se mantiveram em doses terapêuticas. A meia-vida da
Etossuximida (substância ativa) foi de 29 horas. Por razões não
compreendidas, os níveis plasmáticos foram menores no segundo
período de fracionamento de dose do que nos outros períodos. Nenhum
evento adverso grave foi relatado durante o estudo. Estes dados
indicam que a Etossuximida (substância ativa) é clinicamente
efetiva quando dada em dose única. Este esquema terapêutico oferece
a vantagem da comodidade posológica podendo aumentar a adesão do
paciente. 

Dois estudos prospectivos, randomizados sobre a eficácia da
Etossuximida (substância ativa) foram publicados (tabela 1). Um foi
o estudo de Browne e col. (1975) que avaliaram trinta e sete
pacientes apresentando crises de ausência e sem tratamento prévio
que foram medicados com Etossuximida (substância ativa). As crises
foram completamente controladas em 7 pacientes (19%); 90-100% de
controle das crises foi obtido em 18 pacientes (49%) e 50-100% de
controle foi obtido em 35 indivíduos (95%). O aumento da
concentração plasmática da Etossuximida (substância ativa) foi
proporcional à dose utilizada, mas a variabilidade das
concentrações observadas torna impossível prever os níveis a serem
atingidos de acordo com a dose administrada. A concentração
plasmática média da Etossuximida (substância ativa) atingida foi
entre 40 a 100 mμmol/ml. Pacientes com evidências de anormalidades
do SNC responderam tão bem ou até melhor à Etossuximida (substância
ativa) que pacientes sem tais evidências. A Etossuximida
(substância ativa) não causou alterações na performance
psicométrica e em 17 indivíduos melhorou tal variável. Não houve
eventos adversos significativos que justificassem o abandono do
tratamento. 

O outro foi o estudo de Sherwin e col. realizado para determinar
se a resposta clínica a Etossuximida (substância ativa) variava com
níveis séricos para que a “faixa terapêutica” da Etossuximida
(substância ativa) fosse estabelecida. Neste estudo, 70 pacientes
com crises de ausência típicas ou atípicas, já tratadas com
Etossuximida (substância ativa), foram observados em intervalos
frequentes quanto aos níveis séricos medidos e com o ajustamento
das doses se necessário. O número de pacientes que ficaram
completamente livres de crises no início do estudo foi 47% e
aumentou a 61% após monitoramento e ajuste das doses. O número de
pacientes que ficaram livres das crises ou apresentaram apenas
crises raras aumentou de 64% no início a 8 % após monitoramento. As
concentrações plasmáticas efetivas variaram de 40 a 160 μg/ml. Este
estudo observou os pacientes por um tempo longo como 2,5 anos o que
aumenta a possibilidade de remissões espontâneas (mais do que
resposta à droga).

Sato e col. (1982) conduziram estudo randomizado, duplo-cego com
quarenta e cinco pacientes com crises de ausência (18 masculinos;
25 femininos), entre 4 e 18 anos em dois grupos de tratamento: um
primeiro grupo de pacientes sem tratamento prévio para crises de
ausência e um segundo grupo com quadros refratários. Cada sequência
terapêutica consistia de 6 semanas de tratamento com valproato ou
Etossuximida (substância ativa) (período I), seguido de um
cruzamento para Etossuximida (substância ativa) ou valproato por
mais 6 semanas (período II). Pacientes sem tratamento prévio que
obtiveram 100% de controle das crises ou aqueles com quadro
refratário com pelo menos 80% de melhora, não foram submetidos ao
cruzamento do estudo, permanecendo acompanhados por mais 3 meses em
condição duplo-cega. As doses de valproato utilizadas foram de
15-20 mg/kg inicialmente, sendo aumentadas para 30 mg/kg após 5
dias, de acordo com a resposta terapêutica. A dose de Etossuximida
(substância ativa) utilizada variou de 250 mg a 1500 mg/dia. Houve
variação de doses entre os grupos de sujeitos sem tratamento prévio
ou com quadros refratários. As medidas primárias de eficácia foram:
frequência de crises e medidas de EEG. Nos pacientes sem tratamento
prévio, houve controle total das crises em 85,7% no grupo do
valproato e 44,5% com a Etossuximida (substância ativa). Após o
cruzamento do estudo todos os pacientes que passaram a receber a
Etossuximida (substância ativa) tiveram um completo controle de
suas crises.

