Balcor Retard Bula

Balcor Retard

Como o Balcor Retard funciona?


Balcor retard 300 mg é um antianginoso (reduz as dores fortes no
peito), anti-hipertensivo (dilata os vasos sanguíneos reduzindo a
pressão arterial) e antiarrítmico (estabiliza o ritmo do
coração).

Contraindicação do Balcor Retard

Balcor retard 300 mg é contraindicado para pacientes com
hipersensibilidade ao produto.

Na doença do nó sinusal, no bloqueio AV de 2º ou 3º graus,
exceto em pacientes com marca-passo ventricular funcionante.

Na hipotensão arterial (valor sistólico inferior a 80 mmHg). Na
bradicardia acentuada (pulso inferior a 55 bpm). É também
contraindicado durante a gravidez ou em pacientes com possibilidade
de engravidar, no período de lactação e na infância.

Balcor retard 300 mg é contraindicado para pacientes com
hipersensibilidade a algum componente da formulação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Como usar o Balcor Retard

Para Balcor retard 300 mg recomenda-se 1 cápsula ao dia.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou
mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar
o Balcor Retard?


Continue tomando as próximas doses regularmente no horário
habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico
ou de seu médico, ou de cirurgião-dentista.

Precauções do Balcor Retard

Balcor retard 300 mg é extensivamente metabolizado pelo fígado e
excretado pelos rins e na bile.

Como algumas novas drogas administradas por períodos
prolongados, os parâmetros laboratoriais devem ser monitorados em
intervalos regulares. A droga pode ser utilizada com cautela em
pacientes com disfunção hepática ou renal. Nos estudos de
toxicidade subaguda e crônica em ratos e cães, altas doses de
diltiazem foram associadas a danos hepáticos.

Em estudos hepáticos subagudos especiais, doses orais acima de
125 mg/kg administradas em ratos, foram associadas à alterações
histológicas no fígado que reverteram com a descontinuação. Em
cães, doses de 20 mg/kg também foram associadas às alterações
hepáticas, no entanto, estas reverteram com a descontinuação.

Condução cardíaca

Prolonga o período refratário do nó AV sem significativo
prolongamento do tempo de recuperação do nó sinusal.

Esse efeito poderá resultar, raramente, em frequência cardíaca
anormal (particularmente em pacientes com doença do nó sinusal), ou
bloqueio AV de 2º e 3º graus. O uso concomitante de Balcor retard
300 mg e betabloqueadores ou digitálicos pode ocasionar efeitos
aditivos na condução cardíaca. Um paciente com angina de Prinzmetal
desenvolveu períodos de assistolia (2 a 5 segundos) após dose única
de 60 mg de diltiazem.

Insuficiência cardíaca congestiva

Apesar de Balcor retard 300 mg ter efeito inotrópico negativo em
preparações de tecido animal isolado, os estudos hemodinâmicos no
homem com função ventricular normal, não demonstraram uma redução
no índice cardíaco nem efeitos negativos consistentes na
contratilidade (dp/dt).

Experiências com diltiazem, administrado exclusivamente ou
associado a betabloqueadores, em pacientes com função ventricular
debilitada, são muito limitadas. Nestes casos o uso do medicamento
deve dar-se com cautela.

Hipotensão

O decréscimo da pressão arterial, associado à terapia com
diltiazem, pode ocasionalmente resultar em hipotensão
sintomática.

Danos hepáticos agudos

Em raros casos, têm-se observado elevação significante de
enzimas, tais como fosfatase alcalina, CPK, LDH, SGPT, e outros
sintomas consistentes e danos hepáticos agudos. Após a
descontinuação da droga, essas reações revertem. A relação desses
sintomas com a droga é incerta em muitos casos, mas provável em
alguns casos.

Gravidez e lactação

Foram desenvolvidos estudos de reprodução em ratos, camundongos
e coelhos. A administração de doses cinco a dez vezes maiores que a
recomendada diariamente como terapêutica para angina resultaram em
letalidade embrionária e fetal. Essas doses, em alguns estudos,
foram associadas como causa de anormalidades esqueléticas.

