Capton Bula

Capton

é indicado para o tratamento da hipertensão. Os efeitos
redutores da pressão arterial de captopril e das tiazidas são
aproximadamente aditivos.

Contraindicação do Capton

Hipersensibilidade ao captopril ou a qualquer outro inibidor da
enzima conversora de angiotensina.
-indicado para pacientes hipersensíveis ao captopril ou a qualquer
outro inibidor da enzima conversora da angiotensina (p. ex.: um
paciente que tenha apresentado angioedema durante a terapia com
qualquer outro inibidor da ECA).
É também contra-indicado em pacientes que tenham demonstrado
hipersensibilidade prévia à hidroclorotiazida ou outras drogas
derivadas da sulfonamida. A hidroclorotiazida é contra-indicada na
anúria.

Como usar o Capton

Adultos: Hipertensão: a dose inicial é de 50 mg diariamente, em
dose única ou dividida em duas tomadas. Crianças: a dose inicial do
produto é de 0,3 mg/kg diariamente administrada sob rigorosa
supervisão médica.

Precauções do Capton

Angioedema de cabeça e pescoço

Observou-se angioedema em pacientes tratados com inibidores da
ECA, incluindo-se o Captopril (substância ativa). Se o angioedema
envolver a língua, glote ou laringe, poderá ocorrer a obstrução das
vias aéreas e ser fatal. A terapia de emergência deverá ser
instituída imediatamente.

O edema confinado à face, membranas mucosas da boca, lábios e
extremidades, geralmente desaparecem com a descontinuação do
Captopril (substância ativa); alguns casos necessitaram de terapia
médica.

Angioedema intestinal

Relatou-se casos raros de angioedema intestinal em pacientes
tratados com inibidores da ECA. Estes pacientes apresentaram dor
abdominal (com ou sem náusea ou vômitos), em alguns casos não houve
angioedema facial prévio e os níveis de esterase C-1 estavam
normais. O angioedema foi diagnosticado por procedimentos,
incluindo tomografia computadorizada abdominal, ou
ultrassonografia, ou por cirurgia, e os sintomas desapareceram com
a descontinuação do tratamento com o inibidor da ECA. Angioedema
intestinal deve ser incluído em diferentes diagnósticos de
pacientes em tratamento com inibidores da ECA apresentando dor
abdominal.

Reações Anafiláticas durante
dessensibilização

Dois pacientes sob tratamento com outro inibidor da ECA
submetendo-se a um tratamento de dessensibilização com veneno de
Hymenoptera, enquanto recebiam outro inibidor da ECA
(enalapril), sofreram reações anafiláticas com risco de vida.
Nestes mesmos pacientes, as reações foram evitadas quando a
administração do inibidor da ECA foi temporariamente interrompida,
mas elas reaparecem quando ocorrer uma nova administração.
Portanto, cuidado é necessário em pacientes tratados com inibidores
da ECA e sob tais procedimentos de dessensibilização.

Reações Anafiláticas durante diálise de alto
fluxo/exposição a membranas de aférese lipoprotéica

Reações anafiláticas têm sido relatadas em pacientes
hemodialisados com membranas de diálise de alto fluxo.

Reações anafiláticas também têm sido relatadas em pacientes sob
aferese de lipoproteínas de baixa densidade com absorção de sulfato
de dextrano. Nestes pacientes, deve-se considerar a utilização de
um tipo diferente de membrana de diálise ou uma diferente classe de
medicamento.

Neutropenia/Agranulocitose

A neutropenia é muito rara (lt; 0,02%) em pacientes hipertensos
com função renal normal (Crs lt; 1,6 mg/dL, sem doença vascular de
colágeno).

Em pacientes com algum grau de insuficiência renal (creatinina
sérica de pelo menos 1,6 mg/dL), mas sem doença vascular de
colágeno, o risco da neutropenia nos estudos clínicos foi de cerca
de 0,2%.

Em pacientes com insuficiência renal, o uso concomitante de
alopurinol e Captopril (substância ativa) foi associado à
neutropenia.

Em pacientes com doenças vasculares de colágeno (p.ex., lúpus
eritematoso sistêmico, esclerodermia) e insuficiência renal, a
neutropenia ocorreu em 3,7% dos pacientes em estudos clínicos.
Relata-se neutropenia geralmente após 3 meses do início da
administração de Captopril (substância ativa).