O mesmo ocorreu com o grupo do valproato. No grupo de pacientes
refratários, observou-se um controle de pelo menos 80% das crises
em 20 % dos pacientes tratados com o valproato e 28% com a
Etossuximida (substância ativa). No cruzamento para o segundo
medicamento, neste grupo, 41,7% dos pacientes tratados com a
Etossuximida (substância ativa) atingiram pelo menos 80% de
controle das crises (tabela 2), enquanto que 20% dos utilizando
valproato obtiveram a mesma resposta. Não houve eventos adversos
graves durante o estudo. Concluiu-se a partir deste estudo que a
Etossuximida (substância ativa) foi eficaz no tratamento do pequeno
mal não apresentando diferença significativa do valproato.
Portanto, neste estudo foi demonstrado que a Etossuximida
(substância ativa) e valproato demonstraram ser igualmente efetivos
em reduzir as descargas espícula-onda em pacientes com crises de
ausência não tratados previamente, além de apresentar igual
eficácia em atingir a remissão completa das crises.

Glauser e cols. realizaram um estudo duplo-cego e randomizado
para comparar a eficácia, a tolerabilidade e os efeitos
neuropsicológicos de Etossuximida (substância ativa), ácido
valproico e lamotrigina em crianças com crises de ausência
recém-diagnosticadas. Os medicamentos foram aumentados gradualmente
até que a criança estive sem crises, até que a dose máxima
permitida ou que a dose máxima tolerada fosse alcançada, ou se
houvesse aparecimento de um critério de falha de tratamento. O
desfecho primário foi a ausência de falha do tratamento após 16
semanas de terapia; o desfecho secundário foi a frequência de
disfunção de atenção. Os efeitos diferenciais dos medicamentos
foram determinados por meio de comparações dois a dois. Um total de
453 crianças foi incluído no estudo e os três grupos randomizados
eram semelhantes com respeito às características demográficas:
Etossuximida (substância ativa) (n=156), lamotrigina (n=149) e
ácido valpróico (n=148).

Após 16 semanas de terapia, as taxas de ausência de falha de
tratamento para Etossuximida (substância ativa) e ácido valproico
foram semelhantes (53% e 58%, respectivamente) e superiores àquelas
observadas com a lamotrigina (29%; Plt;0,001 para as comparações
com Etossuximida (substância ativa) e ácido valpróico). Não foram
observadas diferenças entre os três grupos de tratamento na
frequência de descontinuações devido a eventos adversos. Disfunção
de atenção foi mais comum com ácido valpróico que com Etossuximida
(substância ativa) (49% versus 33%, respectivamente; P=0,03). Os
autores concluíram que Etossuximida (substância ativa) e ácido
valpróico são mais efetivos que a lamotrigina no tratamento de
crianças com crises de ausência e que a Etossuximida (substância
ativa) está associada com menos efeitos adversos sobre a
atenção.

Callaghan e col. (1982) realizaram um estudo randomizado,
prospectivo com 28 pacientes entre 1 e 15 anos de idade com crises
de ausência, com 3 espículas-onda/seg ao EEG. comparando a
Etossuximida (substância ativa) ou valproato sódico administrados
em dois grupos de pacientes com crises de ausência por pelos menos
18 meses a 4 anos. O Grupo A (n=14) fez uso de Etossuximida
(substância ativa) e o Grupo B (n=14) de valproato de sódio. O
tempo de doença variou de 2-5 anos no Grupo A e de 3-6 anos no
Grupo B.

Os participantes do estudo tinham entre 4-14 anos no Grupo A e
5-15 anos no Grupo B. Todos os pacientes possuíam crises de
ausência típica sem nenhum outro tipo de ataque epiléptico
associado. Nenhum dos pacientes fazia uso de outro medicamento
anticonvulsivante, mesmo antes de iniciar o estudo. A dose de
Etossuximida (substância ativa) utilizada foi de 250 mg/dia e do
valproato 400 mg/dia, inicialmente.

