Cefadrin Bula

Cefadrin

Contraindicação do Cefadrin

– Não deve ser administrado a pacientes com hipersensibilidade
ao paracetamol ou à cafeína.
– Não utilize em crianças abaixo de 12 anos

Como usar o Cefadrin

Uso oral.

Este medicamento não pode ser partido, aberto ou
mastigado.

Posologia do Cafeína + Paracetamol


Adultos e crianças acima de 12 anos

2 comprimidos de 6 em 6 horas. Não exceder o total de 8
comprimidos, em doses fracionadas, em um período de 24 horas.

Duração do tratamento

Depende do desaparecimento dos sintomas.

Precauções do Cefadrin

Este produto deve ser administrado com cautela em pacientes com
função renal ou hepática comprometidas.

A dose recomendada de paracetamol não deve ser ultrapassada.

Muito raramente, foram relatadas sérias reações cutâneas, tais
como pustulose generalizada exantemática aguda, síndrome de
Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica em pacientes que
receberam tratamento com paracetamol. Os pacientes devem ser
informados sobre os sinais de reações cutâneas sérias e o uso do
medicamento deve ser descontinuado no primeiro aparecimento de
erupção cutânea ou qualquer outro sinal de hipersensibilidade.

Uso com álcool

Usuários crônicos de bebidas alcoólicas podem apresentar um
risco aumentado de doenças hepáticas caso seja ingerida uma dose
maior que a dose recomendada (superdose) de Cafeína + Paracetamol
(substância ativa), embora relatos deste evento sejam raros.

Os relatos geralmente envolvem casos de usuários crônicos graves
de álcool e as doses de paracetamol frequentemente foram maiores do
que as doses recomendadas, envolvendo superdose substancial. Os
profissionais de saúde devem alertar todos os seus pacientes,
inclusive aqueles que regularmente consomem grandes quantidades de
álcool a não excederem as doses recomendadas de paracetamol. O
álcool (etanol) tanto induz quanto inibe competitivamente a CYP2E1,
resultando em indução e inibição simultânea quando o álcool está
presente. Atividade catalítica mais elevada apenas é observada uma
vez que o etanol é eliminado do organismo, de modo que a ativação
do paracetamol em seu intermediário tóxico geralmente é limitada
pelo álcool.

A partir de estudos duplocegos, randomizados, controlados com
placebo, nos quais consumidores assíduos de bebidas alcoólicas, que
descontinuaram o consumo no início do estudo e que foram tratados
com a dose diária máxima recomendada de paracetamol (4000 mg por
dia) durante 2 a 5 dias, foi demonstrado que não houve evidência de
efeitos hepáticos. Um estudo recente, duplo-cego, randomizado,
controlado com placebo em consumidores assíduos de bebidas
alcoólicas que ingeriam entre uma e três bebidas alcoólicas por
dia, demonstrou que a administração de paracetamol na dose de 4000
mg por dia durante 10 dias não resultou em hepatotoxicidade, em
disfunção hepática, nem em insuficiência hepática.

Alerta sobre a cafeína

A dose recomendada deste produto contém a mesma quantia de
cafeína que uma xícara de café. Limite o uso de medicamentos,
alimentos ou bebidas contendo cafeína enquanto esteja sendo
medicado com este produto, porque o excesso de cafeína pode causar
nervosismo, irritabilidade, insônia e, ocasionalmente, batimento
cardíaco acelerado.

Gravidez e Lactação

Não existem estudos adequados e controlados para a combinação de
cafeína e paracetamol na gravidez ou em lactentes. Esse produto não
deve ser utilizado em mulheres grávidas ou lactentes a não ser
que o beneficio do tratamento seja maior do que os possíveis riscos
ao desenvolvimento do feto.

Categoria de risco na gravidez C. Este medicamento
não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica
ou do cirurgião-dentista.

O consumo de cafeína em doses menores que 200mg/dia em grávidas
não representa risco mensurável ao feto. Com o uso moderado de
cafeína, não foram relatados associações com malformação congênita,
aborto espontâneo, parto prematuro. A associação entre o consumo de
cafeína pela gestante com baixo peso ao nascer da criança é
indeterminada. A cafeína cruza a placenta, sendo os leveis
sanguíneos e no tecido fetal similar aos leveis de cafeína no
sangue da gestante. A cafeína é excretada no leite materno.