Em estudos no período perinatal e pós-natal, notou-se alguma
redução no peso e na proporção de filhotes sobreviventes. Houve um
aumento da incidência de natimortos com doses pelo menos 20 vezes
maiores que a humana.

Não se realizaram estudos bem controlados com mulheres grávidas
até o presente, assim sendo, recomenda-se o emprego de Balcor
retard 300 mg, nestes casos, somente se o potencial benefício
justificar o potencial risco ao feto. Balcor retard 300 mg é
excretado no leite humano.

Um trabalho realizado sugere que a concentração da droga no
leite pode aproximar-se aos níveis séricos. Se o uso de Balcor
retard 300 mg for considerado necessário, uma via alternativa de
aleitamento deve ser instituída.

Informe seu médico sobre a ocorrência de gravidez na
vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se
está amamentando.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

Uso pediátrico

A segurança e a eficácia em crianças não foram
estabelecidas.

Pacientes idosos

Balcor retard 300 mg pode ser usado por pessoas acima de 65 anos
de idade, desde que observadas às precauções do produto.

Este produto contém o corante amarelo de tartrazina que
pode causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma
brônquica especialmente em pessoas alérgicas ao ácido
acetilsalicílico.

Atenção diabéticos: contém açúcar.

Reações Adversas do Balcor Retard

Reações adversas sérias têm sido raros nos estudos desenvolvidos
até o momento, porém deve-se reconhecer que pacientes com função
ventricular debilitada e com anormalidades de condução cardíaca têm
sido excluídos desses estudos.

Testes clínicos controlados com placebo

As ocorrências que em seguida relacionamos, observadas em
estudos clínicos, podem ser derivadas da farmacologia de inibição
do influxo de cálcio pela droga. Em muitos casos, não se tem
estabelecido uma relação entre a droga e esses efeitos
adversos.

Informe seu médico sobre o aparecimento de reações
desagradáveis, tais como edemas, cefaleia, náuseas, tonturas,
erupções cutâneas, sonolência, insônia, distúrbios
gastrintestinais, queda da pressão arterial e diminuição da
frequência do pulso.

As ocorrências mais comuns são

Edema (2,4%), cefaleia (2,1%), náusea (1,9%), tontura (1,5%),
erupção (1,3%), astenia (1,2%). Os eventos que passamos a descrever
em seguida não excederam a 1%.

Cardiovascular

Angina, arritmia, bloqueio AV (1º grau), bloqueio AV (2º e 3º
graus), bradicardia, insuficiência cardíaca congestiva, rubor,
hipotensão, palpitações, síncope.

Sistema nervoso

Amnésia, distúrbios da marcha, alucinações, insônia, nervosismo,
parestesia, alteração de personalidade, sonolência, zumbido e
tremor.

Gastrintestinal

Anorexia, constipação, diarreia, alteração do paladar,
dispepsia, elevações da fosfatase alcalina, SGOT, SGPT e LDH,
vômitos, aumento de peso.

Dermatológico

Petéquias, prurido, fotossensibilidade, urticária.

Carcinogênese, mutagênese e fertilidade

Um estudo de 24 meses com ratos, e outro de 21 meses com
camundongos, não demonstraram evidências de carcinogênese.

Em testes bacteriológicos, in vitro, também não houve
resposta mutagênica. Não se observaram efeitos intrínsecos na
fertilidade.

Outros

Ambliopia, dispnéia, epistaxe, irritação ocular, hipoglicemia,
congestão nasal, nictúria, dor osteoarticular, poliúria,
dificuldades sexuais. Outros efeitos constatados infrequentemente
na prática clínica com o produto são alopecia, hiperplasia
gengival, eritema multiforme e leucopenia. No entanto, a relação de
causa e efeito do produto com esses eventos deve ainda ser
estabelecida.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou
farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.

Composição do Balcor Retard

Apresentações

Cápsula de liberação prolongada de 300 mg. Embalagem com 30
cápsulas.

Via oral.

Uso adulto.

Composição

Cada cápsula contém:

300 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 275,75 mg
de diltiazem.