Em geral, a contagem de neutrófilos voltou ao normal em cerca de
duas semanas após a descontinuação do Captopril (substância ativa),
e as infecções graves se limitaram aos pacientes clinicamente
complicados. Cerca de 13% dos casos de neutropenia tiveram um fim
fatal, mas quase todas as fatalidades ocorreram em pacientes
gravemente enfermos, com doenças vasculares de colágeno,
insuficiência renal, insuficiência cardíaca ou terapia
imunossupressora ou uma combinação destes fatores agravantes.

Se o Captopril (substância ativa) for utilizado em pacientes com
insuficiência renal, deve-se realizar contagem de leucócitos e
contagens diferenciais antes do início do tratamento e a intervalos
aproximados de duas semanas durante cerca de 3 meses, e
periodicamente depois disso.

Em pacientes com doença vascular de colágeno ou que estejam
expostos a outras drogas que conhecidamente afetam os leucócitos ou
a resposta imunológica, principalmente quando há insuficiência
renal, o Captopril (substância ativa) deverá ser empregado, com
cuidado, somente após uma avaliação do risco e benefício.

Já que a interrupção da administração de Captopril (substância
ativa) e de outras drogas geralmente levam ao pronto
restabelecimento da contagem leucocitária a valores normais, quando
da confirmação da neutropenia (contagem de neutrófilos
lt;1000/mm3), o médico deverá suspender o medicamento e acompanhar
cuidadosamente o paciente.

Proteinúria

Proteína total na urina superior a 1 g/dia foi observada em
cerca de 0,7% dos pacientes tomando Captopril (substância ativa).
Cerca de 90% dos pacientes afetados apresentaram evidências de
doença renal anterior ou receberam doses relativamente elevadas de
Captopril (substância ativa) (acima de 150 mg/dia), ou ambos.

Em estudo multicêntrico, duplo-cego, controlado por placebo,
envolvendo 207 pacientes com nefropatia diabética e proteinúria (≥
500 mg/dia), que receberam 75 mg/dia de Captopril (substância
ativa) durante uma média de 3 anos, houve uma consistente redução
da Proteinúria. Não se sabe se a terapia a longo prazo teria
efeitos similares em pacientes com outros tipos de doença
renal.

Pacientes com doença renal anterior ou aqueles recebendo
Captopril (substância ativa) em doses superiores a 150 mg/dia,
deverão fazer uma avaliação da proteína urinária antes do
tratamento (feita na primeira urina da manhã) e depois, realizar o
teste periodicamente.

Hipotensão

Raramente observou-se hipotensão excessiva em pacientes
hipertensos, mas é uma consequência possível do uso de Captopril
(substância ativa) em indivíduos sal/volume-depletados (tais como
aqueles tratados vigorosamente com diuréticos), pacientes com
insuficiência cardíaca ou naqueles pacientes que estão sendo
submetidos a diálise renal.

Na hipertensão, a chance de ocorrer efeitos hipotensores com as
doses iniciais de Captopril (substância ativa) pode ser minimizada
pela descontinuação do diurético ou pelo aumento da ingestão de sal
aproximadamente 1 semana antes do início do tratamento com
Captopril (substância ativa) ou iniciando-se a terapia com doses
pequenas (6,25 ou 12,5 mg). Pode ser aconselhável um acompanhamento
médico por pelo menos 1 hora após a dose inicial. Uma resposta
hipotensora transitória não é contraindicação para doses
subsequentes, que podem ser administradas sem dificuldade uma vez
que a pressão se eleve.

Na insuficiência cardíaca, quando a pressão sanguínea foi normal
ou baixa, registrou-se diminuições transitórias na pressão
sanguínea média superiores a 20% em cerca da metade dos pacientes.
É mais provável que esta hipotensão transitória ocorra após
qualquer das várias doses iniciais e geralmente é bem tolerada,
sendo assintomática ou produzindo uma leve sensação de cabeça
vazia. Devido à queda potencial da pressão arterial nestes
pacientes, a terapia deverá ser iniciada sob rigoroso monitoramento
médico. Uma dose inicial de 6,25 ou 12,5 mg, 2 ou 3 vezes ao dia,
pode minimizar o efeito hipotensivo. Os pacientes deverão ser
cuidadosamente acompanhados, durante as primeiras duas semanas de
tratamento e sempre que a dose de Captopril (substância ativa) e/ou
diurético for aumentada.