Quando administrado à mãe em doses terapêuticas, o paracetamol
atravessa a placenta passando para a circulação fetal em 30 minutos
após a ingestão. No feto, o paracetamol é efetivamente metabolizado
por conjugação com sulfato. Quando administrado conforme
recomendado, o paracetamol não representa risco para a mãe ou
feto.

O paracetamol é excretado no leite materno em baixas
concentrações (0,1% a 1,85% da dose materna ingerida). A ingestão
materna de paracetamol nas doses analgésicas recomendadas não
representa risco para o lactente.

Alerta diante a habilidade de dirigir e operar
máquinas

Não é conhecido se a combinação de paracetamol e cafeína afetam
a habilidade de dirigir e operar máquinas.

Uso em idosos

Até o momento não são conhecidas restrições específicas ao uso
de Cafeína + Paracetamol (substância ativa) por pacientes idosos.
Não existe necessidade de ajuste da dose neste grupo etário.

Não use outro produto que contenha
paracetamol.

Reações Adversas do Cefadrin

Raramente se observaram reações de hipersensibilidade, mas se
isto ocorrer deve-se interromper a administração da droga.

Não há estudos controlados com placebo suficientes para a
combinação de paracetamol e cafeína.

Muito raramente, foram relatados os seguintes efeitos
adversos:

  • Aumento das transaminases;
  • Reações anafiláticas;
  • Hipersensibilidade;
  • Insônia;
  • Tonturas;
  • Palpitações;
  • Taquicardia;
  • Erupções;
  • Erupções pruriginosas;
  • Urticaria.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de
Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para a
Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Riscos do Cefadrin

Não use junto com outros medicamentos que contenham
paracetamol, com álcool, ou em caso de doença grave do
fígado.

Interação Medicamentosa do Cefadrin

Paracetamol

Para a maioria dos pacientes, o uso ocasional de paracetamol,
geralmente possui pouco ou nenhum efeito em pacientes sob uso
crônico de varfarina. Porém, há controvérsias em relação a
possibilidade do paracetamol potencializar o efeito anticoagulante
da vafarina ou de outros derivados cumarínicos.

Cafeína

Uma única dose, aguda, de cafeína demonstrou um aumento da
excreção renal de lítio o que é provavelmente secundário ao aumento
da excreção de sódio visto com o uso de cafeína. Adicionalmente, a
descontinuação abrupta do uso crônico de cafeína foi associada ao
aumento sérico na concentração de lítio.

Ação da Substância Cefadrin

Resultados de Eficácia


Foi realizado um estudo duplo-cego, controlado com placebo, a
fim de avaliar a atividade antipirética do paracetamol em um
comparativo em 30 pacientes do sexo masculino. Os pacientes
receberam 4 mg/kg de endotoxinas por via intravenosa, após
pré-medicação por via oral de 1000 mg de ambas as drogas.

Os picos de temperatura corporal foram de 38,5 °C ± 0,2 °C no
grupo tratado com placebo, 37,6 °C ± 0,2 °C no grupo do paracetamol
(p = 0,001 versus placebo), e 38,6 °C ± 0,2 °C no grupo
tratado com o fármaco comparativo (p = 0,001 versus
paracetamol; p = 0,570 versus placebo) 4 horas após a
infusão de lipopolissacarídeos. Concluiu-se que o paracetamol
apresentou atividade antipirética superior.

Um estudo duplo-cego, randomizado, controlado com placebo
avaliou a eficácia do efeito analgésico do paracetamol (1000 mg) em
um comparativo em 162 pacientes sofrendo de dor moderada a muito
intensa, devido a uma cirurgia dentária. A intensidade e o alívio
da dor foram avaliados em 30 minutos, uma hora e a cada hora
subseqüente durante 6 horas após a administração. O paracetamol foi
significativamente melhor que o comparativo na diferença máxima de
intensidade da dor (p lt; 0,05), no máximo alívio da dor obtida (p
lt; 0,03) e de acordo com uma avaliação global (p lt; 0,02).