Excipientes:

sacarose, amido, talco, copolímero de ácido metacrílico, goma
laca, corante azul brilhante, corante amarelo de tartrazina nº 5
laca.

Superdosagem do Balcor Retard

Experiências com superdosagem da droga são limitadas. Em caso de
superdose do medicamento Balcor retard 300 mg, os sintomas variam
conforme a quantidade ingerida. Pode ocorrer diminuição da pressão
arterial, batimentos cardíacos lentos, alteração no ritmo do
coração, mau funcionamento do coração.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento,
procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do
medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.

Interação Medicamentosa do Balcor Retard

Estudos farmacológicos indicam que pode haver aditivos
prolongando a condução AV, quando o diltiazem é utilizado
concomitantemente a betabloqueadores ou digitálicos.

Estudos controlados e não controlados sugerem que essa
associação é geralmente bem tolerada. Os dados disponíveis, no
entanto, são insuficientes para predizer os efeitos do tratamento,
particularmente em pacientes com disfunção ventricular esquerda ou
com anormalidades de condução cardíaca. Em voluntários sadios,
diltiazem tem demonstrado aumento do nível sérico da digoxina em
20%.

Uso concomitante de medicamentos para tratamento de
angina

Nitratos sublinguais

Podem ser administrados para a interrupção de ataques anginosos
agudos, durante o tratamento com diltiazem.

Nitratos profiláticos

Diltiazem pode ser seguro quando administrado com nitratos de
curta e longa duração, porém não há estudos controlados para
avaliar a eficácia desta combinação.

Betabloqueadores

Ver restrições e cuidados a serem considerados.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está
fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem conhecimento do seu médico. Pode
ser perigoso para a sua saúde.

Ação da Substância Balcor Retard

Resultados da eficácia

Eficácia na Angina Pectoris crônica estável

Na avaliação da redução de episódios de angina estável, diversos
estudos relatam a redução variando entre 50% a 88,5% por semana.
Para a angina de esforço, a redução de episódios por semana, variou
entre 42% a 73,6%.

A eficácia de diltiazida no tratamento de angina pectoris
crônica estável foi avaliada por Glasser et al em um estudo
multicêntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos,
controlado com placebo, com controle ativo (para um dos braços do
estudo).

Foram admitidos pacientes adultos se cumprissem as condições a
seguir:

  • Tivessem angina crônica estável desencadeada por esforço físico
    e aliviada por repouso e uso de nitroglicerina sublingual;
  • Tivessem doença arterial coronária documentada;
  • Em duas visitas do período introdutório (run-in)
    fossem capazes de fazer esforço em esteira por 3-7 min;
  • Desenvolvessem angina pectoris mais depressão do segmento ST do
    ECG em ≥1mm (acrescentada a qualquer pequena depressão do ST
    preexistente), com persistência por ≥ 0,08 s além do ponto J.

A duração do exercício na esteira variou lt; 15% entre as
visitas de qualificação.

Após o período introdutório de 2-3 semanas com placebo, os
pacientes foram randomizados para grupos de tratamento com 180, 360
e 420mg ao deitar-se, 360mg pela manhã, e placebo.

Os designados para os grupos com 360 e 420mg iniciaram com uma
dose de 240mg por 1 semana antes de aumentar para sua dose
designada.

O período de tratamento com a dose designada foi de 2 semanas
para todos os participantes.

Os participantes foram submetidos a um teste em esteira basal e
final no período entre 18-20 horas (nível vale para os pacientes
com administração noturna) e das 7-11 horas (nível vale para os
pacientes com administração matinal). Um total de 311 pacientes
concluiu o estudo.

Todas as doses com administração ao deitar-se mostraram um
aumento significante (plt;0,03) na duração total do exercício no
nível vale em comparação com o placebo; com a dose de 360mg ao
deitar-se mostrando o maior aumento.

Entretanto, a dose matinal de 360mg mostrou um aumento não
significante (p=0,06) no nível vale em comparação ao placebo. Todas
as doses com administração ao deitar-se também mostraram um aumento
significante (p≤0,0002) na duração do exercício entre 7-11 horas em
comparação ao placebo; a dose de 360mg ao deitar-se mostrou uma
melhora de quatro vezes em comparação ao placebo, comparativamente
à dose matinal.