A posologia foi aumentada se necessário, segundo a resposta ao
tratamento. O máximo de Etossuximida (substância ativa) que poderia
ser utilizado seria de 1500 mg/dia e do valproato de sódio 2400
mg/dia. Níveis séricos dos anticonvulsivantes foram medidos. A
resposta ao tratamento foi graduada como remissão completa
(ausência de crise na telemetria de 6 horas em um intervalo de
6 meses); remissão parcial (redução de pelo menos 50% na frequência
das crises na telemetria de 6 horas em um intervalo de 6 meses); ou
ausência de remissão (redução menor que 50% na freqüência das
crises na telemetria de 6 horas em um intervalo de 6 meses). O
período de seguimento dos pacientes variou de 18 meses a 4 anos
(média de 3 anos). Os dois medicamentos se mostraram eficazes no
tratamento das crises de ausência, não se observando diferenças
entre os dois medicamentos.

Dois pacientes que falharam na resposta com a Etossuximida
(substância ativa), responderam ao tratamento com valproato e um
paciente que não respondeu ao valproato obteve melhora com a
Etossuximida (substância ativa) (tabelas 3 e 4). Um paciente
desenvolveu pancreatite aguda com o valproato e outro desenvolveu
um quadro de obesidade que só foi revertido com a substituição pela
Etossuximida (substância ativa). Na discussão deste estudo o autor
cita outro comparativo entre o valproato e a Etossuximida
(substância ativa) (Suzuki e col. 1972) no qual 35 pacientes foram
acompanhados por 4 semanas.

Os resultados deste ensaio também não demonstraram diferenças
entre os dois medicamentos em pacientes com crises de ausência.
Quanto aos níveis plasmáticos, concentrações de 280-560 μmol/l
estão associadas ao controle ótimo das crises (Penry e col. 1972,
Sherwin e col. 1973). Neste estudo, o controle das crises foi
obtido com níveis entre 184-614 μmol/l. Segundo este ensaio
clínico, portanto, o valproato de sódio e a Etossuximida
(substância ativa) são igualmente eficazes, constituindo-se os
fármacos de escolha no tratamento do pequeno mal
epiléptico. 

Características farmacológicas

Mecanismo de ação

Julga-se que os anticonvulsivos do grupo succinimida atuam
aumentando o limiar de descarga da crise e suprimindo o padrão
paroxístico de espiga-onda de três ciclos por segundo que se
observa nas crises de ausência (pequeno mal). A freqüência dos
ataques se reduz ao estar diminuída a transmissão nervosa no córtex
motor.

O efeito específico de Etossuximida (substância ativa)
(substância ativa) nas crises de ausência está relacionado com a
especificidade de bloquear os canais de cálcio do tipo T, sem
afetar os outros canais. Etossuximida (substância ativa)
(substância ativa) diminui as correntes de cálcio do tipo T nos
neurônios talâmicos.

Farmacocinética

A absorção pelo trato gastrointestinal é geralmente rápida e
completa. A ligação às proteínas plasmáticas é insignificante. A
metabolização é hepática e a meia-vida em adultos é cerca de 56 a
60 horas, sendo em crianças de 30 a 36 horas. A concentração
plasmática máxima é atingida em 2 a 4 horas em adultos e em 3 a 7
horas em crianças. A excreção é renal e mais de 20% da droga é
excretada inalterada.

Tempo médio estimado para início da ação
terapêutica:

Quando efetiva a monoterapia, o sucesso terapêutico ocorre
rapidamente. Se após 2 semanas as ausências permanecerem
inalteradas, o médico deverá tentar a combinação com outras drogas,
como o ácido valpróico.

Cuidados de Armazenamento do Etoxin

Conservar Etoxin em sua embalagem original, em temperatura
ambiente (entre 15 e 30ºC), protegido da luz. Etoxin não deve ser
congelado.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas

Etoxin xarope é rosa, límpido, com odor e sabor de
framboesa.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto do medicamento, consulte o farmacêutico para saber se
poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Etoxin

Reg. MS nº 1.0118.0141

Farmacêutica Responsável:

Alexandre Tachibana Pinheiro
CRF SP nº 44.081

Registrado e fabricado por:

Apsen Farmacêutica S/A
Rua La Paz, nº 37/67 – Santo Amaro
CEP 04755-020
São Paulo – SP
CNPJ 62.462.015/0001-29
Indústria Brasileira

Centro de Atendimento ao Cliente

0800 16 5678 – Ligação gratuita
infomed@apsen.com.br

Etoxin, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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