A hipotensão por si só não é uma razão para a interrupção da
administração de Captopril (substância ativa).

A magnitude da queda de pressão é maior no início do tratamento
e este efeito se estabiliza no prazo de 1 ou 2 semanas. Geralmente
com retorno dos níveis pressóricos pré-tratamento, sem diminuição
da eficácia terapêutica, no prazo de 2 meses.

Insuficiência hepática

Em raras ocasiões, os inibidores da ECA têm sido associados a
uma síndrome que se inicia com icterícia colestática e progride
para uma necrose hepática fulminante e (algumas vezes) morte. Os
mecanismos desta síndrome não são conhecidos. Pacientes recebendo
inibidores da ECA que desenvolveram icterícia ou elevações
acentuadas das enzimas hepáticas devem descontinuar o tratamento
com inibidores da ECA e receber acompanhamento médico
apropriado.

Insuficiência Renal

Hipertensão

Alguns pacientes com doença renal, principalmente com grave
estenose de artéria renal, apresentaram aumentos da ureia e
creatinina séricas após a redução da pressão arterial com Captopril
(substância ativa). A redução da posologia de Captopril (substância
ativa) e/ou descontinuação do diurético podem ser necessárias.

Insuficiência cardíaca

Cerca de 20% dos pacientes apresentam elevações estáveis da
uréia e creatinina séricas 20% acima do normal ou do patamar de
referência com tratamentos prolongados realizados com Captopril
(substância ativa). Menos de 5% dos pacientes, geralmente aqueles
com grave doença renal pré-existente, necessitaram a descontinuação
do tratamento devido aos valores progressivamente crescentes de
creatinina.

Hipercalemia

Elevações no potássio sérico foram observadas em alguns
pacientes tratados com inibidores da ECA, incluindo-se o Captopril
(substância ativa). Quando tratados com inibidores da ECA, existe
risco de desenvolvimento de hipercalemia em pacientes com
insuficiência renal, diabete mellitus e naqueles usando
concomitantemente diuréticos poupadores de potássio, suplementos de
potássio ou substitutos do sal contendo potássio ou outras drogas
associadas com aumentos de potássio sérico (p. Ex., heparina).

Tosse

Relata-se tosse com o uso de inibidores da ECA.
Caracteristicamente, esta é uma tosse persistente e não produtiva e
desaparece após a descontinuação da terapia. A tosse induzida por
inibidor da ECA deve ser considerada como parte do diagnóstico
diferencial da tosse.

Cirurgia/Anestesia

Durante grandes cirurgias ou durante a anestesia com agentes que
produzem hipotensão, o Captopril (substância ativa) irá bloquear a
formação de angiotensina II secundária à liberação compensatória de
renina. Se a hipotensão ocorrer e for considerada como sendo devido
a este mecanismo, poderá ser corrigida pela expansão de volume.

Gravidez

Morbidade e Mortalidade Fetal/Neonatal

Quando usados na gravidez os inibidores da ECA podem causar
danos ao desenvolvimento e mesmo morte fetal.

Quando a gravidez for detectada, Captopril (substância ativa)
deve ser descontinuado o quanto antes.

Categoria de risco D à gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica.

Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de
gravidez.

Lactantes

Concentrações de Captopril (substância ativa) no leite materno
correspondem a 1% daquelas existentes no sangue materno. Devido ao
potencial do Captopril (substância ativa) em causar reações
adversas severas nos lactentes, deve-se tomar uma decisão entre
descontinuar a amamentação ou suspender o medicamento, levando-se
em conta a importância do Captopril (substância ativa) para a
mãe.

Uso pediátrico

A segurança e a eficácia do Captopril (substância ativa) em
crianças não foi estabelecida.

Uso geriátrico

Os inibidores da ECA (por exemplo, Captopril (substância ativa))
são considerados mais efetivos na redução da pressão arterial em
pacientes com atividade de renina plasmática normal ou alta. Como a
atividade da renina plasmática parece diminuir com o aumento da
idade, pacientes idosos podem ser menos sensíveis aos efeitos
hipotensores dos inibidores da ECA. Entretanto, concentrações
séricas aumentadas de inibidores da ECA resultantes de diminuição
da função renal relacionada com a idade, podem compensar para a
menor concentração de renina.

Contudo, alguns pacientes idosos podem ser mais sensíveis aos
efeitos hipotensores destes medicamentos e podem requerer cuidado
quando receberem um inibidor da ECA.