O tempo para início da angina aumentou de forma significante
para todas as doses ao deitar-se em comparação ao placebo tanto
para o teste de esforço das 18-20 horas (plt;0,02) quanto para o
teste das 7-11 horas (plt;0,03).

Apenas a dose de 360mg ao deitar- se mostrou um aumento
significante (plt;0,03) no tempo para início da isquemia miocárdica
para o teste de esforço entre 18-20 horas, mas para o teste entre
7-11 horas, todas as doses com administração ao deitar-se mostraram
um aumento significante (plt;0,03) em relação ao placebo.

Eficácia no tratamento da Hipertensão

Em estudo da eficácia terapêutica de diltiazem como monoterapia
para hipertensão 52% dos indivíduos foram considerados
respondedores conforme pressão sistólica lt;140mm Hg; e 75%,
conforme pressão diastólica lt;90mm Hg, após 4 a 8 semanas.

A eficácia de diltiazem foi avaliada em um estudo multicêntrico,
randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos de resposta à dose, e
controlado com placebo realizado por Glasser et al. Doses de
diltiazem 120, 240, 360 e 540mg/dia foram avaliadas
comparativamente a 360mg/dia pela manhã e placebo.

Os adultos participantes foram admitidos ao estudo se cumprissem
as condições a seguir:

  • Sua PA média sistólica na posição sentada (sePAS) fosse
    lt;200mm Hg;
  • Sua PA diastólica média na posição sentada (sePAD) fosse
    100-114mm Hg (inclusive) em duas semanas consecutivas durante o
    período introdutório (run-in);
  • Se suas duas medidas qualificatórias de sePAD não diferissem em
    gt;7mm Hg;
  • Sua PAD ambulatória média diurna (amPAD) fosse 90-114mm Hg
    (inclusive) na avaliação basal.

Após um período inicial introdutório de 3-4 semanas com placebo,
429 homens e mulheres adultos (89,1% dos recrutados) realizaram um
tratamento por 7 semanas.

As doses noturnas ≥ 240mg mostraram reduções da amPAD
significantes, relacionadas à dose, entre o basal e a avaliação
final (média dos quadrados mínimos para mudança entre basal e final
na amPAD para as doses de 120, 240, 360 e 540mg foram
respectivamente de -1,92, -4,26, -4,38 e -8,02mm Hg).

Além disto, a dose noturna de 360mg se associou com uma
redução significantemente maior na amPAD entre as 6-12 horas
do que a dose matinal de 360mg (média dos quadrados mínimos para a
diferença entre os tratamentos foi de -3,3mm Hg; p=0,0004).

Foram obtidos resultados similares para a amPAS (média dos
quadrados mínimos para a diferença entre os tratamentos foi de
-5,32mm Hg; p=0,0004).

Ocorreram também reduções médias relacionadas à dose na
frequência cardíaca (FC) desde o basal até a avaliação final, com
reduções maiores no período entre as 6-12 horas. Em comparação ao
placebo, apenas doses ≥360mg mostraram reduções médias
significantes (plt;0,05) da FC em 24 horas.

Estudo comparativo com anlodipino

Wright et al. comparou a eficácia da administração
noturna de diltiazem com a administração matinal de anlodipino em
um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos
paralelos, com controle ativo, para avaliar a dose-para-efeito.

Os participantes foram admitidos se cumprissem as condições a
seguir:

  • Fossem adultos de etnia afro-americana;
  • Sua sePAD em duas visitas consecutivas introdutórias fosse
    entre 90-109mm Hg (inclusive);
  • Suas duas leituras de sePAD de qualificação não diferissem em
    mais de 8mm Hg;
  • A média das duas sePAS medidas no mesmo dia fosse lt;180mm
    Hg;
  • Sua amPAD fosse 85-109mm Hg (inclusive);
  • Tivessem um intervalo PR no ECG lt;220 ms na avaliação
    basal;
  • Se fossem diabéticos, seu diabetes deveria estar controlado;
    eles deveriam ter um esquema de trabalho diurno.