Nos anos 80 uma análise de 30 estudos referentes a cefaléias e
dores pós-operatórias, sugeriu um aumento de eficácia analgésica em
associaçoes contendo 65 mg de cafeína. Uma análise mais recente
examinou diversas doses de combinações de cafeína a
analgésicos.

No caso do paracetamol, dezesseis combinações com a cafeína
foram analisadas sendo que foram utilizadas doses de 100,178,316
e562 mg/kg de paracetamol todas combinadas com doses de 10,18,32,56
mg/kg de cafeína. A antinocicepção foi aumentada em dose moderada,
316 mg/kg de paracetamol e 32mg/kg de cafeína por dia5. Sendo
comprovado o aumento da absorção e do tempo de ação do
paracetamol se administrado concomitantemente a cafeína, explicado
pelo aumento do fluxo sanguíneo na mucosa gastrintestinal.

Características Farmacológicas


O paracetamol é um analgésico e antitérmico não pertencente aos
grupos dos opiáceos e salicilatos, clinicamente comprovado, que
promove analgesia pela elevação do limiar da dor e antipirese
através de ação no centro hipotalâmico que regula a temperatura.
Estudos com doses únicas (12.5mg/Kg) de paracetamol, em crianças
febris, demonstraram o inicio da redução da febre entre 15 e 30
minutos.

A cafeína é um derivado da metilxantina o qual, provavelmente,
possui suas ações farmacológicas através do antagonismo dos
receptores de adenosina. Metilxantinas, como classe, são ativas
tanto centralmente quanto perifericamente, mas, a cafeína,
especialmente, é conhecida por produzir efeitos marcantes no
sistema nervoso central. O antagonismo de receptores de adenosina
resulta em broncodilatação, liberação de noradrenalina sendo também
responsável pelos efeitos psicomotor estimulante da cafeína. Esses
efeitos estimulantes no SNC envolvem a habilidade da cafeína em
agir como um adjuvante analgésico.

Em altas concentrações, as metilxantinas, incluindo a cafeína,
também inibem a enzima fosfodiesterase, aumentando os níveis
intracelular de cAMP.

A associação de cafeína e paracetamol promove ação mais
acelerada e eficaz do analgésico.

Propriedades farmacocinéticas

Foi demonstrado que a combinação de cafeína aumenta a absorção
de paracetamol. O mecanismo pode ser relacionado ao aumento do
fluxo sanguíneo gastrointestinal induzido pela cafeína ou a
diminuição da depuração de paracetamol. Uma meta analise da
literatura não demonstrou o risco da hepatotoxicidade induzida pelo
paracetamol em doses controladas, de cafeína e paracetamol
combinados, em humanos.

Paracetamol

Absorção:

O paracetamol, administrado oralmente, é rapidamente e quase
completamente absorvido no trato gastrintestinal, principalmente no
intestino delgado. A absorção ocorre por transporte passivo. A
biodisponibilidade relativa varia de 85% a 98%.

Em indivíduos adultos as concentrações plasmáticas máximas
ocorrem dentro de uma hora após a ingestão e variam de 7,7 a 17,6
mcg/mL para uma dose única de 1000 mg. As concentrações plasmáticas
máximas no estado de equilíbrio após administração de doses de 1000
mg a cada 6 horas, variam de 7,9 a 27,0 mcg/mL.

Através de informações, agrupadas, de farmacocinética
provenientes de 5 estudos patrocinados pela companhia, com 59
crianças, idades entre 6 meses e 11 anos, foi encontrada a média
para concentração plasmática máxima de 12.08 ±3.92 ug/mL, sendo
obtida com o tempo de 51 ± 39 min (média 35min) através de uma dose
de 12.5 mg/kg.

Efeito dos alimentos:

Embora as concentrações máximas sejam atrasadas quando o
paracetamol é administrado com alimentos, a extensão da absorção
não é afetada. O paracetamol pode ser administrado
independentemente das refeições.

Distribuição:

O paracetamol parece ser amplamente distribuído aos tecidos
orgânicos, exceto ao tecido gorduroso. Seu volume de distribuição
aparente é de 0,7 a 1 litro/kg em crianças e adultos. Uma proporção
relativamente pequena (10% a 25%) do paracetamol se liga às
proteínas plasmáticas.