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento
Captosen.

Reações Adversas do Capton

Podem ocorrer as reações indesejáveis descritas a seguir.

As frequências são definidas em muito comuns (gt; 1/10); comuns
(1/100 e lt; 1/10); incomuns (gt; 1/1.000 e lt; 1/100); raras (gt;
1/10.000 e lt; 1/1.000); muito raras (lt; 1/10.000).

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que
utilizam este medicamento)

Dermatológicas

Erupções cutâneas, frequentemente com prurido, e algumas vezes
com febre, artralgia e eosinofilia, ocorreram em cerca de 4 a 7%
dos pacientes, geralmente durante as primeiras 4 semanas de
terapia. O prurido, sem erupção, ocorre em cerca de 2% dos
pacientes.

Cardiovasculares

Poderá ocorrer hipotensão. Taquicardia, dores no peito e
palpitações foram, cada uma delas, observadas em aproximadamente 1%
dos pacientes.

Gastrintestinais

Aproximadamente 2 a 4 % dos pacientes (dependendo da dose e do
estado renal) apresentaram alteração do paladar.

Respiratórias

Foi relatada tosse em 0,5-2% dos pacientes tratados com
Captopril (substância ativa) em estudos clínicos.

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes
que utilizam este medicamento)

Dermatológicas

Lesão associada e reversível do tipo penfigóide e reações de
fotossensibilidade. Relata-se raramente rubor ou palidez ( ≥ 0,5%
dos pacientes ).

Cardiovasculares

Angina pectoris, infarto do miocárdio, síndrome de Raynaud e
insuficiência cardíaca congestiva ocorreram em taxas ≤ a 0,3% dos
pacientes.

Hematológicas

Anemia, trombocitopenia, pancitopenia e
neutropenia/agranulocitose foram relatados.

Imunológicas

Relatou-se angioedema em aproximadamente 0,1% dos pacientes. O
angioedema envolvendo as vias aéreas superiores pode provocar
obstrução fatal das vias aéreas.

Renais

Insuficiência renal, dano renal, síndrome nefrótica, poliúria,
oligúria e frequência urinária foram relatadas raramente ( ≤ 0,2% )
e sua relação com o uso da droga é incerta. Relatou-se
proteinúria.

Não foi possível determinar com exatidão a incidência ou
a relação causal para os efeitos colaterais listados
abaixo:

Gerais

Astenia, ginecomastia.

Cardiovasculares

Parada cardíaca, acidente/insuficiência cérebro vascular,
distúrbios de ritmo, hipotensão ortostática, síncope.

Dermatológicos

Pênfigo bolhoso, eritema multiforme (incluindo síndrome de
Stevens-Johnson), dermatite esfoliativa.

Gastrintestinais

Pancreatite, glossite, dispepsia.

Hematológicos

Anemia, incluindo as formas aplástica e hemolítica.

Hepatobiliares

Icterícia, hepatite, incluindo raros casos de necrose hepática e
colestase.

Metabólicos

Hiponatremia sintomática.

Musculoesquelético

Mialgia, miastenia.

Nervoso/Psiquiátricos

Ataxia, confusão, depressão, nervosismo, sonolência.

Respiratórios

Broncoespasmo, pneumonite eosinofílica, rinite.

Órgãos dos Sentidos

Visão turva.

Urogenitais

Impotência.

Assim como ocorre com outros inibidores da ECA, relatou-se uma
síndrome que inclui: febre, mialgia, artralgia, nefrite
intersticial, vasculite, erupção ou outras manifestações
dermatológicas, eosinofilia e hemossedimentação elevada.

Mortalidade e Morbidade Fetal/Neonatal

O uso de inibidores da ECA durante a gravidez tem sido associado
com dano fetal e neonatal e morte. Também foi relatado
oligohidrâmnios, presumivelmente devido a função renal do feto
diminuída; oligohidrâmnios neste quadro tem sido associado a
contraturas dos membros, deformação craniofacial, e desenvolvimento
hipoplátisco do pulmão.

Prematuridade, retardamento do crescimento intrauterino, ducto
arterioso patente, e outras malformações cardíacas, assim como
malformações neurológicas, foram relatadas após exposição limitada
ao primeiro trimestre de gravidez.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de
Notificações em Vigilância Sanitária- NOTIVISA, disponível em

Capton, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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