Após 3-4 semanas do período introdutório (run-in) com placebo,
os pacientes foram randomizados para receber diltiazem 360mg à
noite, ou anlodipino 5mg como dose diurna, e tratados por 6
semanas. Após 6 semanas, se a sePAS/sePAD do paciente fosse
≥130/85, as doses eram aumentadas para diltiazem 540mg ou
anlodipino 10mg nas 6 semanas seguintes; os pacientes com PA abaixo
deste limite continuaram com a sua dose inicial nas 6 semanas
seguintes.

Um total de 262 participantes concluiu as 12 semanas do estudo
(97,8% dos recrutados).

O diltiazem mostrou reduções significantemente maiores da amPAD
do que anlodipino para as primeiras 4 horas após o despertar (média
dos quadrados mínimos para a diferença entre os tratamentos foi de
3,5mm Hg; plt;0,0049) e também entre as 6-12 horas (média dos
quadrados mínimos para a diferença entre os tratamentos de 3,2mm
Hg; plt;0,0019).

Não houve diferença significante na modificação desde o basal na
amPAD média de 24 horas entre os tratamentos. Durante os três
intervalos de tempo monitorados, diltiazem reduziu a FC, enquanto
anlodipino aumentou a FC.

As reduções no produto frequência-pressão (RPP) foram
significantemente maiores (p≤0,0008) com o tratamento com diltiazem
do que com anlodipino.

Estudo comparativo com ramipril

A eficácia de diltiazem foi comparada com ramipril por White
et al
em um estudo multicêntrico, duplo-cego, randomizado, em
grupos paralelos de titulação até o efeito.

Os pacientes adultos foram admitidos ao estudo se cumprissem as
condições a seguir:

  • Sua sePAD fosse ≥90 mas lt;100mm Hg durante duas semanas
    consecutivas do período introdutório de 3-4 semanas com
    placebo;
  • Ao final do período introdutório sua amPAD fosse ≥85 mas
    lt;109mm Hg.

Os pacientes que estavam recebendo terapia anti-hipertensiva
foram submetidos a um período de depuração de 2 semanas antes do
período introdutório. Após o período introdutório com placebo, os
pacientes foram randomizados para 10 semanas de tratamento com
diltiazem ou ramipril.

Durante as semanas 3 e 6 de tratamento, os pacientes foram
titulados para doses mais altas (primeiro para 360 e então para
540mg para diltiazem; primeiro para 10 e depois para 20mg para
ramipril) se a sua sePA fosse gt;130/85. Um total de 348 pacientes
(91,2% dos recrutados) concluiu o estudo.

O diltiazem mostrou reduções significantemente maiores da amPA
do que ramipril nas primeiras 4 horas após o despertar (média dos
quadrados mínimos para a diferença entre os tratamentos foi 4,4mm
Hg; plt;0,0023 para amPAS; 6,7mm Hg; plt;0,0001 para amPAD), e
também para o período entre 6-12 horas (média dos quadrados mínimos
para a diferença entre os tratamentos de 3,8mm Hg; plt;0,0045 para
amPAS; 6,3mm Hg, plt;0,0001 para amPAD).

Os pacientes tratados com diltiazem também obtiveram maiores
reduções na amPAD média de 24 horas, frequência cardíaca matinal e
RPP, do que os tratados com ramipril.


Características Farmacológicas

Farmacodinâmica:

O diltiazem é um bloqueador dos canais de cálcio, que age
inibindo a entrada do íon cálcio nas células ou a sua mobilização
dos estoques intracelulares.

No tecido vascular, o diltiazem relaxa a musculatura lisa
arterial. Entretanto, diltiazem não tem efeito no leito venoso.

No coração, o bloqueio dos canais de cálcio pode resultar num
efeito inotrópico negativo, uma vez que, dentro do miócito, o íon
cálcio é necessário para liberar o aparelho contrátil, permitindo
que a interação actina-miosina cause a contração.

O diltiazem também possui efeito cronotrópico negativo, na
medida em que diminui a condução atrioventricular e a frequência do
marcapasso sinusal.