Metabolismo:

O paracetamol é metabolizado principalmente no fígado e envolve
três principais vias: conjugação com glucoronídeo, conjugação com
sulfato e oxidação através da via enzimática do sistema citocromo
P450. A via oxidativa forma um intermediário reativo que é
detoxificado por conjugação com glutationa para formar cisteína
inerte e metabólitos mercaptopúricos. A principal isoenzima do
sistema citocromo P450 envolvida in vivo parece ser a
CYP2E1, embora a CYP1A2 e CYP3A4 tenham sido consideradas vias
menos importantes com base nos dados microssomais in vitro.
Subsequentemente verificou-se que tanto a via CYP1A2 quanto a
CYP3A4 apresentam contribuição desprezível in vivo. Em
adultos, a maior parte do paracetamol é conjugada com ácido
glucorônico e em menor extensão com sulfato.

Os metabólitos derivados do glucoronídeo, sulfato e glutationa
são desprovidos de atividade biológica. Em recém-nascidos
prematuros e a termo, e, em crianças de baixa idade, predomina o
conjugado sulfato. Em adultos com disfunção hepática de diferentes
graus de intensidade e etiologia, vários estudos sobre metabolismo
demonstraram que a biotransformação do paracetamol é semelhante
àquela de adultos sadios, mas um pouco mais lenta. A administração
diária consecutiva de doses de 4g por dia induz glucoronidação (uma
via não tóxica) em adultos sadios e com disfunção hepática,
resultando essencialmente em depuração total aumentada do
paracetamol no decorrer do tempo e acúmulo plasmático limitado.

Eliminação:

Em adultos a meia vida de eliminação do paracetamol é cerca de 2
a 3 horas e em crianças é cerca de 1,5 a 3 horas. Ela é
aproximadamente uma hora mais longa em recém-nascidos e em
pacientes cirróticos. O paracetamol é eliminado do organismo sob a
forma de conjugado glucoronídeo (45% a 60%) e conjugado sulfato
(25% a 35%), tióis (5% a 10%), como metabólitos de cisteína e
mercaptopurato e catecóis (3% a 6%), que são excretados na urina. A
depuração renal do paracetamol inalterado é cerca de 3,5% da
dose.

Cafeína

Absorção:

A cafeína é completa e rapidamente absorvida, no trato
gastrointestinal, após a administração oral, tendo essencialmente
100% de biodisponibilidade em adultos normais em jejum. Geralmente,
a concentração plasmática máxima pode ser esperada para ocorrer
entre 30 a 60 minutos. O consumo de café, contendo 100 mg de
cafeína, produziu uma notável concentração plasmática em 5 minutos
com a concentração plasmática máxima de 1.5 a 1.8 mcg/mL, ocorrendo
entre 50 e 75 minutos após a administração. A absorção de cafeína
não parece ser substancialmente alterada pela dose.

Efeito dos alimentos:

A presença de alimento no intestino diminui a absorção de
cafeína.

Distribuição:

A cafeína se distribui amplamente pelo corpo, e, devido a sua
natureza hidrofóbica, atravessa as membranas biológicas. A cafeína
atravessa a barreira hematoencefálica e a placenta. O volume de
distribuição é 0.6 L/Kg com 36% ligados a proteínas.

Metabolismo:

A cafeína é metabolizada por demetilação no fígado,
primeiramente pela CYP1A2, em um processo saturado e
dose-dependente. O maior metabolito desse processo é a paraxantina,
formado através de 3 demetilações, o qual representa 84% do
processo de demetilação da cafeína. Os outros metabolitos formados
por esse processos são: teobromina (12%) e teofilina (4%).

Paraxantina é, subsequentemente, metabolizada por um processo
com múltiplos passos até metilurato, com a xantina oxidase
responsável pelo ultimo passo. Pequenas quantidades de cafeína são
metabolizadas a ácido 1,3,7-trimetilurato e
6-amino-5-[N-formilmetilamino]-1,3-dimetiluracil.

Eliminação:

Os metabolitos da cafeína e pequenas quantidades de cafeína são
excretados pela urina. A meia vida de eliminação da cafeína varia
entre 3 e 7 horas em adultos. Não foi encontrada diferença
significativa entre a meia vida de eliminação entre jovens e
idosos.

Cefadrin, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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