O diltiazem diminui a resistência vascular coronariana e aumenta
o fluxo sanguíneo coronariano.

Causa diminuição da resistência vascular periférica e da pressão
arterial sistólica e diastólica.

Em pacientes com doença isquêmica coronariana, diltiazem reduz o
produto frequência cardíaca x pressão arterial durante o exercício,
aumentando a tolerância ao exercício sem deprimir o desempenho
cardíaco.

Na angina do peito por espasmos coronarianos, o efeito
antianginoso do diltiazem deve-se à dilatação das coronárias
epicárdicas e subendocárdicas.

Na angina de esforço, o diltiazem proporciona aumento da
tolerância ao exercício físico, devido à redução do consumo de
oxigênio do miocárdio: o diltiazem promove a redução da frequência
cardíaca e da tensão arterial sistêmica, face à sobrecarga física
submáxima e máxima, comparado com outros antagonistas do
cálcio.

Os efeitos sobre o coração são acompanhados por diminuição da
tensão arterial e da resistência periférica.

Farmacocinética:

Absorção

O diltiazem é quase completamente absorvido pelo trato
gastrintestinal.

A concentração plasmática após administração oral de comprimidos
de 60mg de diltiazem a adultos saudáveis do sexo masculino,
alcançou o nível máximo após 3 a 5 horas da administração, e a
partir de então diminuíram com em meia-vida de eliminação de 4,5
horas.

Com a admistração oral repetida, a concentração plasmática
atingiu um estado de equilíbrio no segundo dia ou após.

A concentração plasmática foi de cerca de 40 ng/ml cerca de 2 a
4 horas após a administração em pacientes tratados em longo prazo
com administração de 90mg/dia divididos em 3 doses.

Após dose oral única de 120mg da formulação SR obtêm-se níveis
plasmáticos detectáveis após duas a três horas, e níveis
plasmáticos de pico após 6 a 11 horas.

Metabolismo

O diltiazem sofre um extenso efeito de metabolismo de primeira
passagem, resultando numa biodisponibilidade absoluta (em
comparação à administração endovenosa) de cerca de 40%. A ligação
de diltiazem com proteína é cerca de 80%. O diltiazem é submetido a
extenso metabolismo, principalmente pela isoenzima CYP3A4 do
citocromo P450.

Quando diltiazem foi administrado oralmente em adultos saudáveis
do sexo masculino, as principais vias metabólicas foram desaminação
oxidativa, desmetilação oxidativa, desacetilação, e conjugação.

Eliminação

Cerca de 2 a 4% da dose é excretada na urina como diltiazem
inalterado e restante excretado como metabólitos na bile e urina. O
diltiazem e seus metabolitos são pouco dialisáveis.

A meia-vida de diltiazem é relatada a ser cerca de 3 a 8
horas.

Cuidados de Armazenamento do Balcor Retard

Mantenha em temperatura ambiente (15ºC e 30ºC), protegido da luz
e da umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide
embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas

A cápsula de Balcor retard 300 mg é cápsula gelatinosa dura,
incolor, corpo gravado em vermelho “Balcor Retard” e tampa gravada
em vermelho com o logotipo “Baldacci”. Dentro das cápsulas há
microgrânulos brancos a levemente amarelados e verdes.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso
ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no
aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
crianças.

Dizeres Legais do Balcor Retard

M.S. Nº 1.0146.0050

Farm. Resp.:

Dr. Roberto Andrade Milan
CRF-SP nº 8.956

Fabricado por:

Diffucap Chemobrás Química e Farmacêutica Ltda.
Rua Goiás, 1232 – Quintino Bocaiúva
Rio de Janeiro – RJ

Registrado e Embalado por:

Laboratório Baldacci Ltda.
Rua Pedro de Toledo, 520 – Vl.
Clementino – São Paulo – SP
CNPJ: 61.150.447/0001-31
Indústria Brasileira

Venda sob prescrição médica.

Balcor-Retard, Bula extraída manualmente da Anvisa.

Remedio Para – Indice de Bulas A-Z.

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